{"id":7331,"date":"2017-05-02T16:13:54","date_gmt":"2017-05-02T19:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/por-um-mercado-livreiro-mais-profissional-confira-a-entrevista-do-presidente-do-snel-marcos-da-veiga-pereira-para-o-site-da-aelrj\/"},"modified":"2017-05-02T16:13:54","modified_gmt":"2017-05-02T19:13:54","slug":"por-um-mercado-livreiro-mais-profissional-confira-a-entrevista-do-presidente-do-snel-marcos-da-veiga-pereira-para-o-site-da-aelrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/por-um-mercado-livreiro-mais-profissional-confira-a-entrevista-do-presidente-do-snel-marcos-da-veiga-pereira-para-o-site-da-aelrj\/","title":{"rendered":"Por um mercado livreiro mais profissional \u2013 Confira a entrevista do presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira, para o site da AELRJ"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Abril de 2017 \u2013 O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, \u00e9 destaque na se\u00e7\u00e3o de entrevistados do site da Associa\u00e7\u00e3o Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AELRJ) nesta ter\u00e7a-feira (25).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Leia abaixo a entrevista completa publicada no portal da entidade.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Por um mercado mais profissional<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Tornar o mercado livreiro mais profissional e transparente \u00e9 a principal proposta do editor Marcos da Veiga Pereira, que assumiu a presid\u00eancia do Sindicato Nacional dos Editores de Livros \u2013 SNEL \u2013 em 2015 e termina este ano o primeiro mandato \u00e0 frente da entidade com vit\u00f3rias nesse sentido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em sua gest\u00e3o, o SNEL, com o instituto de pesquisas Nielsen, iniciou a divulga\u00e7\u00e3o mensal do Painel das Vendas de Livros no Brasil que, para o editor do site PublishNews, Leonardo Neto, \u00e9 um marco importante na ind\u00fastria editorial: \u201duma ferramenta valiosa para quem tem o livro como mat\u00e9ria prima\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A entidade tamb\u00e9m prepara o primeiro Censo do Livro Digital no Brasil e pela primeira vez, se mostra favor\u00e1vel a regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado editorial atrav\u00e9s de uma lei que j\u00e1 vinha sendo reivindicada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Livrarias e pela AEL h\u00e1 muitos anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Com o irm\u00e3o Tom\u00e1s da Veiga Pereira, Marcos \u00e9 s\u00f3cio da Editora Sextante, uma das mais bem sucedidas do Brasil; somente este ano colocou 39 t\u00edtulos na lista dos mais vendidos do PublishNews, empatada em primeiro lugar com a Intr\u00ednseca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os dois editores s\u00e3o netos de Jos\u00e9 Olympio, livreiro em S\u00e3o Paulo na d\u00e9cada de 30 e maior editor do pa\u00eds na d\u00e9cada de 50 \u00e0 frente da casa com seu nome, e filhos de Geraldo Jord\u00e3o Pereira fundador da editora Salamandra e da Sextante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Em sua gest\u00e3o no SNEL duas metas propostas na posse foram alcan\u00e7adas, a Lei das Biografias e a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para e-books. E como ficou a Lei do Pre\u00e7o Fixo?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Tanto a Lei das Biografias como a isen\u00e7\u00e3o dos livros eletr\u00f4nicos foram pautas que herdei da Sonia Jardim. Ela e o Roberto Feith, ent\u00e3o vice-presidente, merecem o cr\u00e9dito. Claro que a nova diretoria encampou essas bandeiras e as levou para frente. Mas o grosso do trabalho foi feito na gest\u00e3o anterior. Estamos colhendo a vit\u00f3ria de algo que foi plantado l\u00e1 atr\u00e1s. As duas outras bandeiras na nossa posse eram a Lei do Pre\u00e7o Fixo e a Lei do Direito Autoral.