{"id":747,"date":"2004-11-17T17:41:00","date_gmt":"2004-11-17T19:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/11\/17\/trincheira-do-ensino-publico\/"},"modified":"2004-11-17T17:41:00","modified_gmt":"2004-11-17T19:41:00","slug":"trincheira-do-ensino-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/trincheira-do-ensino-publico\/","title":{"rendered":"Trincheira do ensino p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) pode ser narrada em tr\u00eas etapas, e todas elas s\u00e3o marcadas pelo compromisso com a constru\u00e7\u00e3o de uma escola p\u00fablica, leiga e acess\u00edvel a todos. O embri\u00e3o surgiu no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1930, na Escola Normal Secund\u00e1ria da Pra\u00e7a da Rep\u00fablica, no centro paulistano, onde hoje funciona a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo (o pr\u00e9dio, por sinal, \u00e9 um s\u00edmbolo do ensino leigo: foi erguido nos primeiros anos da Rep\u00fablica com verba e terreno que o finado Imp\u00e9rio reservara \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma catedral). Numa \u00e9poca em que quase a metade da popula\u00e7\u00e3o infantil estava fora da escola e a maioria dos professores prim\u00e1rios levava na bagagem apenas quatro anos de instru\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, um grupo de docentes da Escola Normal da Pra\u00e7a come\u00e7ou a articular a funda\u00e7\u00e3o de uma pioneira institui\u00e7\u00e3o de ensino superior de pedagogia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A id\u00e9ia dos educadores Ant\u00f4nio Sampaio D\u00f3ria, Manuel Louren\u00e7o Filho e Fernando de Azevedo tamb\u00e9m tinha um cunho nacionalista, uma vez que era gigantesco o fosso entre o grau educacional dos brasileiros nativos e o dos imigrantes europeus. Desse esfor\u00e7o surge, em 1933, o Instituto de Educa\u00e7\u00e3o, centro de n\u00edvel superior vinculado \u00e0 Escola Normal. Teve vida ef\u00eamera como institui\u00e7\u00e3o independente. Em 1934 incorpora-se \u00e0 nascente Universidade de S\u00e3o Paulo e, em 1938, transforma-se em Se\u00e7\u00e3o de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras (FFCL), incumbido, principalmente, da tarefa de dar forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica a professores secund\u00e1rios de diversas disciplinas formados pela USP. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Um segundo momento importante para a hist\u00f3ria da faculdade remonta ao ano de 1956, quando o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (MEC) e a USP assinam um conv\u00eanio e montam, dentro da Cidade Universit\u00e1ria, o Centro Regional de Pesquisas Educacionais (CRPE) de S\u00e3o Paulo. Tratava-se de um bra\u00e7o de um \u00f3rg\u00e3o do MEC, o Instituto Nacional de Estudos Pedag\u00f3gicos (Inep), voltado para pesquisas e treinamento de professores. Seu idealizador era o fil\u00f3sofo da educa\u00e7\u00e3o An\u00edsio Teixeira, cujas id\u00e9ias nortearam uma not\u00e1vel renova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica em meados do s\u00e9culo 20 e deram lastro ao in\u00edcio da amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 escola aos brasileiros mais pobres. O CRPE partilhava professores com a Se\u00e7\u00e3o de Pedagogia da FFCL, mas as institui\u00e7\u00f5es seguiam independentes. Cada uma delas tinha sua Escola de Aplica\u00e7\u00e3o: a do CRPE, apenas de ensino b\u00e1sico; a da USP, a Escola Fidelino de Figueiredo, de ensino ginasial e m\u00e9dio. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O dia 1\u00ba de janeiro de 1970 marca a terceira etapa da trajet\u00f3ria, com a funda\u00e7\u00e3o da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o nos moldes em que ela funciona hoje. A unidade \u00e9 criada, na esteira da reforma universit\u00e1ria de 1968, com a emancipa\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, e sua fus\u00e3o com o CRPE, que cede suas instala\u00e7\u00f5es e acaba extinto. Da FFCL, a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o herdou professores formados sob a influ\u00eancia das miss\u00f5es estrangeiras que fizeram a USP e inspirados pela Campanha em Defesa da Escola P\u00fablica, liderada pelo soci\u00f3logo Florestan Fernandes no in\u00edcio dos anos 1960. Do CRPE, recebeu sua sede atual (parcialmente demolida e reconstru\u00edda, por problemas de movimenta\u00e7\u00e3o de solo), educadores que formaram gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores, como Roque Spencer Maciel e Laerte Ramos de Carvalho, al\u00e9m da Escola de Aplica\u00e7\u00e3o (aquela que pertencia \u00e0 Faculdade de Filosofia, laborat\u00f3rio de experi\u00eancias inovadoras, foi sumariamente fechada pela ditadura). \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <em>\u201cAs preocupa\u00e7\u00f5es dos criadores do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o e do