{"id":6486,"date":"2015-12-15T14:55:14","date_gmt":"2015-12-15T16:55:14","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/escola-do-futuro\/"},"modified":"2015-12-15T14:55:14","modified_gmt":"2015-12-15T16:55:14","slug":"escola-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/escola-do-futuro\/","title":{"rendered":"Escola do futuro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As palmas das m\u00e3os e as unhas de Sarah Borba, 17, ainda estavam encardidas na manh\u00e3 do dia 3 de dezembro quando ela e seus colegas receberam o TAB. &#8220;Ficou assim depois que n\u00f3s limpamos todas as picha\u00e7\u00f5es das carteiras&#8221;, explicou, mostrando a sala de aula tinindo gra\u00e7as \u00e0 faxina.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> Al\u00e9m de zelarem pela Escola Estadual Virg\u00edlia Rodrigues Alves de Carvalho Pinto, no Jardim Previd\u00eancia, em S\u00e3o Paulo (SP), Sarah e sua turma alteraram toda a l\u00f3gica do aprendizado ali. Contra o projeto do governador Geraldo Alckmin de reorganizar dos ciclos de ensino, os estudantes trancaram os port\u00f5es e interromperam as aulas do cronograma formal. Depois das manifesta\u00e7\u00f5es de rua, com direito \u00e0 truculenta a\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Militar, a decis\u00e3o foi adiada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As cr\u00edticas dos alunos, por\u00e9m, continuam com for\u00e7a e v\u00e3o muito al\u00e9m do combate \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Recebemos um conhecimento muito sistem\u00e1tico, seguimos o curr\u00edculo imposto e n\u00e3o temos espa\u00e7o para debates nem manifesta\u00e7\u00f5es culturais&#8221;, diz Amanda Ara\u00fajo, 16. Auto-organizados em comiss\u00f5es de &#8220;seguran\u00e7a&#8221;, &#8220;limpeza&#8221;, &#8220;comunica\u00e7\u00e3o&#8221;, entre outras, desde o dia 24 de novembro, quando a escola foi ocupada, os estudantes t\u00eam recebido diariamente volunt\u00e1rios que d\u00e3o aulas sobre feminismo, teatro, terrorismo, comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-violenta, drogas, m\u00fasica e por a\u00ed vai &#8211; temas estes que, apesar de fazerem parte do mundo real, ficam \u00e0 margem do ensino padr\u00e3o .<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8220;O que estamos vivendo agora \u00e9 um exemplo da escola que eu queria para mim&#8221;, afirma Raquel Valentim Person Neves, 16, que est\u00e1 no segundo ano do Ensino M\u00e9dio. &#8220;Finalmente eu estou aprendendo de verdade&#8221;. Para ela, a escola ideal \u00e9 um ambiente acolhedor, onde o conte\u00fado previsto no curr\u00edculo \u00e9 estudado levando em considera\u00e7\u00e3o os interesses dos alunos e os fatos atuais. Parece um sonho, mas \u00e9 por ele que os secundaristas do Estado de S\u00e3o Paulo est\u00e3o literalmente dando a cara a tapa nas ruas da capital.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Este \u00e9 apenas o sintoma mais vis\u00edvel e urgente de uma crise no sistema educacional brasileiro que se arrasta h\u00e1 anos. Tanto na rede p\u00fablica quanto na privada, estudantes demonstram um desinteresse progressivo pelo conte\u00fado aprendido em sala de aula. Ao mesmo tempo, os professores se perguntam diariamente o que \u00e9 preciso fazer para encantar os estudantes e motiv\u00e1-los a aprender. &#8220;O atual modelo de ensino \u00e9 insustent\u00e1vel&#8221;, afirma a educadora Renata Meirelles, autora do projeto Territ\u00f3rio do Brincar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para realizar o trabalho, durante os anos de 2012 e 2013, ela viajou com o marido e os dois filhos pequenos por diversas regi\u00f5es do Brasil, registrando as brincadeiras de crian\u00e7as de comunidades remotas e de \u00e1reas metropolitanas. Voltou da expedi\u00e7\u00e3o com document\u00e1rios, livros, s\u00e9ries para televis\u00e3o e uma certeza: &#8220;A melhor sala de aula \u00e9 o mundo&#8221;. Por isso, no pr\u00f3ximo ano, embarca com a fam\u00edlia para mais uma jornada, desta vez fora do Brasil. Seus filhos, agora com 6 e 8 anos, v\u00e3o junto e passar\u00e3o a maior parte do ano fora da escola. &#8220;Estou convicta de que aprender\u00e3o muito mais assim&#8221;, diz.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Uma nova din\u00e2mica<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Embora seja antiga, agravou-se recentemente a iminente fal\u00eancia do sistema educacional baseado na l\u00f3gica de que o aluno \u00e9 um mero coadjuvante do processo de aprendizado, um copo vazio que precisa ser preenchido com o conhecimento do professor. Quando quase todo e qualquer conte\u00fado est\u00e1 literalmente na palma da m\u00e3o de qualquer crian\u00e7a, \u00e9 preciso repensar o papel da escola, do professor e de todos os mecanismos de aprendizado. &#8220;A sala de aula tradicional, com um professor na frente e alunos organizados em fileiras j\u00e1 teve o seu tempo&#8221;, conclui o relat\u00f3rio sobre educa\u00e7\u00e3o publicado recentemente pela Unidade de Intelig\u00eancia da revista brit\u00e2nica &#8220;The Economist&#8221; e patrocinado pelo Google.