{"id":7365,"date":"2017-05-10T13:32:20","date_gmt":"2017-05-10T16:32:20","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-filosofia-como-disciplina-obrigatoria-ruina-de-estrada-romana\/"},"modified":"2017-05-10T13:32:20","modified_gmt":"2017-05-10T16:32:20","slug":"a-filosofia-como-disciplina-obrigatoria-ruina-de-estrada-romana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-filosofia-como-disciplina-obrigatoria-ruina-de-estrada-romana\/","title":{"rendered":"A filosofia como disciplina obrigat\u00f3ria: ru\u00edna de estrada romana"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Diante de uma s\u00e9rie de argumentos em favor da filosofia como uma disciplina especial \u2013 com os quais concordamos, diga-se de passagem \u2013, atribuindo-lhe, inclusive, uma did\u00e1tica pr\u00f3pria que atrai para o centro dos seus interesses os espa\u00e7os conceituais e reflexivos das demais disciplinas, resultando disso a ideia de transversalidade associada ao ensino desta atividade, \u00e9 bem razo\u00e1vel que se afirme sem rodeios, e com necess\u00e1ria humildade, que ela deve cumprir, sim, sua fun\u00e7\u00e3o como disciplina obrigat\u00f3ria no curr\u00edculo escolar.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> Reconhecer, entretanto, o que h\u00e1 de singular na filosofia enquanto disciplina, n\u00e3o significa assegurar-lhe um lugar proeminente seja em um curr\u00edculo ao modo de pres\u00e9pio (sem grande interlocu\u00e7\u00e3o entre as disciplinas), seja em um curr\u00edculo org\u00e2nico (com interlocu\u00e7\u00e3o entre as disciplinas).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Com efeito, a filosofia, mesmo com um processo hist\u00f3rico assinalado por interrup\u00e7\u00f5es, avan\u00e7os e recuos determinados por tens\u00f5es e impasses de ordem tanto social, quanto pol\u00edtica, segue resistindo a duras penas nas pr\u00e1ticas escolares e\/ou no nosso sistema de ensino desde o per\u00edodo colonial, passando pelos anos de arb\u00edtrio do \u201cregime militar\u201d das d\u00e9cadas de 60\/70, e chegando, atualmente, a essa etapa de brutais retrocessos no que toca \u00e0s conquistas sociais e ao estado de direito. Os argumentos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos, apoiados na presun\u00e7\u00e3o de um potencial cr\u00edtico que o ensino de filosofia pode promover, t\u00eam justificado \u2013 dependendo de que lado o vento sopre \u2013 a presen\u00e7a ou a aus\u00eancia do ensino de filosofia nos curr\u00edculos escolares brasileiros.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No entanto, quanto ao imperativo e\/ou \u00e0 obrigatoriedade de sua participa\u00e7\u00e3o na vida escolar, parece haver necessidade de que alguma an\u00e1lise seja feita na perspectiva de investigar como isso pode ser efetivado, para que n\u00e3o fiquemos presos a nenhuma forma de clich\u00ea salvacionista \u2013 consagrando a filosofia como o \u00faltimo ref\u00fagio da \u201cconsci\u00eancia cr\u00edtica\u201d \u2013 quando se trata estabelecer o campo de influ\u00eancia dessa atividade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por\u00e9m, antes de passarmos a essa an\u00e1lise, \u00e9 importante registrar alguns dados hist\u00f3ricos relativos ao ensino de filosofia no Brasil. Zita Ana Lago Rodrigues, no artigo \u201cO ensino da Filosofia no Brasil no contexto das pol\u00edticas educacionais contempor\u00e2neas em suas determina\u00e7\u00f5es legais e paradigm\u00e1ticas\u201d, nos fornece alguns destes dados. Segundo a pesquisadora, em suas origens a concep\u00e7\u00e3o de filosofia difundida na educa\u00e7\u00e3o escolar brasileira era mais ligada a saberes abstratos e racionalistas, mantendo-se mais atenta \u00e0 forma\u00e7\u00e3o das elites. Suas tradi\u00e7\u00f5es escol\u00e1sticas, desde o Brasil Col\u00f4nia, n\u00e3o eram dotadas de caracter\u00edsticas relevantes do ponto de vista de um ensino voltado \u00e0 realidade vivencial, isto \u00e9, tal concep\u00e7\u00e3o de filosofia, que se ensinava fundamentalmente em col\u00e9gios jesu\u00edtas, n\u00e3o encarecia possibilidades de reflex\u00e3o e problematiza\u00e7\u00e3o