{"id":4383,"date":"2013-07-12T18:04:41","date_gmt":"2013-07-12T21:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2013\/07\/12\/mercado-editorial-vai-conciliar-livros-digitais-e-em-papel\/"},"modified":"2013-07-12T18:04:41","modified_gmt":"2013-07-12T21:04:41","slug":"mercado-editorial-vai-conciliar-livros-digitais-e-em-papel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mercado-editorial-vai-conciliar-livros-digitais-e-em-papel\/","title":{"rendered":"Mercado editorial vai conciliar livros digitais e em papel"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.3em; font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">N\u00e3o \u00e9 mais uma quest\u00e3o de vida ou morte do livro. Ou se o livro digital ir\u00e1 substituir o impresso. Para editores, os dois formatos podem &#8211; e devem &#8211; ter uma conviv\u00eancia pac\u00edfica.<\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u201cA discuss\u00e3o do fim do livro est\u00e1 ultrapassada. Os dois mercados &#8211; de impressos e ebooks &#8211; est\u00e3o crescendo no Brasil. O mais importante \u00e9 que o editor ofere\u00e7a o conte\u00fado onde quer que o leitor queira ter, comprar e ler. Uma coisa complementa a outra\u201d, afirma Camila Cabete, da Kobo Brasil. \u201cA coexist\u00eancia \u00e9 uma realidade. Acho besteira criarmos esta rivalidade\u201d, acrescenta. Comprada em 2012 pelo terceiro maior comercio eletr\u00f4nico do mundo, a Rakuten, os e-readers (leitores de livros digitais) Kobo chegaram ao Brasil em novembro do ano passado. \u201cTemos um acervo, no mundo, de mais de 3,5 milh\u00f5es de ebooks e mais de 10 milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos em nossa plataforma\u201d, conta Camila.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Para Gabriela Dias, editora, consultora digital e curadora da Alt+Tab, iniciativa dos Amigos dos Editores Digitais (AED), grupo que promove cursos e palestras sobre mercado editorial digital, a propor\u00e7\u00e3o dessa conviv\u00eancia entre os dois formatos \u00e9 que deve variar, dependendo do tipo do livro (did\u00e1tico, fic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, profissional ou t\u00e9cnico). \u201cN\u00e3o existe uma f\u00f3rmula \u00fanica. Cada livro tem uma fun\u00e7\u00e3o diferente e pode ser menos ou mais prop\u00edcio a ser lido ou consumido em um ambiente digital\u201d, pondera. \u201cQuando as pessoas falam de livro digital, geralmente pensam em g\u00eaneros como fic\u00e7\u00e3o e literatura. Mas existem v\u00e1rios tipos de livros que j\u00e1 migraram para o formato digital e deixaram de fazer sentido no papel\u201d, observa Gabriela.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Para ela, a tend\u00eancia \u00e9 que nos pr\u00f3ximos anos a transi\u00e7\u00e3o do livro impresso para digital no Brasil seja mais intensa, com uma maior presen\u00e7a do formato digital na educa\u00e7\u00e3o. \u201cEsse ano, o edital do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD) referente ao ano letivo de 2015 solicitou que as editoras entregassem os livros em formato de ebook. Com isso, se essa tend\u00eancia continuar, entre 2015 e 2017 toda a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica estaria com o livro digital\u201d, diz. \u201cEssa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o relevante, principalmente no Brasil, o segmento [de livros did\u00e1ticos] \u00e9, de longe, o maior do mercado, respondendo por 51% do faturamento e por 56% dos exemplares vendidos no pa\u00eds\u201d, observa.\u201dTalvez at\u00e9, o livro digital seja um caminho para superar nosso d\u00e9ficit de leitura\u201d, vislumbra.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u201cO digital n\u00e3o \u00e9 um substituto, \u00e9 outra m\u00eddia. Para algumas aplica\u00e7\u00f5es, vai roubar do papel, porque \u00e9 muito mais eficiente &#8211; livros jur\u00eddicos, de medicina, guias de viagem e qualquer outro produto grosso, custoso e rapidamente desatualiz\u00e1vel\u201d, afirma Julio Silveira, editor e diretor da \u00cdm\u00e3 Editorial. \u201cJ\u00e1 existe uma cadeia produtiva e um mercado do livro eletr\u00f4nico, mas eles ainda est\u00e3o calcados no papel. Ainda se acha que livro \u00e9 coisa de editora, ent\u00e3o s\u00e3o as editoras tradicionais que est\u00e3o se adaptando para o digital\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Silveira lembra que a derrocada das gravadoras virou um alerta para as editoras. \u201cAssim como as gravadoras insistiam em vender discos (e n\u00e3o m\u00fasica), as editoras sabem que n\u00e3o podem oferecer s\u00f3 livros, quando o p\u00fablico quer o texto\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 mais uma quest\u00e3o de vida ou morte do livro. Ou se o livro digital ir\u00e1 substituir o impresso. Para editores, os dois formatos podem &#8211; e devem &#8211; ter uma conviv\u00eancia pac\u00edfica. \u00a0 \u201cA discuss\u00e3o do fim do livro est\u00e1 ultrapassada. 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