{"id":8471,"date":"2018-08-01T13:41:28","date_gmt":"2018-08-01T16:41:28","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-proposta-de-harvard-para-a-educacao\/"},"modified":"2018-08-01T13:41:28","modified_gmt":"2018-08-01T16:41:28","slug":"a-proposta-de-harvard-para-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-proposta-de-harvard-para-a-educacao\/","title":{"rendered":"A proposta de Harvard para a educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que constitui uma experi\u00eancia de aprendizagem eficaz e poderosa, capaz de preparar o aluno para as compet\u00eancias do s\u00e9culo 21? Como encorajamos os estudantes a se apaixonarem pelo aprendizado? As perguntas, que parecem ser um questionamento recente, norteiam h\u00e1 50 anos o Project Zero \u2013 iniciativa do fil\u00f3sofo Nelson Goodman, na Universidade de Harvard (EUA).<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Desafiado pelo prop\u00f3sito de construir na Geekie um projeto pedag\u00f3gico ainda mais din\u00e2mico, interativo e personalizado, estive em Harvard no in\u00edcio de 2017 para uma imers\u00e3o com o psic\u00f3logo cognitivo e educacional Howard Gardner, cientista das intelig\u00eancias m\u00faltiplas e diretor-s\u00eanior do Project Zero. Durante a minha estada, discutimos o fato de o processo educativo \u2013 sobretudo, o mais adotado no Brasil \u2013 comumente n\u00e3o incentivar os alunos a pensarem e constru\u00edrem um aprendizado perene. Acredito que saber fazer uma prova \u00e9 importante e n\u00e3o devemos menosprezar a capacita\u00e7\u00e3o adquirida pelo aluno no ambiente escolar, sobretudo por ser essencial ao desempenho do estudante em exames como o Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) e vestibulares. Entretanto, o conhecimento \u2013 levado da escola para a vida \u2013 \u00e9 fundamental. Na ess\u00eancia, ancorar o conhecimento adquirido na escola com a viv\u00eancia pr\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As metodologias do Project Zero s\u00e3o inspiradoras. Com um grupo multidisciplinar, Gardner \u2013 que est\u00e1 \u00e0 frente da iniciativa h\u00e1 30 anos \u2013 pesquisa os processos de aprendizagem na busca de criar formas mais abrangentes e efetivas de educa\u00e7\u00e3o. Como resultado, as metodologias desenvolvidas relacionam intelig\u00eancias, compreens\u00e3o e ensino \u2013 o ensino para a compreens\u00e3o. Quem compreende pode pensar, agir e sentir a partir do que assimilou. Abra\u00e7ando as individualidades do estudante, podemos alcan\u00e7ar aprendizados significativos e contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de um cidad\u00e3o preparado para os desafios do presente. A experi\u00eancia foi t\u00e3o enriquecedora que voltei dos Estados Unidos motivado a disseminar esse aprendizado \u2013 e esse desafio \u2013 nas escolas parceiras. No final do ano passado, alguns colaboradores da Geekie participaram do Project Zero Classroom, modalidade do curso que traz v\u00e1rios frameworks (arcabou\u00e7os) e ferramentas para a constru\u00e7\u00e3o de um projeto de ensino mais significativo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A proposta do Project Zero \u00e9 preparar o educador para lidar com o ensino analiticamente, desenvolvendo novas abordagens para planejar a aula. No modelo tradicional, o professor pensa a aula com base em crit\u00e9rios mais convenientes ou de acordo com roteiros estabelecidos pelo livro. Dentro do conceito de pensar um design para a aula, o professor assume a l\u00f3gica de priorizar a melhor experi\u00eancia de aprendizagem para o aluno, ou seja, ele come\u00e7a a pensar a aula, analisando quais s\u00e3o os objetivos de aprendizagem que deseja atingir. Estou falando do teaching for the understanding (ensinar para compreens\u00e3o), que tem por alicerce o n\u00edvel de aprendizado que se espera que o aluno tenha. Para isso, o professor precisa ter os objetivos de aprendizagem claramente definidos; a partir da defini\u00e7\u00e3o clara, passa a pensar em qual ser\u00e1 a melhor experi\u00eancia de aprendizagem para o pleno entendimento do conte\u00fado por parte do aluno.