{"id":6396,"date":"2015-11-04T12:58:22","date_gmt":"2015-11-04T14:58:22","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/segundo-dados-da-prova-brasil-aumento-na-diferenca-das-notas-ocorre-principalmente-pela-dificuldade-de-as-unidades-com-baixo-nivel-socioeconomico-progredirem\/"},"modified":"2015-11-04T12:58:22","modified_gmt":"2015-11-04T14:58:22","slug":"segundo-dados-da-prova-brasil-aumento-na-diferenca-das-notas-ocorre-principalmente-pela-dificuldade-de-as-unidades-com-baixo-nivel-socioeconomico-progredirem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/segundo-dados-da-prova-brasil-aumento-na-diferenca-das-notas-ocorre-principalmente-pela-dificuldade-de-as-unidades-com-baixo-nivel-socioeconomico-progredirem\/","title":{"rendered":"Cresce diferen\u00e7a de desempenho entre ricos e pobres at\u00e9 nas escolas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A diferen\u00e7a de desempenho Escolar entre as Escolas p\u00fablicas mais pobres e mais ricas no Brasil aumentou desde 2005. \u00c9 o que mostra a compara\u00e7\u00e3o no rendimento dos estudantes de n\u00edvel socioecon\u00f4mico (NSE) mais baixo e mais alto na Prova Brasil, avalia\u00e7\u00e3o oficial do governo federal que mede desempenho em L\u00edngua Portuguesa e Matem\u00e1tica a cada dois anos.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O NSE \u00e9 calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), com base em dados de Escolaridade, ocupa\u00e7\u00e3o e renda fornecidos para a avalia\u00e7\u00e3o. Em 2005, a diferen\u00e7a de desempenho na prova entre os 20% com n\u00edvel socioecon\u00f4mico (NSE) mais baixo e os 20% de n\u00edvel mais alto para o 5.\u00ba ano em L\u00edngua Portuguesa foi de 20,34 pontos. Em 2013, dobrou: 42,7 pontos, um salto de 110%. O mesmo problema \u00e9 observado em Matem\u00e1tica: a diferen\u00e7a avan\u00e7ou de 20,03 pontos para 47,97, um acr\u00e9scimo de 139%. A prova de 2015 ainda n\u00e3o foi feita.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A desigualdade tamb\u00e9m cresceu no 9.\u00ba ano, mas em menor propor\u00e7\u00e3o. Em 2005, a diferen\u00e7a entre a m\u00e9dia das Escolas de n\u00edvel socioecon\u00f4mico mais baixo e mais alto para Portugu\u00eas foi de 24,39 pontos. Em 2013, subiu para 27,77, um salto de 14%. J\u00e1 em Matem\u00e1tica, a diferen\u00e7a cresceu 16%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Apesar disso, tanto o n\u00edvel mais baixo quanto o mais alto tiveram notas aqu\u00e9m do esperado. O movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o considera que, nos anos iniciais, os estudantes deveriam ter obtido, no m\u00ednimo, 200 pontos em L\u00edngua Portuguesa e 225 em Matem\u00e1tica &#8211; as notas ficaram em 182,72 e 205,10 pontos, respectivamente. Nos finais, as notas m\u00ednimas deveriam ter sido 275 pontos em Portugu\u00eas e 300 em Matem\u00e1tica, mas alcan\u00e7aram 237,78 e 242,35, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A redu\u00e7\u00e3o desta diferen\u00e7a precisar\u00e1 estar no topo das prioridades do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, de Estados e munic\u00edpios nos pr\u00f3ximos anos. \u00c9 o que prev\u00ea o novo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE). Faltam, no entanto, estrat\u00e9gias concretas para isso. Desde que o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, assumiu a pasta, em setembro, o MEC tem afirmado que vai alterar os programas que atendem unidades mais carentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os dados da Prova Brasil ainda mostram que o aumento na diferen\u00e7a das notas ocorre principalmente pela dificuldade de as Escolas com Alunos mais pobres progredirem. No 5.\u00ba ano, a nota de Portugu\u00eas da faixa de NSE mais baixo praticamente n\u00e3o variou de 2005 a 2013 &#8211; foi de 168 para 168,99 (1%). J\u00e1 os Alunos de NSE mais alto variaram 12% &#8211; de 188,34 para 211,69. Em Matem\u00e1tica para o mesmo ano, o NSE mais baixo melhorou a nota em 4% e o mais alto, em 18%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complicada em Matem\u00e1tica no 9.