{"id":5721,"date":"2014-07-25T20:33:13","date_gmt":"2014-07-25T23:33:13","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2014\/07\/25\/brasil-avanca-uma-posicao-e-governo-faz-idh-paralelo\/"},"modified":"2014-07-25T20:33:13","modified_gmt":"2014-07-25T23:33:13","slug":"brasil-avanca-uma-posicao-e-governo-faz-idh-paralelo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/brasil-avanca-uma-posicao-e-governo-faz-idh-paralelo\/","title":{"rendered":"Brasil avan\u00e7a uma posi\u00e7\u00e3o e governo faz IDH &#8216;paralelo&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O Brasil subiu uma coloca\u00e7\u00e3o no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013. Relat\u00f3rio divulgado na madrugada de ontem pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra o Pa\u00eds em 79.\u00ba lugar entre 187 na\u00e7\u00f5es. O avan\u00e7o discreto causou desconforto no governo Dilma Rousseff (PT), que escalou tr\u00eas ministros para apresentar, horas depois, um relat\u00f3rio alternativo. Eles reclamam que o progresso teria sido de 11 posi\u00e7\u00f5es, com o uso de dados mais atuais.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Especialistas da ONU dizem que a subida do Brasil em apenas uma posi\u00e7\u00e3o no ranking se deve \u00e0 crise financeira internacional que come\u00e7ou em 2008, \u00e0 desigualdade de renda e ao crescimento acelerado de pa\u00edses que s\u00f3 agora come\u00e7aram a criar pol\u00edticas de combate \u00e0 extrema pobreza, como Ruanda. Al\u00e9m do Brasil, apenas 37 pa\u00edses alcan\u00e7aram coloca\u00e7\u00e3o melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Desenvolvido h\u00e1 24 anos pelo Pnud, o \u00edndice tem escala de 0 a 1. Quanto mais pr\u00f3xima de 1, melhor a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. O Brasil alcan\u00e7ou \u00edndice 0,744. Noruega, a primeira colocada, 0,944. O pior indicador foi N\u00edger: 0,337. As notas s\u00e3o dadas a partir da avalia\u00e7\u00e3o de tr\u00eas quesitos: sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o e rendimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Para o coordenador do sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Brasil, Jorge Chediek, o fato de o Brasil ocupar apenas a 79.\u00b0 posi\u00e7\u00e3o no ranking resulta de problemas hist\u00f3ricos. &#8220;N\u00e3o podemos esquecer que o Brasil apresentou melhoras consistentes nos \u00faltimos 30 anos&#8221;, justificou. &#8220;Em 1980, a m\u00e9dia de tempo de Escola do brasileiro era a de 2,6 anos e a expectativa de vida, de 62,7 anos&#8221;, completou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Em entrevista conjunta, os ministros Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome), Arthur Chioro (Sa\u00fade) e Henrique Paim (Educa\u00e7\u00e3o) apresentaram um relat\u00f3rio alternativo em que o Brasil passaria a figurar como pa\u00eds de desenvolvimento humano muito alto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O governo afirma que o IDH brasileiro \u00e9 0,764. Segundo os ministros, a esperan\u00e7a de vida ao nascer do brasileiro \u00e9 74,8 anos, ante os 73,9 do Pnud. Os anos esperados de Escolaridade s\u00e3o 16,3, em vez dos 15,2 do ranking oficial. Usando dados dos minist\u00e9rios, a m\u00e9dia de anos de estudo \u00e9 7,6. No relat\u00f3rio, foi usado para c\u00e1lculo 7,2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">No caso da esperan\u00e7a de vida ao nascer, o governo afirma que o Pnud adotou dados de 2010. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, no entanto, garantiu que j\u00e1 estavam dispon\u00edveis dados de 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Para o c\u00e1lculo dos anos esperados de Escolaridade, o Pnud teria desconsiderado as matr\u00edculas das crian\u00e7as a partir de 5 anos, deixando de incluir, portanto, as que est\u00e3o nas Creches.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O governo alega ainda que, no caso de m\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o adulta, a ONU usou dados brasileiros de 2009 quando o governo j\u00e1 teria os de 2012. &#8220;O IDH brasileiro n\u00e3o reflete o que ocorreu nos \u00faltimos quatro anos, pois os dados est\u00e3o desatualizados&#8221;, afirmou a ministra Tereza Campello. Ela ressaltou que &#8220;dezenas&#8221; de pa\u00edses apareceram com dados atualizados, o que deixaria o Brasil numa situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel. A ONU nega.