{"id":6242,"date":"2015-09-01T14:54:16","date_gmt":"2015-09-01T17:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/para-educador-espanhol-quando-se-discute-curriculo-nao-basta-definir-conteudos\/"},"modified":"2015-09-01T14:54:16","modified_gmt":"2015-09-01T17:54:16","slug":"para-educador-espanhol-quando-se-discute-curriculo-nao-basta-definir-conteudos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/para-educador-espanhol-quando-se-discute-curriculo-nao-basta-definir-conteudos\/","title":{"rendered":"Para educador espanhol, quando se discute curr\u00edculo n\u00e3o basta definir conte\u00fados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como muitos educadores espanh\u00f3is, Eladio Sebasti\u00e1n Heredero tem sido presen\u00e7a frequente no Brasil, onde integra grupos de pesquisa na Uniara, de Araraquara (SP), e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), da qual \u00e9 professor colaborador.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> Com trabalhos nas \u00e1reas de planejamento educacional, pol\u00edticas inclusivas e forma\u00e7\u00e3o docente, o professor da Universidade espanhola de Alcal\u00e1 aponta, no entanto, para o hemisf\u00e9rio norte, mais especificamente para os pa\u00edses n\u00f3rdicos, quando tem de falar de curr\u00edculo, um dos temas para os quais mais tem sido demandado ultimamente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para Heredero, os n\u00f3rdicos, com especial destaque para a Finl\u00e2ndia &#8211; que visitou fazendo &#8220;turismo educacional&#8221; -, t\u00eam a vantagem de aliar boa defini\u00e7\u00e3o curricular a metodologias mais pr\u00f3prias aos tempos atuais. &#8220;A metodologia, neste momento, \u00e9 o grande desafio da educa\u00e7\u00e3o&#8221;, assevera. Leia, a seguir, a entrevista concedida a Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Diretrizes gerais ou conte\u00fados detalhados: como formatar os documentos sobre curr\u00edculos?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Sou favor\u00e1vel a grandes diretrizes. Os conte\u00fados detalhados deveriam ser trabalhados nas escolas, que deveriam ter autonomia para fazer isso de forma que conseguissem adequar as diretrizes em fun\u00e7\u00e3o de suas caracter\u00edsticas. Agora, as diretrizes devem ter algumas caracter\u00edsticas para que sejam realmente diretrizes. Devem ter um n\u00facleo b\u00e1sico comum, pois n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel ter muitos sistemas de ensino dentro de um mesmo pa\u00eds. As diferen\u00e7as podem ser muito significativas entre uma regi\u00e3o e outra, ou entre uma escola e outra.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">E o que esse n\u00facleo deve conter?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em primeiro lugar, \u00e9 preciso definir quais s\u00e3o os objetivos educacionais. Alguns pa\u00edses falam sobre compet\u00eancias b\u00e1sicas na educa\u00e7\u00e3o. Pode-se ir por a\u00ed, mas definindo-se os objetivos b\u00e1sicos da educa\u00e7\u00e3o. Segundo ponto: definir mat\u00e9rias ou \u00e1reas do conhecimento que seriam troncos-chave. Prefiro \u00e1reas do conhecimento, um bloco de disciplinas que permitam que os alunos dominem determinados conte\u00fados, atrelados a essas \u00e1reas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Por que defini-las? Porque, logicamente, h\u00e1 demandas de fora, das empresas, da sociedade e, com elas, ficar\u00edamos apenas com as \u00e1reas lingu\u00edsticas de comunica\u00e7\u00e3o e com as \u00e1reas de matem\u00e1tica cient\u00edfica. E o resto? A filosofia, as artes, onde ficariam? Ent\u00e3o, os dois grandes rumos s\u00e3o esses: definir os grandes objetivos ou compet\u00eancias-chave e, de outro lado, as \u00e1reas que permitam que todos transitem por alguns conhecimentos b\u00e1sicos dentro da educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mas, especialmente por causa das avalia\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estamos muito cen\u00actrados em l\u00edngua e matem\u00e1tica?