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No caso da Lei do Pre\u00e7o Fixo a gest\u00e3o anterior da Sonia Jardim se mostrava reticente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o colocaria na boca da Sonia. Acho que os editores em geral e eu mesmo durante muito tempo fui uma voz contr\u00e1ria \u00e0 Lei do Pre\u00e7o Fixo. N\u00e3o t\u00ednhamos muita clareza de como era a aplica\u00e7\u00e3o da lei no mundo e do impacto realmente danoso que a concorr\u00eancia passou a praticar. Achamos que a concorr\u00eancia era boa. S\u00f3 que ela passou a ser desleal e a\u00ed se entra em um ciclo que \u00e9 imposs\u00edvel se manter as livrarias saud\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Essa consci\u00eancia veio com a chegada da Amazon ao Brasil?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Acho que n\u00e3o. Foi no momento em que o varejo on-line ganha relev\u00e2ncia e come\u00e7a a interferir no varejo tradicional. Voc\u00ea come\u00e7a a ter perda de fluxo nas lojas por conta dele. Talvez a Amazon exarcebe esse momento, mas ele j\u00e1 estava instalado. J\u00e1 viv\u00edamos essa guerra de pre\u00e7os h\u00e1 bastante tempo. E naquela transi\u00e7\u00e3o os editores novamente s\u00e3o chamados para discutir o pre\u00e7o fixo e talvez eu tenha exercido uma lideran\u00e7a no sentido de mudar a opini\u00e3o dos editores porque percebi que era o momento de termos isso como uma lei. Acho que um pacto entre o mercado n\u00e3o funcionaria. O mecanismo deve ser legal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Por isso o SNEL n\u00e3o assinou o Manual de Boas Pr\u00e1ticas da ANL na Conven\u00e7\u00e3o de 2016?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Acho que sim. Ali voc\u00ea tem uma discuss\u00e3o adicional complicada que \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o do livro did\u00e1tico no Brasil. Que me lembre vem desde os anos 60. Me lembro do meu pai e do meu av\u00f4 em reuni\u00f5es em que os livreiros acusavam os editores de venderem diretamente atrav\u00e9s da escola. \u00c9 uma discuss\u00e3o que tem mais de 50 anos e me parece perdida. S\u00e3o formas diferentes de vender o livro. O que o editor de did\u00e1ticos mais precisa \u00e9 que o professor adote o livro e a livraria nem sempre atende a essa necessidade. \u00c9 uma pol\u00eamica grande. \u00c9 a hist\u00f3ria do ovo e da galinha. Mas quando o Bernardo me chamou para conversar sobre o mercado, falar sobre o Manual de Boas Pr\u00e1ticas, n\u00e3o vi na assinatura daquele documento algo que fosse efetivo. Como presidente do SNEL n\u00e3o vou recomendar algo que n\u00e3o sinta que v\u00e1 fazer uma diferen\u00e7a. Sou muito pragm\u00e1tico. Gosto que minha fala esteja coerente com minha pr\u00e1tica. N\u00e3o vi naquele documento a solu\u00e7\u00e3o para o mercado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>A Lei do Pre\u00e7o Fixo tem perspectivas de ser aprovada no Brasil?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Nosso maior desafio \u00e9 como convencer a sociedade de que um projeto que restringe descontos ao consumidor \u00e9 ben\u00e9fico para ele. Se eu publicar um artigo no PublishNews dizendo que a Lei do Pre\u00e7o Fixo \u00e9 boa para o consumidor, tenho certeza absoluta de que vou ter 95% de coment\u00e1rios negativos. Para mim n\u00e3o h\u00e1 problema porque n\u00e3o estou em nenhum concurso de popularidade. Mas para um senador ou deputado h\u00e1. Eles t\u00eam de ter um n\u00edvel de convic\u00e7\u00e3o monumental para falar isso. N\u00e3o chega a ser reforma da previd\u00eancia em n\u00edvel de rejei\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 muito grande. Dito isso, a Lei do Pre\u00e7o Fixo \u00e9 cada vez mais urgente. A situa\u00e7\u00e3o do mercado editorial brasileiro exige que tenhamos uma defini\u00e7\u00e3o de lei que proteja o mercado como um todo. Esse projeto nasceu para proteger todo o ambiente do livro, n\u00e3o s\u00f3 a pequena livraria. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de valor que o livro tem para a sociedade. Se o consumidor passa a acreditar que o livro s\u00f3 vale 70% ou 60% do pre\u00e7o que foi definido pelo editor, isso vira a cren\u00e7a dele. Tivemos uma desvaloriza\u00e7\u00e3o imensa do pre\u00e7o do livro ao longo dos anos. O pre\u00e7o at\u00e9 aumentou um pouco nos \u00faltimos 18 meses porque chegou a um n\u00edvel em que n\u00e3o dava para trabalhar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Em 2016 a parceria in\u00e9dita entre o SNEL e a AEL gerou o 1\u00ba Festival das Livrarias do Rio. H\u00e1 outras formas de juntar essas entidades \u00e0s vezes t\u00e3o distanciadas?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Talvez um diferencial da nossa gest\u00e3o tenha sido estarmos mais abertos \u00e0s entidades do livro em geral. Essa proximidade \u00e9 vantajosa para todos embora nem sempre iremos chegar a um denominador comum. Durante esses dois anos e meio tivemos uma participa\u00e7\u00e3o permanente no f\u00f3rum das entidades do livro. Tivemos uma aproxima\u00e7\u00e3o muito bacana com a AEL. Institucionalmente \u00e9 muito importante estar pr\u00f3ximo porque se discutem quest\u00f5es como a Lei do Pre\u00e7o Fixo, como a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o. Agora, o SNEL tem capacidade de influenciar os editores, mas n\u00e3o consegue determinar as pr\u00e1ticas comerciais que eles v\u00e3o ter. A Aleph, por exemplo, decidiu que nos pr\u00f3ximos quatro meses far\u00e1 todos lan\u00e7amentos com exclusividade com a Amazon. Eles s\u00e3o soberanos. Voc\u00ea tamb\u00e9m vai ver grandes cadeias de livrarias fazendo campanhas com ades\u00e3o da editora A ou B. No final \u00e9 melhor quando entendemos que esses assuntos dizem respeito a todos n\u00f3s. Posso nem sempre concordar com a vis\u00e3o que os livreiros t\u00eam, mas acho que \u00e9 importante discutir, ao inv\u00e9s de desconsiderar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Quais s\u00e3o suas discord\u00e2ncias com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas dos livreiros?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Se depois da minha gest\u00e3o no SNEL perguntarem: \u201cqual a grande contribui\u00e7\u00e3o que o Marcos deu para a ind\u00fastria editorial?\u201d, adoraria ouvir: \u201co Marcos tornou o mercado mais profissional\u201d. \u00c9 preciso que as rela\u00e7\u00f5es sejam mais profissionais: por isso trabalhamos em quest\u00f5es de transpar\u00eancia, as pesquisas, a cria\u00e7\u00e3o do Painel de Vendas da Nilsen, a antecipa\u00e7\u00e3o dos resultados da FIPE, o trabalho de consigna\u00e7\u00e3o. Acho que as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o de muita confian\u00e7a. Trabalho h\u00e1 36 anos nesse mercado. Cheguei a pegar a d\u00fazia de treze. Se vendiam doze livros mas eram entregues treze como bonifica\u00e7\u00e3o. Em 1994, no in\u00edcio do Plano Real, houve uma grande transforma\u00e7\u00e3o: o varejo deixa de viver da gest\u00e3o financeira e volta \u00e0 comercial, observando os par\u00e2metros que uma gest\u00e3o comercial tem: giro, margem, custos. As livrarias come\u00e7am a se informatizar, e a\u00ed talvez percam um pouco na quest\u00e3o da qualidade do servi\u00e7o. Tamb\u00e9m houve essa quest\u00e3o fundamental que foi a mudan\u00e7a do regime de compra para o de consigna\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, mais que a maioria, houve uma