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Tereza admitiu, por\u00e9m, que o c\u00e1lculo com a nova posi\u00e7\u00e3o brasileira feita pelo governo est\u00e1 sujeito a incorre\u00e7\u00f5es porque outros pa\u00edses podem ter sido v\u00edtimas do mesmo problema de desatuali- za\u00e7\u00e3o de dados. &#8220;A discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de ranking, mas de quanto avan\u00e7amos no IDH&#8221;, completou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Henrique Paim, apresentou indicadores que justificam o aumento na inclus\u00e3o e mostram o desenvolvimento do Pa\u00eds na redu\u00e7\u00e3o do Analfabetismo. Ele deixou claro que o Brasil precisa melhorar nos n\u00fameros, mas ressaltou a evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>Expectativa de vida<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O ministro da Sa\u00fade, Arthur Chioro, por sua vez, citou a redu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de mortalidade infantil e comentou o indicador de expectativa de vida. \u201cDiminu\u00edmos consideravelmente a mortalidade infantil.Temos redu\u00e7\u00f5es importantes em doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, em c\u00e2nceres e doen\u00e7as respirat\u00f3rias. Tamb\u00e9m notamos um decl\u00ednio nos homic\u00eddios e acidentes de tr\u00e2nsito. S\u00e3o elementos importantes que comp\u00f5em um resultado melhor na expectativa de vida\u201d, disse.<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">&nbsp;<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>Governo se compara com os EUA em Educa\u00e7\u00e3o, mas sofre cr\u00edticas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Sem esconder a irrita\u00e7\u00e3o, o governo federal destacou nesta quinta-feira, 24, que a expectativa de anos na Escola chega a 16,3 no Brasil, um n\u00famero mais atual e superior aos 15,2 usados pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no relat\u00f3rio do desenvolvimento humano. Pelo discurso do governo, uma crian\u00e7a brasileira que come\u00e7a a estudar agora ficar\u00e1 em salas de aula o mesmo tempo que um estudante na Alemanha. O indicador nacional estaria \u00e0 frente do per\u00edodo na Su\u00ed\u00e7a (15,7), no Canad\u00e1 (15,9), na Su\u00e9cia (15,8), no Reino Unido (16,2) e no Jap\u00e3o (15,3).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Ao comentar em Bras\u00edlia os dados do programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Henrique Paim, afirmou que o Brasil j\u00e1 atingiu um \u00edndice de expectativa de anos de estudos elevado, pr\u00f3ximo ao dos Estados Unidos, que \u00e9 de 16,5. Ele destacou o aumento no processo de inclus\u00e3o de pessoas que estudam no Brasil. \u201cO que ocorreu foi uma grande evolu\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um esfor\u00e7o no sentido de inclus\u00e3o e frequ\u00eancia Escolar. O Brasil avan\u00e7ou bastante considerando essas informa\u00e7\u00f5es. Estamos \u00e0 frente em expectativa de estudo de pa\u00edses como o Chile, que \u00e9 usado como exemplo por v\u00e1rias pessoas\u201d, afirmou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Cr\u00edticas. Mesmo assim, com dados atuais ou antigos, o indicador de tempo de Escola sozinho est\u00e1 longe de ilustrar um bom desempenho de um pa\u00eds na Educa\u00e7\u00e3o. \u201cEm um local de reprova\u00e7\u00e3o grande, evas\u00e3o grande, indicador de anos esperados de Escolaridade n\u00e3o quer dizer muita coisa\u201d, afirma o Professor Luiz Ara\u00fajo, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). \u201cTrabalhar com anos esperados de Escolaridade em um pa\u00eds onde voc\u00ea n\u00e3o consegue nem concluir o Ensino obrigat\u00f3rio \u00e9 uma medida que n\u00e3o reflete a realidade.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Ele lembra que desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1969 existe a obrigatoriedade de 8 anos de estudos completos. \u201cLevamos 40 anos para conseguir essa m\u00e9dia. \u00c9 mais razo\u00e1vel pensar em anos esperados de Escolaridade onde voc\u00ea j\u00e1 estabilizou as matr\u00edculas, onde j\u00e1 existe fluxo Escolar regular, sem grandes distor\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta. \u201cNormalmente, trabalhamos com anos conclu\u00eddos, que mostra o que realmente um brasileiro conseguiu terminar\u201d, completou.