CRPE ajudam a explicar a nossa tradi\u00e7\u00e3o de pesquisa, historicamente voltada para a expans\u00e3o e a melhoria do ensino p\u00fablico\u201c<\/em>, diz Celso de Rui Beisiegel, professor de Sociologia da Educa\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou a carreira como pesquisador do CRPE e ajudou a fundar a unidade nos anos 70. Com cerca de 800 alunos de pedagogia, 600 de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, 8 mil matr\u00edculas na licenciatura e 107 docentes, a institui\u00e7\u00e3o segue como refer\u00eancia em pesquisas educacionais. Alguns exemplos de projetos apoiados pela FAPESP ilustram a diversidade tem\u00e1tica e o espectro de preocupa\u00e7\u00f5es que orientam os pesquisadores da faculdade. Um dessas linhas de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de professores e a an\u00e1lise de aprendizado das ci\u00eancias. <em>\u201cTemos um grupo robusto, que tamb\u00e9m produz e avalia material did\u00e1tico\u201c<\/em>, diz a professora Myriam Krasilchik, pesquisadora no campo do ensino da biologia, que foi diretora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e vice-reitora da USP. Nos\u00faltimos tempos, Myriam envolveu-se num projeto de educa\u00e7\u00e3o ambiental em duas cidades do interior paulista. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A professora Anna Maria Pessoa de Carvalho trabalha com duas equipes de professores de col\u00e9gios p\u00fablicos em busca de experi\u00eancias inovadoras no ensino da f\u00edsica tanto nas escolas fundamental e m\u00e9dia. Um dos objetivos dos grupos \u00e9 levantar os tipos de experi\u00eancias que possibilitam o aprendizado do aluno. Foram produzidos 15 v\u00eddeos com imagens de sala de aula, capazes de sinalizar algumas experi\u00eancias did\u00e1ticas que ajudam o aluno a aprender. Outro resultado pr\u00e1tico foi o guia para professores Termodin\u00e2mica &#8211; Um ensino por investiga\u00e7\u00e3o , com pr\u00e1ticas metodol\u00f3gicas desenvolvidas pelo grupo de professores do ensino m\u00e9dio. A grande conclus\u00e3o \u00e9 que o aprendizado de f\u00edsica depende de atividades em sala de aula capazes de provocar argumenta\u00e7\u00f5es e de permitir aos alunos o levantamento e o teste de hip\u00f3teses. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Numa experi\u00eancia sobre dilata\u00e7\u00e3o, por exemplo, os professores colocam uma bexiga no bocal de um recipiente de vidro e aquecem sua base. A bexiga infla &#8211; o que serve de ponto de partida para a discuss\u00e3o do fen\u00f4meno. <em>\u201cOs alunos debatem e algum deles acaba sugerindo que a bexiga inchou porque o ar quente, afinal, sobe. Em seguida, vira-se o recipiente de cabe\u00e7a para baixo e a bexiga continua inflada. O professor conduz as discuss\u00f5es rumo \u00e0 real explica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a dilata\u00e7\u00e3o do ar, e os alunos constroem seus conhecimentos formulando hip\u00f3teses e colocando-as \u00e0 prova\u201c<\/em>, diz a professora Anna. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outra iniciativa com bons efeitos \u00e9 a discuss\u00e3o de textos originais de cientistas, em que os alunos percebem a import\u00e2ncia do trabalho de equipe, da curiosidade e da perseveran\u00e7a nas descobertas. <em>\u201cA maioria das pessoas n\u00e3o se lembra de nada do que aprendeu nas aulas de f\u00edsica\u201c<\/em>, diz Anna. <em>\u201cAlguns dizem que gostavam das atividades de laborat\u00f3rio, mas tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem lembrar exatamente do que gostaram. \u00c9 um sinal de que o ensino tradicional de f\u00edsica est\u00e1 falido\u201c<\/em>. O esfor\u00e7o em desenvolver uma nova metodologia esbarra sobretudo na parca carga hor\u00e1ria da disciplina nas escolas p\u00fablicas. <em>\u201cCom uma aula por semana, d\u00e1 para fazer muito pouco\u201c<\/em>, afirma. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o tem forte tradi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no estudo da hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o. Se a corrente hegem\u00f4nica, at\u00e9 os anos 1970, voltava-se para a hist\u00f3ria das id\u00e9ias pedag\u00f3gicas e o perfil dos te\u00f3ricos, dos anos 80 para c\u00e1 o foco recaiu sobre novos protagonistas: professores e alunos. <em>\u201cA d\u00e9cada de 1980, de modo geral, marca uma mudan\u00e7a na pesquisa da faculdade, agora mais voltada para o ch\u00e3o da escola e para a pluralidade de orienta\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas\u201c<\/em>, explica a professora Mar\u00edlia Sp\u00f3sito, presidente da Comiss\u00e3o de Pesquisa. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Um exemplo dessa vertente \u00e9 o esfor\u00e7o para levantar a trajet\u00f3ria do livro did\u00e1tico no Brasil. Sob a lideran\u00e7a da professora Circe Bittencourt, o Centro de Mem\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o, vinculado \u00e0 faculdade, vem construindo um acervo de obras did\u00e1ticas, material escolar e depoimentos orais de professores e alunos. Uma tese sobre o tema defendida pela professora Circe em 1993, <em>\u201cLivro did\u00e1tico: conhecimento hist\u00f3rico\u201c<\/em>, ser\u00e1 publicada em livro nos pr\u00f3ximos meses pela Editora Unesp. As obras did\u00e1ticas s\u00e3o obtidas de fontes diversas, como sebos e bibliotecas, com o objetivo de ajudar a compreender a din\u00e2mica da educa\u00e7\u00e3o no passado. Se o livro estiver usado, com exerc\u00edcios respondidos, mais rica \u00e9 essa compreens\u00e3o. Numa obra antiga os pesquisadores encontraram at\u00e9 fragmentos de papel com cola para prova, combust\u00edvel importante para o estudo dos usos e costumes das escolas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No acervo h\u00e1 raridades publicadas no s\u00e9culo 19, algumas delas obtidas na Fran\u00e7a, onde se imprimia boa parte dos livros usados nas escolas do Brasil Imp\u00e9rio. <em>\u201cMinha vida \u00e9 freq\u00fcentar sebos\u201c<\/em>, diz a professora Circe. <em>\u201cQuando os sebos ainda n\u00e3o sabem que a gente est\u00e1 interessada, sai barato\u201c<\/em>, ela explica. Uma limita\u00e7\u00e3o para a pesquisa \u00e9 que os livros did\u00e1ticos distribu\u00eddos pelo governo, hoje, t\u00eam de ser reaproveitados, inibindo a intera\u00e7\u00e3o dos alunos. <em>\u201cTentamos preencher essa lacuna recolhendo cadernos\u201c<\/em>, afirma a professora. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 poss\u00edvel citar outras contribui\u00e7\u00f5es da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, como o trabalho te\u00f3rico da professora Mar\u00edlia Sp\u00f3sito sobre os jovens, em especial sobre pol\u00edticas p\u00fablicas para a juventude no Brasil nos \u00faltimos anos. Ou as pesquisas da professora Tizuko Morchida Kishimoto no Laborat\u00f3rio de Brinquedos e Materiais Pedag\u00f3gicos. Ao avaliar o potencial dos brinquedos em atividades pedag\u00f3gicas, o laborat\u00f3rio busca colher subs\u00eddios para a forma\u00e7\u00e3o de professores de educa\u00e7\u00e3o infantil. A professora Selma Garrido Pimenta, atual diretora da faculdade, desenvolve um trabalho que se tornou refer\u00eancia sobre a forma\u00e7\u00e3o de professores em todo o pa\u00eds. Um dos frutos dessa linha de pesquisa foi um projeto que coordenou, voltado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o do processo de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento dos professores, desenvolvido entre 1996 e 2000 em duas escolas p\u00fablicas da periferia de S\u00e3o Paulo. O combust\u00edvel da pesquisa foi a reflex\u00e3o dos pr\u00f3prios professores sobre as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, uma metodologiaqualitativa inovadora. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Destacam-se, ainda, as pesquisas dos professores Celso Beisiegel sobre pol\u00edticas p\u00fablicas e as conseq\u00fc\u00eancias da expans\u00e3o do ensino. Sua contribui\u00e7\u00e3o mais recente foi a pesquisa Constru\u00e7\u00e3o de banco de dados sobre experi\u00eancias de professores da universidade p\u00fablica na administra\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica das \u00faltimas d\u00e9cadas . Orientados por Beisiegel e pelo professor Romualdo Portela de Oliveira, tamb\u00e9m da faculdade, sete alunos percorreram v\u00e1rios estados do Brasil coletando e registrando informa\u00e7\u00f5es sobre as atividades de professores em universidades p\u00fablicas na elabora\u00e7\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas educacionais. Levantaram documentos, entrevistaram educadores e promoveram semin\u00e1rios com a participa\u00e7\u00e3o desses professores a fim de entender o trabalho que desenvolviam e debater a sua import\u00e2ncia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como formadora de quadros. Secret\u00e1ria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo por quase oito anos, a pedagoga Rose Neubauer saiu dos quadros docentes da institui\u00e7\u00e3o. Outra professora, Lisete Arelaro, foi Secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Diadema. Num passado recente, a faculdade forneceu uma vice-reitora para a USP, Myriam Krasilchik, e dois pr\u00f3-reitores de gradua\u00e7\u00e3o, Celso Beisiegel e Sonia Penin, ainda em exerc\u00edcio. <em>\u201cA faculdade justifica sua presen\u00e7a dentro da Universidade de S\u00e3o Paulo\u201c<\/em>, orgulha-se o professor Beisiegel. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A trajet\u00f3ria da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) pode ser narrada em tr\u00eas etapas, e todas elas s\u00e3o marcadas pelo compromisso com a constru\u00e7\u00e3o de uma escola p\u00fablica, leiga e acess\u00edvel a todos. 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