perda de gest\u00e3o porque parece que o livreiro n\u00e3o tem responsabilidade sobre aquele estoque. Isso gera uma quest\u00e3o na qualidade da informa\u00e7\u00e3o. Gera uma desconfian\u00e7a entre editor e livreiro sobre a gest\u00e3o dos n\u00fameros nos acertos de consigna\u00e7\u00e3o. Esse ambiente nunca \u00e9 favor\u00e1vel. Tamb\u00e9m temos investido em melhorar a tecnologia entre as partes de modo que a informa\u00e7\u00e3o flua de uma forma mais transparente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>A tecnologia foi mais ou menos ben\u00e9fica para o mercado editorial?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Vejo em dois aspectos. O primeiro \u00e9 o gerencial. A pr\u00f3pria gest\u00e3o das livrarias \u00e9 muito mais informatizada, o que possibilita saber o que h\u00e1 em um estoque com uma infinidade de itens e ver qual o giro dos livros. Onde talvez tenha havido uma perda foi no relacionamento do livreiro com o consumidor. O meu av\u00f4 foi um gerente de loja na Casa Garraux e era o preferido da sociedade paulista porque conhecia os livros. Tamb\u00e9m conhecia os consumidores e fazia a jun\u00e7\u00e3o. Temos perdido ao longo dos anos essa caracter\u00edstica de livraria de bairro em que voc\u00ea lida com a comunidade do entorno. Esse atendimento personalizado foi sendo perdido e ficou muito mais dif\u00edcil. Hoje o n\u00famero de lan\u00e7amentos por ano, livros em que h\u00e1 uma aposta da editora, excluindo os livros t\u00e9cnicos e reedi\u00e7\u00f5es, deve estar em torno de 10 mil por ano. S\u00e3o 50 t\u00edtulos novos por dia \u00fatil. Lidar com isso sem tecnologia \u00e9 muito complicado, mas ao mesmo tempo ela n\u00e3o lhe d\u00e1 todas as respostas. \u00c9 preciso ter um feeling; ser um profissional que conhece esses itens. Tem tamb\u00e9m o outro lado da tecnologia que s\u00e3o os novos formatos que, diferente das outras ind\u00fastrias vieram para ocupar um espa\u00e7o: o livro digital e o audiolivro. Entendo que funcionam muito bem para quem j\u00e1 \u00e9 um leitor tradicional; ele migra com mais facilidade. N\u00e3o vejo novos entrantes no livro atrav\u00e9s deles. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que tanto no digital quanto no audiolivro \u00e9 imposs\u00edvel ter uma grande capilaridade. Vai ser um mercado concentrado em poucos players. O livro digital est\u00e1 concentrado em seis grandes canais. N\u00e3o adianta investir para ser a nova livraria de livros digitais. N\u00e3o recomendo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Qual sua opini\u00e3o sobre o e-book, que teve queda de crescimento nos EUA e parece n\u00e3o ter emplacado por aqui?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A minha percep\u00e7\u00e3o foi de que o crescimento aqui no Brasil em 2016 foi de 20%. Neste momento estamos fazendo um censo sobre a produ\u00e7\u00e3o e venda em 2016. Vai ser um marco. Daqui para frente teremos informa\u00e7\u00e3o, antes era especulativo. O que sabemos \u00e9 que no digital a n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o funciona m\u00e9dio e a autoajuda e espiritualidade funcionam pouco. A fic\u00e7\u00e3o mais comercial funciona bem e pode chegar em alguns t\u00edtulos a 10% das vendas. H\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o muito grande da autopublica\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea. Se tivesse de chutar diria que na m\u00e9dia o livro digital estaria em torno de 3% do mercado. Esse crescimento de 20% significa sair de 3% e ir para 3,6% no ano seguinte. O que continua muito pequeno. A expans\u00e3o americana foi de 3% para 7%, para 15%, para 25%. Da\u00ed, ela come\u00e7ou a declinar no momento em que os editores conseguem estabelecer uma regra de precifica\u00e7\u00e3o que valorize de novo