{"id":5419,"date":"2009-09-09T15:51:26","date_gmt":"2009-09-09T18:51:26","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/09\/09\/encontro-reune-principais-representantes-do-livro-em-ribeirao-preto\/"},"modified":"2009-09-09T15:51:26","modified_gmt":"2009-09-09T18:51:26","slug":"encontro-reune-principais-representantes-do-livro-em-ribeirao-preto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/encontro-reune-principais-representantes-do-livro-em-ribeirao-preto\/","title":{"rendered":"Encontro re\u00fane principais representantes do livro em Ribeir\u00e3o Preto"},"content":{"rendered":"<p>Um dia ap\u00f3s a abertura da 4\u00aa Feira Nacional do Livro de Ribeir\u00e3o Preto, as principais entidades representativas do livro no Brasil, especialistas em leitura e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais participaram no s\u00e1bado (19) do 1\u00ba Encontro Preparat\u00f3rio para o For\u00fam Nacional de Leitura. Al\u00e9m da CBL, estiveram presentes SNEL, Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, Abrelivros, Libre, ABEU, ANL, ABDR, Abrale, AEI-LIJ, Cerlalc, Abigraf, Febab, Biblioteca Mario de Andrade (SP), Expedi\u00e7\u00e3o Vaga Lume, Instituto Ethos e outras entidades vinculadas ao livro.\u00a0<\/p>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Esse foi o primeiro de uma s\u00e9rie de oito encontros promovidos pela Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional que ocorrer\u00e3o at\u00e9 o final de 2004 com a finalidade de debater a forma\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica nacional de leitura, que inclui, entre outros pontos, a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei do Livro, o desenvolvimento do Programa Fome de Livro, a participa\u00e7\u00e3o brasileira do Ano \u00cdbero-americano da Leitura, que ser\u00e1 comemorado em 2005, e a cria\u00e7\u00e3o do plano Trienal de Leitura (2005-2007). \u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Entre os principais assuntos comentados no s\u00e1bado destacaram-se alguns pontos pol\u00eamicos da Lei do Livro, como o que prev\u00ea o registro de contratos na Biblioteca Nacional, e tamb\u00e9m a aplicabilidade de outros artigos. Al\u00e9m disso, foi abordada a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de mediadores de leitura, a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de bibliotecas no pa\u00eds e um combate mais constante e ativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pirataria de livros.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Os outros sete encontros preparat\u00f3rios acontecer\u00e3o em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Par\u00e1 e Rio Grande do Sul, durante feiras de livros e eventos liter\u00e1rios, sendo que o segundo ser\u00e1 realizado durante a 2\u00aa Festa Liter\u00e1ria Internacional de Parati (Flip), entre 7 e 11 de julho. Em novembro, est\u00e1 agendada a plen\u00e1ria final, em Bras\u00edlia.\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>I Encontro Preparat\u00f3rio para o F\u00f3rum Nacional de Leitura<\/div>\n<div>PublishNews, Carlo Carrenho<\/div>\n<div>Em novembro de 2004, a Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional organiza em Bras\u00edlia o F\u00f3rum Nacional de Leitura, em Bras\u00edlia. O evento, no entanto, ser\u00e1 o final e n\u00e3o o in\u00edcio das discuss\u00f5es sobre uma pol\u00edtica nacional de leitura que a principal entidade governamental do livro vem promovendo. Isto porque o F\u00f3rum ser\u00e1 precedido por sete encontros preparat\u00f3rios que ser\u00e3o realizados pelo Brasil afora sempre junto com outros eventos do livro. O primeiro destes encontros aconteceu no \u00faltimo dia 19 de junho, em Ribeir\u00e3o Preto, paralelamente \u00e0 feira do livro que ocorre na cidade. Diversas entidades estavam representadas no encontro, entre elas