{"id":7839,"date":"2017-08-24T16:03:50","date_gmt":"2017-08-24T19:03:50","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/entenda-por-que-ha-tanta-polemica-na-base-de-educacao-infantil\/"},"modified":"2017-08-24T16:03:50","modified_gmt":"2017-08-24T19:03:50","slug":"entenda-por-que-ha-tanta-polemica-na-base-de-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/entenda-por-que-ha-tanta-polemica-na-base-de-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"Entenda por que h\u00e1 tanta pol\u00eamica na Base de Educa\u00e7\u00e3o Infantil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As audi\u00eancias p\u00fablicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) t\u00eam sido dominada por temas que seguem a agenda de determinados grupos e acabam ofuscando muitos debates. Ainda assim, alguns assuntos t\u00eam ganhado espa\u00e7o pela falta de consenso entre especialistas, institui\u00e7\u00f5es, professores e sociedade civil. E o caso mais marcante \u00e9 o da \u201cOralidade e escrita\u201d na Educa\u00e7\u00e3o Infantil.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">At\u00e9 a segunda vers\u00e3o do documento, este campo de experi\u00eancia era intitulado como \u201cEscuta, fala, pensamento e imagina\u00e7\u00e3o\u201d. Para M\u00f4nica Baptista, consultora sobre o tema da oralidade e da linguagem escrita nas duas primeiras vers\u00f5es da Base de Educa\u00e7\u00e3o Infantil, houve um conflito pedag\u00f3gico entre as equipes das segunda e da terceira edi\u00e7\u00f5es. \u201cA \u00faltima vers\u00e3o rompe radicalmente com os processos e constr\u00f3i um outro que, em muitos aspectos, \u00e9 antag\u00f4nico ao que se tem na segunda\u201d, diz a especialista, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora do projeto Leitura e Escrita na Educa\u00e7\u00e3o Infantil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cA quest\u00e3o da aprendizagem da leitura e da escrita \u00e9 um ponto central na Educa\u00e7\u00e3o Infantil\u201d, diz M\u00f4nica. \u201cN\u00e3o podemos ignorar que essa \u00e9 uma tens\u00e3o da \u00e1rea. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ser ing\u00eanuos e pensar que \u00e9 uma mudan\u00e7a sem\u00e2ntica, que s\u00f3 se alterou o t\u00edtulo. \u00c9 uma mudan\u00e7a de concep\u00e7\u00e3o\u201d, completa. A altera\u00e7\u00e3o representaria uma redu\u00e7\u00e3o conceitual do que havia sido proposto para este campo de experi\u00eancia. A fala e escuta &#8211; que foram resumidos em \u201coralidade\u201d &#8211; seriam atividades que al\u00e9m do dito, tamb\u00e9m incluiriam o presumido, as express\u00f5es corporais e o contexto enunciativo. A escrita tamb\u00e9m seria uma articula\u00e7\u00e3o de um processo complexo e o t\u00edtulo inicial de \u201cescuta, fala, pensamento e imagina\u00e7\u00e3o\u201d teria a finalidade de evidenciar a constitui\u00e7\u00e3o da linguagem e do pensamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O destaque dado \u00e0 escrita na etapa tamb\u00e9m preocupa. \u201cHistoricamente \u00e9 uma tem\u00e1tica delicada que dividiu a \u00e1rea. Existe uma press\u00e3o por parte da sociedade e de especialistas para que a etapa assuma um papel de prepara\u00e7\u00e3o para o Ensino Fundamental e isso questiona a identidade da Educa\u00e7\u00e3o Infantil\u201d, explica M\u00f4nica. Ao lado de outros 15 especialistas que participaram da BNCC criaram um <a href=\"https:\/\/www.change.org\/p\/minist%C3%A9rio-da-educa%C3%A7%C3%A3o-base-nacional-comum-curricular-avan%C3%A7os-para-qual-dire%C3%A7%C3%A3o?recruiter=45984982&amp;utm_source=share_petition&amp;utm_medium=copylink\">abaixo-assinado intitulado \u201cBase Nacional Comum Curricular \u2013 Avan\u00e7os para qual dire\u00e7\u00e3o?