o livro digital. A grande quest\u00e3o do crescimento do livro digital nos Estados Unidos e na Inglaterra, pa\u00edses onde n\u00e3o h\u00e1 Lei do Pre\u00e7o Fixo, \u00e9 que se come\u00e7ou a vender o livro digital a 9,99, 7,99 e 6,99 . Na hora em que os editores dizem n\u00e3o, o livro \u00e9 12,99, 14,99 o consumidor recua. Mas acho uma venda mais saud\u00e1vel. Valoriza o livro, valoriza o autor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Como anda no Brasil a tend\u00eancia da autopublica\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 forte na Europa?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Conhe\u00e7o a experi\u00eancia que a Amazon e a Saraiva t\u00eam de autopublica\u00e7\u00e3o. As empresas declaram n\u00fameros bons, positivos. Confesso que n\u00e3o sei qual o impacto que isso tem na ind\u00fastria como um todo. Tem gente lendo. Quando voc\u00ea entra na Amazon e v\u00ea a p\u00e1gina do Kindle com os 100 livros mais vendidos, pelo menos 40% s\u00e3o autopublicados. Voc\u00ea v\u00ea os pre\u00e7os e s\u00e3o bem mais acess\u00edveis no pre\u00e7o. Eu adoro o que fa\u00e7o, adoro editar. Ser um comerciante de livros \u00e9 parte do que a gente faz. Fico muito mais pleno na minha capacidade empresarial toda vez que ajudo um autor a fazer um livro melhor; quando a gente interv\u00e9m e consegue construir em conjunto. Acho que essa profiss\u00e3o continua tendo um valor agregado muito grande. Claro que o livro autopublicado tem a sua fun\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, \u00e9 at\u00e9 uma forma de chamar a aten\u00e7\u00e3o para o editor que vai fazer aquele livro acontecer em uma escala maior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Como voc\u00ea, engenheiro por forma\u00e7\u00e3o se tornou um editor de livros?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sempre fui muito bom em matem\u00e1tica e f\u00edsica. Exatas era um brinquedo para mim. Em umas f\u00e9rias de julho fiquei doente e fiz todos os exerc\u00edcios de matem\u00e1tica do livro para o segundo semestre. Gosto muito, brinco com os n\u00fameros. Quando comecei a faculdade de engenharia decidi que queria trabalhar. J\u00e1 ganhava um dinheiro meu desde os 16 anos com aula particular de matem\u00e1tica. Mas meu pai disse para ir trabalhar com ele na Salamandra. Fui em primeiro de fevereiro de 81, como est\u00e1 na minha carteira profissional. Fui trabalhar na mesa do meu pai, com quem tinha uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima. Era uma mesa grande e fiquei em um cantinho fazendo coisas como datilografar cartas, fazer mala direta. Mas tem um momento marcante, em 82, quando ele contrata a Ana Maria Machado para dar uma consultoria j\u00e1 que tinha resolvido s\u00f3 fazer livro infantil. Ela chega junto com a Ruth Rocha que l\u00ea para o meu pai o livro O que os olhos n\u00e3o v\u00eaem. Eu disse \u201cUau, esse neg\u00f3cio de editar livros \u00e9 muito bacana Voc\u00ea conhece gente muito legal\u201d. E fui me envolvendo. Meu pai me levou para S\u00e3o Paulo para conhecer gr\u00e1fica, ver fotocomposi\u00e7\u00e3o. Tive um professor extraordin\u00e1rio, que era um dos melhores amigos que tive na vida. A\u00ed voc\u00ea entende o que \u00e9 esse v\u00edrus do livro. E ter uma mente l\u00f3gica, processual, engenheira me ajudou muito como empres\u00e1rio. Tive esse ganho de poder ter o encanto pelo livro mas ao mesmo tempo olhar para ele de uma maneira pragm\u00e1tica, empresarial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Em que momento surgiu a editora Sextante?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A Salamandra fazia livros infantis e livros de arte, projetos especiais. Em 92 houve duas grandes rupturas que determinam o nascimento da Sextante. Tom\u00e1s, meu irm\u00e3o ca\u00e7ula, volta do interc\u00e2mbio sem saber onde ir\u00e1 trabalhar e digo a ele: \u201dAcho que voc\u00ea tem uma contribui\u00e7\u00e3o enorme para a editora. Voc\u00ea tem uma cabe\u00e7a diferente.