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O documento foi produzido com base em s\u00e9ries de entrevistas e pesquisas com alunos, professores e empres\u00e1rios de 25 pa\u00edses, incluindo o Brasil. Segundo ele, mais do que fornecer informa\u00e7\u00f5es, a escola do futuro precisa dar ao aluno a oportunidade para debater ideias, fazer seus pr\u00f3prios experimentos e adquirir as chamadas habilidades do s\u00e9culo 21, como solu\u00e7\u00e3o de problemas, trabalho em equipe e capacidade de se comunicar. Exatamente o que reivindicam os alunos das ocupa\u00e7\u00f5es. &#8220;A escola tinha que ser um espa\u00e7o mais aberto e democr\u00e1tico, onde o professor explica, mas todos t\u00eam o direito e a liberdade de expor aquilo que pensam sobre determinado assunto&#8221;, diz a estudante do Ensino M\u00e9dio Amanda Ara\u00fajo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">J\u00e1 que \u00e9 imposs\u00edvel levar toda e qualquer crian\u00e7a para explorar o mundo numa viagem real, a sa\u00edda \u00e9 trazer o m\u00e1ximo de experi\u00eancias para dentro da sala de aula. Est\u00e1 em fase de demonstra\u00e7\u00e3o em escolas p\u00fablicas e privadas do Brasil o Google Expeditions. Tratam-se de \u00f3culos de papel\u00e3o, cujo molde est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente na internet e que, acoplados a um celular com aplicativo espec\u00edfico, mostram imagens de diversos lugares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Com ele, d\u00e1 para fazer um tour em 360 graus por uma floresta do Congo ou mergulhar no mar do Caribe. Assim, o aluno tem um aperitivo do que seria estar verdadeiramente naquele ambiente. Por meio de um tablet, o professor seleciona os pontos para onde gostaria de &#8220;levar&#8221; a turma e, sinalizando com uma seta, conduz os olhares da meninada. O programa tamb\u00e9m cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas para amparar o educador.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Uma das institui\u00e7\u00f5es onde a ferramenta est\u00e1 em teste \u00e9 o Col\u00e9gio Internacional Emece, que nos \u00faltimos anos tem se empenhado bastante em trazer a vida real para a sala de aula. L\u00e1, a linguagem de programa\u00e7\u00e3o e a rob\u00f3tica foram inclu\u00eddas na grade curricular. Al\u00e9m disso, os professores usam ferramentas online para compartilhamento de arquivos, o que lhes permite coordenar projetos em grupo. Outra: o Wi-Fi \u00e9 liberado. &#8220;N\u00e3o adianta proibir. Em quest\u00e3o de horas, os alunos descobrem a senha. O melhor \u00e9 liberar e orientar para que os dispositivos eletr\u00f4nicos sejam usados para facilitar o aprendizado&#8221;, diz S\u00f4nia Almeida de S\u00e1, professora de Linguagem de Programa\u00e7\u00e3o do Emece.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Dar essa liberdade e, em alguns casos, o poder aos alunos pode resultar na solu\u00e7\u00e3o de problemas da escola, como ocorreu no Centro de Educa\u00e7\u00e3o Nery Lacerda, em Sobradinho (DF). L\u00e1, as crian\u00e7as apresentavam muita dificuldade de compreender o conte\u00fado ensinado em Hist\u00f3ria. A disciplina tinha o segundo \u00edndice mais alto de reprova\u00e7\u00e3o do col\u00e9gio. Toda hora os professores eram obrigados a confiscar algum celular, que funcionava como um motivo para dispersar a aten\u00e7\u00e3o dos estudantes durante a aula.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Foi ent\u00e3o que os garotos tiveram uma ideia: recorrer ao game Minecraft, que permite usar blocos para construir ambientes e objetos, para estudar o conte\u00fado previsto pelo professor. Mesmo sem conhecer o jogo, os educadores toparam. Parte do tempo foi destinado a aula tradicional e outra, ao jogo. Os alunos constru\u00edram a Roma Antiga e simularam engenhos de cana de a\u00e7\u00facar do s\u00e9culo 16. Com isso, o \u00edndice de estudantes em recupera\u00e7\u00e3o chegou a quase zero. Mas n\u00e3o parou por a\u00ed: no in\u00edcio de dezembro, esse projeto venceu o pr\u00eamio Criativos na Escola, do Instituto Alana.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O novo professor<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Modernizar a sala de aula, por\u00e9m, \u00e9 s\u00f3 um primeiro passo para construir a escola do futuro. &#8220;Substituir a lousa e o giz por uma tela ou as figuras de livro por realidade virtual n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para o ensino&#8221;, afirma Nelson Pretto, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, da Universidade Federal da Bahia. &#8220;O mais urgente \u00e9 rever o papel do professor e fortalecer a sua import\u00e2ncia.