{"id":8825,"date":"2019-03-22T18:27:37","date_gmt":"2019-03-22T21:27:37","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/posicoes-ideologicas-do-mec-reascendem-debate-sobre-alfabetizacao\/"},"modified":"2019-03-22T18:27:37","modified_gmt":"2019-03-22T21:27:37","slug":"posicoes-ideologicas-do-mec-reascendem-debate-sobre-alfabetizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/posicoes-ideologicas-do-mec-reascendem-debate-sobre-alfabetizacao\/","title":{"rendered":"Posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas do MEC reascendem debate sobre alfabetiza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A disputa ficou conhecida no mundo como reading war. \u00c9 a \u201cguerra\u201d conceitual, muitas vezes com desdobramentos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, entre os educadores partid\u00e1rios do m\u00e9todo f\u00f4nico e os defensores do letramento e das teorias identificadas com o construtivismo sobre a melhor forma de alfabetizar. A temperatura do debate voltou a subir no Brasil com a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O novo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Ricardo V\u00e9lez Rodr\u00edguez, e o seu escolhido para a secretaria de Alfabetiza\u00e7\u00e3o do MEC, Carlos Nadalim, possuem como meta retirar do ensino infantil os m\u00e9todos e influ\u00eancias relacionados ao letramento e \u00e0s ideias construtivistas e colocar, no lugar, as condutas relacionadas ao sistema f\u00f4nico. Educa\u00e7\u00e3o reuniu argumentos de especialistas e pesquisadores dos dois lados na tentativa de contribuir para o melhor desfecho neste momento de retomada de f\u00f4lego da quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em um v\u00eddeo publicado no YouTube, Nadalim diz que as teorias construtivistas e o letramento nunca possu\u00edram \u201cuma orienta\u00e7\u00e3o clara com base em evid\u00eancias cient\u00edficas, comprovadas e atualizadas, de como alfabetizar as crian\u00e7as\u201d. E acrescenta: \u201cH\u00e1 tanta preocupa\u00e7\u00e3o em fomentar a socializa\u00e7\u00e3o e em promover a vis\u00e3o cr\u00edtica na crian\u00e7a que sobra pouco tempo e investimento para ensinar o b\u00e1sico e o fundamental\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O novo secret\u00e1rio critica tamb\u00e9m as teses da professora em\u00e9rita da UFMG Magda Soares, uma das mais respeitadas intelectuais ligadas \u00e0s pesquisas e pr\u00e1ticas educacionais do pa\u00eds, ao afirmar que o letramento, m\u00e9todo defendido por ela, \u00e9 o \u201cvil\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d. Procurado por Educa\u00e7\u00e3o, Nadalim avisou, por meio de sua assessoria, que \u201cele e sua equipe est\u00e3o muito ocupados e sem agenda para falar sobre o assunto com a imprensa neste momento. Por isso, n\u00e3o dariam entrevista\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pol\u00eamica ganhou f\u00f4lego extra, em fevereiro, com uma carta assinada por l\u00edderes de mais de cem organiza\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e endere\u00e7ada ao MEC. Nela, eles pedem a abertura de di\u00e1logo para discutir e avaliar as propostas de formula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de alfabetiza\u00e7\u00e3o a ser adotada pelo novo governo. Alegam que a pedagogia da alfabetiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o nega a \u201cfaceta fonol\u00f3gica\u201d, mas est\u00e1 longe de t\u00ea-la como \u201c\u00fanico m\u00e9todo\u201d. Os organizadores calculam que ir\u00e3o reunir cerca de cinco mil assinaturas de apoio numa peti\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o lan\u00e7ada junto com o documento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cApostar no m\u00e9todo f\u00f4nico como caminho exclusivo \u00e9 apresentar uma explica\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, abreviada e preocupante. O letramento \u00e9 o caminho cultural e social que se faz entre a aquisi\u00e7\u00e3o do sistema alfab\u00e9tico e o seu uso, n\u00e3o sendo, portanto, um contraponto ao ato de alfabetizar\u201d, afirma a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alfabetiza\u00e7\u00e3o (ABAlf), Isabel Frade. \u201cEssa quest\u00e3o, do jeito que est\u00e1 colocada pelo governo, n\u00e3o faz o mais remoto sentido: sabemos que nenhum deles resolve sozinho. Ser alfabetizado n\u00e3o \u00e9 apenas entender o funcionamento do sistema alfab\u00e9tico, mas tamb\u00e9m ser capaz de fazer uso disso no cotidiano das mais variadas formas, lendo textos variados e estabelecendo rela\u00e7\u00f5es a partir deles\u201d, apoia M\u00f4nica Baptista, professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG e integrante da comiss\u00e3o articuladora do F\u00f3rum Mineiro de Educa\u00e7\u00e3o Infantil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ao contr\u00e1rio do novo secret\u00e1rio, Magda Soares apresentou seu ponto de vista em detalhes \u00e0 revista. \u201cEsse rapaz, o Nadalim, tem agredido meu trabalho e minha trajet\u00f3ria, algumas vezes de forma deselegante. No in\u00edcio me mantive calada, mas com o tempo considerei justo me posicionar. Esse novo pessoal do MEC e alguns defensores daquelas ideias est\u00e3o equivocados. \u00c9 ing\u00eanuo e simpl\u00f3rio, para dizer o m\u00ednimo, imaginar que resolver o problema da educa\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 meramente impor um \u00fanico m\u00e9todo, sobretudo o f\u00f4nico. \u00c9 preciso que entendam o seguinte: o m\u00e9todo f\u00f4nico \u00e9 