<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Luiz Ara\u00fajo destaca ainda que as Escolas do Sudeste e do Sul puxam a m\u00e9dia para cima. \u201cSe o brasileiro mora no Nordeste essa m\u00e9dia cai e se mora no interior do Nordeste isso cai ainda mais. \u00c9 uma m\u00e9dia que esconde muitas desigualdades.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>An\u00e1lise: Evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 ineg\u00e1vel, mas faltam pol\u00edticas sociais mais ousadas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Apesar de os dados terem sido contestados, existe evolu\u00e7\u00e3o. O governo brasileiro questiona a metodologia, pelo fato de o Pnud considerar dados com uma certa defasagem. A diferen\u00e7a, no entanto, \u00e9 muito pequena, n\u00e3o leva o Brasil para situa\u00e7\u00e3o muito melhor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O Pa\u00eds continuaria com IDH alto, posi\u00e7\u00f5es melhores no ranking, mas com avan\u00e7os pequenos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 expectativa de vida, por exemplo, o Pnud considera 73,9 anos e o Brasil 74,8 anos. Essa melhora n\u00e3o resolve o problema, \u00e9 mais uma controv\u00e9rsia metodol\u00f3gica. A evolu\u00e7\u00e3o, no entanto, \u00e9 ineg\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O IDH avalia dimens\u00f5es da qualidade de vida, mas tem outros elementos nos quais o Brasil precisa avan\u00e7ar, como coleta de lixo, saneamento, tratamento de \u00e1gua. O Pa\u00eds tem problemas localizados de alta taxa de mortalidade infantil, por exemplo. Existe ainda pol\u00eamica dentro do Pnud em rela\u00e7\u00e3o aos programas de transfer\u00eancia de renda, que precisam de complementos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O economista Amartya Sen, um dos criadores do IDH, questiona o \u00edndice para medir a qualidade de vida e lembra que para conquist\u00e1-la a pessoa precisa ter acesso a habita\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o de boa qualidade, cr\u00e9dito e emprego decente. Por isso, programas de transfer\u00eancia de renda d\u00e3o melhora limitada e n\u00e3o sustentada. Pol\u00edticas estruturais teriam nos levado para posi\u00e7\u00e3o melhor. Faltam a\u00e7\u00f5es que reduzam a pobreza significativamente, enxergando-a por prisma multidimensional, que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 renda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Ter renda maior, mas n\u00e3o ter acesso a boa Educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e emprego, \u00e9 continuar na pobreza. S\u00f3 renda n\u00e3o permite que tenha futuro melhor. Isso exige pol\u00edticas sociais mais ousadas, estruturais, que garantam a emancipa\u00e7\u00e3o das pessoas de fato.<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">&nbsp;<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">&nbsp;<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>Vizinhos latinos e demais Brics ficam \u00e0 frente<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Considerando os \u00faltimos cinco anos,o Brasil retrocedeu no ranking do Pnud: o Pa\u00eds perdeu quatro posi\u00e7\u00f5es quando comparado com 2008. Dentre os Brics, Brasil \u00e9 o \u00fanico que apresenta a queda. No mesmo per\u00edodo, a \u00c1frica do Sul subiu duas posi\u00e7\u00f5es; \u00cdndia avan\u00e7ou uma, a R\u00fassia manteve a coloca\u00e7\u00e3o.Do grupo, a China foi a que mais cresceu, de acordo com o relat\u00f3rio: dez posi\u00e7\u00f5es. Entre os pa\u00edses de desenvolvimento humano alto, mesmo grupo do Brasil, 19 avan\u00e7aram na classifica\u00e7\u00e3o do Pnud entre 2008-2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O melhor desempenho foi alcan\u00e7ado pela Turquia. Durante esse per\u00edodo, avan\u00e7ou 16 pontos. O Peru tamb\u00e9m teve uma melhora na coloca\u00e7\u00e3o. O pa\u00eds subiu 8 pontos.O desempenho brasileiro segue bem aqu\u00e9m dos vizinhos latino-americanos: Chile (41\u00b0), Argentina (49\u00b0),Uruguai(50\u00b0) e Venezuela (67\u00b0). Chilenos, por exemplo, vivem 6,1 anos amais do que brasileiros, t\u00eam 2,6 anos a mais de Escolaridade e uma renda nacional per capita 45% maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Com esses indicadores, o vizinho ocupa a 41.