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A primeira das quest\u00f5es que fa\u00e7o quando trabalhamos com curr\u00edculos \u00e9: para que servem mat\u00e9rias como geografia e hist\u00f3ria se o aluno n\u00e3o compreende o que l\u00ea? Quando falo em \u00e1reas do conhecimento e compet\u00eancias-chave, estamos falando de uma Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica que permita tudo isso. Por\u00e9m, se temos uma boa resolu\u00e7\u00e3o de problemas e uma boa compreens\u00e3o textual, o aluno pode chegar aos conte\u00fados que voc\u00ea quiser. Por outro lado, devemos refletir se n\u00e3o estamos preparando todos os alunos para o vestibular. Atualmente, 25% dos estudantes v\u00e3o para o vestibular. Precisamos pensar quantos dos outros 75% t\u00eam um letramento adequado, sabem aprender. Se n\u00e3o sabem ler, para que estamos dando esses conte\u00fados? Primeiro devemos resolver a quest\u00e3o inicial, que \u00e9 como eles podem aprender. Depois que puderem aprender, v\u00e3o caminhar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como faz\u00ea-lo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os alunos t\u00eam muito interesse em aprender. N\u00e3o querem estudar, o que \u00e9 diferente. Ningu\u00e9m quer estudar, querem aprender. Se voc\u00ea estimula a aprendizagem e se eles tiverem condi\u00e7\u00f5es de compreender o que estudam, voc\u00ea pode fazer o que quiser. Trabalhos feitos com crian\u00e7as que eram malsucedidas nas escolas s\u00e3o bem-sucedidos quando voc\u00ea as coloca em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem significativas. Se voc\u00ea fala &#8220;estude hist\u00f3ria do Brasil&#8221;, ningu\u00e9m vai querer estudar. Mas se voc\u00ea fala &#8220;vamos fazer um projeto de hist\u00f3ria do Brasil, um teatro de hist\u00f3ria do Brasil, um livrinho de hist\u00f3ria do Brasil&#8221;, provavelmente aprender\u00e3o de forma mais significativa. E a\u00ed pode colocar os conte\u00fados que quiser. A quest\u00e3o \u00e9 como voc\u00ea organiza tudo isso. Tem de mudar os paradigmas da educa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo 21, para que n\u00e3o seja exclusivamente conteudista, no sentido de que &#8220;eu falo, voc\u00ea aprende, decora, e depois exp\u00f5e&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Isso n\u00e3o quer dizer abrir m\u00e3o dos conte\u00fados, certo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De jeito nenhum. Os conte\u00fados devem estar a\u00ed, mas devem ser significativos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O que levar em considera\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos do ensino fundamental e do m\u00e9dio, considerando suas diferen\u00e7as?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Bem, h\u00e1 uma diferen\u00e7a clara entre eles. Estava lendo que aqui em S\u00e3o Paulo est\u00e3o discutindo a possibilidade de fazer um ensino m\u00e9dio com mat\u00e9rias opcionais para os alunos. Pode ser importante, por\u00e9m, precisa continuar tendo esse n\u00facleo comum. No fundamental, mesmo n\u00e3o sendo defensor de curr\u00edculos fechados, acho que o professor deveria ter alguma coisa clara. Alguns pa\u00edses t\u00eam trabalhado nisso, colocando uma s\u00e9rie de objetivos m\u00ednimos, uma lista de conte\u00fados, uma organiza\u00e7\u00e3o desses conte\u00fados e crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o. Outros pa\u00edses descrevem os conte\u00fados e as habilidades que os alunos t\u00eam de desenvolver. Seria bom se houvesse tudo isso, mas de uma forma que as escolas n\u00e3o se sentissem pressionadas, para que isso n\u00e3o seja unilateral. Por exemplo, no caso das avalia\u00e7\u00f5es. Como s\u00e3o feitas hoje, no Brasil e no mundo todo, trazem o perigo da uniformidade. Por que uma crian\u00e7a n\u00e3o pode aprender com um ritmo diferente do de outra? Por que n\u00e3o pode, em determinados momentos, estar mais \u00e0 frente ou atr\u00e1s? O que isso signi<\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">fica? Que todas elas t\u00eam de estar no mesmo momento de aprendizagem? Isso n\u00e3o \u00e9 assim. Isso deve ocorrer por determinados per\u00edodos. Como esses per\u00edodos devem se organizar dentro das escolas \u00e9 onde se situa a autonomia de cada uma delas. Essa autonomia, por exemplo, o professor da Finl\u00e2ndia tem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como funciona isso l\u00e1?