do mundo vivido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De acordo com Zita Rodrigues, o predom\u00ednio das vis\u00f5es idealistas e pragm\u00e1ticas dessa concep\u00e7\u00e3o de filosofia se estende at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX e acaba por caracterizar sobremaneira o ensino e os saberes filos\u00f3ficos no Brasil. A partir desse quadro consolidam-se vis\u00f5es de mundo que, em boa medida, determinam a forma\u00e7\u00e3o recebida pelos professores de filosofia. Posteriormente, o ensino de filosofia vai se constituir, com poucas chances de mudan\u00e7as dentro do contexto educacional em que se insere, como algo \u00e0 margem de poss\u00edveis estrutura\u00e7\u00f5es curriculares cr\u00edticas e transformadoras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Desde modo, Zita Ana Lago Rodrigues vai afirmar que essa ideia de ensino da filosofia predomina na escola brasileira at\u00e9 meados do s\u00e9culo passado, e isso repercute nos curr\u00edculos. Em 1942, a Reforma Capanema torna obrigat\u00f3rio o ensino da filosofia. J\u00e1 em 1961 \u00e9 promulgada a Lei 4.024\/61, que faz da filosofia disciplina n\u00e3o obrigat\u00f3ria, passando, ent\u00e3o, a ser disciplina complementar nos curr\u00edculos escolares. Dez anos depois, nova reviravolta: a ditadura civil-militar promulga a Lei 5.692, que na pr\u00e1tica quase extingue a filosofia dos curr\u00edculos, n\u00e3o obstante em diversas partes de Brasil o ensino de filosofia tenha continuado em muitas escolas. O lento processo de redemocratiza\u00e7\u00e3o e toda uma s\u00e9rie de mobiliza\u00e7\u00f5es ap\u00f3s os \u201canos de chumbo\u201d estimulam rea\u00e7\u00f5es em diversos campos sociais e por meio do Parecer 7.044\/82, do ent\u00e3o Conselho Federal de Educa\u00e7\u00e3o, come\u00e7am a surgir possibilidades para o retorno da disciplina de filosofia aos curr\u00edculos do Ensino M\u00e9dio. Portanto, desde 1985, com o fim do regime ditatorial civil-militar e o retorno ao estado de direito, o ensino de filosofia passa a ser admitido curricularmente, mas sua obrigatoriedade se efetiva apenas em 2008. Contudo, como adverte Ronai Pires da Rocha3, daquele momento at\u00e9 agora tivemos parcos avan\u00e7os no tocante \u00e0s formas do seu ensino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Assim, considerando esse panorama hist\u00f3rico do ensino de filosofia apresentado a tra\u00e7os largos e o contexto situacional presente, chegamos a uma circunst\u00e2ncia em que a disciplina \u00e9 deprimida mais uma vez em sua relev\u00e2ncia curricular. E isso acaba de ser levado a efeito atrav\u00e9s de uma medida provis\u00f3ria cuja inten\u00e7\u00e3o visa um suposto aperfei\u00e7oamento do nosso modelo educacional. O texto da medida provis\u00f3ria, que antes previa o descarte da disciplina sem qualquer justificativa razo\u00e1vel, agora a quer de volta, por\u00e9m, da mesma maneira, a nova decis\u00e3o n\u00e3o apresenta raz\u00f5es para esse retorno sobre os pr\u00f3prios passos. Aparentemente, contar ou n\u00e3o com a disciplina de filosofia nos curr\u00edculos escolares \u2013 ao contr\u00e1rio de uma leitura tradicional que sempre se manteve vigilante e suspeitosa com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cpericulosidade\u201d do filosofar \u2013 j\u00e1 n\u00e3o faz a menor diferen\u00e7a, ao que tudo indica. De todo modo, o texto da medida aprovada n\u00e3o fala na filosofia como \u201cdisciplina\u201d, mas sim como um mero \u201cconte\u00fado\u201d que envolver\u00e1 \u201cestudos e pr\u00e1ticas\u201d vagamente filos\u00f3ficos a serem inseridos, mais adiante, na BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A BNCC se encarregar\u00e1 de definir quais os conte\u00fados comuns a todas as escolas do pa\u00eds. Isso significa que ainda n\u00e3o se sabe o que acontecer\u00e1 com esses estudos. A BNCC e as redes de ensino se ocupar\u00e3o com a defini\u00e7\u00e3o desse modelo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Tudo leva a crer que o caminho da filosofia enquanto disciplina vinculada ao curr\u00edculo escolar, al\u00e9m de continuar