{"id":6241,"date":"2015-09-01T13:49:52","date_gmt":"2015-09-01T16:49:52","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nem-toda-tecnologia-e-cara-diz-especialista\/"},"modified":"2015-09-01T13:49:52","modified_gmt":"2015-09-01T16:49:52","slug":"nem-toda-tecnologia-e-cara-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nem-toda-tecnologia-e-cara-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Nem toda tecnologia \u00e9 cara&#8217;, diz especialista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Parece caro, mas n\u00e3o \u00e9. \u201cMontar um Fab Lab na universidade depende mais das pessoas do que dos equipamentos\u201d, diz o brasileiro Paulo Blikstein, Professor da Universidade de Stanford.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"> L\u00e1, ele criou um projeto que leva laborat\u00f3rios de cria\u00e7\u00e3o digital a Escolas de Ensino b\u00e1sico em v\u00e1rios pa\u00edses, como R\u00fassia, Tail\u00e2ndia e M\u00e9xico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo Blikstein, tamb\u00e9m \u00e9 papel do movimento maker tornar a Escola fundamental e m\u00e9dia mais atrativa, principalmente aos Alunos pobres. \u201cPrecisamos fazer a crian\u00e7a da periferia se apaixonar pela Escola\u201d, defende ele, que participou na semana passada do Transformar, evento sobre inova\u00e7\u00f5es educacionais promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Lemann, pelo Porvir\/Inspirare e pelo Instituto Pen\u00ednsula.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como a cultura maker muda a rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento no Ensino superior?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ao construir e refletir sobre a cria\u00e7\u00e3o, voc\u00ea aprende mais do que se a informa\u00e7\u00e3o ficar s\u00f3 na sua cabe\u00e7a. Os Fab Labs funcionam para isso. Eles s\u00e3o um cap\u00edtulo de um processo maior de reformula\u00e7\u00e3o, iniciado na d\u00e9cada de 1990, sobre o Ensino de Engenharia, que estava muito te\u00f3rico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O movimento maker ainda \u00e9 incipiente no Brasil?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u00c9 o come\u00e7o e est\u00e1 se espalhando. Estamos cinco, dez anos atr\u00e1s dos Estados Unidos. Mas temos condi\u00e7\u00f5es de alcan\u00e7ar os pa\u00edses mais adiantados porque os Fab Labs se encaixam bem na cultura brasileira, criativa e inovadora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A cultura maker ainda est\u00e1 muito restrita ao Ensino de Engenharia?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">No Brasil, sim. Em outros pa\u00edses, j\u00e1 \u00e9 mais usada nas \u00e1reas de Arquitetura, Artes e Design. Em todo campo em que \u00e9 preciso criar objetos f\u00edsicos, art\u00edsticos ou tecnol\u00f3gicos, tem tido grande espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A percep\u00e7\u00e3o de que o Fab Lab \u00e9 caro ainda atrapalha?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">H\u00e1 a imagem errada de que tudo com tecnologia \u00e9 caro. Temos kits de rob\u00f3tica que custam o mesmo que um livro e impressoras 3D no pre\u00e7o de um laptop. N\u00e3o precisamos usar um modelo americano e dizer que todos devem ser daquele jeito. \u00c9 bom adaptar \u00e0 realidade local. E n\u00e3o depende das m\u00e1quinas &#8211; s\u00f3 algumas b\u00e1sicas s\u00e3o necess\u00e1rias -, mas das pessoas. \u00c9 mais uma cultura do que maquin\u00e1rio. O ideal \u00e9 que, para cada real gasto com equipamento, outros R$ 9 sejam usados com pessoas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Em um espa\u00e7o maker, onde h\u00e1 grande autonomia, qual \u00e9 a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A mentoria \u00e9 determinante para o sucesso do Fab Lab. Nas institui\u00e7\u00f5es de Ensino, \u00e9 essencial ter o Professor que vai ensinar, propor projetos, temas de interesse e formas de trabalho colaborativas. Uma ideia errada, e bem comum, \u00e9 de que todo Aluno \u00e9 hacker: \u00e9 s\u00f3 deixar ele no laborat\u00f3rio e saem projetos brilhantes. N\u00e3o funciona assim.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Como a cultura maker nas faculdades ajuda a mudar o Ensino b\u00e1sico?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Se h\u00e1 mais espa\u00e7os desse tipo no Ensino superior, isso valida a\u00e7\u00f5es no Ensino b\u00e1sico. E, nessa etapa, \u00e9 o Aluno de baixa renda quem mais se beneficia do Fab Lab. Muitos acham que a Escola de elite precisa de laborat\u00f3rios e rob\u00f3tica e a Escola pobre, s\u00f3 do b\u00e1sico. \u00c9 exatamente o contr\u00e1rio. O Aluno da periferia \u00e9 quem precisa se apaixonar pela Escola. N\u00e3o s\u00f3 para aprender, mas ver que aquele lugar \u00e9 interessante e ele se sentir valorizado. Al\u00e9m disso, o movimento maker ajuda a criar, no futuro, profissionais que usar\u00e3o a Ci\u00eancia e a Matem\u00e1tica de modo mais eficiente.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parece caro, mas n\u00e3o \u00e9. \u201cMontar um Fab Lab na universidade depende mais das pessoas do que dos equipamentos\u201d, diz o brasileiro Paulo Blikstein, Professor da Universidade de Stanford.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6241","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6241\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}