\u201d A outra foi que meu pai leu o livro Muitas vidas, muitos mestres, do Brian Weiss e ficou fascinado.Eu disse que n\u00e3o tinha nada a ver com o que faz\u00edamos mas que o livro era realmente muito bom e pod\u00edamos public\u00e1-lo. Era uma \u00e9poca de crise, no in\u00edcio dos anos 90, com hiperinfla\u00e7\u00e3o, quando a Salamandra perdeu a capacidade de se diferenciar de grandes editoras como \u00c1tica, Companhia das Letrinhas e outras que competiam nessa \u00e1rea. Como n\u00e3o consegu\u00edamos ser mais diferentes na parte infantil decidimos vend\u00ea-la e come\u00e7ar algo novo. Conversamos com o fundador da Moderna, Ricardo Feltri, que mostrou interesse exatamente s\u00f3 na parte infantil. Ent\u00e3o ficamos com a parte adulta e criamos a Sextante em fevereiro de 98. Migramos os t\u00edtulos, eram cerca de 15. A gente estava come\u00e7ando a fazer livros de espiritualidade e migramos para a autoajuda. Foi uma coisa constru\u00edda lentamente. A editora nasceu sem nome. A empresa se chama GMT que \u00e9 Geraldo, Marcos e Tomas Editores. Come\u00e7amos a pensar qual a miss\u00e3o da nossa empresa para descobrir um nome. Quer\u00edamos publicar livros que ajudassem as pessoas a encontrarem um caminho espiritual, da paz, da felicidade. Da\u00ed surgiu a palavra sextante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 uma pessoa ligada \u00e0 espiritualidade?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">N\u00e3o particularmente. Sou uma pessoa melhor do que era. Os livros da editora efetivamente trazem uma contribui\u00e7\u00e3o enorme para as pessoas. Mas h\u00e1 uma ess\u00eancia fundamental. Meu pai e minha m\u00e3e sempre foram pessoas que queriam transformar o mundo fazendo o bem. Sempre vivemos com essa f\u00e9. N\u00e3o tanto a f\u00e9 religiosa mas a espiritual; fazer o bem \u00e9 a coisa mais importante. Quando fiz primeira comunh\u00e3o a minha m\u00e3e disse:\u201d Voc\u00ea entende o significado da palavra comungar? N\u00e3o \u00e9 comer a h\u00f3stia. \u00c9 estar pr\u00f3ximo das pessoas. Comungar \u00e9 entender, \u00e9 aceitar, \u00e9 essa troca.\u201d Continuo bastante pragm\u00e1tico mas acho que ser justo, trabalhar em conjunto, ter \u00e9tica, s\u00e3o valores que existem. Sou uma pessoa muito competitiva. N\u00e3o sou o bonzinho, mas espero ser justo nas minhas rela\u00e7\u00f5es. Acho que Geraldo e Tom\u00e1s foram os grandes editores, as pessoas que formaram esse cat\u00e1logo. Tom\u00e1s \u00e9 quem traz o Dalai Lama no come\u00e7o da editora. Tem o papai que l\u00e1 atr\u00e1s tinha falado do Brian Weiss e em 2003 traz o C\u00f3digo da Vinci. Hoje a Sextante tem um cat\u00e1logo de mil e cem livros. O mais dif\u00edcil quando se alcan\u00e7a o resultado que tivemos \u00e9 manter os fundamentos. Ter um m\u00ednimo de humildade e achar que n\u00e3o chegou l\u00e1. Que precisa continuar trabalhando muito. \u00c9 preciso uma equipe que tenha o mesmo esp\u00edrito. A quest\u00e3o de crescer \u00e9 ter de confiar em muito mais gente. \u00c9 preciso manter a jovialidade. Quando completamos 15 anos fiz um discurso em que disse: \u201cH\u00e1 15 anos nascia uma editora que queria mudar o mercado com uma ideia totalmente diferente de fazer livros mais acess\u00edveis, com tiragens maiores, com investimento maior em divulga\u00e7\u00e3o. Acho que criamos um paradigma. Hoje est\u00e1 nascendo uma editora que vai mudar o mercado nos pr\u00f3ximos 15 anos. Temos a op\u00e7\u00e3o de ser essa editora ou de deixar que uma nova editora assuma esse papel\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>E quando surgiu a Arqueiro?