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ele pode trabalhar para que os alunos cheguem ao final do per\u00edodo com a aquisi\u00e7\u00e3o desses conte\u00fados e habilidades. Al\u00e9m disso, h\u00e1 outra coisa importante que se trabalha nos pa\u00edses n\u00f3rdicos europeus e em outros pa\u00edses bem-sucedidos em educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea. Eles n\u00e3o deixam que a crian\u00e7a que n\u00e3o aprendeu siga em frente assim. Fazem uma recupera\u00e7\u00e3o com professores diferentes, com metodologias diferentes, com trabalhos espec\u00edficos para que n\u00e3o tenha essa defasagem. Nesses pa\u00edses, a reprova\u00e7\u00e3o praticamente n\u00e3o existe. \u00c9 evidente que as condi\u00e7\u00f5es de cada pa\u00eds s\u00e3o diferentes, e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uniformizar, mas d\u00e1 para ter crit\u00e9rios b\u00e1sicos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os curr\u00edculos devem abordar, al\u00e9m dos conte\u00fados a serem ensinados, tamb\u00e9m o como ensinar?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Faz muitos anos que escrevo e leciono sobre did\u00e1tica e organiza\u00e7\u00e3o escolar. A metodologia, neste momento, \u00e9 o grande desafio da educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sei se o curr\u00edculo deveria especificar o como ensinar. Por\u00e9m, deveria haver uma forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica dos professores em metodologias de ensino. Al\u00e9m disso, deveria haver um controle de mudan\u00e7as de metodologia. Sem esse controle, n\u00e3o adianta. Tem uma piada circulando na internet que diz: &#8220;a partir de amanh\u00e3, todas as escolas v\u00e3o ter computadores nas salas de aula, tel\u00e3o, lousa digital. Logo no primeiro dia, o professor chega e fala: &#8221;vamos come\u00e7ar a tabuada&#8221;&#8221;. Ou seja, n\u00e3o mudou nada. A metodologia tem de mudar a partir de outra perspectiva. Uma das experi\u00eancias que defendo e com a qual j\u00e1 trabalhei muito \u00e9 que essas metodologias se constituem dentro das pr\u00f3prias escolas, ou dos munic\u00edpios, com interc\u00e2mbios sobre o que d\u00e1 certo ou n\u00e3o, o que se pode ou n\u00e3o fazer. Entre os pr\u00f3prios professores, que s\u00e3o aqueles que t\u00eam as ferramentas para trabalhar, que s\u00e3o quem deveria f<\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">azer essas mudan\u00e7as. Uma boa escola \u00e9 uma escola com aprendizagem, e a escola que aprende tem uma mudan\u00e7a de metodologia. Caso contr\u00e1rio, n\u00e3o serve. N\u00e3o sei se as metodologias deveriam estar descritas no curr\u00edculo, mas \u00e9 preciso saber como formar os professores para que as utilizem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para mudar a escola, o que \u00e9 preciso mudar na forma\u00e7\u00e3o docente?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Se soubesse responder essa pergunta, provavelmente seria ministro da Educa\u00e7\u00e3o! O que vemos neste momento: a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 insuficiente. As faculdades e universidades s\u00e3o esp\u00e9cies de dinossauros, movimentam-se muito devagar e n\u00e3o conseguem assimilar as mudan\u00e7as, no Brasil e no mundo. A forma\u00e7\u00e3o dos professores vai ficando sempre um pouco defasada. O professor deveria ter uma forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica muito ligada \u00e0s did\u00e1ticas espec\u00edficas, n\u00e3o tanto aos conte\u00fados, porque se presume que, se chegou at\u00e9 a\u00ed, trata-se de uma pessoa bem formada, que sabe estudar. Digo isso porque, \u00e0s vezes, para o ensino fundamental, insiste-se em dar mais matem\u00e1tica, l\u00edngua portuguesa e o futuro professor pode ter problemas em coisas mais b\u00e1sicas, como para alfabetizar. Ou seja, esquecemos realmente do que importa. A mudan\u00e7a dessa forma\u00e7\u00e3o deveria ir no caminho das did\u00e1ticas. Segundo ponto: as metodologias; terceiro; trabalhar a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade, as diferentes realidades que agora est\u00e3o presentes nas escolas. Ainda ter\u00edamos, tamb\u00e9m, element<\/span><span style=\"font-size: 12pt;\">os de gest\u00e3o escolar: como \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o da aula e trabalho em equipe, coisas que \u00e0s vezes esquecemos. Al\u00e9m dessas coisas, pode-se colocar o que mais achar necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">E a atratividade da carreira?