{"id":796,"date":"2004-10-06T14:38:00","date_gmt":"2004-10-06T17:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/10\/06\/por-que-persiste-a-crise-do-setor-editorial\/"},"modified":"2004-10-06T14:38:00","modified_gmt":"2004-10-06T17:38:00","slug":"por-que-persiste-a-crise-do-setor-editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/por-que-persiste-a-crise-do-setor-editorial\/","title":{"rendered":"Por que persiste a crise do setor editorial"},"content":{"rendered":"<p>A pedido do BNDES, o Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento, do Instituto de Economia da UFRJ, elaborou uma pesquisa que aponta formas de tornar o livro mais difundido e mais barato no Brasil. Coordenador do grupo, Fabio S\u00e1 Earp respondeu \u00e0s seguintes perguntas do Estado, por e-mail, em conjunto com o tamb\u00e9m pesquisador George Kornis. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Estado &#8211; Como o Brasil pode ter eficiente pol\u00edtica do livro sem desviar recursos dos did\u00e1ticos? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Construir pol\u00edticas \u00e9 algo complexo e a aloca\u00e7\u00e3o de recursos \u00e9 um desdobramento posterior desse processo. Acreditamos que uma pol\u00edtica para o livro n\u00e3o foge a essa din\u00e2mica. Uma pol\u00edtica para valer n\u00e3o pode ser proposta por alguns iluminados, tem de ser elaborada e debatida pela sociedade. Antes de mais nada os empres\u00e1rios t\u00eam de saber o que eles querem &#8211; e isso \u00e9 o mais dif\u00edcil de conseguir, pois s\u00e3o terrivelmente desunidos e seu discurso \u00e9 pobre. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Estado &#8211; Por que h\u00e1, no Brasil, discrep\u00e2ncia entre o n\u00famero de editoras (considerado grande) com o n\u00famero de livrarias e bibliotecas? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o parece adequado o termo discrep\u00e2ncia. No Brasil, temos um oligop\u00f3lio relativamente concentrado na edi\u00e7\u00e3o, e nas livrarias temos redes expandindo sua presen\u00e7a em paralelo ao imenso e heterog\u00eaneo conjunto das independentes. Mas um oligop\u00f3lio tamb\u00e9m \u00e9 composto por uma infinidade de pequenas empresas.  Isto \u00e9 mais freq\u00fcente na edi\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o h\u00e1 nada mais barato do que fundar uma editora &#8211; bastam meu quarto e meu computador. Uma livraria tem de estar estabelecida em um ponto nobre e caro. Al\u00e9m disso, a editora tem monop\u00f3lio sobre seus t\u00edtulos, enquanto todas as livrarias podem ter os mesmos t\u00edtulos e competir em pre\u00e7o. Quanto \u00e0s bibliotecas, n\u00e3o existe no Brasil uma pol\u00edtica capaz de permitir que renovem seus estoques como necess\u00e1rio. A pergunta deve ser: a situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria das bibliotecas no Brasil interessa a quem? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Estado &#8211; Qual o vil\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o editorial: a distribui\u00e7\u00e3o? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O maior vil\u00e3o \u00e9 a falta de livros para quem quer ler &#8211; por falta de renda e de bibliotecas. S\u00e3o as pol\u00edticas econ\u00f4micas que arrasaram o poder aquisitivo da classe m\u00e9dia e a falta de comprometimento das autoridades com o suprimento das bibliotecas. A cr\u00edtica \u00e0s distribuidoras atinge aquelas que talvez sejam as firmas mais eficientes da cadeia do livro &#8211; n\u00e3o s\u00e3o elas que imprimem livros invend\u00e1veis como as editoras, nem praticam pol\u00edticas incompetentes de compras, como as livrarias. Demonizar a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 lugar comum. No Brasil contempor\u00e2neo, \u00e9 urgente estudar e reorientar a produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo do setor editorial de modo a termos, em prazo razo\u00e1vel , uma economia do livro compat\u00edvel com a escala da economia do Pa\u00eds. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Estado &#8211; E qual o peso negativo das c\u00f3pias xerocadas de livros no mercado? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As c\u00f3pias piratas s\u00f3 amea\u00e7am o livro cient\u00edfico, voltado para o ensino superior. As estimativas n\u00e3o s\u00e3o confi\u00e1veis e todo o debate mascara (1) a incapacidade do poder p\u00fablico de cumprir a lei; (2) o alto custo do livro para o estudante universit\u00e1rio; (3) a precariedade das bibliotecas. A discuss\u00e3o atual \u00e9 inteiramente improdutiva e punir um ou outro xeroqueiro n\u00e3o leva a nada. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p>  <b>Leia tamb\u00e9m: <\/b>\u00a0<br \/> <a href=\"http:\/\/txt.estado.com.br\/editorias\/2004\/10\/06\/cad024.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Feira de Frankfurt come\u00e7a sob amea\u00e7a do medo<\/a><br \/> <a href=\"http:\/\/www1.uol.com.br\/diversao\/efe\/2004\/10\/05\/ult1817u2138.shl\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Feira de Frankfurt quer se firmar como maior encontro editorial  <\/a><br \/> <a href=\"http:\/\/txt.estado.com.br\/editorias\/2004\/10\/06\/cad031.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Editores brasileiros em busca do best seller perdido<\/a> <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pedido do BNDES, o Grupo de Pesquisa em Economia do Entretenimento, do Instituto de Economia da UFRJ, elaborou uma pesquisa que aponta formas de tornar o livro mais difundido e mais barato no Brasil. 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