{"id":6944,"date":"2016-09-16T17:30:56","date_gmt":"2016-09-16T20:30:56","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/as-licoes-aprendidas-do-ideb\/"},"modified":"2016-09-16T17:30:56","modified_gmt":"2016-09-16T20:30:56","slug":"as-licoes-aprendidas-do-ideb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/as-licoes-aprendidas-do-ideb\/","title":{"rendered":"As li\u00e7\u00f5es aprendidas do Ideb"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A divulga\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) pelo MEC no dia 8 de setembro trouxe \u00e0 tona novamente o debate sobre a efici\u00eancia do indicador como instrumento para medir a qualidade da educa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> Neste ano, a publica\u00e7\u00e3o das m\u00e9dias das escolas e das redes de ensino sem acompanhar dados como o n\u00edvel socioecon\u00f4mico, coletados por question\u00e1rios contextuais da Prova Brasil, afetou o trabalho de jornalistas e especialistas na hora de traduzir o que significam os n\u00fameros de acordo com as v\u00e1rias realidades educacionais do pa\u00eds e para al\u00e9m do ranking.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A Associa\u00e7\u00e3o dos Jornalistas de Educa\u00e7\u00e3o (Jeduca) publicou uma nota nesta semana criticando, ainda, o fato de o MEC n\u00e3o ter divulgado os resultados aos profissionais com anteced\u00eancia, sob embargo, para que pudessem preparar an\u00e1lises mais contextualizadas \u2013 o que \u00e9 pr\u00e1tica das divulga\u00e7\u00f5es do IBGE h\u00e1 10 anos. Enquanto isso, pesquisadores das \u00e1reas de pol\u00edticas educacionais e avalia\u00e7\u00e3o levantam quest\u00f5es como qual a import\u00e2ncia do indicador na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira, suas limita\u00e7\u00f5es, o que ele realmente consegue mostrar sobre estudantes e redes e como poderia se tornar mais preciso e justo nesse objetivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Beatriz Rey, jornalista e doutoranda em ci\u00eancia pol\u00edtica na Universidade de Syracuse (NY), apesar da necessidade de melhorias tanto na forma de divulga\u00e7\u00e3o quanto no pr\u00f3prio instrumento, o Ideb cumpre um papel muito importante na avalia\u00e7\u00e3o da qualidade ao sintetizar a profici\u00eancia em leitura e matem\u00e1tica dos estudantes, medida na Prova Brasil, e a taxa de aprova\u00e7\u00e3o. \u201cPor meio dele conseguimos saber que em 2016 o abismo entre as escolas p\u00fablicas e particulares \u00e9 menor do que nunca porque a educa\u00e7\u00e3o privada piorou\u201d, exemplifica. O Ideb doensino m\u00e9dio nas redes estaduais foi de 3,4, em 2013, para 3,5, em 2015. Como nas particulares o \u00edndice caiu de 5,4 para 5,3, o fosso entre escolas p\u00fablicas e privadas caiu de 59% para 51%. Mesmo assim, nenhuma das redes bateu a meta, que \u00e9 4 para as estaduais e 6,3 para privadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cAinda que seja parcial, por n\u00e3o incorporar \u00e0 m\u00e9trica os indicadores extraescolares como n\u00edvel socioecon\u00f4mico, h\u00e1 maneiras de discutirmos o Ideb sem desconstru\u00ed-lo\u201d, prop\u00f5e Beatriz. Na an\u00e1lise da cientista pol\u00edtica, desde que o Brasil universalizou a matr\u00edcula no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1990 e cada vez mais crian\u00e7as foram para a escola, a exist\u00eancia de um mecanismo de checagem para saber se o direito a aprendizagem \u00e9 ou n\u00e3o alcan\u00e7ado se tornou imprescind\u00edvel. \u201cO discurso de que o Ideb \u00e9 insuficiente me incomoda, porque precisamos identificar o problema da qualidade na ponta\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Renan Pieri, professor de economia do Insper e especialista em avalia\u00e7\u00e3o de programas e projetos educacionais e do setor p\u00fablico, nesses nove anos de divulga\u00e7\u00e3o, o Ideb instituiu um comportamento in\u00e9dito na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cDesde 2007, as pessoas