\u201d<\/a> que questiona a proposta e o processo da \u00faltima vers\u00e3o do documento. Nele, o grupo afirma que a altera\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cde um campo de experi\u00eancia para disciplinas escolares, que, nesta etapa educacional, estreitam o conhecimento e se colocam muito aqu\u00e9m das possibilidades de desenvolvimento e aprendizagem das crian\u00e7as\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De acordo com M\u00f4nica, houve uma tentativa de assegurar que o tema n\u00e3o estivesse ausente por ser um direito da crian\u00e7a aprender e se apropriar desse objeto de conhecimento. \u201cElas est\u00e3o se perguntando sobre isso, mas ao mesmo tempo, tentamos romper com essa vis\u00e3o de que a Educa\u00e7\u00e3o Infantil vai trabalhar na perspectiva do Fundamental\u201d. Assim, de acordo com a segunda vers\u00e3o do documento, \u201ca imers\u00e3o na cultura escrita deve partir do que a crian\u00e7a conhece, das curiosidades que ela deixa transparecer, instigando-a a pensar, a formular hip\u00f3teses sobre a escrita, a dialogar com seus pares e com os adultos sobre essas curiosidades e a participar de situa\u00e7\u00f5es de leitura e de escrita\u201d. Os direitos de aprendizagem propostos nessa vers\u00e3o tamb\u00e9m contemplam a escrita no brincar, participar e explorar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A tentativa do grupo redator da vers\u00e3o 2 teria sido, segundo M\u00f4nica, garantir as especificidades da etapa ao introduzir essa tem\u00e1tica. \u201cTrabalhar leitura e escrita na Educa\u00e7\u00e3o Infantil precisa levar em conta como esse sujeito interage com o conhecimento, que \u00e9 de uma forma mais ampla e menos fragmentada do que em disciplinas, em conhecimentos\u201d, diz. \u201cO sujeito vai construindo uma rela\u00e7\u00e3o com a leitura e escrita e essa etapa n\u00e3o \u00e9 o lugar em que se tem determinabilidade na alfabetiza\u00e7\u00e3o, isso \u00e9 do Fundamental, apesar de ter uma contribui\u00e7\u00e3o significativa na forma\u00e7\u00e3o de leitores e na inser\u00e7\u00e3o desse sujeito na cultura escrita\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>A resposta sobre a mudan\u00e7a<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">De acordo com Andr\u00e9a Patapoff, formadora de professores de Educa\u00e7\u00e3o Infantil da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Campinas (Unicamp) e uma das redatoras da terceira vers\u00e3o da Base de Educa\u00e7\u00e3o Infantil, os redatores do documento n\u00e3o tiveram a inten\u00e7\u00e3o de colocar a alfabetiza\u00e7\u00e3o como prioridade deste campo de experi\u00eancia. Para Andr\u00e9a, houve um problema de interpreta\u00e7\u00e3o sobre o t\u00edtulo \u201cOralidade e escrita\u201d que precisa ser avaliado pelo Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE). \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o ficou muito centrada na palavra \u2018escrita\u2019, mas gerou uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada em grande escala. Se os profissionais da Educa\u00e7\u00e3o t\u00eam enxergado a Base, que \u00e9 um documento oficial, com essa ideia, acho que esse mal entendido precisa ser levado em conta e revisto\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ela conta que a \u00eanfase na escrita partiu das contribui\u00e7\u00f5es dos 27 semin\u00e1rios estaduais da BNCC que aconteceram entre julho e agosto de 2016 e contaram com a presen\u00e7a de mais de 9 mil educadores, especialistas e institui\u00e7\u00f5es. \u201cO texto prop\u00f5e a inclus\u00e3o de mais experi\u00eancias correlacionadas \u00e0 leitura, \u00e0 escrita espont\u00e2nea da crian\u00e7a e ao professor como escriba, mas nunca com a proposta da crian\u00e7a sair alfabetizada da Educa\u00e7\u00e3o Infantil\u201d, defende.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As mudan\u00e7as da vers\u00e3o 3 tamb\u00e9m n\u00e3o representariam um risco para que a Educa\u00e7\u00e3o Infantil se torne uma etapa preparat\u00f3ria para o Fundamental. \u201cA crian\u00e7a precisa ser enxergada como um sujeito em desenvolvimento. Como tirar de cena oportunidades educativas que v\u00e3o favorecer esse desenvolvimento? N\u00e3o existe um car\u00e1ter preparat\u00f3rio, a Educa\u00e7\u00e3o Infantil j\u00e1 est\u00e1 na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. A crian\u00e7a passa pelas etapas de ensino e vive um contexto de pr\u00e1ticas educativas que precisar versar e dar \u00eanfase no desenvolvimento cont\u00ednuo\u201d, diz Andr\u00e9a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A especialista argumenta que \u00e9 preciso considerar os campos de experi\u00eancia como oportunidades de apropria\u00e7\u00e3o de conhecimentos. \u201cExistem outros campos relacionados a outras linguagens e tudo vem nessa rela\u00e7\u00e3o de brincadeiras, intera\u00e7\u00e3o social, viv\u00eancias e oportunidades, e n\u00e3o de sistematiza\u00e7\u00e3o. Enxergar \u2018escrita\u2019 como sin\u00f4nimo de \u2018alfabetiza\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e9 um grande equ\u00edvoco\u201d, considera.