sendo bastante tortuoso e mal topografado, como o demonstra a tradi\u00e7\u00e3o, corre o risco de, inclusive, ser bloqueado, n\u00e3o nos levando a lugar nenhum, mais uma vez. Uma esp\u00e9cie de ru\u00edna de estrada romana e, al\u00e9m do mais, inacabada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o obstante o panorama sombrio, voltemos ao t\u00f3pico que motiva nosso ensaio. No breve e fundamental artigo \u201cO lugar da filosofia no curr\u00edculo escolar\u201d, Ronai Pires da Rocha nos apresenta argumentos que nos auxiliam a responder positivamente \u00e0 quest\u00e3o que serve de base \u00e0s reflex\u00f5es deste artigo, qual seja: a filosofia deve participar da vida escolar como disciplina curricularmente obrigat\u00f3ria? Al\u00e9m disso, no escopo de seus argumentos n\u00e3o se vislumbra nenhuma forma de mistifica\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 filosofia na sua intera\u00e7\u00e3o com as outras disciplinas. Obviamente, o fil\u00f3sofo n\u00e3o perde de vista a no\u00e7\u00e3o de que seus temas e objetos de estudo n\u00e3o t\u00eam nada de simples, mas o tom de sua argumenta\u00e7\u00e3o nos lembra o tempo todo de que, assim como as demais disciplinas da vida escolar, a filosofia \u00e9 tamb\u00e9m uma disciplina \u201ccom hora marcada na semana de aulas de uma escola\u201d. E as consequ\u00eancias disso para os procedimentos did\u00e1ticos a serem trabalhados s\u00e3o de grande import\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A efetiva participa\u00e7\u00e3o da filosofia na din\u00e2mica da vida escolar como disciplina obrigat\u00f3ria pode ser justificada a partir da vis\u00e3o da escola como um espa\u00e7o de aprendizagens complexas. Se, como pondera Ronai Pires da Rocha, a escola \u00e9 o lugar de aprendizagem de determinados aspectos culturais considerados valiosos e dignos de serem herdados, preservados e atualizados, ent\u00e3o, n\u00e3o estamos longe de concluir que a atividade filos\u00f3fica faz parte, sim, desse conjunto de valores, atitudes, saberes e procedimentos que identificamos como dignos de preserva\u00e7\u00e3o e estudo na vida escolar. Afinal de contas, a filosofia n\u00e3o poderia estar de fora dos modelos educacionais, pois os temas especulativos e vivenciais sobre os quais ela se debru\u00e7a s\u00e3o de interesse universal, e, portanto, de algum modo chegam \u00e0 experi\u00eancia do aluno. Essa situa\u00e7\u00e3o faz com que Ronai, inspirado em pesquisas de Winnicot, reivindique para a filosofia o status de \u201c\u00e1rea intermedi\u00e1ria de experimenta\u00e7\u00e3o\u201d. De um modo muito resumido a \u201c\u00e1rea intermedi\u00e1ria de experimenta\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 ou \u201c\u00e1rea transacional\u201d \u2013 pode ser definida como um tipo de dispositivo usado pela crian\u00e7a (a fraldinha, o chocalho, os sons que come\u00e7a a produzir) para brincar\/lidar com a tens\u00e3o entre o seu mundo interno e a realidade exterior ou entre as dimens\u00f5es subjetivas e objetivas da vida. Segundo Winnicot, o indiv\u00edduo adulto se utiliza de diversas \u00e1reas da cultura que serviriam de transfigura\u00e7\u00f5es do conceito de \u201c\u00e1rea transacional\u201d, a saber, arte, religi\u00e3o e filosofia, e isso \u00e9 fundamental para o ser humano adulto, porque, tal como a crian\u00e7a, nunca terminamos a tarefa de testar e de aceitar a realidade. Assim, em sua dimens\u00e3o curricular, as transversais concep\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, quando trabalhadas em aula podem ser consideradas e experimentadas pelo aluno na perspectiva de um campo de possibilidades de aprendizagem da \u00e1rea transacional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O conhecimento poderoso que s\u00f3 pode ser obtido na escola, ou seja, conhecimento te\u00f3rico que demanda certo distanciamento das condi\u00e7\u00f5es imediatas, encontra na disciplina da filosofia uma boa tradu\u00e7\u00e3o. Por ser uma atividade com uma pretens\u00e3o de compreens\u00e3o mais abrangente tanto do real, quanto de aspectos especulativos imbricados na fratura entre os