componente fundamental, indispens\u00e1vel e essencial no processo de aprendizagem da l\u00edngua escrita \u2013 mas, como disse, \u00e9 apenas um componente deste processo. Est\u00e1 precedido e \u00e9 seguido de outros pilares t\u00e3o fundamentais, indispens\u00e1veis e essenciais, e inserido num contexto que envolve outros pontos importantes\u201d, destaca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Magda cita alguns \u201cequ\u00edvocos preocupantes\u201d existentes nas propostas do governo. \u201cConsideram letramento e m\u00e9todo construtivista \u2013 que n\u00e3o \u00e9 m\u00e9todo, e sim uma teoria psicol\u00f3gica \u2013 uma s\u00f3 coisa, quando sabemos se tratar de processos distintos\u201d, explica. \u201cConstrutivismo, ou teoria da psicog\u00eanese da escrita, \u00e9 um conhecimento pesquisado e mapeado pela psic\u00f3loga e pedagoga argentina Em\u00edlia Ferreiro sob a orienta\u00e7\u00e3o de Jean Piaget. A crian\u00e7a nasce e aprende a falar sozinha o idioma. Ningu\u00e9m precisa dar aula disso para ela, mas a l\u00edngua escrita \u00e9 um objeto cultural. O aluno precisa construir os conceitos da l\u00edngua escrita. Por equ\u00edvoco, alguns chamam isso de construtivismo. E pior: sugerem a exist\u00eancia de m\u00e9todo construtivista, algo que a pr\u00f3pria Em\u00edlia sempre recusou.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pesquisadora argentina, diz a professora mineira, mostrou que a crian\u00e7a consome um bom tempo na evolu\u00e7\u00e3o do ponto em que escrever \u00e9 desenhar at\u00e9 a compreens\u00e3o da escrita como representa\u00e7\u00e3o do som das palavras, e n\u00e3o daquilo a que elas se referem. \u201cSe voc\u00ea pedir a um menino ou menina de tr\u00eas anos para escrever casa, por exemplo, ela vai desenhar e achar que escreveu. A humanidade, a prop\u00f3sito, tamb\u00e9m come\u00e7ou assim: desenhando uma representa\u00e7\u00e3o do que se falava. \u00c9 uma caminhada imensa da concep\u00e7\u00e3o inicial abstrata at\u00e9 a compreens\u00e3o do papel de representa\u00e7\u00e3o sonora. E, num est\u00e1gio seguinte, da percep\u00e7\u00e3o de que as palavras, as cadeias sonoras, podem ser segmentadas em s\u00edlabas.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Apenas nesse est\u00e1gio, destaca a professora mineira, a crian\u00e7a come\u00e7a a perceber que a s\u00edlaba \u00e9 composta por fonemas, ou elementos m\u00ednimos da l\u00edngua oral, abstratos e n\u00e3o pronunci\u00e1veis. \u201cO ser humano percebe os fonemas quando come\u00e7a a escrever \u2013 e s\u00f3 ent\u00e3o entra o m\u00e9todo f\u00f4nico, importante e fundamental, como eu disse.\u201d \u00c9 neste ponto que ela identifica o perigo principal do que qualifica de ingenuidade. \u201cEnt\u00e3o, na suprema maioria dos casos, sobretudo no Brasil, n\u00e3o se pode come\u00e7ar a ensinar a l\u00edngua escrita a partir desse ponto final, apenas com o m\u00e9todo f\u00f4nico, desprezando todo o processo anterior de desenvolvimento cognitivo e lingu\u00edstico da crian\u00e7a ou de qualquer pessoa em processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A professora em\u00e9rita conclui seus argumentos com um exemplo curioso. \u201cSe voc\u00ea fala boneca para uma crian\u00e7a, ela vai buscar a boneca. Ela n\u00e3o pensa em algo do tipo \u2018com que som essa pessoa est\u00e1 se referindo ao objeto\u2019. Busca a boneca e pronto. Para escrever, ela precisa desenvolver a consci\u00eancia sil\u00e1bica para depois rumar para consci\u00eancia f\u00f4nica, porque at\u00e9 ent\u00e3o ela faz rela\u00e7\u00f5es apenas com o som. E, pelo som, boneca \u00e9 boneca, mas poderia ser mesa, cadeira ou qualquer outra palavra\u201d, descreve. \u201cPor isso considero o f\u00f4nico n\u00e3o um m\u00e9todo completo, e sim um componente do processo total de desenvolvimento cognitivo e lingu\u00edstico. Ent\u00e3o, transformar o m\u00e9todo f\u00f4nico, que logicamente tem respaldo cient\u00edfico, em toda a alfabetiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 desprezar as evid\u00eancias cient\u00edficas de todo o restante do processo\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cO m\u00e9todo f\u00f4nico, sozinho, traz uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es\u201d, corrobora Telma Leal Ferraz, doutora em Psicologia, escritora, professora do curso de Pedagogia e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), integrante do Centro de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o e Linguagem (CEEL) e experiente orientadora de cursos de forma\u00e7\u00e3o para professores de redes p\u00fablicas de ensino. \u201cIsolado, ele afasta a crian\u00e7a de uma s\u00e9rie de viv\u00eancias presentes em seu cotidiano, porque \u00e9 um m\u00e9todo altamente sequencial, que introduz a crian\u00e7a aos poucos na pr\u00e1tica social. Integrar a crian\u00e7a a essas pr\u00e1ticas \u00e9 fundamental, mas o m\u00e9todo f\u00f4nico n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer essa liga\u00e7\u00e3o sem os outros elementos do processo de evolu\u00e7\u00e3o educacional.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A disputa ficou conhecida no mundo como reading war. \u00c9 a \u201cguerra\u201d conceitual, muitas vezes com desdobramentos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, entre os educadores partid\u00e1rios do m\u00e9todo f\u00f4nico e os defensores do letramento e das teorias identificadas com o construtivismo sobre a melhor forma de alfabetizar. 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