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O QUE MUDOU<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Confira a diferen\u00e7a entre a \u201cEscuta, fala, pensamento e imagina\u00e7\u00e3o\u201d da segunda vers\u00e3o da Base e a \u201cOralidade e escrita\u201d da terceira:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Quantas vezes a palavra \u201cescrita\u201d aparece na explica\u00e7\u00e3o do campo de experi\u00eancia na v2?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 2:<\/strong> quatro<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 3:<\/strong> dez<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O que a introdu\u00e7\u00e3o do campo de experi\u00eancia da v2 diz sobre o tema?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 2:<\/strong> \u201cA gestualidade, o movimento realizado nas brincadeiras ou nos jogos corporais, a apropria\u00e7\u00e3o da linguagem oral ou em Libras, a express\u00e3o gr\u00e1fica, musical, pl\u00e1stica, dram\u00e1tica, escrita, entre outras, potencializam a organiza\u00e7\u00e3o do pensamento, tanto na capacidade criativa, expressiva e comunicativa, quanto na sua participa\u00e7\u00e3o na cultura. [&#8230;] A imers\u00e3o na cultura escrita deve partir do que a crian\u00e7a conhece, das curiosidades que ela deixa transparecer, instigando-a a pensar, formular hip\u00f3teses sobre a escrita, a dialogar com seus pares e com os adultos sobre essas curiosidades, a partir de situa\u00e7\u00f5es de leitura e de escrita, aprendendo a ler o mundo das imagens, das letras, dos n\u00fameros e dos textos.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 3:<\/strong> \u201cOuvir a leitura de textos pelo professor \u00e9 uma das possibilidades mais ricas de desenvolvimento da oralidade, pelo incentivo \u00e0 escuta atenta, pela formula\u00e7\u00e3o de perguntas e respostas, de questionamentos, pelo conv\u00edvio com novas palavras e novas estruturas sint\u00e1ticas, al\u00e9m de se constituir em alternativa para introduzir a crian\u00e7a no universo da escrita. Desde cedo, a crian\u00e7a manifesta desejo de se apropriar da leitura e da escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunit\u00e1rio e escolar, ela vai construindo sua concep\u00e7\u00e3o de l\u00edngua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, g\u00eaneros, suportes e portadores. Sobretudo a presen\u00e7a da literatura infantil na Educa\u00e7\u00e3o Infantil introduz a crian\u00e7a na escrita: al\u00e9m do desenvolvimento do gosto pela leitura, do est\u00edmulo \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e da amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento de mundo, a leitura de hist\u00f3rias, contos, f\u00e1bulas, poemas e cord\u00e9is, entre outros, realizada pelo professor, o mediador entre os textos e as crian\u00e7as, propicia a familiaridade com livros, com diferentes g\u00eaneros liter\u00e1rios, a diferencia\u00e7\u00e3o entre ilustra\u00e7\u00f5es e escrita, a aprendizagem da dire\u00e7\u00e3o da escrita e as formas corretas de manipula\u00e7\u00e3o de livros. Nesse conv\u00edvio com textos escritos, as crian\u00e7as v\u00e3o construindo hip\u00f3teses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, \u00e0 medida que v\u00e3o conhecendo letras, em escritas espont\u00e2neas, n\u00e3o convencionais, mas j\u00e1 indicativas da compreens\u00e3o da escrita como representa\u00e7\u00e3o da oralidade.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O que prev\u00ea para beb\u00eas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 2:<\/strong> N\u00e3o prev\u00ea.