{"id":4456,"date":"2013-10-14T19:21:59","date_gmt":"2013-10-14T22:21:59","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2013\/10\/14\/frankfurt-veio-e-foi\/"},"modified":"2013-10-14T19:21:59","modified_gmt":"2013-10-14T22:21:59","slug":"frankfurt-veio-e-foi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/frankfurt-veio-e-foi\/","title":{"rendered":"Frankfurt veio e foi"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">H\u00e1 um ano Galeno Amorim recebeu o bast\u00e3o do pa\u00eds homenageado das m\u00e3os dos neozelandeses na Feira de Frankfurt. De l\u00e1 pra c\u00e1, a ind\u00fastria mudou de cara e foi para Frankfurt baseada em outros pilares.\u00a0Primeiramente, houve grandes mudan\u00e7as no governo, com a ministra Marta Suplicy substituindo Ana Buarque de Hollanda. Ao todo, foram 3 ministros da cultura a trabalhar no projeto do Brasil em Frankfurt. <\/span><\/p>\n<p \/> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">\u201cEu fechei esse contrato com Juca Ferreira\u201d, lembrou o presidente da Feira de Frankfurt, Juergen Boos, na confer\u00eancia de encerramento, no \u00faltimo s\u00e1bado. \u00a0 Na Biblioteca Nacional, Renato Lessa entrou no lugar de Galeno Amorim e Jos\u00e9 Castilho voltou, junto com o PNLLD, para Bras\u00edlia. \u00a0 Houve intensifica\u00e7\u00e3o dos programas de tradu\u00e7\u00e3o, resultando em cerca de 270 obras brasileiras publicadas na Alemanha no \u00faltimo ano.\u00a0\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\"><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Os players digitais (Amazon, Kobo, Apple books e Google books) aterrissaram no Brasil, dando a largada para a digitaliza\u00e7\u00e3o do mercado editorial. \u00a0 O mercado ganhou uma nova ferramenta de an\u00e1lise de vendas, a Nielsen BookScan, que inusitadamente se instalou em um pa\u00eds onde a GfK tamb\u00e9m atua.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\"><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Tivemos uma Bienal Internacional do Livro onde a Alemanha foi pa\u00eds homenageado. \u00a0 Passamos por in\u00fameras discuss\u00f5es sobre o or\u00e7amento de R$ 18,9 milh\u00f5es da participa\u00e7\u00e3o brasileira em Frankfurt, com o presidente da FBN Renato Lessa levantando inclusive a quest\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o das editoras no evento \u2013 o que n\u00e3o foi bem recebido pelo mercado. Houve tamb\u00e9m, como era esperado, reclama\u00e7\u00f5es sobre a lista dos autores convidados pelo governo a participar do evento. \u00a0 Praticamente na v\u00e9spera da Feira, foram apontados irregularidades nas licita\u00e7\u00f5es do governo de reservas de quartos de hotel. Ouvimos tamb\u00e9m a rea\u00e7\u00e3o, digamos, \u201cpeculiar\u201d da imprensa alem\u00e3 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lista de autores brasileiros. <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">A cereja do bolo foi a pol\u00eamica da desist\u00eancia de Paulo Coelho. \u00a0 Durante a feira, autores brasileiros mostraram apoio aos professores em greve do Rio de Janeiro, Ziraldo passou mal (mas j\u00e1 passa bem) e Paulo Lins esclareceu a quest\u00e3o sobre o racismo na lista dos escritores. Mas o que mais repercutiu no Brasil foi sem d\u00favida o discurso de abertura do escritor Luiz Ruffato, que foi comentado em v\u00e1rias mesas, inclusive no encerramento, dando o tom da participa\u00e7\u00e3o dos autores no evento. \u201cEu j\u00e1 havia lido livros do Ruffato\u201d, comentou Boos na confer\u00eancia de encerramento, \u201cn\u00e3o acho que foi por acaso que voc\u00eas o escolheram. Ele sabe retratar muito bem a sociedade\u201d. Tanto Boos quanto Lessa aprovaram o discurso de abertura. \u201cO discurso do Ruffato foi de encontro com a ideia que quer\u00edamos mostrar do Brasil aqui\u201d, comentou Lessa. \u201cVoc\u00eas quebraram uma imagem que muitos alem\u00e3es tinham do Brasil antes da Feira\u201d, completou Boos. \u00a0 <\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;\">Em n\u00fameros, foram, ao todo, R$18,9 milh\u00f5es investidos na participa\u00e7\u00e3o do Brasil na Feira, 651 eventos relacionados ao Brasil (dos quais 226 foram promovidos pelo Brasil) na Alemanha e uma m\u00e9dia de 60 mil visitantes ao pavilh\u00e3o brasileiro. Houve tamb\u00e9m um aumento de vendas de copyright de US$ 495 mil em 2010 para US$ 1,2 milh\u00e3o em 2012, segundo Karine Pansa, presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro.\u00a0 \u00a0 Em Frankfurt, fala-se agora de Finl\u00e2ndia, o pa\u00eds \u2018cool\u2019 homenageado em 2014, com o melhor sistema de bibliotecas e primeiro lugar em educa\u00e7\u00e3o, segundo informou o ministro finland\u00eas da Cultura e Esporte Paavo Arhinm\u00e4ki durante a Feira. Bem diferente do Brasil. Mas tudo bem, por aqui fala-se agora de Bolonha, Paris, Londres \u2013 e ao mesmo tempo de n\u00e3o ir para mais lugar algum.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um ano Galeno Amorim recebeu o bast\u00e3o do pa\u00eds homenageado das m\u00e3os dos neozelandeses na Feira de Frankfurt. 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