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A jornalista americana Amanda Ripley visitou e pesquisou tr\u00eas dos pa\u00edses considerados superpot\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o: Coreia do Sul, Pol\u00f4nia e Finl\u00e2ndia. Em seu livro &#8220;As Crian\u00e7as Mais Inteligentes do Mundo&#8221;, ela descreve os detalhes e as diferen\u00e7as no ensino em cada um deles e aponta uma caracter\u00edstica que todos t\u00eam em comum: os professores s\u00e3o valorizados, bem remunerados e est\u00e3o em constante atualiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na escola do futuro, portanto, o educador \u00e9 uma figura admirada pelos estudantes, um l\u00edder natural capaz de inquietar os jovens e estimul\u00e1-los a se interessar pelo conte\u00fado das aulas. Ele divide (n\u00e3o domina) o protagonismo no processo de aprendizagem com os alunos. Nada a ver com a postura autorit\u00e1ria dos professores de antigamente ou com a figura desprestigiada e oprimida que tenta conduzir a maioria das turmas hoje em dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">&#8220;Precisamos de professores que sejam capazes de orientar a pesquisa, indicar boas fontes e ensinar a fazer perguntas, n\u00e3o a fornecer respostas prontas&#8221;, afirma Helena Singer, assessora especial do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 respons\u00e1vel pelo projeto Inova\u00e7\u00e3o e Criatividade na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, que pretende identificar iniciativas inovadoras em escolas do Brasil.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A hora dos projetos<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Aulas expositivas, em que os alunos permanecem silenciosos, ouvindo a explica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado, \u00e0 espera do momento em que estar\u00e3o liberadas as perguntas perdem o sentido. Em vez disso, na escola do futuro, o aluno ter\u00e1 liberdade para estudar o conte\u00fado indicado pelo professor onde e como achar mais conveniente. O espa\u00e7o de sala ser\u00e1 utilizado, ent\u00e3o, para debater os temas pesquisados e produzir grandes projetos relacionados a eles. E o estudo ser\u00e1 norteado pelos interesses do grupo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na pr\u00e1tica, funciona mais ou menos assim: em conjunto, a turma decide que construir\u00e1 o miniprot\u00f3tipo de um carro movido a energia solar, por exemplo. E, aos poucos, realiza pesquisas em fontes variadas para colocar o plano em pr\u00e1tica. O processo todo requer o acesso a temas de diversas disciplinas. Por isso, h\u00e1 quem aposte que o ensino n\u00e3o ser\u00e1 mais dividido em tantas mat\u00e9rias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A Finl\u00e2ndia, por exemplo, anunciou h\u00e1 poucos meses uma reforma educacional. A partir do pr\u00f3ximo ano letivo, todas as escolas de n\u00edvel fundamental ter\u00e3o de incluir no m\u00ednimo dois projetos multidisciplinares em seu curr\u00edculo. Trata-se de uma medida para motivar os alunos e atender \u00e0s mudan\u00e7as do mercado de trabalho. &#8220;O sistema antigo foi desenhado para as necessidades da era industrial&#8221;, disse a secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o da capital, Helsinque, Marjo Kyll\u00f6nen, \u00e0 \u00e9poca em que as novidades foram divulgadas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Nesse novo cen\u00e1rio, a escola torna-se um espa\u00e7o n\u00e3o apenas de consumo, mas tamb\u00e9m de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado. &#8220;Ela passa a ser o ambiente para fazer o conhecimento circular&#8221;, diz o educador Marcelo Bueno, diretor da Estilo de Aprender, em S\u00e3o Paulo. Em vez de ensinar tendo como objetivo principal a vida adulta, a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica ou a prepara\u00e7\u00e3o para a carreira profissional, ela serve de terreno para experimentos do presente. E, por que n\u00e3o, para solucionar problemas atuais? \u00c9 o que faz a Technovation, um evento internacional que desafia meninas de dez a 18 anos a criarem aplicativos para resolver dificuldades da comunidade onde vivem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, as vencedoras da etapa nacional foram cinco garotas do Ensino Fundamental, moradoras de uma favela no Real Parque, na zona sul paulistana. Incomodadas com o lixo nas ruas da vizinhan\u00e7a, elas tentaram entender por que a sujeira se espalhava. Em seguida, criaram um aplicativo que avisa os moradores sobre o hor\u00e1rio em que o caminh\u00e3o de coleta passa. O sucesso do programa virou um minidocument\u00e1rio.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palmas das m\u00e3os e as unhas de Sarah Borba, 17, ainda estavam encardidas na manh\u00e3 do dia 3 de dezembro quando ela e seus colegas receberam o TAB. &#8220;Ficou assim depois que n\u00f3s limpamos todas as picha\u00e7\u00f5es das carteiras&#8221;, explicou, mostrando a sala de aula tinindo gra\u00e7as \u00e0 faxina.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6486","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Escola do futuro &raquo; Abrelivros<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/escola-do-futuro\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Escola do futuro &raquo; 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