SNEL, CBL, Abrelivros, Libre, ABEU, ANL, ABDR, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Autores de Livros Educativos (Abrale) e a Associa\u00e7\u00e3o de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ). A programa\u00e7\u00e3o do evento previa um debate de id\u00e9ias sobre incentivo \u00e0 leitura, implanta\u00e7\u00e3o de bibliotecas e uma pol\u00edtica nacional de leitura, com enfoque ao programa Fome de Livro e \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei do Livro. O formato do evento permitiu n\u00e3o apenas exposi\u00e7\u00f5es formais dos participantes, mas tamb\u00e9m um debate livre de id\u00e9ias. Galeno Amorim, coordenador do Fome de Livro, abriu o evento apresentando o programa ligado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional. Em seguida, Luis Fernando Sarmiento, do Centro Regional de Fomento ao Livro na Am\u00e9rica Latina e Caribe (Cerlalc), abordou a atua\u00e7\u00e3o da entidade no Brasil. O Cerlalc \u00e9 um organismo da Unesco que tem como objetivo apoiar e assistir tecnicamente os governos da regi\u00e3o em suas pol\u00edticas de leitura. &#8220;Estamos elaborando um documento de recomenda\u00e7\u00f5es para a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei do Livro no Brasil&#8221;, explicou Sarmiento, que estava acompanhado de Felipe Lindoso, representante do Cerlalc no Brasil. Aberto o debate, Galeno enfatizou a participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil nas a\u00e7\u00f5es governamentais e lembrou que h\u00e1 muito a ser feito. &#8220;Mas se fizermos tudo ao mesmo tempo, corremos o risco de n\u00e3o fazer nada&#8221;, afirmou o coordenador do Fome de Livro, justificando o enfoque atual do programa na implanta\u00e7\u00e3o de 1.000 bibliotecas em munic\u00edpios que n\u00e3o possuem bibliotecas, livrarias ou bancas de jornal. &#8220;Nosso grande desafio \u00e9 construir uma pol\u00edtica de Estado para a leitura&#8221;, resumiu Galeno. O pr\u00f3ximo Encontro Preparat\u00f3rio para o F\u00f3rum Nacional da Leitura ser\u00e1 em Parati, no dia 8 de julho, junto com a Flip.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Lei do Livro \u00e9 bastante gen\u00e9rica, afirma Lacerda\u00a0<\/div>\n<div>PublishNews, Carlo Carrenho\u00a0<\/div>\n<div>Um dos pontos mais debatidos no I Encontro Preparat\u00f3rio para o F\u00f3rum Nacional de Leitura, realizado no dia 19 de junho em Ribeir\u00e3o Preto, foi a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei do Livro. Representando o Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL), o editor Carlos Augusto Lacerda, da Nova Fronteira, apresentou uma s\u00e9rie de coment\u00e1rios e cr\u00edticas ao texto da lei. &#8220;A Lei \u00e9 bastante gen\u00e9rica, n\u00e3o prev\u00ea conseq\u00fc\u00eancias nem meios de aplicabilidade&#8221;, criticou Lacerda. O editor ainda lembrou o exemplo argentino, que &#8220;n\u00e3o conseguiu aplicar o dispositivo da lei&#8221;. Outro ponto de questionamento de Lacerda foi a exig\u00eancia de registro de contratos de cess\u00e3o de direitos autorais na Biblioteca Nacional, como a Lei do Livro exige em seu 11\u00ba artigo. Segundo Lacerda, os cart\u00f3rios j\u00e1 existem para este tipo de registro e o princ\u00edpio da privacidade ficaria amea\u00e7ado pela obrigatoriedade da lei. Vera Novais, vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Autores de Livros Educativos (Abrale), comentaria mais tarde a quest\u00e3o do registro dos contratos. &#8220;Lembro que a quest\u00e3o de contratos e direitos deve ser lembrada, ainda que uma postura cartorialista n\u00e3o seja o objetivo de ningu\u00e9m&#8221;. Outro ponto levantado pelo editor carioca n\u00e3o estava diretamente ligado \u00e0 Lei do Livro, mas a isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. &#8220;O papel de imprensa conseguiu isen\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, mas o papel do livro ainda n\u00e3o&#8221;, lembrou Lacerda. J\u00e1 Luiz Antonio Aguiar, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ), criticou a introdu\u00e7\u00e3o da hora de leitura di\u00e1ria nas escolas, prevista pelo artigo 13\u00ba da Lei do Livro. &#8220;A Hora de Leitura vai virar Hora do Castigo&#8221;, afirmou Aguiar, que aproveitou para criticar o ensino de literatura no Pa\u00eds. &#8220;Ao lidar com a literatura da mesma forma que lidam com as mat\u00e9rias did\u00e1ticas, os professores matam a literatura.