{"id":8356,"date":"2018-05-14T16:03:56","date_gmt":"2018-05-14T19:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/fake-news-entra-no-curriculo-para-treino-da-capacidade-critica\/"},"modified":"2018-05-14T16:03:56","modified_gmt":"2018-05-14T19:03:56","slug":"fake-news-entra-no-curriculo-para-treino-da-capacidade-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/fake-news-entra-no-curriculo-para-treino-da-capacidade-critica\/","title":{"rendered":"`Fake news` entra no curr\u00edculo para treino da capacidade cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A \u00faltima \u201cfake news\u201d que Matheus Sawaya, 17, teve de desmentir foi h\u00e1 pouco mais de uma semana.<\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cRecebi no grupo da minha fam\u00edlia no WhatsApp a not\u00edcia de que o Brasil passaria pelo inverno mais frio do s\u00e9culo. Logo depois, vi que n\u00e3o era bem assim\u201d, conta o estudante, j\u00e1 craque em desconfiar do conte\u00fado que recebe via redes sociais.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em uma \u00e9poca em que as not\u00edcias falsas pipocam nos celulares com alcance e velocidade recordes, os col\u00e9gios t\u00eam colocado o tema no curr\u00edculo para evitar que os alunos sejam presas f\u00e1ceis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cEssa \u00e9 uma gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 constantemente conectada \u00e0s redes sociais, e \u00e9 tamb\u00e9m a partir delas que os alunos se informam. \u00c9 muito pouco usual um estudante acessar as fontes tradicionais de informa\u00e7\u00e3o, como jornais e revistas. Por isso, est\u00e1 mais suscet\u00edvel \u00e0s \u2018fake news\u2019\u201d, afirma Gabriele Schumm, professora de produ\u00e7\u00e3o textual no Col\u00e9gio Louren\u00e7o Castanho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No Col\u00e9gio M\u00f3bile, onde Matheus cursa o terceiro ano do ensino m\u00e9dio, o assunto \u00e9 abordado durante toda esta etapa de ensino. Para ele, o bacana \u00e9 n\u00e3o somente aprender a identificar as \u201cfake news\u201d, mas, principalmente, \u201centender as consequ\u00eancias do fen\u00f4meno, explorar sua dimens\u00e3o, como na elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump nos EUA e, provavelmente, nas elei\u00e7\u00f5es do Brasil\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O aprendizado se d\u00e1 de forma interdisciplinar e ganha \u00eanfase nas aulas de \u00e9tica e cidadania, em que os estudantes aprendem a analisar fen\u00f4menos geopol\u00edticos a partir de pressupostos cient\u00edficos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Roberto Candelori, que \u00e9 professor da disciplina, explica que trabalha com atualidades em pol\u00edtica nacional e internacional \u201cpara que os alunos tenham capacidade cr\u00edtica de avaliar se s\u00e3o procedentes as not\u00edcias que encontram no dia a dia\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo o professor, quanto maior o repert\u00f3rio do aluno, maior o instrumental para ele perceber o que \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o de mentira. \u201cMas n\u00e3o h\u00e1 garantias de que algu\u00e9m possa estar imune a not\u00edcias falsas\u201d, acrescenta Candelori.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m de fugir das \u201cfake news\u201d, o vestibulando tamb\u00e9m precisa driblar conte\u00fados de diferentes vieses ideol\u00f3gicos disfar\u00e7ados como informa\u00e7\u00e3o \u2014em grande destaque neste momento de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Cada pessoa enxerga o mundo a partir de uma perspectiva. Cabe ao professor ter a clareza de que n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 para formar pessoas parecidas com ele, \u201cmas para oferecer possibilidades que ajudem o aluno a fazer as melhores escolhas\u201d, diz a pedagoga Denise Rampazzo da Silva, que forma professores do Instituto Singularidades.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201dIsso significa instigar ao exerc\u00edcio cr\u00edtico e reflexivo.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As aulas de hist\u00f3ria do Col\u00e9gio \u00cdtaca prop\u00f5em \u201ca constru\u00e7\u00e3o de conhecimento a partir dos controversos debates produzidos pela historiografia recente\u201d, diz a professora da disciplina, Cec\u00edlia Jorquera. Para ela, toda rela\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica \u201c\u00e9 necessariamente democr\u00e1tica, na qual e pela qual se correm riscos, se somam contradi\u00e7\u00f5es, se estabelecem di\u00e1logos. Ao professor, cabe apresentar o leque de possibilidades, autores, refer\u00eancias e provocar o debate.\u201d<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00faltima \u201cfake news\u201d que Matheus Sawaya, 17, teve de desmentir foi h\u00e1 pouco mais de uma semana.\u201cRecebi no grupo da minha fam\u00edlia no WhatsApp a not\u00edcia de que o Brasil passaria pelo inverno mais frio do s\u00e9culo. 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