{"id":776,"date":"2004-10-26T13:57:00","date_gmt":"2004-10-26T16:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/10\/26\/a-duras-penas\/"},"modified":"2004-10-26T13:57:00","modified_gmt":"2004-10-26T16:57:00","slug":"a-duras-penas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-duras-penas\/","title":{"rendered":"A duras penas"},"content":{"rendered":"<p>Depois de anunciar, durante a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, a renova\u00e7\u00e3o do Programa de Apoio \u00e0 Tradu\u00e7\u00e3o, a Biblioteca Nacional (BN) j\u00e1 tem a lista de seus primeiros contemplados com o cheque de US$ 3 mil para o aux\u00edlio na vers\u00e3o de autores brasileiros para o ingl\u00eas, espanhol e franc\u00eas. O projeto fez com que reascendesse no mercado editorial a esperan\u00e7a da expans\u00e3o da literatura brasileira no exterior, j\u00e1 que hoje sua aceita\u00e7\u00e3o no mercado mundial \u00e9 m\u00ednima. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Na lista divulgada pela BN, sete editoras foram beneficiadas com a verba para tradu\u00e7\u00e3o de 11 livros de diferentes autores. Com isso, apenas US$ 36 mil dos US$ 174 mil previstos para o programa em 2004 est\u00e3o comprometidos. Como esclarece o cordenador-geral do Livro e da Leitura, Luciano Trigo, respons\u00e1vel pelo programa, a renova\u00e7\u00e3o foi importante: &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; O programa j\u00e1 existia, mas achamos que ele era feito de forma aleat\u00f3ria. Ent\u00e3o, fizemos um levantamento do que era importante na literatura brasileira e que ainda estava in\u00e9dito em ingl\u00eas, franc\u00eas ou espanhol e publicamos tr\u00eas livros &#8211; um para cada l\u00edngua &#8211; apenas com o primeiro cap\u00edtulo dessas obras, para avalia\u00e7\u00e3o de editores. Tentamos dosar autores consagrados com autores novos, que ter\u00e3o prioridade para a tradu\u00e7\u00e3o. Mas essa nossa lista n\u00e3o limita os textos que podem participar do programa. Editoras podem apresentar um projeto de tradu\u00e7\u00e3o de qualquer livro e ele ser\u00e1 avaliado pelo Conselho de Literatura da Biblioteca Nacional. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A lista dos autores que entraram nos tais tr\u00eas livros gerou protestos entre editores e escritores, principalmente dos que n\u00e3o foram inclu\u00eddos na sele\u00e7\u00e3o. Para L\u00facia Riff, uma das principais agentes liter\u00e1rias brasileiras, \u00e9 necess\u00e1rio repensar essa forma de escolha. Respons\u00e1vel pelas obras de Lya Luft Luis Fernando Verissimo e Zuenir Ventura, a dona da ag\u00eancia BMSR acredita que o momento \u00e9 de apoiar a Biblioteca na melhora do programa, que ainda teria regras mal definidas: &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; Acho que a lista deve servir de ponta de lan\u00e7a para estimular a leitura de autores brasileiros em geral e n\u00e3o apenas aqueles selecionados. \u00c9 necess\u00e1rio que o apoio independa do idioma para o qual ser\u00e1 traduzido. Mas isso \u00e9 uma quest\u00e3o delicada porque o dinheiro n\u00e3o \u00e9 infinito. L\u00e1 fora, ainda n\u00e3o h\u00e1 uma confian\u00e7a na durabilidade do programa. \u00c9 importante que seja um trabalho independente do governo vigente. Existe uma falta de compreens\u00e3o de quais s\u00e3o as regras. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A preocupa\u00e7\u00e3o de L\u00facia, compartilhada por outros profissionais do mercado, \u00e9 pertinente. Mas essa primeira leva de obras que ganhar\u00e3o verba para tradu\u00e7\u00f5es j\u00e1 abriga autores que n\u00e3o haviam entrado nos livrinhos de degusta\u00e7\u00e3o da biblioteca e que foram aprovados pela Comiss\u00e3o. Entre eles est\u00e3o Chico Buarque, Ruy Castro e Betty Mindlin. Para Marie M\u00e9taili\u00e9, dona da editora francesa Editions M\u00e9taili\u00e9, que h\u00e1 25 anos publica autores como Machado de Assis, Guimar\u00e3es Rosa e Euclides da Cunha, o mais importante \u00e9 que o projeto se estenda a longo prazo. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; A tradu\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a custa US$ 7 mil, ent\u00e3o o apoio n\u00e3o cobre os custos. Mas o fundamental \u00e9 que o Minist\u00e9rio da Cultura se interesse em incentivar o livro globalmente. Ajudar a difus\u00e3o no exterior \u00e9 importante, mas espero que isso n\u00e3o seja um programa de apenas um ano. Se n\u00e3o for um programa a longo prazo, com continuidade, n\u00e3o serve pra nada &#8211; opina a editora, que receber\u00e1 ajuda na tradu\u00e7\u00e3o de Bernardo Carvalho e Luiz Rufato. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Trabalhando h\u00e1 22 anos na Europa como agente liter\u00e1ria especializada em autores de l\u00edngua portuguesa, como Ant\u00f4nio Callado, S\u00e9rgio Santanna, Mar\u00e7al Aquino e Tabajara Ruas, a alem\u00e3 Ray-G\u00fcde Mertin \u00e9 ainda mais c\u00e9tica. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; A Biblioteca Nacional deve saber que o programa de apoio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o que Portugal tem \u00e9 exemplar. \u00c9 importante que a biblioteca siga a f\u00f3rmula portuguesa, pois h\u00e1 pa\u00edses nos quais a literatura brasileira n\u00e3o tem a visibilidade que poderia. O mercado est\u00e1 muito acelerado, sobretudo na Inglaterra e nos EUA, com os livros tendo uma vida \u00fatil de 3 meses &#8211; explicou Ray-Gude durante a Flip, para em seguida desabafar: &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; Trabalhar com autores brasileiros esses anos tem exigido altas doses de paci\u00eancia e persist\u00eancia. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O premiado escritor Carlos Heitor Cony n\u00e3o acredita em grandes mudan\u00e7as. Assumindo-se como radical nessa quest\u00e3o, Cony acha o programa apenas uma medida simp\u00e1tica, mas in\u00fatil a n\u00edvel mundial. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; O Brasil ainda n\u00e3o aconteceu culturalmente em n\u00edvel mundial. E a literatura ainda n\u00e3o se tornou uma atra\u00e7\u00e3o como s\u00e3o a m\u00fasica popular, o futebol e o automobilismo. O Brasil n\u00e3o precisou de gastar um tost\u00e3o para divulgar a m\u00fasica popular nem o futebol. Culturalmente, ainda pertencemos a um escal\u00e3o med\u00edocre. O movimento deveria ser contr\u00e1rio, n\u00e3o de dentro pra fora, mas de fora pra dentro. H\u00e1 muita gente traduzida, mas s\u00e3o edi\u00e7\u00f5es localizadas em ilhas de interesse universit\u00e1rio. Para que haja interesse do mercado em nossa literatura \u00e9 necess\u00e1rio haver outros elementos culturais, que n\u00e3o existem. Isso n\u00e3o \u00e9 um julgamento de valor, \u00e9 um julgamento concreto. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> J\u00e1 para Eduardo Portella, ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura e ex-presidente da Biblioteca Nacional durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o problema central n\u00e3o seria apenas a tradu\u00e7\u00e3o, mas a difus\u00e3o. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; Como a l\u00edngua portuguesa \u00e9 de tr\u00e2nsito limitado, as pol\u00edticas de tradu\u00e7\u00e3o s\u00e3o important\u00edssimas. Mas elas n\u00e3o s\u00e3o exatamente nenhuma novidade. O Itamaraty e a Academia Brasileira de Letras j\u00e1 tiveram projetos assim e a Biblioteca Nacional sempre teve esse atual programa. N\u00e3o tenho acompanhado a atual gest\u00e3o, mas o importante \u00e9 que a editora escolhida no exterior seja muito profissional, para ser capaz de colocar realmente o livro no circuito comercial. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O presidente da Academia Brasileira de Letras, Ivan Junqueira, que traduziu a obra completa de Charles Baudelaire e T.S. Eliot, explica o qu\u00e3o preocupante \u00e9 a quest\u00e3o da difus\u00e3o da l\u00edngua portuguesa: &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; O que \u00e9 escrito em portugu\u00eas morre, ningu\u00e9m l\u00ea. Hoje o universo de usu\u00e1rios da l\u00edngua portuguesa soma 220 milh\u00f5es de pessoas, dos quais 175 milh\u00f5es est\u00e3o no nosso pa\u00eds. A l\u00edngua portuguesa n\u00e3o \u00e9 lida em nenhum local exceto Brasil, Portugal e suas ex-col\u00f4nias. Nossa l\u00edngua \u00e9 um gueto, n\u00e3o \u00e9 falada nem lida no mundo, onde se l\u00ea apenas ingl\u00eas espanhol e \u00e1rabe. Por isso o programa \u00e9 t\u00e3o importante. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> No inesgot\u00e1vel debate s\u00f3 h\u00e1 um consenso: o programa de Portugal de apoio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o deve ser o modelo para os ajustes a serem feitos. A efici\u00eancia daquele programa fica clara quando se observa a quantidade de livros de Portugal sendo publicados atualmente no Brasil. Para o editor da Cole\u00e7\u00e3o Tanto Mar, da editora Planeta, dedicadas aos livros da terrinha, o que eles t\u00eam feito \u00e9 uma valoriza\u00e7\u00e3o da cultura como um todo. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> &#8211; Eles cobrem uma parcela vari\u00e1vel da edi\u00e7\u00e3o, que paga cerca de 80% do valor total. Mas h\u00e1 no Instituto Portugu\u00eas do Livro e das Bibliotecas uma preocupa\u00e7\u00e3o na divulga\u00e7\u00e3o do autor, tanto \u00e9 que eles vieram para a Bienal bancados pelo instituto. Eles t\u00eam essa consci\u00eancia da penetra\u00e7\u00e3o da cultura. O livro estrangeiro \u00e9 muito caro de ser produzido aqui e muitas vezes s\u00f3 conseguimos faz\u00ea-lo atrav\u00e9s de subs\u00eddio. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o mais ampla. \u00c9 necess\u00e1ria uma mobiliza\u00e7\u00e3o para valoriza\u00e7\u00e3o da cultura. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de anunciar, durante a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty, a renova\u00e7\u00e3o do Programa de Apoio \u00e0 Tradu\u00e7\u00e3o, a Biblioteca Nacional (BN) j\u00e1 tem a lista de seus primeiros contemplados com o cheque de US$ 3 mil para o aux\u00edlio na vers\u00e3o de autores brasileiros para o ingl\u00eas, espanhol e franc\u00eas. 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