{"id":4545,"date":"2008-05-21T15:17:00","date_gmt":"2008-05-21T18:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/05\/21\/da-esquerda-ao-grupo-positivo\/"},"modified":"2008-05-21T15:17:00","modified_gmt":"2008-05-21T18:17:00","slug":"da-esquerda-ao-grupo-positivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/da-esquerda-ao-grupo-positivo\/","title":{"rendered":"Da esquerda ao Grupo Positivo"},"content":{"rendered":"<p>O Grupo Positivo \u00e9 um fen\u00f4meno. Entre 2003 e 2007, o faturamento foi multiplicado por cinco, passando de R$ 550 milh\u00f5es para R$ 2,7 bilh\u00f5es em 2007. O ponto de partida desta estrat\u00e9gia vencedora foi a educa\u00e7\u00e3o. O grupo nasceu em Curitiba, em 1972, pela uni\u00e3o de oito professores que resolveram fundar um cursinho pr\u00e9-vestibular. Destes, cinco continuam na empresa e um aposentou-se. O comandante desta trajet\u00f3ria \u00e9 o engenheiro e economista Oriovisto Guimar\u00e3es, hoje \u00e0 frente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o. Guimar\u00e3es tamb\u00e9m \u00e9 o mentor da estrat\u00e9gia empresarial que levou O Positivo a ser uma das mais importantes e maiores institui\u00e7\u00f5es de ensino do pa\u00eds, com um faturamento de R$ 700 milh\u00f5es s\u00f3 na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da \u00e1rea educacional, o grupo \u00e9 o maior fabricante de computadores do Pa\u00eds, com mais de 1 milh\u00e3o de unidades vendidas em 2007 e propriet\u00e1rio de uma das gr\u00e1ficas mais importantes do Sul do pa\u00eds. Quem v\u00ea o empres\u00e1rio hoje nem imagina que, no passado, teve posi\u00e7\u00f5es marcadamente de esquerda. Foi membro da Polop (Pol\u00edtica Oper\u00e1ria) e chegou a ser preso no famoso congresso estudantil de Ibi\u00fana, no auge da ditadura militar, em 1968. \u201cConsegui quebrar o meu muro interior muito antes da queda do Muro de Berlim\u201c, diz o empres\u00e1rio. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; O Grupo Positivo montou a Escola de Neg\u00f3cios. Como vai funcionar? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A Escola nasce dos mais de 36 anos de experi\u00eancias que o Grupo Positivo tem nas \u00e1reas educacional e empresarial. O grupo Positivo come\u00e7ou com educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, mas depois entrou em \u00e1reas 100% empresariais. Este \u00e9 caso da editora, ind\u00fastria gr\u00e1fica, computadores e do desenvolvimento de softwares, que tamb\u00e9m exportamos para outros pa\u00edses. Na \u00e1rea educacional, temos as pr\u00f3prias escolas, que s\u00e3o a origem de tudo, e que v\u00e3o desde a educa\u00e7\u00e3o infantil at\u00e9 a universidade, que foi reconhecida pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o neste in\u00edcio do ano. Foi o coroamento desta trajet\u00f3ria. Os cursos de administra\u00e7\u00e3o de empresas, economia e ci\u00eancias cont\u00e1beis j\u00e1 temos h\u00e1 v\u00e1rios anos. O curso de Administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 conosco h\u00e1 23 anos. Quando n\u00f3s conseguimos o doutorado em administra\u00e7\u00e3o com o reconhecimento da Universidade a\u00ed n\u00f3s entendemos que t\u00ednhamos as condi\u00e7\u00f5es perfeitas para esta Escola de Neg\u00f3cios. T\u00ednhamos de um lado a academia com um n\u00edvel de pesquisa em todos os n\u00edveis, mestrado e doutorado e do outro lado a gradua\u00e7\u00e3o com todos os cursos e o ambiente universit\u00e1rio e a experi\u00eancia pr\u00e1tica das empresas do grupo. Essa foi a fonte de inspira\u00e7\u00e3o: \u00e9 o resultado de um processo de sucesso tanto na \u00e1rea empresarial como educacional. Esperamos um mercado para gradua\u00e7\u00e3o de 3.500 alunos e mais 1 mil alunos na \u00e1rea de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, ou seja, 4.500 alunos. J\u00e1 come\u00e7amos com 2.100 alunos na gradua\u00e7\u00e3o e 600 na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; \u00c9 o caso de aplicar o conceito de forma\u00e7\u00e3o de trainees ainda dentro da universidade, ao mesmo tempo em que faz o curso? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u00c9 perigosa a simplifica\u00e7\u00e3o. Tem dois aspectos fundamentais: um \u00e9 o aspecto da academia e outro \u00e9 o aspecto pr\u00e1tico. Se ficar s\u00f3 no trainee fica s\u00f3 no pr\u00e1tico e n\u00e3o \u00e9 isso. Voc\u00ea tem uma universidade que ensina ci\u00eancia, ensina a raciocinar e o rigor da l\u00f3gica. A Escola de Neg\u00f3cios vai trabalhar em tr\u00eas vertentes. Se voc\u00ea \u00e9 empreendedor, por exemplo, tem um primeiro ano com n\u00facleo comum com matem\u00e1tica, no\u00e7\u00f5es de administra\u00e7\u00e3o, contabilidade e economia. Um curr\u00edculo b\u00e1sico que depois fica customizado. Dentro da Escola de Neg\u00f3cios h\u00e1 uma central de carreiras com as pessoas d\u00e3o assist\u00eancia para os alunos. Se ele tem uma vertente para ser empreendedor dirige-se para este caminho. Se quiser ser executivo dirige para outro caminho. Se preferir a \u00e1rea de pesquisa \u00e9 s\u00f3 fazer mestrado e doutorado e ir para a vida acad\u00eamica. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; No Brasil j\u00e1 existe algo parecido? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> N\u00f3s temos uma caracter\u00edstica \u00fanica de sucesso na empresa e na educa\u00e7\u00e3o, mas somos uma universidade e morro de medo que a academia pense que n\u00f3s n\u00e3o estamos fazendo academia. Estamos querendo enriquecer a universidade ligando a teoria com a pr\u00e1tica. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; Como senhor v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o brasileira? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> N\u00e3o acho que a educa\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 piorando. Acho que est\u00e1 melhorando. Sou um otimista. S\u00f3 que as necessidades com uma economia em crescimento ficaram escancaradas. N\u00f3s temos um atraso hist\u00f3rico na educa\u00e7\u00e3o e isso vem desde a \u00e9poca do descobrimento. Come\u00e7a a ter um esfor\u00e7o civilizat\u00f3rio a partir de 1800. Se voc\u00ea v\u00ea a hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 uma tristeza. O Brasil conta a universidade em d\u00e9cadas enquanto que Harvard tem 400 anos e no resto do mundo se contam em s\u00e9culos. Temos um atraso hist\u00f3rico pelo processo de coloniza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds. Mas n\u00e3o vejo a educa\u00e7\u00e3o no Brasil andando para tr\u00e1s. Vejo andando para frente. H\u00e1 um atraso hist\u00f3rico monumental e isso n\u00e3o ser\u00e1 recuperado do dia para noite. H\u00e1 10 anos, o governo Fernando Henrique Cardoso conseguiu colocar todas as crian\u00e7as na escola. Resolvemos o problema quantitativo, mas ainda n\u00e3o resolvemos o problema qualitativo com o qual estamos batendo de frente agora porque n\u00e3o basta s\u00f3 ter as crian\u00e7as na escola. A pessoa precisa saber ler, escrever, fazer contas, operar computador, pensar, ter disciplina, ter valores, sen\u00e3o est\u00e1 morto. E isso voc\u00ea n\u00e3o faz sem educa\u00e7\u00e3o. Continuamos evoluindo e o fato da educa\u00e7\u00e3o estar sendo t\u00e3o discutida e t\u00e3o prestigiada na nossa imprensa e de uma maneira nova \u00e9 prova disso. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; O Brasileiro n\u00e3o estuda pouco perto dos outros pa\u00edses? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> No Jap\u00e3o h\u00e1 uma carga hor\u00e1ria um pouco maior, mas n\u00e3o acho que isso fa\u00e7a diferen\u00e7a. O prestigiamento da educa\u00e7\u00e3o em casa \u00e9 o que faz a diferen\u00e7a. O n\u00famero de horas que a fam\u00edlia faz isso. Nos Estados Unidos, que tem pesquisa para tudo, fizeram uma pesquisa sobre porque os asi\u00e1ticos que migram para l\u00e1 se saem t\u00e3o melhor que os alunos americanos. O resultado foi que toda noite em casa eles sentam ao redor da mesa: pai, m\u00e3e e os meninos com a tarefa, sem televis\u00e3o e sob supervis\u00e3o materna e paterna. Coisa que absolutamente n\u00e3o tem na nova gera\u00e7\u00e3o norte-americana de quem algu\u00e9m disse que j\u00e1 viveu o sonho antes de ter sonhado, diferente das gera\u00e7\u00f5es anteriores que tinham de sonhar primeiro para conquistar depois. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; Como uma pessoa que come\u00e7ou a carreira como uma vis\u00e3o de esquerda, fazendo contesta\u00e7\u00f5es, conseguiu virar um empres\u00e1rio de sucesso? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Na R\u00fassia hoje h\u00e1 pessoas que nasceram e viveram sob o socialismo e s\u00e3o grandes empres\u00e1rios. Na China igualmente. E vai ter em Cuba daqui a pouco. Acho que a quest\u00e3o de empreendedorismo, a vontade de fazer as coisas \u00e9 anterior ao fato de ser empres\u00e1rio ou pol\u00edtico. Sempre tive este esp\u00edrito de querer liderar as coisas. Fui preso em Ibi\u00fana e essas coisas. Sempre estava na linha de frente das coisas em que acreditasse. Se fosse pela religi\u00e3o, provavelmente seria pregador. Meu pai fez o caminho inverso: era pregador e virou comuna no final da vida. O mundo foi mudando, o muro de Berlim caiu. Alguns amigos me cobram que virei capitalista. N\u00e3o fui eu que virei. Quebrei meu muro anterior um pouco antes. Acredito na igualdade de oportunidades, mas n\u00e3o acredito na igualdade de resultados. Prezo muito a coisa da liberdade. Fui ser empres\u00e1rio porque nunca gostei da id\u00e9ia de ter um patr\u00e3o. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; Quais s\u00e3o os novos planos do Grupo Positivo? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A menina dos olhos continua sendo educa\u00e7\u00e3o. Particularmente sou apaixonado por educa\u00e7\u00e3o. A Universidade Positivo, o lan\u00e7amento do Teatro, o centro de Eventos que inauguramos agora.. N\u00f3s s\u00f3 j\u00e1 atingimos a maturidade e conseguimos o reconhecimento da universidade, em janeiro deste ano, depois de 10 anos em que ningu\u00e9m da \u00e1rea privada conseguia isso. \u00c9 engra\u00e7ado. O governo quando cria uma universidade p\u00fablica n\u00e3o tem pr\u00e9dio, n\u00e3o tem aluno, n\u00e3o tem professor de hor\u00e1rio integral, n\u00e3o tem laborat\u00f3rio, n\u00e3o tem nada. Faz um decreto e cria. E a\u00ed tem cinco a dez anos para achar os alunos, contratar os professores e construir laborat\u00f3rios. Com a iniciativa privada \u00e9 o oposto. Primeiro voc\u00ea obrigado a fazer tudo e a\u00ed mandam 500 fiscais do MEC para fazer visitas e quando n\u00e3o t\u00eam mais como dizer n\u00e3o, dizem: est\u00e1 bom, voc\u00ea \u00e9 uma universidade. Voc\u00ea \u00e9 reconhecido depois de ser. N\u00e3o reclamo, acho at\u00e9 bom porque evita a picaretagem. Devia fechar algumas que conseguiram sem merecimento. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; O que representa para o grupo ter uma universidade? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A universidade \u00e9 um sonho muito grande e tem implica\u00e7\u00f5es muito s\u00e9rias para o grupo todo. \u00c9 onde voc\u00ea tem pesquisa, quase 40% dos professores em tempo integral, n\u00e3o s\u00f3 dando aulas mais buscando conhecimento novo, a quest\u00e3o do mestrado, doutorado, a Escola de Neg\u00f3cios que \u00e9 um sonho importante e s\u00f3 se situa dentro de um contexto de universidade porque termos todos os cursos no mesmo campus. Veja a diferen\u00e7a para uma faculdade isolada de administra\u00e7\u00e3o de empresas. Por melhor que ela seja e t\u00eam algumas muito boas, voc\u00ea tem uma vis\u00e3o restrita