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A Arqueiro surgiu um pouco depois da morte do papai. Est\u00e1vamos procurando uma marca para os nossos t\u00edtulos de fic\u00e7\u00e3o e quer\u00edamos homenagear o Geraldo. Ent\u00e3o descobrimos a foto dele com o arco e flecha. Na verdade o papai era um grande jogador de sinuca. Era muito bom. E \u00e9 aquele mesmo olho do arqueiro; a capacidade de visualizar exatamente onde voc\u00ea quer acertar. N\u00e3o dava para botar o nome Sinuqueiro ent\u00e3o vimos essa foto em que ele est\u00e1 em um resort com um arco e flecha. Quer\u00edamos passar a ideia de que voc\u00ea tem um alvo preciso. A maior editora de livro de entretenimento no mundo \u00e9 a Random House, que quer dizer casa aleat\u00f3ria. Significa que a atividade editorial \u00e9 aleat\u00f3ria. Que sempre foi a cren\u00e7a do mercado editorial e continua v\u00e1lida, porque n\u00e3o h\u00e1 certeza, n\u00e3o h\u00e1 f\u00f3rmula. Quando a Random House foi fundada havia muito menos ci\u00eancia, menos informa\u00e7\u00e3o e muito mais instinto. Papai adorava o filme Golpe de Mestre em que os caras est\u00e3o sempre passando a m\u00e3o no nariz. Um passava a m\u00e3o no nariz e dizia: \u201cIsso tem cheiro de sucesso\u201d. Hoje em dia h\u00e1 muito mais informa\u00e7\u00e3o para saber se tem cheiro de sucesso. Voc\u00ea compara com outros livros, com outros fen\u00f4menos. Mas ningu\u00e9m sabe de onde vir\u00e1 o pr\u00f3ximo fen\u00f4meno. Ou todo mundo sabia que O Ca\u00e7ador de Pipas iria virar um fen\u00f4meno? Ou que A menina que roubava livros ou A culpa \u00e9 das estrelas virariam grandes fen\u00f4menos? Quando o meu pai leu o C\u00f3digo da Vinci, do Dan Brown, leu o manuscrito. Antes de ser publicado nos Estados Unidos. Mas ele teve a convic\u00e7\u00e3o absoluta de que aquele era um livro excepcional.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Como voc\u00ea v\u00ea o sucesso de vendas dos youtubers?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Acho normal. Talvez tenhamos passado o pico disso no final de 2015, 2016 quando foi muito forte. Os temas v\u00e3o se esgotando. Mas n\u00e3o acho ruim, faz parte. O nosso desafio \u00e9 como manter esses jovens leitores consumindo o pr\u00f3ximo livro. Me lembro das pessoas que criticavam o Harry Potter. A quantidade de gente que veio depois\u2026 Crep\u00fasculo, livros de vampiro . A discuss\u00e3o sobre criar h\u00e1bito de leitura no Brasil \u00e9 muito importante, porque o h\u00e1bito nasce por prazer. Mesmo assim, criar o h\u00e1bito com a diversidade de assuntos que temos na vida, \u00e9 dif\u00edcil. Voc\u00ea s\u00f3 vai criar uma rela\u00e7\u00e3o de prazer com a leitura se voc\u00ea se engaja com ela. Aquela leitura escolar, obrigat\u00f3ria \u00e9 muito question\u00e1vel. Desde a minha gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 era complicado. Como mudamos esse processo? Se as pessoas est\u00e3o lendo o youtuber da vez, ok. Se conseguirmos capturar 20%, 30% dessas pessoas para lerem outras coisas. Se conseguirmos convencer esses youtubers a recomendarem leituras. A tend\u00eancia de vendas nos \u00faltimos anos \u00e9 o p\u00fablico mais jovem e feminino. Os grandes fen\u00f4menos nos \u00faltimos anos s\u00e3o para um p\u00fablico mais jovem como a Jojo Moyes, o John Green, Jogos Vorazes, o Game of Thrones, que talvez seja um p\u00fablico mais misturado. Agora estamos em uma \u00e9poca em que n\u00e3o h\u00e1 nenhum grande fen\u00f4meno. Ano passado foi curioso porque tivemos a Jojo Moyes, como fen\u00f4meno mas o Harry Potter foi muito menor no Brasil que em outros pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Como \u00e9 o trabalho da Sextante e da Arqueiro junto aos livreiros?