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No Project Zero, o professor explora maneiras de aprofundar o envolvimento do aluno; encorajar os estudantes a pensar de forma cr\u00edtica e criativa; e tornar o aprendizado e o pensamento vis\u00edveis. Ao pensar a experi\u00eancia de aprendizagem h\u00e1 uma intencionalidade do professor. O novo modelo da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), por exemplo, traz um pouco dessa ess\u00eancia ao demandar que o aluno desenvolva habilidades de agir a partir do conhecimento adquirido. No entanto, defendo que esse aprendizado \u00e9 imposs\u00edvel se o aluno est\u00e1 sentado, copiando. Para aprender \u00e9 preciso a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Nessa seara \u00e9 significativo pensar em metodologias ativas para desenvolver habilidades de agir a partir do conte\u00fado adquirido como, por exemplo, a habilidade de identificar diferentes ecossistemas, analisar gr\u00e1ficos e comparar contextos hist\u00f3ricos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No cerne do conte\u00fado do Project Zero \u2013 que lan\u00e7a um olhar para o futuro da escola \u2013, exploramos maneiras de aprofundar o envolvimento do aluno; despertar um desejo de pensar de forma cr\u00edtica e criativa; e de tornar o aprendizado uma jornada de personaliza\u00e7\u00e3o. Esse caminho passa pela defini\u00e7\u00e3o da melhor experi\u00eancia de aprendizagem, que auxilia o professor a tornar vis\u00edvel o n\u00edvel de conhecimento do aluno em determinado conte\u00fado; essa experi\u00eancia cria engajamento, compreens\u00e3o e independ\u00eancia. Esses s\u00e3o tr\u00eas pilares essenciais, porque o estudante realmente engajado, entende o professor e adquire autonomia. E, na minha experi\u00eancia, a maioria dos alunos sentados e copiando \u2013 em um processo passivo de aprendizagem \u2013 n\u00e3o adquirem esse n\u00edvel de compreens\u00e3o. A proposta \u00e9 tornar vis\u00edvel para o professor, em tempo real, se o aluno est\u00e1 aprendendo ou n\u00e3o. A forma tradicional s\u00f3 mostra a evid\u00eancia desse suposto aprendizado na prova. Ao tangibilizar o n\u00edvel de profundidade desse aprendizado, no momento em que o conte\u00fado \u00e9 passado, o professor pode corrigir rotas, fazer ajustes com base em evid\u00eancias e feedbacks (retornos avaliativos) reais. Nessa l\u00f3gica, podemos trabalhar de forma individual e personalizada. Um dado relevante \u00e9 que, na sala de aula do Project Zero, os educadores se tornam aprendizes que conduzem a pr\u00f3pria curiosidade e o intelecto; exercitam a investiga\u00e7\u00e3o interdisciplinar e colaborativa; e avaliam as dimens\u00f5es \u00e9ticas e est\u00e9ticas da aprendizagem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Entender \u00e9 ser capaz de usar o conhecimento de forma flex\u00edvel em um novo contexto<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O direcionamento transversal do Project Zero defende que entender \u00e9 um dom\u00ednio aprofundado e conectado com a pr\u00e1tica; com a capacidade de o aluno tra\u00e7ar rela\u00e7\u00f5es com outros conhecimentos. Acredito ser relevante a leitura de dois livros que aprofundam esse conceito \u2013 Making Thinking Visible (Ron Richard, Mark Church and Karin Morrison) e Teaching for Understanding Guide (Tina Blythe and Associates). Essas s\u00e3o obras recomendadas pelos especialistas no Project Zeroexatamente por nos trazerem uma real dimens\u00e3o dessa transforma\u00e7\u00e3o no mindsetdo professor. Ensinar para compreender n\u00e3o \u00e9 nada trivial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Tina Blythe, a vis\u00e3o