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 3 (de zero ano a um ano e seis meses*):<\/strong> <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Demonstrar interesse ao ouvir hist\u00f3rias lidas ou contadas, observando ilustra\u00e7\u00f5es e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as p\u00e1ginas); <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Ter contato com diferentes instrumentos e suportes de escrita.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O que prev\u00ea para crian\u00e7as bem pequenas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 2: N\u00e3o prev\u00ea.<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 3 (de um ano e sete meses a tr\u00eas anos e 11 meses*): <\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Demonstrar interesse e aten\u00e7\u00e3o ao ouvir a leitura de hist\u00f3rias e outros textos, diferenciando escrita de ilustra\u00e7\u00f5es, e acompanhando, com orienta\u00e7\u00e3o do adulto- -leitor, a dire\u00e7\u00e3o da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita); <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, tra\u00e7ar letras e outros sinais gr\u00e1ficos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>O que prev\u00ea para crian\u00e7as pequenas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita?<\/strong><\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 2:<\/strong> <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Registrar experi\u00eancias pessoais ou atividades realizadas na escola em fotografias, v\u00eddeos, desenhos e escrita (convencional ou n\u00e3o); <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Produzir suas pr\u00f3prias escritas, convencionais ou n\u00e3o, em situa\u00e7\u00f5es com fun\u00e7\u00e3o social significativa; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Levantar hip\u00f3teses sobre textos escritos sobre as caracter\u00edsticas da escrita: frases, palavras, espa\u00e7os em branco, sinais de pontua\u00e7\u00e3o e outras marcas, compreendendo que a escrita \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o da fala.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e3o 3 (de quatro anos a cinco anos e 11 meses*):<\/strong> <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas viv\u00eancias, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espont\u00e2nea), de fotos, desenhos e outras formas de express\u00e3o; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustra\u00e7\u00f5es e tentando identificar palavras conhecidas; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Recontar hist\u00f3rias ouvidas para produ\u00e7\u00e3o de reconto escrito, tendo o professor como escriba; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Produzir suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias orais e escritas (escrita espont\u00e2nea), em situa\u00e7\u00f5es com fun\u00e7\u00e3o social significativa; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Levantar hip\u00f3teses sobre g\u00eaneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estrat\u00e9gias de observa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e de leitura; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Identificar g\u00eaneros textuais mais frequentes, recorrendo a estrat\u00e9gias de configura\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do portador e do texto e ilustra\u00e7\u00f5es nas p\u00e1ginas; <\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8211; Levantar hip\u00f3teses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espont\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">* A nomenclatura das faixas et\u00e1rias \u00e9 diferente nas duas vers\u00f5es do documento. Enquanto a v2 divide os objetivos de aprendizagem por beb\u00eas, crian\u00e7as bem pequenas e crian\u00e7as pequenas, a v3 os divide por idade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As audi\u00eancias p\u00fablicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) t\u00eam sido dominada por temas que seguem a agenda de determinados grupos e acabam ofuscando muitos debates. Ainda assim, alguns assuntos t\u00eam ganhado espa\u00e7o pela falta de consenso entre especialistas, institui\u00e7\u00f5es, professores e sociedade civil. 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