{"id":725,"date":"2004-05-25T11:12:00","date_gmt":"2004-05-25T14:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/05\/25\/professor-da-rede-publica-poe-o-filho-na-particular\/"},"modified":"2004-05-25T11:12:00","modified_gmt":"2004-05-25T14:12:00","slug":"professor-da-rede-publica-poe-o-filho-na-particular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/professor-da-rede-publica-poe-o-filho-na-particular\/","title":{"rendered":"Professor da rede p\u00fablica p\u00f5e o filho na particular"},"content":{"rendered":"<p>O dinheiro \u00e9 curto, mas n\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o. Apesar de se considerar pobres ou de classe m\u00e9dia baixa, os professores brasileiros preferem sacrificar parte da sua renda familiar e p\u00f4r os filhos em escolas particulares. A pesquisa O Perfil dos Professores Brasileiros, divulgada ontem pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco), mostra que 54% dos 5 mil entrevistados escolheu pagar pela educa\u00e7\u00e3o dos filhos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Uma decis\u00e3o que, mesmo quando a escola n\u00e3o est\u00e1 entre as mais caras, pode comprometer parte da renda familiar. A maioria (65,5%) tem renda de at\u00e9 10 sal\u00e1rios m\u00ednimos e um ter\u00e7o ganha no m\u00e1ximo R$ 1,2 mil. Os pesquisadores apontam essa tend\u00eancia como um esfor\u00e7o dos professores em garantir a \u201cmobilidade social\u201c para seus filhos &#8211; um futuro melhor do que eles tiveram. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A maior parte dos professores estudou em escolas p\u00fablicas e hoje d\u00e1 aulas no mesmo tipo de institui\u00e7\u00e3o. Apesar de ainda terem uma renda baixa, o estudo garantiu a essas pessoas uma vida melhor do que a de seus pais. A pesquisa mostra que 64,2% dos atuais professores t\u00eam pais que n\u00e3o completaram o ensino fundamental. \u201cH\u00e1 uma aposta dos professores na educa\u00e7\u00e3o dos filhos como seus pais fizeram com eles. Esses professores s\u00e3o a prova de que o investimento na educa\u00e7\u00e3o tem um alt\u00edssimo retorno\u201c, analisou Jorge Werthein, representante da Unesco no Brasil. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A professora de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) na rede estadual de S\u00e3o Paulo Maria Gilseneide Amorim diz que tem investido para que sua filha se forme m\u00e9dica. A mo\u00e7a cursa o ensino m\u00e9dio em escola particular. J\u00e1 os pais de Maria, assim como mostra a pesquisa, estudaram apenas at\u00e9 a 3.\u00aa s\u00e9rie do fundamental. \u201cQuase n\u00e3o tive acesso a livros nem incentivo para adquirir h\u00e1bito da leitura\u201c, conta. \u201cAgora, trabalho para que minha filha possa ter a melhor qualidade de ensino.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Atualmente, a garantia de evolu\u00e7\u00e3o social ainda maior est\u00e1 na escola privada, j\u00e1 que a qualidade das escolas p\u00fablicas \u00e9 reconhecidamente question\u00e1vel. \u201cEsses dados revelam a dramaticidade do que vem ocorrendo no ensino p\u00fablico brasileiro\u201c, disse o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Aula melhor &#8211; \u201cEu trabalho em escola p\u00fablica e por isso sei que \u00e9 melhor meus filhos estudarem na rede particular\u201c, diz o professor de matem\u00e1tica Carlos Ferreira. Ele gasta cerca de R$ 500 para bancar os estudos dos dois meninos, de 11 e 12 anos. Segundo ele, o professor da escola particular muita vezes \u00e9 o mesmo da p\u00fablica. \u201cMas ele d\u00e1 aula melhor porque tem sal\u00e1rio maior, materiais did\u00e1ticos e mais estrutura.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ferreira d\u00e1 aulas \u00e0 noite e trabalha numa ind\u00fastria durante o dia. Os dois empregos fazem com que se defina um integrante da classe m\u00e9dia baixa. \u201cQuem depende apenas do sal\u00e1rio da escola p\u00fablica \u00e9 uma pessoa pobre.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o diretor do Sindicato dos Profissionais do Ensino Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo (Apeoesp) Luiz Freitas, muitos professores se revelam individualistas ao p\u00f4r seus filhos na escola particular em vez de lutar para mudar o ensino p\u00fablico, do qual eles mesmos fazem parte. \u201cN\u00e3o acreditam na rede p\u00fablica, mas n\u00e3o atribuem o problema a eles.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Contradi\u00e7\u00e3o &#8211; No entanto, a pesquisa traz uma contradi\u00e7\u00e3o: para os professores, a escola p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 boa para educar seus filhos, mas \u00e9 um bom local de trabalho. Apesar das queixas sobre sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a maioria se diz satisfeita com a carreira. Mais do que isso, 50,2% dizem que querem continuar trabalhando na mesma fun\u00e7\u00e3o, na mesma escola. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa mostra, ainda, as dificuldades enfrentadas pelos professores para acompanhar o avan\u00e7o da tecnologia e mesmo ter acesso a atividades culturais. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mais de 40% dos professores entrevistados foram no m\u00e1ximo uma vez a museus, 58,4% nunca usam a internet e quase 60% n\u00e3o t\u00eam correio eletr\u00f4nico. A principal forma de lazer \u00e9 a televis\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B>Internet n\u00e3o \u00e9 ferramenta de professores <\/b>\u00a0<br \/> Folha de S\u00e3o Paulo, Ana Flor\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Pesquisa sobre o perfil dos professores do ensino fundamental e m\u00e9dio no Brasil, divulgada ontem pela Unesco, mostra que quase 60% deles nunca usaram correio eletr\u00f4nico ou navegaram na internet. Uma parcela ainda maior n\u00e3o l\u00ea jornal todos os dias e tem uma id\u00e9ia negativa dos valores dos jovens de hoje.\u00a0<br \/> A pesquisa \u201cO perfil dos professores brasileiros: o que fazem, o que pensam, o que almejam\u201c ouviu 5.000 professores (82,2% de escolas p\u00fablicas e 17,8% das particulares), em abril e maio de 2002.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O acesso restrito \u00e0 tecnologia, avaliado pelos pesquisadores como problem\u00e1tico em uma sociedade que depende cada vez mais dos computadores, tem rela\u00e7\u00e3o direta com os baixos sal\u00e1rios. Um ter\u00e7o dos professores se diz pobre, e 53,1% acreditam pertencer \u00e0 classe m\u00e9dia baixa. \u201cUm professor que n\u00e3o conhece a internet tem hoje capacidade limitada de ajudar seu aluno\u201c, diz Maria Fernanda Rezende Nunes, pesquisadora da UniRio (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e uma das respons\u00e1veis pelo documento.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A desvaloriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da profiss\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela presen\u00e7a majorit\u00e1ria de mulheres (81,3%) na atividade. Segundo Maria Fernanda, a baixa remunera\u00e7\u00e3o pode explicar ainda a pouca idade da maior parte dos professores brasileiros (80% t\u00eam entre 25 e 45 anos). Em pa\u00edses europeus, segundo ela, a m\u00e9dia fica em torno dos 40 anos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em sua maioria, os professores s\u00e3o de fam\u00edlias com pouca instru\u00e7\u00e3o. Os pais de 81% dos entrevistados n\u00e3o completaram o ensino b\u00e1sico (fundamental e m\u00e9dio) e 15% t\u00eam pais sem qualquer instru\u00e7\u00e3o formal.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mesmo tendo estudado na rede p\u00fablica, a maior parte dos docentes prefere ver seus filhos em escolas particulares. \u201cA avalia\u00e7\u00e3o est\u00e1 na cren\u00e7a de que a escola p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 suficiente e que a escola privada permite maior mobilidade social\u201c, avalia Maria Fernanda.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa mostra um quadro desanimador da vis\u00e3o que os professores t\u00eam dos jovens: mais da metade acredita que enfraqueceram valores como compromisso social, responsabilidade, seriedade, honestidade, toler\u00e2ncia e respeito aos mais velhos. Na vis\u00e3o da maioria dos docentes, apenas o amor \u00e0 liberdade teria se fortalecido. \u201cEsta concep\u00e7\u00e3o negativa cria um v\u00ednculo professor-aluno baseado na desconfian\u00e7a e na falta de compreens\u00e3o do outro\u201c, diz Juan Carlos Tedesco, Diretor do Instituto Internacional de Planejamento de Educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para ele, a pesquisa ajuda a mapear o que deve ser mudado e onde os investimentos devem ir. \u201cOs professores nunca foram prioridade na agenda das reformas educativas. S\u00f3 se apostava em laborat\u00f3rios, espa\u00e7o e gest\u00e3o\u201c, diz.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Eliezer Pacheco, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros mostram \u201ca trag\u00e9dia da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica\u201c, que causou a queda nos n\u00fameros de aprendizagem nos \u00faltimos dez anos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Pacheco enfatizou ainda que a pesquisa deixa claro a perversidade das diferen\u00e7as regionais no pa\u00eds, \u201cque faz escolas p\u00fablicas da regi\u00e3o Sul terem \u00edndices de aprendizado melhores do que escolas particulares do Norte\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Al\u00e9m do Brasil, a pesquisa foi realizada na Argentina, Peru e Uruguai. Foram semelhantes dados como baixos sal\u00e1rios e a grande presen\u00e7a de mulheres na profiss\u00e3o. Segundo Tedesco, a pesquisa deve ser refeita em dois anos, para verifica\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dinheiro \u00e9 curto, mas n\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o. Apesar de se considerar pobres ou de classe m\u00e9dia baixa, os professores brasileiros preferem sacrificar parte da sua renda familiar e p\u00f4r os filhos em escolas particulares. 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