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">H\u00e1 muito tempo temos uma pr\u00e1tica que hoje v\u00e1rios editores fazem de apresentar os livros aos livreiros. Nossa convic\u00e7\u00e3o \u00e9 que a livraria \u00e9 o grande local de decis\u00e3o de compra. Posso anunciar em um \u00f4nibus ou posso comunicar na livraria o lan\u00e7amento do livro. Hoje temos as m\u00eddias sociais como maior \u00eanfase do marketing da editora e voc\u00ea tem o canal de vendas como ponto principal de exposi\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o. Lan\u00e7amos uma m\u00e9dia de 12 livros por m\u00eas, que para o nosso porte \u00e9 um n\u00famero bem menor que a m\u00e9dia. Comparando com a Companhia das Letras e a Record, lan\u00e7amos muito menos. Ent\u00e3o \u00e9 fundamental que voc\u00ea seja capaz de comunicar cada livro para que cada um tenha a chance de cumprir sua carreira. Foi um dos pontos principais de nossa estrat\u00e9gia a vida inteira. Ano passado em Londres participamos de um leil\u00e3o e quando compramos o livro a nossa energia estava l\u00e1 em cima, 110% de certeza. Ent\u00e3o o livro entra no processo de edi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o e \u00e9 lan\u00e7ado. Se nesse meio tempo a energia caiu para 70% de cren\u00e7a, voc\u00ea tem um desperd\u00edcio imenso. Como manter esses 110%, manter essa energia e chegar ao mercado dizendo: \u201cesse \u00e9 o livro, \u00e9 o melhor thriller que lemos em muito tempo\u201d. Estamos competindo pela aten\u00e7\u00e3o das pessoas. Preciso que voc\u00ea invista 6 ou 7 horas da sua vida para ler esse livro e eu prometo que vai ser um entretenimento sem igual. Por isso fazemos esse trabalho junto aos livreiros. \u00c9 um trabalho que sempre houve por parte das editoras mas talvez o nosso seja mais consistente, um trabalho de formiguinha, de manter, de continuar, de acreditar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Voc\u00ea frequenta grandes feiras internacionais como Frankfurt e Londres. Como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com as livrarias cariocas?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Confesso que frequento menos do que deveria. Devo ir umas tr\u00eas vezes por m\u00eas. E acabo fazendo uma coisa horr\u00edvel que \u00e9 ficar vendo se nossos livros est\u00e3o bem expostos ao inv\u00e9s de observar a concorr\u00eancia. Voc\u00ea tem de ver o que a concorr\u00eancia est\u00e1 lan\u00e7ando, o tipo de capa que est\u00e3o usando. Tem de ver os materiais promocionais na loja. Esse olhar mercadol\u00f3gico faz parte da hist\u00f3ria da profissionaliza\u00e7\u00e3o. A origem da palavra marketing \u00e9 estudo de mercado, que \u00e9 olhar o mercado como um todo, ver o que todos est\u00e3o fazendo. N\u00e3o olhar para o pr\u00f3prio umbigo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Existe alguma livraria na cidade que o tenha marcado especialmente?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">S\u00e3o muitas mas vou dar um exemplo saudosista e amoroso que \u00e9 o Aloisio da Timbre. Quando meus filhos mais velhos nasceram eu ia muito ao teatro no Shopping da G\u00e1vea. Quase todo o s\u00e1bado \u00edamos ao cinema, teatro ou lanchar e sempre passava na Timbre para visitar o Aloisio,. \u00c9 uma livraria pequena. Ele controlava a venda dos livros em um caderno. Ele tinha a paix\u00e3o do livreiro. Se for para fazer um registro que seja o do Aloisio.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Abril de 2017 \u2013 O presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, \u00e9 destaque na se\u00e7\u00e3o de entrevistados do site da Associa\u00e7\u00e3o Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AELRJ) nesta ter\u00e7a-feira (25). 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