{"id":501,"date":"2003-11-10T10:59:00","date_gmt":"2003-11-10T12:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/11\/10\/unesco-aponta-evolucao-do-ensino-no-brasil\/"},"modified":"2003-11-10T10:59:00","modified_gmt":"2003-11-10T12:59:00","slug":"unesco-aponta-evolucao-do-ensino-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/unesco-aponta-evolucao-do-ensino-no-brasil\/","title":{"rendered":"Unesco aponta evolu\u00e7\u00e3o do ensino no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais estudantes do sexo feminino do que masculino nos ensinos m\u00e9dio e universit\u00e1rio brasileiros. Mas quando se trata de emprego, sal\u00e1rios e posi\u00e7\u00f5es gerenciais, as mulheres ainda n\u00e3o conseguiram transformar a superioridade acad\u00eamica em igualdade com o sexo masculino. Esta conclus\u00e3o est\u00e1 no Relat\u00f3rio de Acompanhamento Global da Educa\u00e7\u00e3o para Todos 2003\/2004, divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) no dia  6, em Bras\u00edlia.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O levantamento mostra as disparidades e desigualdades de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe e os progressos alcan\u00e7ados pelos governos no ensino, na d\u00e9cada de 90. O documento atribui as diferen\u00e7as de oportunidades \u00e0 escolha, pelas mulheres, de \u00e1reas consideradas femininas, como educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias sociais, humanidades, sa\u00fade e cursos relacionados a servi\u00e7os. Essas op\u00e7\u00f5es, segundo o relat\u00f3rio, n\u00e3o aumentam significativamente as chances das mulheres se igualarem aos homens nas oportunidades de trabalho.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Brasil est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada. A Unesco destaca que o Pa\u00eds atingiu a paridade antes de 2000, sendo um exemplo a ser seguido. De 1990 a 2000, a expectativa de perman\u00eancia de mulheres brasileiras na escola passou de 9 anos para 13,6. No mesmo per\u00edodo, os homens passaram de 9,5 anos para 13,1 anos. A taxa de alfabetiza\u00e7\u00e3o de jovens mulheres, entre 15 e 24 anos, passou de 93,1%, em 1990, para 96,7% em 2000. Segundo proje\u00e7\u00f5es, 98,9% das mulheres nesta faixa et\u00e1ria devem estar alfabetizadas em 2015, contra 96,2% dos homens. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para eliminar totalmente as disparidades entre g\u00eaneros at\u00e9 2005 \u2013 conforme compromisso assumido no F\u00f3rum Mundial de Educa\u00e7\u00e3o de Dacar \u2013 o Brasil precisa melhorar sua performance na educa\u00e7\u00e3o fundamental de meninas, \u00fanico \u00edndice escolar que apresenta um n\u00famero inferior de estudantes do sexo feminino em rela\u00e7\u00e3o ao masculino. O relat\u00f3rio sugere a\u00e7\u00e3o contra a pobreza, a redu\u00e7\u00e3o de custos diretos e indiretos da escola para as fam\u00edlias e o combate ao trabalho infantil. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Unesco ressalta que a maioria dos pa\u00edses da regi\u00e3o entendeu a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o e transformou-a em prioridade. A taxa de matr\u00edcula aumentou de forma constante na \u00faltima d\u00e9cada. A educa\u00e7\u00e3o infantil passou de 42%, em 1990, para 63%, em 2000. A paridade na educa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-prim\u00e1ria j\u00e1 foi atingida por quase 80% dos pa\u00edses com dados dispon\u00edveis. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O relat\u00f3rio prop\u00f5e investimento maior na educa\u00e7\u00e3o e mais efici\u00eancia na aplica\u00e7\u00e3o dos recursos. \u201cMetade dos pa\u00edses com dados dispon\u00edveis estava gastando menos que 4,5% do PIB em educa\u00e7\u00e3o em 2000\u201d. A institui\u00e7\u00e3o observa que este \u00edndice \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia dos pa\u00edses em desenvolvimento, por\u00e9m inferior aos 5,3% do mundo desenvolvido. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/>   \u00a0<br \/>    \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais estudantes do sexo feminino do que masculino nos ensinos m\u00e9dio e universit\u00e1rio brasileiros. 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