passaram a discutir profici\u00eancia no pa\u00eds e a falar de metas que a popula\u00e7\u00e3o inteira pode acompanhar, o que \u00e9 algo novo e democr\u00e1tico\u201d, analisa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Pieri, que tamb\u00e9m \u00e9 membro da Comiss\u00e3o de Especialistas da Diretoria de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do Inep, o \u00edndice precisa passar por revis\u00f5es, inclusive das pr\u00f3prias metas estipuladas \u00e0s escolas, mas o Ideb tal como ele \u00e9 hoje gera debates e tentativas de melhorias por parte dos gestores. \u201cMuitas secretarias ainda n\u00e3o t\u00eam corpo de gest\u00e3o, t\u00eam s\u00e9rias dificuldades, mas j\u00e1 \u00e9 significativo terem a oportunidade de olhar para seus resultados\u201d, aponta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como exemplo do que o Ideb \u00e9 capaz de medir, Renan cita o fato de o Brasil ter mais dificuldade de lidar com os problemas de ensino-aprendizagem ap\u00f3s o 5\u00ba ano do ensino fundamental. Segundo o Ideb 2016, no 5\u00ba ano, todas as redes aumentaram as m\u00e9dias e bateram as metas, enquanto o 9\u00ba ano, nas p\u00fablicas e privadas, ficou estagnado, distante da meta, e o ensino m\u00e9dio n\u00e3o s\u00f3 ficou longe da meta como viu seu \u00edndice cair. \u201cTem algo acontecendo inclusive nas particulares que pode se relacionar ao comportamento de fam\u00edlias e gestores zelarem mais pela educa\u00e7\u00e3o dos alunos durante a inf\u00e2ncia do que na adolesc\u00eancia, quando a preocupa\u00e7\u00e3o com o ensino se divide com outros desafios, como mercado de trabalho e exposi\u00e7\u00e3o a drogas e \u00e0 criminalidade\u201d, avalia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Outra hip\u00f3tese que tem sido estudada por Pieri e que pode ajudar as redes a adotar estrat\u00e9gias para desatar o n\u00f3 do ensino m\u00e9dio \u00e9 sobre os est\u00edmulos ao aprendizado. \u201cEstudar um ano a mais no Brasil h\u00e1 alguns anos era mais rent\u00e1vel do que \u00e9 hoje e isso desestimularia os alunos no fim do ensino m\u00e9dio. Portanto, apesar de no pa\u00eds ainda ganhar mais quem estuda mais, esse est\u00edmulo do mercado de trabalho n\u00e3o deve ser o foco e pode ser preciso substitu\u00ed-lo por outros, como conte\u00fados mais atraentes, linguagem e pedagogia mais modernas\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Neste ano, apesar de a divulga\u00e7\u00e3o do Ideb por ranking de escolas ser amplamente criticada por pesquisadores, o visual de uma dessas listas chamou a aten\u00e7\u00e3o para um feito: das 100 escolas p\u00fablicas brasileiras com as m\u00e9dias mais altas para o primeiro ciclo do ensino fundamental, 77 s\u00e3o do Cear\u00e1. N\u00famero este que n\u00e3o \u00e9 devido somente a fatores educacionais. \u201cO caso do Cear\u00e1 \u00e9 mesmo impressionante; existem v\u00e1rios munic\u00edpios com desempenho acima do esperado e um dos motivos \u00e9 que nos \u00faltimos 10 anos o estado cresceu igual \u00e0 China e a vida dos mais pobres melhorou\u201d, explica Pieri.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para o professor do Insper, os resultados da evolu\u00e7\u00e3o da economia, como otimismo e a necessidade de pessoas mais qualificadas para o trabalho, andam ao lado das escolhas de gest\u00e3o educacional. \u201cNo munic\u00edpio de Sobral, por exemplo, existe uma pol\u00edtica para evitar que n\u00e3o ocorra abandono escolar, os professores est\u00e3o empenhados em n\u00e3o perder os alunos, com um trabalho mais pr\u00f3ximo dos estudantes\u201d, conta. Segundo ele, no entanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel simplesmente replicar o que funciona para um estado no \u00e2mbito federativo. \u201cN\u00e3o conseguimos criar programas nacionais, porque \u00e9 necess\u00e1rio testar solu\u00e7\u00f5es conforme o contexto\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Antonio Augusto Batista, coordenador de Pesquisa do Cenpec