{"id":7292,"date":"2017-04-06T12:33:52","date_gmt":"2017-04-06T15:33:52","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/ensino-basico-avanca-pouco-em-10-anos-mas-desigualdade-cai\/"},"modified":"2017-04-06T12:33:52","modified_gmt":"2017-04-06T15:33:52","slug":"ensino-basico-avanca-pouco-em-10-anos-mas-desigualdade-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/ensino-basico-avanca-pouco-em-10-anos-mas-desigualdade-cai\/","title":{"rendered":"Ensino B\u00e1sico avan\u00e7a pouco em 10 anos, mas desigualdade cai"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A insatisfa\u00e7\u00e3o dos alunos com o ensino m\u00e9dio, etapa que tem altos \u00edndices de abandono e \u00e9 alvo de reforma por parte do governo federal, reflete uma s\u00e9rie de defici\u00eancias de ensino acumuladas desde a inf\u00e2ncia e em todas as etapas, aponta levantamento divulgado hoje pelo movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad).<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os dados indicam que o pa\u00eds ainda n\u00e3o atingiu objetivos b\u00e1sicos, como alfabetizar plenamente crian\u00e7as at\u00e9 os 8 anos de idade e colocar toda a popula\u00e7\u00e3o de 4 a 17 anos na escola.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em 2015, o Brasil tinha 2,48 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens entre 4 e 17 anos de idade fora da escola. A maioria delas, 1,54 milh\u00e3o, na faixa entre 15 e 17 anos, na qual a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais &#8220;cr\u00edtica&#8221;, segundo o relat\u00f3rio. O percentual de atendimento escolar entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira de 15 a 17 anos subiu de 78,8% para apenas 82,6% de 2005 a 2015. &#8220;Ou seja, s\u00e3o jovens que deveriam j\u00e1 estar cursando o ensino m\u00e9dio, mas n\u00e3o est\u00e3o matriculados&#8221;, diz o relat\u00f3rio. Em n\u00fameros absolutos, o Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o com a maior popula\u00e7\u00e3o em idade escolar fora da escola (809.250), seguida pelo Sudeste (746.910).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A taxa de atendimento de crian\u00e7as e jovens entre 4 e 17 anos aumentou 4,7 pontos percentuais desde 2005, atingindo 94,2% em 2015, mas de forma insuficiente para alcan\u00e7ar a universaliza\u00e7\u00e3o determinada constitucionalmente para ser atingida at\u00e9 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8220;Mesmo com percentuais de atendimento aumentando, isso n\u00e3o tem significado uma redu\u00e7\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o do n\u00famero absoluto das crian\u00e7as e jovens fora da escola&#8221;, diz Priscila Cruz, presidente-executiva do Todos pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">O relat\u00f3rio destaca ainda que o avan\u00e7o no atendimento escolar foi puxado por um salto no percentual de crian\u00e7as de quatro e cinco anos matriculadas, de 72,5% para 90,5% no per\u00edodo. A lei passou a garantir o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o a partir dos quatro anos de idade, e n\u00e3o seis, pela Emenda Constitucional 59, de 2009. J\u00e1 a taxa de atendimento de 6 a 14 anos ficou em 98,5% em 2015, crescimento de apenas 1,8 ponto percentual desde 2005, e ainda h\u00e1 430 mil crian\u00e7as e jovens dessa faixa et\u00e1ria fora da escola.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Apesar do avan\u00e7o lento e insuficiente, uma boa not\u00edcia do levantamento \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da ampla desigualdade de oportunidades para crian\u00e7as e jovens brancos, pardos e pretos, mais ricos e os mais pobres, da cidade e do campo. Entre 2005 e 2015, a taxa de conclus\u00e3o do ensino fundamental na idade certa avan\u00e7ou 25,4 pontos percentuais entre os 25% mais pobres, enquanto entre os 25% mais ricos foi aumentou 4,1 pontos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na popula\u00e7\u00e3o parda e negra, a alta foi de, respectivamente, 24,1 pontos e 21,9 pontos no mesmo per\u00edodo, ante 10,7 pontos entre brancos. Quando se analisa a popula\u00e7\u00e3o do campo, o crescimento do percentual de jovens que conclu\u00edram o ensino fundamental na idade certa foi de 26,8 pontos, contra 14,2 pontos na cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sobre o atraso na universaliza\u00e7\u00e3o do ensino, os dados mostram que a popula\u00e7\u00e3o entre 4 e 17 anos matriculada nas escolas em 2015 era equivalente a 40.610.137 crian\u00e7as e jovens, aproximadamente 2 milh\u00f5es a menos do que em 2005. Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero absoluto de matr\u00edculas, a taxa de atendimento cresceu de 89,5% para 94,2%, ou seja, 4,7 pontos percentuais.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insatisfa\u00e7\u00e3o dos alunos com o ensino m\u00e9dio, etapa que tem altos \u00edndices de abandono e \u00e9 alvo de reforma por parte do governo federal, reflete uma s\u00e9rie de defici\u00eancias de ensino acumuladas desde a inf\u00e2ncia e em todas as etapas, aponta levantamento divulgado hoje pelo movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, com base nos resultados da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-7292","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7292"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7292\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}