{"id":7835,"date":"2017-08-23T17:42:15","date_gmt":"2017-08-23T20:42:15","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/formacao-leva-professores-a-se-aproximarem-da-cultura-popular-brasileira\/"},"modified":"2017-08-23T17:42:15","modified_gmt":"2017-08-23T20:42:15","slug":"formacao-leva-professores-a-se-aproximarem-da-cultura-popular-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/formacao-leva-professores-a-se-aproximarem-da-cultura-popular-brasileira\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o leva professores a se aproximarem da cultura popular brasileira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito diverso e com um enorme gama de manifesta\u00e7\u00f5es culturais n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas como acessar essas diferentes est\u00e9ticas e express\u00f5es? Como aproxim\u00e1-las da escola de modo que fa\u00e7am parte da forma\u00e7\u00e3o cultural dos estudantes? E como permitir que eles se reconhe\u00e7am nessas manifesta\u00e7\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Essas s\u00e3o algumas das reflex\u00f5es propostas pelo m\u00f3dulo \u201cTempos e saberes da cultura popular\u201d do curso <a href=\"http:\/\/portal.aprendiz.uol.com.br\/2017\/05\/29\/formacao-estimula-professores-identificar-potenciais-educativos-territorio\/\">Potenciais Educativos do Territ\u00f3rio Urbano: rumo \u00e0 Cidade Educadora<\/a>, realizado no \u00faltimo s\u00e1bado (19\/08). Sob a orienta\u00e7\u00e3o de Ti\u00e3o Carvalho e Mauren Picelli, do <a href=\"http:\/\/xn--grupocupuau-v9a.org.br\/\">Grupo Cupua\u00e7u<\/a>, os professores e professoras participantes conheceram a hist\u00f3ria por tr\u00e1s da tradicional festa do Bumba-Meu-Boi e suas diferentes vertentes. O objetivo do encontro era n\u00e3o apenas aprofundar os conhecimentos sobre esta narrativa, mas tamb\u00e9m reconhecer e valorizar outras express\u00f5es da cidade e seus potenciais educativos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De origem africana, as festividades do Bumba-meu-boi espalharam-se por todo o Brasil, com nomes, dan\u00e7as, tradi\u00e7\u00f5es e cantos diferentes, recontando a hist\u00f3ria e os costumes do pa\u00eds e articulando elementos das religi\u00f5es de matrizes africanas, das tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s e apresentando at\u00e9 mesmo as rotas migrat\u00f3rias internas. Do tradicional sotaque zabumba (originado nos quilombos) at\u00e9 o de orquestra (que tem \u201capenas\u201d um s\u00e9culo de tradi\u00e7\u00e3o), as variedades das homenagens ao boi s\u00e3o t\u00e3o ricas quanto os territ\u00f3rios em que ocorrem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O maranhense Ti\u00e3o Carvalho, que h\u00e1 30 anos vive em S\u00e3o Paulo, trouxe a festa para a cidade e hoje o Morro do Querosene (localizado na zona oeste de S\u00e3o Paulo), onde fica a sede do Grupo Cupua\u00e7u, recebe ao longo do ano a manifesta\u00e7\u00e3o, reunindo at\u00e9 quinze mil pessoas em momentos de simbiose total entre comunidade, cultura e territ\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Patrim\u00f4nio do bairro do Butant\u00e3, o Boi \u00e9 lembrado em tr\u00eas ocasi\u00f5es: no s\u00e1bado de aleluia (o Renascimento do boi), em junho (o Batizado) e em novembro (a Morte). Durante os festejos, \u00e9 a fogueira quem d\u00e1 o tom e afina o pandeir\u00e3o, instrumento de percuss\u00e3o feito com pele de carneiro e afinado no calor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As festas s\u00e3o resultado do intenso trabalho do Grupo Cupua\u00e7u, que desde 1986 pesquisa, desenvolve e promove a valoriza\u00e7\u00e3o das dan\u00e7as populares brasileiras, incluindo o Bumba-meu-Boi. No encontro do \u00faltimo s\u00e1bado com os professores de S\u00e3o Paulo, os mestres apresentaram as dan\u00e7as, cantos e instrumentos utilizados na festa, al\u00e9m de cantigas e dan\u00e7as populares tradicionais brasileiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cTodos n\u00f3s de certa forma conhecemos muito pouco o Brasil, e foi assim que surgiu o grupo, com o intuito de resgatar esse ber\u00e7o cultural fort\u00edssimo. [Nosso trabalho] contribui para um pa\u00eds melhor em todos os sentidos, inclusive economicamente\u201d, defendeu Ti\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Totalmente envolvidos com o brincar e as cantigas populares entoadas pelo Grupo Cupua\u00e7u, os professores chegaram ao fim da experi\u00eancia com outro olhar para a cultura popular brasileira. Simone Soares, que leciona ingl\u00eas na EMEF Jos\u00e9 de Alc\u00e2ntara Machado Filho, iniciou as atividades sublinhando que conhecia pouco sobre a cultura brasileira, menos propagada do que a de outros pa\u00edses, mas terminou o curso maravilhada e ansiosa para transmitir aos estudantes o que foi aprendido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Potenciais Educativos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O curso Potenciais Educativos do Territ\u00f3rio Urbano: rumo \u00e0 <a href=\"http:\/\/portal.aprendiz.uol.com.br\/tag\/cidade-educadora\/\">Cidade Educadora<\/a> \u00e9 uma iniciativa da Cidade Escola Aprendiz, por meio do Programa Cidades Educadoras, em parceria com a Diretoria Regional de Educa\u00e7\u00e3o do Butant\u00e3 e coletivos, institui\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es sociais de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O programa da forma\u00e7\u00e3o j\u00e1 contemplou os temas \u201cCurr\u00edculo do Territ\u00f3rio\u201d; \u201cMobilidade Urbana a p\u00e9\u201d e \u201c<a href=\"http:\/\/portal.aprendiz.uol.com.br\/2017\/06\/27\/educacao-ambiental-muito-alem-das-paredes-da-escola\/\">Educa\u00e7\u00e3o Ambiental<\/a>\u201d. Ao longo do semestre ser\u00e3o trabalhados ainda os eixos \u201cEduca\u00e7\u00e3o Patrimonial\u201d; \u201dInf\u00e2ncias e espa\u00e7o p\u00fablico\u201d; \u201cG\u00eanero e Territ\u00f3rio\u201d e \u201cTerrit\u00f3rios Negros da cidade\u201d. Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, o curso pretende fortalecer o munic\u00edpio como Territ\u00f3rio Educativo, apoiando pr\u00e1ticas de articula\u00e7\u00e3o com as comunidades nas escolas da rede p\u00fablica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito diverso e com um enorme gama de manifesta\u00e7\u00f5es culturais n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas como acessar essas diferentes est\u00e9ticas e express\u00f5es? Como aproxim\u00e1-las da escola de modo que fa\u00e7am parte da forma\u00e7\u00e3o cultural dos estudantes? 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