\u00ba ano, em que os Alunos mais pobres tiveram uma piora no desempenho: no mesmo per\u00edodo, as notas ca\u00edram 2% e foram de 231,6, em 2005, para 227,35 em 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ideb. A mesma l\u00f3gica \u00e9 observada em outro levantamento apresentado pelo Inep em setembro. Na ocasi\u00e3o, houve comparativo do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (Ideb), principal indicador de qualidade educacional, entre Escolas com NSE baixo e alto, sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o (n\u00famero de Alunos e ciclos). A diferen\u00e7a \u00e9 de 62,2%: 3,3 para o NSE baixo e 5,3 para o alto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para a pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (Cenpec) Vanda Mendes Ribeiro, as a\u00e7\u00f5es do MEC, mesmo quando buscaram a melhoria na Educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o focaram nos n\u00edveis socioecon\u00f4micos. De acordo com ela, uma das formas de combater a desigualdade \u00e9 ter Alunos de diferentes origens na mesma sala. \u201cAs crian\u00e7as t\u00eam de caminhar juntas.\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Supera\u00e7\u00e3o. Apesar das dificuldades financeiras, um pequeno grupo de Escolas brasileiras superou barreiras e j\u00e1 atingiu, desde 2013, a meta de qualidade da Educa\u00e7\u00e3o esperada do Pa\u00eds em 2021 nos anos finais do Ensino fundamental.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Levantamento feito pelo eduLab21, do Instituto Ayrton Senna, constatou que 500 Escolas de redes municipais j\u00e1 atingiram ou ultrapassaram a nota 5,5 no Ideb. Dessas, 136 t\u00eam n\u00edvel socioecon\u00f4mico considerado baixo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O Cear\u00e1 foi o Estado com mais Escolas nesta situa\u00e7\u00e3o: 47. S\u00e3o Paulo tem 11 unidades, todas no interior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Forma\u00e7\u00e3o de pais e Docentes influencia nos resultados<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe) feito pelos economistas Gabriel Correa e Isabela \u00d3pice aponta que a desigualdade passa tamb\u00e9m pela diferen\u00e7a de forma- \u00e7\u00e3o dos pais, infraestrutura das unidades e qualidade dos Professores e diretores. Ao avaliar a propor\u00e7\u00e3o dos que completaram o Ensino superior entre os 10% de NSE mais baixo e 10% mais alto na Prova Brasil, ficou evidente um contraste: s\u00f3 2,9% das m\u00e3es de Alunos das piores Escolas completaram o Ensino superior. Nas melhores, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 13,6%. A pesquisa tamb\u00e9m aponta que a desigualdade est\u00e1 concentrada no Nordeste e, principalmente, na zona rural: 72% das piores Escolas (10% das notas mais baixas na Prova Brasil) est\u00e3o ali, enquanto 55% das melhores Escolas (10% das notas mais altas) est\u00e3o no Sudeste. Outro fator apontado \u00e9 a falta de equipamentos e a qualidade dos Professores: s\u00f3 34% das Escolas mais pobres t\u00eam biblioteca adequada. O n\u00famero sobe para 77% entre as melhores. Entre os mais pobres, mais da metade dos diretores <\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">e Professores (60%) t\u00eam, no m\u00e1ximo, dois anos de experi\u00eancia no cargo, n\u00famero que cai para 35% nas melhores unidades. Al\u00e9m disso, s\u00f3 6% deles t\u00eam Ensino superior nas piores, enquanto nas melhores o \u00edndice \u00e9 de 30%.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a de desempenho Escolar entre as Escolas p\u00fablicas mais pobres e mais ricas no Brasil aumentou desde 2005. \u00c9 o que mostra a compara\u00e7\u00e3o no rendimento dos estudantes de n\u00edvel socioecon\u00f4mico (NSE) mais baixo e mais alto na Prova Brasil, avalia\u00e7\u00e3o oficial do governo federal que mede desempenho em L\u00edngua Portuguesa e Matem\u00e1tica a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6396","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6396\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}