do mundo, \u00e9 o enfoque s\u00f3 de administra\u00e7\u00e3o. Numa universidade a biblioteca tem livros de marketing, direito, medicina, biologia. Hoje mais do que nunca voc\u00ea precisa ter vis\u00e3o hol\u00edstica do mundo. Voc\u00ea vai atuar num mundo complexo. N\u00e3o adianta saber fazer planilha, balan\u00e7os. Tem de saber muito mais do que isso. Tem de conhecer de psicologia, leis, rela\u00e7\u00f5es humanas. Porque fizemos um teatro. Essa coisa da cultura \u00e9 important\u00edssima, n\u00e3o basta ficar um burocrata do conhecimento. Tem de viajar na \u00e1rea da cultura, entrosamento com as empresas. Porque constru\u00edmos o centro de eventos? Porque l\u00e1 s\u00f3 entram coisas ligadas a cultura, tecnologia e a congressos cient\u00edficos. O campus, com mais de 20 alqueires, \u00e9 quase uma cidade s\u00f3 dedicada ao conhecimento. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; O Positivo teve origem e sempre cresceu \u00e0 sombra da \u00e1rea educacional. Isso continua? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O grupo tem uma rede de mais de 3 mil escolas que usam o material did\u00e1tico com o qual a gente treina professores. A universidade continua dando suporte a isso. Passamos a vender a tecnologia que desenvolvemos e us\u00e1vamos, para outras escolas. Estamos atuando fortemente na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica hoje, vendendo material e treinando professores em prefeituras. Isso est\u00e1 dando resultados muito interessantes e logo o \u00cdndice de Desenvolvimento de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (IDEB) vai medir o que est\u00e1 acontecendo nestas escolas. Estamos h\u00e1 dois anos e os primeiros resultados v\u00e3o surgir j\u00e1, j\u00e1. Temos hoje mais de 200 munic\u00edpios envolvidos em todo o Brasil. Est\u00e1 havendo uma certa conscientiza\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos. Os prefeitos est\u00e3o percebendo que, se a escola melhorar na gest\u00e3o deles, a chance de serem reeleitos \u00e9 muito maior porque a popula\u00e7\u00e3o cobra mesmo. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; Como o senhor v\u00ea o futuro para o conglomerado? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> N\u00e3o vamos entrar em \u00e1reas novas. Iremos aprofundar o que fazemos na educa\u00e7\u00e3o com a Universidade, Escola de Neg\u00f3cios e cultura. Na \u00e1rea de inform\u00e1tica estamos verticalizando a produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 produzimos placas-m\u00e3e e monitores LCD. Iremos inaugurar uma f\u00e1brica em Manaus e outra em Ilh\u00e9us. As placas-m\u00e3e s\u00e3o produzidas em Curitiba e j\u00e1 atendem quase toda a nossa demanda. Os monitores come\u00e7aremos a produzir 50 mil mensais em Ilh\u00e9us numa unidade que compramos e reformamos. Em Manaus, em junho, vamos fazer computadores e produzir o conversor da HDTV. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Gazeta Mercantil &#8211; E o projeto do computador de 100 d\u00f3lares? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O Nicholas Negroponte come\u00e7ou no Massachusetts Institute of Technology, nos EUA, a falar num computador que todos pudessem usar e custasse 100 d\u00f3lares. A imprensa comprou isso e o mundo inteiro come\u00e7ou acreditar e a falar sobre isso. S\u00f3 que o Negroponte nunca fez. N\u00e3o existe e n\u00e3o tem no mundo. \u00c9 uma impossibilidade t\u00e9cnica. Ele veio aqui, concorreu e perdeu. Ganhamos a concorr\u00eancia do governo com o pre\u00e7o ao redor de 300 d\u00f3lares. O governo ficou decepcionado. Agora a tecnologia tem evolu\u00eddo todo o dia. Vamos lan\u00e7ar um produto que ir\u00e1 matar o Palm e faz tudo o que computador faz por R$ 999,00.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo Positivo \u00e9 um fen\u00f4meno. 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