{"id":683,"date":"2004-07-15T11:32:00","date_gmt":"2004-07-15T14:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2004\/07\/15\/pib-maior-nao-distribuiu-renda\/"},"modified":"2004-07-15T11:32:00","modified_gmt":"2004-07-15T14:32:00","slug":"pib-maior-nao-distribuiu-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pib-maior-nao-distribuiu-renda\/","title":{"rendered":"PIB maior n\u00e3o distribuiu renda"},"content":{"rendered":"<p>De 1975 a 2002, o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil cresceu 21% e o PIB per capita aumentou 36%, mostrando que uma boa parte do modesto avan\u00e7o econ\u00f4mico do per\u00edodo n\u00e3o se traduziu em melhoras sociais. O Relat\u00f3rio de Desenvolvimento Humano (RDH) de 2004 mostra que a distribui\u00e7\u00e3o de renda e a vulnerabilidade externa s\u00e3o os pontos fracos do Brasil, nos indicadores econ\u00f4micos. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Na desigualdade, em tr\u00eas indicadores apresentados pelo RDH, o Brasil figura como o quarto, sexto e oitavo pior entre os 177 pa\u00edses e territ\u00f3rios da pesquisa &#8211; s\u00f3 ganha de na\u00e7\u00f5es africanas. E em um dos dois indicadores de vulnerabilidade externa do RDH, \u00e9 o pior de todos os analisados. Em compensa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 algumas bons sinais no RDH, como o fato de o Pa\u00eds ter mais que duplicado a propor\u00e7\u00e3o das suas exporta\u00e7\u00f5es de alta tecnologia (como propor\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados) de 1990 a 2002. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Os dados brasileiros nos indicadores de desigualdade do RDH 2004 s\u00e3o de 1998, mais defasados que outros indicadores econ\u00f4micos. No caso do indicador que mostra quantas vezes a renda dos 10% mais ricos do Pa\u00eds \u00e9 maior do que a dos 10% mais pobres, o Brasil atinge 85 vezes. Dos 177 pa\u00edses analisados pelo RDH, e que cobrem praticamente o mundo todo, s\u00f3 s\u00e3o piores que o Brasil nesse quesito a Nam\u00edbia (128 vezes), o Lesoto (105) e Serra Leoa (87,2). &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Esse \u00edndice \u00e9 de 40,6 no Chile, 45 no M\u00e9xico e 15,9 nos Estados Unidos. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Em outro \u00edndice que tamb\u00e9m mede a desigualdade, o Gini, o Brasil ficou com 0,591. Quanto mais pr\u00f3ximo de 1, maior a desigualdade e quanto mais pr\u00f3ximo de zero, menor. O Brasil s\u00f3 ganha no Gini da \u00c1frica do Sul (0,593), Nam\u00edbia (0,707) e cinco outros pa\u00edses africanos, a maioria na parte austral do continente. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u201cEstes dados confirmam o que j\u00e1 \u00e9 sabido, que somos muito desiguais &#8211; este \u00e9 o nosso principal problema e a principal causa da pobreza\u201c, diz Andr\u00e9 Urani, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, institui\u00e7\u00e3o de pesquisa social baseada no Rio. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Setor externo &#8211; O Brasil \u00e9 o pior pa\u00eds, entre 155 analisados pelo RDH de 2004, em um dos dois indicadores usados pelo estudo para medir a vulnerabilidade externa &#8211; a rela\u00e7\u00e3o entre os pagamentos da d\u00edvida externa (p\u00fablica e privada) e as exporta\u00e7\u00f5es totais de bens e servi\u00e7os. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Em 2002, segundo RDH, os gastos brasileiros (governo e setor privado) com juros e amortiza\u00e7\u00f5es da d\u00edvida externa atingiu 68,9% da receita de exporta\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. No M\u00e9xico e no Chile, aquele indicador foi de respectivamente 23,2% e 32,9%. No outro indicador de vulnerabilidade externa do RDH, a posi\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 melhor, \u00e0 frente de v\u00e1rios pa\u00edses emergentes importantes. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Mas o Brasil piorou muito entre 1990 e 2002 nos dois \u00edndices de vulnerabilidade externa: saltou de 1,8% para 11,4% quando os pagamentos da d\u00edvida externa s\u00e3o colocados como propor\u00e7\u00e3o do PIB; e de 22,2% para 68,9% quando s\u00e3o postos com propor\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os. Em 1990, por\u00e9m, o Pa\u00eds ainda estava em morat\u00f3ria, o que limitava o endividamento externo. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Mas o RDH traz alguns bons sinais nos indicadores econ\u00f4micos. Entre 1990 e 2001, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de alta tecnologia saltaram de 7% do total das exporta\u00e7\u00f5es de manufaturados para 19%. Esse novo n\u00edvel \u00e9 razoavelmente satisfat\u00f3rio no contexto internacional, quando comparado com pa\u00edses como o M\u00e9xico (21%), Cor\u00e9ia (32%), China (23%), Estados Unidos (32%), Chile (3%), Argentina (7%) e Venezuela (3%). &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/>  &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/>  &nbsp;<br \/>  &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 1975 a 2002, o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil cresceu 21% e o PIB per capita aumentou 36%, mostrando que uma boa parte do modesto avan\u00e7o econ\u00f4mico do per\u00edodo n\u00e3o se traduziu em melhoras sociais. 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