e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o caso do Cear\u00e1 deve ser pensado como resultado de uma pol\u00edtica de longo prazo, que come\u00e7ou nos anos 1990, com a municipaliza\u00e7\u00e3o do ensino fundamental e da educa\u00e7\u00e3o infantil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Um estudo publicado pelo Cenpec em 2013, do qual Batista participou, j\u00e1 destacava que o Ideb das escolas, munic\u00edpios e Centros Regionais de Desenvolvimento do Cear\u00e1 (Credes) vinha crescendo desde 2005, com aumento de equidade nos anos iniciais, ou seja, o aprendizado das crian\u00e7as mais pobres seguia uma tend\u00eancia de se aproximar ao aprendizado das crian\u00e7as mais ricas \u2013 exceto em Fortaleza, onde o peso do n\u00edvel socioecon\u00f4mico e a segrega\u00e7\u00e3o espacial se mostram maiores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Batista explica que, independentemente da gest\u00e3o, o estado se mostrou mobilizado para as causas educacionais desde que os munic\u00edpios optaram por municipalizar primeiro o ensino fundamental 1 e depois o ensino fundamental 2. \u201cA pesquisa que fizemos mostra que n\u00e3o ocorreu descontinuidade das pol\u00edticas, apesar de o estado ter passado por governos de diferentes partidos\u201d, aponta. Segundo o pesquisador, o que se mant\u00e9m \u00e9 uma pol\u00edtica de ganhos por acumula\u00e7\u00e3o: \u201cprimeiro a municipaliza\u00e7\u00e3o, depois a universaliza\u00e7\u00e3o da matr\u00edcula e depois a melhoria de qualidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O professor destaca que, no caso do Cear\u00e1, municipalizar o ensino fundamental n\u00e3o significou o abandono do estado como formulador e coordenador de pol\u00edticas. \u201cO estado assumiu um papel de indutor da melhoria em regime de colabora\u00e7\u00e3o com munic\u00edpios, formulando as pol\u00edticas em forma de pacto, com as Credes acompanhando os munic\u00edpios de gest\u00e3o em gest\u00e3o, estabelecendo metas de aprendizado, discutindo o plano pedag\u00f3gico com os gestores municipais\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ele tamb\u00e9m destaca que no Cear\u00e1 todos os professores, diretores e prefeitos s\u00e3o cobrados para que todos os alunos, independentemente da origem social, aprendam. \u201cUm dos pontos pol\u00eamicos no Cear\u00e1 \u00e9 que h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es da escola, com grande foco em leitura e matem\u00e1tica no 4\u00ba e no 5\u00ba anos, quando outras \u00e1reas do conhecimento, como estudos sociais, tendem a desaparecer\u201d, pondera.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Batista, outras pol\u00edticas pol\u00eamicas no estado s\u00e3o a bonifica\u00e7\u00e3o e a responsabiliza\u00e7\u00e3o. As escolas que atingem melhores pontua\u00e7\u00f5es recebem mais recursos financeiros. \u201cNossa pesquisa mostra que essa caracter\u00edstica, no entanto, n\u00e3o acirra uma competi\u00e7\u00e3o entre as escolas de l\u00e1; o prest\u00edgio conta mais do que o pr\u00eamio\u201d, analisa. Ainda no que diz respeito ao professor, o pesquisador avalia que com o tempo os docentes ganharam mais liberdade para escolher os materiais, antes muito homog\u00eaneos. J\u00e1 em termos de responsabiliza\u00e7\u00e3o, os prefeitos que n\u00e3o atingem as metas deixam de receber recursos, \u201co que por um lado \u00e9 positivo porque responsabiliza o gestor, mas por outro lado afeta a ponta, pois quem deixa de receber o recurso \u00e9 o munic\u00edpio\u201d, destaca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O ministro da educa\u00e7\u00e3o Mendon\u00e7a Filho e a presidenta do Inep Maria In\u00eas Fini, na divulga\u00e7\u00e3o do Ideb 2016<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio de setembro, do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Sinaeb) pelo novo ministro da educa\u00e7\u00e3o, Mendon\u00e7a Filho, a ideia de um indicador de qualidade que v\u00e1 al\u00e9m da profici\u00eancia medida pelo Ideb \u2013 e considere fatores como avaloriza\u00e7\u00e3o docente, o planejamento e a gest\u00e3o \u2013 voltou a ser mais uma das demandas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o sem data para sair do papel. Por\u00e9m, segundo os especialistas ouvidos pelo Carta Educa\u00e7\u00e3o, existem possibilidades de melhorar o indicador que j\u00e1 existe.