{"id":5920,"date":"2015-03-13T13:39:18","date_gmt":"2015-03-13T16:39:18","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/cerca-de-1-7-milhao-de-jovens-estao-fora-da-escola-no-brasil-diz-unicef\/"},"modified":"2015-03-13T13:39:18","modified_gmt":"2015-03-13T16:39:18","slug":"cerca-de-1-7-milhao-de-jovens-estao-fora-da-escola-no-brasil-diz-unicef","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/cerca-de-1-7-milhao-de-jovens-estao-fora-da-escola-no-brasil-diz-unicef\/","title":{"rendered":"Cerca de 1,7 milh\u00e3o de jovens est\u00e3o fora da escola no Brasil, diz Unicef"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (11) em Belo Horizonte aponta os principais desafios para a educa\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio no Brasil, onde cerca de 1,7 milh\u00e3o de adolescentes de 15 a 17 anos ainda est\u00e1 fora da escola. A publica\u00e7\u00e3o foi elaborada pelo Observat\u00f3rio da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef).<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">De acordo com o estudo, os principais fatores apontados pelos jovens para justificar o abandono dos estudos s\u00e3o viol\u00eancia familiar e no entorno da escola, gravidez precoce e trabalho. Fatores como organiza\u00e7\u00e3o e infraestrutura da escola, falta de di\u00e1logo entre alunos e professores e desmotiva\u00e7\u00e3o dos educadores tamb\u00e9m foram apontados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para M\u00e1rio Volpi, coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef, o pa\u00eds conquistou muitos avan\u00e7os no ensino m\u00e9dio, mas \u00e9 necess\u00e1rio acelerar o processo para garantir a qualidade do ensino. \u201cOs indicadores de acesso e perman\u00eancia evolu\u00edram, mas se caminharmos com as mesmas estrat\u00e9gias, s\u00f3 vamos conseguir universalizar o ensino m\u00e9dio em 30 anos\u201d, pondera. Ainda de acordo com o coordenador, \u00e9 necess\u00e1rio apoio do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, para que o estudo seja aplicado \u00e0 realidade das escolas e ela se torne positiva, com 100% dos adolescentes regulares no ensino m\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo o professor da UFMG respons\u00e1vel pelo projeto, Juarez Dayrell, os principais desafios apontados na pesquisa s\u00e3o: ampliar os investimentos, melhorar o fluxo escolar, mudar a organiza\u00e7\u00e3o e o curr\u00edculo, valorizar o professor, lidar com os adolescentes retidos no ensino fundamental e trazer de volta para a escola os alunos exclu\u00eddos do ensino m\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os parlamentares juvenis do Mercosul Mateus Meireles, do Amap\u00e1, e Joyce Cristina Moraes, do Par\u00e1, de 16 anos, acreditam que o principal ponto de aten\u00e7\u00e3o nos desafios apresentados no relat\u00f3rio \u00e9 o relacionamento entre professor e aluno. \u201cExistem muitos desafios a serem vencidos e o principal deles \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre educador e educando. Quando h\u00e1 uma troca de viv\u00eancias e di\u00e1logo respeitoso, n\u00f3s passamos a gostar mais das aulas e aprendemos com muito mais facilidade\u201d, ressaltam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O relat\u00f3rio, \u201c10 Desafios do Ensino M\u00e9dio no Brasil\u201d, traz an\u00e1lises e levantamentos extra\u00eddos de pesquisa realizada com 250 adolescentes que est\u00e3o fora da escola ou em risco de abandon\u00e1-la. Grupos de Belo Horizonte (MG), Bras\u00edlia (DF), Bel\u00e9m (PA), Fortaleza (CE), S\u00e3o Paulo (SP) e Santana do Riacho (MG) foram entrevistados entre outubro e dezembro de 2012, e maio e novembro de 2013.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-size: 12pt;\">Adolescentes fora da escola<\/span><\/strong><br \/><span style=\"font-size: 12pt;\">Do total de brasileiros com idade de 15 a 17 anos que est\u00e3o fora da escola, a maioria est\u00e1 na Regi\u00e3o Sudeste, com aproximadamente 610 mil adolescentes nessa condi\u00e7\u00e3o. Em seguida est\u00e1 a Regi\u00e3o Nordeste, com mais de 556 mil. O menor n\u00famero foi registrado na Regi\u00e3o Centro-Oeste, onde cerca de 112 mil jovens abandonaram os estudos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) de 2011, o n\u00famero de adolescentes de 15 a 17 aos analfabetos \u00e9 maior do que o da popula\u00e7\u00e3o da mesma faixa et\u00e1ria que nunca frequentou escola. Mais de 142 mil jovens est\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o, segundo o Pnad.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (11) em Belo Horizonte aponta os principais desafios para a educa\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio no Brasil, onde cerca de 1,7 milh\u00e3o de adolescentes de 15 a 17 anos ainda est\u00e1 fora da escola. 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