&#8221;\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>At\u00e9 bibliotec\u00e1rios usam o xerox na faculdade\u00a0<\/div>\n<div>PublishNews, Carlo Carrenho\u00a0<\/div>\n<div>A pirataria foi outro assunto bastante presente nas discuss\u00f5es do I Encontro Preparat\u00f3rio para o F\u00f3rum Nacional de Leitura. O editor Carlos Augusto Lacerda, por exemplo, tocou na quest\u00e3o da reprografia em sua exposi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica \u00e0 Lei do Livro. &#8220;A reprografia aparece apenas implicitamente, n\u00e3o explicitamente, nos artigos 3\u00ba e 4\u00ba da Lei do Livro&#8221;, observou. Lacerda ainda sugeriu que \u00e9 necess\u00e1rio engajar os reitores de universidade e defendeu que fosse criado uma forma de pontua\u00e7\u00e3o negativa no sistema de avalia\u00e7\u00e3o das universidades para as escolas que apresentassem a pr\u00e1tica de fotocopiar livros. Uma outra sugest\u00e3o de Lacerda n\u00e3o agradou os representantes da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Livrarias (ANL). O editor levantou a hip\u00f3tese de que se criasse um sistema de descontos para os alunos atrav\u00e9s das livrarias universit\u00e1rias, que operariam com lucros reduzidos ou mesmo sem fins lucrativos. Mais tarde, quando obteve a palavra, o vice-presidente da ANL, Eduardo Yassuda, lembrou que as livrarias j\u00e1 est\u00e3o diminuindo, e n\u00e3o podem assumir um trabalho que seja sem fins lucrativos a priori. &#8220;As livrarias pedem apenas que sejam lembradas como importante canal de distribui\u00e7\u00e3o de livros&#8221;, tamb\u00e9m afirmou Yassuda. O presidente da ABDR, Enoch Br\u00fcder, aproveitou seus cinco minutos ao microfone para defender com veem\u00eancia a luta contra a reprografia. Suas coloca\u00e7\u00f5es encontraram eco em Vera Novais, da Abrale, que lembrou o paradoxo de que &#8220;h\u00e1 bibliotec\u00e1rios que, ao longo de sua forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria, nunca tiveram contato com livros, apenas com o xerox&#8221;.\u00a0<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Livros imobilizados\u00a0<\/div>\n<div>PublishNews, Carlo Carrenho\u00a0<\/div>\n<div>Durante o do I Encontro Preparat\u00f3rio para o F\u00f3rum Nacional de Leitura, o editor Raul Wassermann, ex-presidente da CBL, defendeu que o governo pare de tratar os livros das bibliotecas p\u00fablicas como ativo imobilizado, pois isto leva os bibliotec\u00e1rios a dificultar o acesso do p\u00fablico ao livro, temerosos que a degrada\u00e7\u00e3o das obras pelo uso possa, no limite, gerar processos administrativos contra eles. Jos\u00e9 Castilho, diretor da Biblioteca Mario de Andrade, tamb\u00e9m abordou a quest\u00e3o e lembrou que a biblioteca paulistana possui uma sala de cerca de 200 m\u00b2 com livros inutiliz\u00e1veis que n\u00e3o podem ser jogados fora devido \u00e0 pol\u00edtica administrativa do governo.\u00a0<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia ap\u00f3s a abertura da 4\u00aa Feira Nacional do Livro de Ribeir\u00e3o Preto, as principais entidades representativas do livro no Brasil, especialistas em leitura e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais participaram no s\u00e1bado (19) do 1\u00ba Encontro Preparat\u00f3rio para o For\u00fam Nacional de Leitura. 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