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Apesar de o Ideb mostrar pontos de aten\u00e7\u00e3o para redes e escolas, a percep\u00e7\u00e3o dos atores escolares ainda \u00e9 a de que o indicador representa um problema. Em parte, devido ao fato de n\u00e3o existirem muitos recursos para que os professores consigam interpretar os resultados da Prova Brasil. \u201cIsso tem mudado com as devolutivas do Inep, mas as escolas continuam se virando como podem para propor a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas com base nas notas e n\u00e3o raro a r\u00e9gua vira o objetivo\u201d, conta Renan Pieri.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para reverter o cen\u00e1rio, Renan acredita que a informa\u00e7\u00e3o sobre maneiras de usar a prova pedagogicamente precisa partir tamb\u00e9m de prefeituras e secretarias. \u201cPara gerar resultados na aprendizagem, n\u00e3o basta s\u00f3 divulgar os dados no site do governo federal\u201d, diz. Outra possibilidade, segundo ele, \u00e9 estabelecer metas para gestores de como o sistema deve evoluir durante um mandato inteiro ou em dois anos. \u201cMais indicadores importantes dificultariam essa obsess\u00e3o que se criou pela nota da prova\u201d, analisa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Al\u00e9m disso, o pesquisador sugere uma revis\u00e3o das metas de profici\u00eancia. Em 2007, quando o Ideb foi concebido, foram pensadas metas para 2021 baseadas no desempenho dos alunos na Prova Brasil de 2005. \u201cAquele foi o ano da primeira prova e muitas escolas eram pequenas, o que dava pouca base para calcular metas de longo prazo. Tanto \u00e9 que na edi\u00e7\u00e3o seguinte vimos escolas que estavam muito bem irem muito mal e outras que estavam mal darem um salto. Na maior parte dos casos a raz\u00e3o para isso foi azar em um dos anos e n\u00e3o melhoria econ\u00f4mica ou de gest\u00e3o\u201d, explica. Segundo ele por isso existem escolas que v\u00e3o bater facilmente a meta nacional (6) e outras que nunca v\u00e3o alcan\u00e7a-la at\u00e9 2021.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Beatriz Rey, falta clareza sobre o impacto das metas no comportamento das redes que est\u00e3o muito longe de atingi-las. \u201cSe a meta existe para mudar comportamentos e a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, qual \u00e9 o comportamento quando temos uma meta n\u00e3o fact\u00edvel?\u201d, questiona. \u201cTalvez seja hora de discutir se o Ideb est\u00e1 cumprindo essa fun\u00e7\u00e3o de influenciar comportamentos e, em um segundo momento, debater como melhorar esse instrumento de qualidade\u201d, prop\u00f5e.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De acordo com Pieri, a meta pode mesmo cair em desuso se as redes notam que est\u00e3o muito aqu\u00e9m ou muito al\u00e9m dela. \u201cNessa caso, poder\u00edamos incorporar uma calibragem peri\u00f3dica das metas, a cada cinco anos por exemplo. O horizonte de 2021, estipulado em 2007, talvez seja muito tempo para a gest\u00e3o p\u00fablica\u201d, aponta. \u201cConcordo que o Inep esteja sobrecarregado, mas esse trabalho de revis\u00e3o poderia ser compartilhado com as universidades, tanto p\u00fablicas quanto particulares, e validado dentro do Inep\u201d, finaliza.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A divulga\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) pelo MEC no dia 8 de setembro trouxe \u00e0 tona novamente o debate sobre a efici\u00eancia do indicador como instrumento para medir a qualidade da educa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>As li\u00e7\u00f5es aprendidas do Ideb &raquo; 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