de desempenho da compreens\u00e3o \u00e9 consonante com o senso comum e com fontes da ci\u00eancia cognitiva contempor\u00e2nea. Na pr\u00e1tica, a perspectiva de desempenho defende que compreender \u00e9 uma quest\u00e3o de ser capaz de fazer uma variedade de coisas instigantes com um t\u00f3pico: explicar, encontrar evid\u00eancias e exemplos, generalizar, aplicar, analisar e representar esse t\u00f3pico de diferentes maneiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em \u201cAs dimens\u00f5es do Entendimento: uma breve vis\u00e3o geral\u201d, Tina Blythe define que os frameworks s\u00e3o importantes para ajudar a criar um conjunto equilibrado de metas de compreens\u00e3o que abordar\u00e1 diferentes aspectos de um t\u00f3pico de determinada disciplina. Para criar essa esquematiza\u00e7\u00e3o, o educador tem que atuar com quatro dimens\u00f5es do entendimento: conhecimento (conte\u00fado), m\u00e9todos, prop\u00f3sitos e formul\u00e1rios (comunica\u00e7\u00e3o). Em conhecimento, o professor tem que fomentar o questionamento sobre at\u00e9 que ponto ele compreendeu, em profundidade, o conte\u00fado compartilhado. Em m\u00e9todos, o professor deve selecionar as estrat\u00e9gias e t\u00e9cnicas, tendo por inspira\u00e7\u00e3o as usadas por especialistas disciplinares (como historiadores, por exemplo) que se prop\u00f5em a solucionar um problema \u2013 n\u00e3o estamos falando de m\u00e9todos pedag\u00f3gicos usados para os alunos, sim como o professor vai definir o pr\u00f3prio m\u00e9todo \u2013; em prop\u00f3sito, o motivo pelo qual o estudo do t\u00f3pico \u00e9 importante. Em formul\u00e1rios, a dimens\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, ou seja, como cada disciplina \u00e9 comunicada ao p\u00fablico-alvo (tabelas e gr\u00e1ficos, por exemplo, no caso da matem\u00e1tica). O cerne da quest\u00e3o aqui \u00e9 como o professor desenha o pr\u00f3prio processo de aprender \u2013 antes que ele possa ensinar; uma an\u00e1lise do ensino para a compreens\u00e3o em a\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A quest\u00e3o central \u00e9 que na metodologia do Project Zero a atua\u00e7\u00e3o do professor n\u00e3o est\u00e1 focada na transmiss\u00e3o pura, mas do ensino com objetivos a serem atingidos \u2013 e claramente norteados pela compreens\u00e3o. As evid\u00eancias da compreens\u00e3o do conte\u00fado possibilitam ao professor atingir o real conceito de personaliza\u00e7\u00e3o\/diferencia\u00e7\u00e3o; o professor precisa saber se foi bem compreendido e se a metodologia que est\u00e1 usando est\u00e1 atingindo o objetivo. \u00c9 importante notar que existe um protagonismo muito grande \u2013 tanto por parte do aluno, quanto por parte do professor. H\u00e1 um di\u00e1logo permanente. Essa postura chega a ser uma novidade no ensino no Brasil; estamos acostumados a dar feedbacks aos alunos \u2013 n\u00e3o a receber. No entanto, dentro de uma \u00f3tica de que o professor deve ser o mediador do conhecimento, faz todo o sentido que ele receba algum tipo de avalia\u00e7\u00e3o vinda do aluno: o seu principal interlocutor. O questionamento de at\u00e9 que ponto o conte\u00fado foi assimilado de forma perene deve ser constante. Neste sentido, volto \u00e0 quest\u00e3o de tornar o pensamento do aluno vis\u00edvel para o professor; somente dessa forma \u00e9 poss\u00edvel introduzir o conceito de diferencia\u00e7\u00e3o. Ou seja, qual o n\u00edvel de profundidade do conte\u00fado, de acordo com o que faz sentido para o pr\u00f3prio aluno. Ter feedback \u00e9 cr\u00edtico para que se possa tratar alunos de forma diferenciada e personalizada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Metodologias inovadoras dentro da sala de aula<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Uma metodologia bastante pertinente ao cen\u00e1rio das escolas brasileiras \u2013 e adaptada a partir das metodologias pelo Project Zero \u2013 \u00e9 o \u201cPensar, Ouvir e Debater\u201d. Nela, o centro s\u00e3o discuss\u00f5es de temas que costumam gerar posicionamentos bilaterais. A partir de uma pergunta, os alunos s\u00e3o encorajados a pensar, tomar nota dos argumentos a partir de uma reflex\u00e3o individual; o professor pode fornecer textos-base para dar alicerce \u00e0s opini\u00f5es. A segunda etapa, ouvir, \u00e9 feita depois da reflex\u00e3o individual; o momento \u00e9 de criar dois c\u00edrculos conc\u00eantricos na sala de aula, no qual cada um ter\u00e1 um argumento contr\u00e1rio ao outro. Em rodadas de dois minutos, um membro do c\u00edrculo \u2013 de frente para o outro \u2013 vai expor os argumentos enquanto o interlocutor somente escutar\u00e1. Na sequ\u00eancia, troca-se o papel de ouvinte. Em debater, ap\u00f3s o processo de escuta na roda, a turma \u00e9 convidada a se dividir em dois grupos \u2013 de acordo com a conclus\u00e3o individual e agrupando-se em posicionamentos \u2013 para falar sobre as conclus\u00f5es. Membros de cada grupo, eleitos pelos demais, far\u00e3o a apresenta\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es e argumentos para a sala. Finalizado o debate, a turma se re\u00fane para as conclus\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Outra metodologia, j\u00e1 disseminada por diversas fontes e, na minha opini\u00e3o, uma das mais brilhantes entre as metodologias ativas \u00e9 a de rota\u00e7\u00f5es por esta\u00e7\u00e3o. Ela consiste em montar equipes, por exemplo, de acordo com o n\u00edvel de profundidade que o aluno tem sobre determinado assunto. Mas, vale ressaltar, que essa n\u00e3o \u00e9 uma regra \u2013 \u00e9, antes, uma das possibilidades! A decis\u00e3o do professor deve ser baseada em dados e evid\u00eancias sobre esse conhecimento do aluno. No primeiro grupo, dentro da divis\u00e3o por n\u00edvel de profundidade, o professor mediar\u00e1 os alunos com mais dificuldade no tema; no segundo, os alunos que est\u00e3o mais familiarizados com o tema e que devem se aprofundar via textos ou conte\u00fados como v\u00eddeos; no terceiro, os alunos que conhecem o conte\u00fado e t\u00eam a oportunidade, em grupo, de realizarem alguma atividade ou trabalho que demande a colabora\u00e7\u00e3o. Os grupos podem rotacionar e a din\u00e2mica pode acontecer em uma aula ou em uma sequ\u00eancia de v\u00e1rias \u2013 dependendo do conte\u00fado, do n\u00edvel de aprofundamento dos alunos e do interesse do professor no tema. A proposta \u00e9 que, ao final da din\u00e2mica, todos os alunos atinjam o n\u00edvel de compreens\u00e3o esperado \u2013 e alguns consigam ir al\u00e9m. A cada abordagem de temas diferentes, os alunos estar\u00e3o em grupos diferentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00c9 muito importante ressaltar que a proposta do Project Zero \u00e9 usar metodologia adequada para o objetivo que se quer atingir; adequada ao objetivo de aprendizagem. O desafio proposto \u00e9 mudar o mindset (mentalidade); repensar a forma de redesenhar a escola e a forma de ensinar. Convido cada educador a buscar conte\u00fados sobre o Project Zero (<a href=\"http:\/\/www.pz.harvard.edu\/\">www.pz.harvard.edu<\/a>) e a se aventurar nessa jornada de repensar a educa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que constitui uma experi\u00eancia de aprendizagem eficaz e poderosa, capaz de preparar o aluno para as compet\u00eancias do s\u00e9culo 21? Como encorajamos os estudantes a se apaixonarem pelo aprendizado? As perguntas, que parecem ser um questionamento recente, norteiam h\u00e1 50 anos o Project Zero \u2013 iniciativa do fil\u00f3sofo Nelson Goodman, na Universidade de Harvard [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-8471","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8471"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8471\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}