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Uma vez que tenhamos um curr\u00edculo montado com base nesse tipo de forma\u00e7\u00e3o de professores, temos de ter as pessoas mais bem preparadas, pois s\u00e3o elas que v\u00e3o formar a sociedade do s\u00e9culo 21, os nossos futuros governantes, m\u00e9dicos. Para isso, \u00e9 preciso ter um \u00f3timo processo de sele\u00e7\u00e3o, boa remunera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que fiquemos com os que n\u00e3o servem ou n\u00e3o conseguem ir para outras \u00e1reas. E uma outra quest\u00e3o que tem sido muito debatida mundialmente: a introdu\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo de est\u00e1gio para saber se um professor \u00e9 bom. Na Espanha, cogita-se a possibilidade de fazer um est\u00e1gio remunerado para os novos docentes durante um per\u00edodo de cinco anos, depois de ingressarem por meio de concurso p\u00fablico. Nesse per\u00edodo, passariam por diversos n\u00edveis educacionais e seriam avaliados, al\u00e9m de ter a oportunidade de ver se aquilo \u00e9 realmente o que querem.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Quais os modelos mais interessantes de curr\u00edculos e pr\u00e1ticas escolares hoje no mundo?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os pa\u00edses n\u00f3rdicos s\u00e3o os que mais t\u00eam se adaptado \u00e0s mudan\u00e7as. Fui \u00e0 Finl\u00e2ndia fazer turismo educativo, e vi coisas muito significativas. Eles valorizam as crian\u00e7as, d\u00e3o aten\u00e7\u00e3o mais individualizada, t\u00eam poucos alunos por sala. Eles trabalham na perspectiva de que o aluno fa\u00e7a as coisas, converse, utilize ferramentas. Tem um caso interessante sobre uma das pesquisas que fiz com base no Pisa, em conjunto com universidades espanholas, expondo a estudantes espanh\u00f3is de 15 anos a seguinte situa\u00e7\u00e3o: um grupo de jovens tem muita fome e pouco dinheiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Est\u00e3o em d\u00favida entre comprar uma pizza com 50 cm de di\u00e2metro, ou duas pizzas de 25 cm de di\u00e2metro. Houve respostas das mais simples \u00e0s mais criativas. &#8220;Dois \u00e9 mais do que um&#8221;; &#8220;em duas haveria mais sabores&#8221;; &#8220;duas d\u00e1 para repartir melhor&#8221;. Enfim, a grande maioria n\u00e3o respondeu cientificamente \u00e0 quest\u00e3o. Cientificamente, uma pizza de 50 cm de di\u00e2metro tem quase o dobro de massa de pizza que duas de 25 cm. Os alunos alegavam n\u00e3o ter entendido a pergunta. J\u00e1 seus professores diziam ter explicado como calcular a \u00e1rea de um c\u00edrculo. Ou seja, se voc\u00ea perguntar &#8220;qual \u00e9 a superf\u00edcie de um c\u00edrculo de 50 cm de di\u00e2metro?&#8221;, eles fazem direito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ou seja, t\u00eam dificuldades de formular, de pensar, que \u00e9 uma das principais miss\u00f5es da escola em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do educando.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Exatamente. A\u00ed, quando se trabalha com projetos, como fazem os pa\u00edses n\u00f3rdicos, com descobertas feitas pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as, com resolu\u00e7\u00e3o de problemas, aplica\u00e7\u00e3o da teoria para a vida, os aprendizados s\u00e3o muito mais significativos. E eles chegam a responder todas as perguntas, porque sabem aplicar os conte\u00fados, sem ficar apenas reproduzindo conhecimentos que n\u00e3o sabem o que significam.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como muitos educadores espanh\u00f3is, Eladio Sebasti\u00e1n Heredero tem sido presen\u00e7a frequente no Brasil, onde integra grupos de pesquisa na Uniara, de Araraquara (SP), e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), da qual \u00e9 professor colaborador.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}