espa\u00e7os subjetivo e objetivo, a filosofia se revela uma \u00e1rea da experi\u00eancia humana capaz de trazer para a vida particular do aluno o impacto necess\u00e1rio da universalidade. Conceitos fundamentais que nem sempre s\u00e3o explorados o quanto deveriam ser pelas demais disciplinas, e que, o mais das vezes, s\u00e3o apenas instrumentalizados para atender a objetivos ligados \u00e0s particularidades desses saberes, recuperam sua dimens\u00e3o universal na aula de filosofia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Entretanto, o fato de os temas da filosofia comportarem um inacabamento essencial n\u00e3o indica a necessidade de admitirmos que as posi\u00e7\u00f5es alternativas sobre quest\u00f5es morais, \u00e9ticas, est\u00e9ticas e pol\u00edticas, por exemplo, eventualmente consideradas em sala de aula, devam nos conduzir a um debate filos\u00f3fico propenso ao dogmatismo ou ao ceticismo sem mais. A aula de filosofia calcada nas poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es com o mundo real do aluno ser\u00e1 didaticamente efetiva se conseguir coloc\u00e1-lo, mediante o dom\u00ednio de certos conhecimentos argumentativos, em uma situa\u00e7\u00e3o de cr\u00edtica ou de autocr\u00edtica desta ou daquela opini\u00e3o, seja ela boa ou esteja ela assentada sobre uma impostura qualquer. O inacabamento poderoso da filosofia como que a desobrigaria de maiores justificativas no que diz respeito a um movimento de radicaliza\u00e7\u00e3o interdisciplinar, pois faria parte de sua singularidade, em termos de disciplina, incorporar toda uma s\u00e9rie de quest\u00f5es de vi\u00e9s filos\u00f3fico dispersas nas diferentes \u00e1reas da vida escolar e que serviriam de acesso para a filosofia oferecer os instrumentos conceituais capazes de enriquecer a compreens\u00e3o deste ou daquele problema relativo a cada \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em resposta \u00e0 facilidade e \u00e0 naturalidade com que reagimos ao cotidiano e suas pr\u00e1ticas reificadas de pensamento, o ensino-aprendizado de filosofia como disciplina curricularmente obrigat\u00f3ria oferece dispositivos importantes para a forma\u00e7\u00e3o do necess\u00e1rio distanciamento reflexivo destes estados mentais aplicados \u00e0 experi\u00eancia cotidiana. Em rela\u00e7\u00e3o ao tra\u00e7o espec\u00edfico do discurso filos\u00f3fico, Ronai considera essa estrat\u00e9gia did\u00e1tica poderosa porque ela permite ao aluno transitar dos temas para os processos de argumenta\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise e para pr\u00e1tica de experimentos de imagina\u00e7\u00e3o projetiva.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Com efeito, esse movimento de relativo afastamento do seu pathos vivencial, realizado de maneira a provocar a desnaturaliza\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es do aluno, tem a ver tanto com os interesses espec\u00edficos do saber filos\u00f3fico, quanto com o conhecimento escolar, isto \u00e9, o conhecimento que n\u00e3o se reduz a resolver problemas peculiares apenas ao cotidiano. Vale a pena insistir nesse ponto, agora que chegamos ao fim do ensaio: a disciplina de filosofia, intercambiando saberes, colabora transversalmente e o quanto poss\u00edvel com as demais disciplinas em vista do conhecimento independente de contexto \u2013 ao menos em alguma medida \u2013, conhecimento te\u00f3rico, valioso, digno de ser herdado e transmitido.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante de uma s\u00e9rie de argumentos em favor da filosofia como uma disciplina especial \u2013 com os quais concordamos, diga-se de passagem \u2013, atribuindo-lhe, inclusive, uma did\u00e1tica pr\u00f3pria que atrai para o centro dos seus interesses os espa\u00e7os conceituais e reflexivos das demais disciplinas, resultando disso a ideia de transversalidade associada ao ensino desta atividade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-7365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A filosofia como disciplina obrigat\u00f3ria: ru\u00edna de estrada romana &raquo; 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