\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking, 38 acima do Brasil. J\u00e1 argentinos vivem 2,4 anos a mais que os nascidos no Brasil e t\u00eam uma renda per capita 21% maior do que a nacional. Al\u00e9m disso, a m\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o adulta daquele pa\u00eds \u00e9 2,6 anos maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">A renda per capita do Uruguai \u00e9 26% maior do que a do Brasil,e a m\u00e9dia de anos de estudo da popula\u00e7\u00e3o adulta 1,3 ano maior do que a nacional. Al\u00e9m de perder para Argentina, Uruguai e Chile, o rendimento m\u00e9dio brasileiro perde para M\u00e9xico (15,854), para Venezuela (17,067),Suriname(15,113) e Panam\u00e1 (16,379).<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">&nbsp;&nbsp;<\/span><br \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>Desigualdade faria Pa\u00eds cair 16 posi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O Brasil perderia 16 posi\u00e7\u00f5es na classifica\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) se fossem consideradas as desigualdades no Pa\u00eds. A nota alcan\u00e7ada neste \u00faltimo relat\u00f3rio de 0,744 cairia para 0,542 \u2013 uma m\u00e9dia menor do que a apresentada, por exemplo, pela Ucr\u00e2nia (0,667) e pelo Peru (0,562). O ajuste pela desigualdade \u00e9 feito por um indicador criado pelo Pnud em 2010,o IDHD. Essa an\u00e1lise considera, al\u00e9m da m\u00e9dia de desenvolvimento, as diferen\u00e7as nos indicadores de renda, Educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade entre a popula\u00e7\u00e3o.Quanto maior a desigualdade, maior o desconto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O fator que mais contribui para a queda do Brasil no ranking do IDHD \u00e9 a renda da popula\u00e7\u00e3o.O desconto da nota brasileira \u00e9 de 39,7% nesse quesito. Em segundo lugar vem o \u00edndice de Educa\u00e7\u00e3o, com perda de 24,7%. A menor desigualdade \u00e9 registrada na \u00e1rea de sa\u00fade. Nesse item,a perda provocada no ajuste \u00e9 de 14,5%. Assim como ocorreu em anos anteriores, chama a aten\u00e7\u00e3o o porcentual da perda na nota da renda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">Entre os pa\u00edses do bloco de desenvolvimento alto,o Brasil \u00e9 o terceiro em desigualdade nesta \u00e1rea. O desconto aplicado ao Pa\u00eds nesse quesito do IDHD s\u00f3 \u00e9 menor que o do Ir\u00e3 (que teve sua nota reduzida em 46,6%) e da Col\u00f4mbia(com desconto de 41,5%).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O padr\u00e3o \u00e9 observado em todo o bloco de pa\u00edses de desenvolvimento humano muito elevado e de desenvolvimento humano elevado: conjuntamente, a renda \u00e9 o principal fator de desigualdade, seguido por Educa\u00e7\u00e3o e, por \u00faltimo, a sa\u00fade. Com algumas exce\u00e7\u00f5es. A Coreia,de desenvolvimento humano muito elevado, apresenta maior desigualdade na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a de acesso aos servi\u00e7os nessa \u00e1rea provocou um desconto de 28,1% da nota geral do pa\u00eds. A renda vem em segundo lugar, com desconto de 18,4%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O mesmo acontece como Jap\u00e3o, que tem na Educa\u00e7\u00e3o o maior desconto,de 19,8%. R\u00fassia.Integrante com o Brasil dos Brics, a R\u00fassia, tamb\u00e9m classificada como pa\u00eds de alto desenvolvimento humano, teria um aumento de 3 posi\u00e7\u00f5es, caso as diferen\u00e7as fossem avaliadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 12pt;\">O pa\u00eds, que alcan\u00e7ou no IDH a nota 0,778, recebeu no IDH-D a nota 0,685. O maior desconto foi no quesito renda. A nota, nessa \u00e1rea, foi reduzida em 22,9%.Em seguida vem a expectativa de vida. As diferen\u00e7as apresentadas levaram o pa\u00eds a ter um desconto de 9,8% na sua nota. Por \u00faltimo, vem Educa\u00e7\u00e3o, com desconto de 2,1%.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil subiu uma coloca\u00e7\u00e3o no \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013. Relat\u00f3rio divulgado na madrugada de ontem pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra o Pa\u00eds em 79.\u00ba lugar entre 187 na\u00e7\u00f5es. 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