{"id":4376,"date":"2013-06-25T19:40:47","date_gmt":"2013-06-25T22:40:47","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2013\/06\/25\/setor-de-educacao-e-paises-emergentes-marcaram-industria-editorial-internacional-em-2012\/"},"modified":"2013-06-25T19:40:47","modified_gmt":"2013-06-25T22:40:47","slug":"setor-de-educacao-e-paises-emergentes-marcaram-industria-editorial-internacional-em-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/setor-de-educacao-e-paises-emergentes-marcaram-industria-editorial-internacional-em-2012\/","title":{"rendered":"Setor de Educa\u00e7\u00e3o e pa\u00edses emergentes marcaram ind\u00fastria editorial internacional em 2012"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.3em;\"><\/span><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Desde 2006 a consultoria R\u00fcdiger Wischenbart vem acompanhando o mercado editorial internacional, disponibilizando anualmente um ranking com as maiores editoras do mundo, que possuem faturamento superior a US$ 200 milh\u00f5es. O Ranking Global \u00e9 realizado a pedido da revista francesa Livres H\u00e9bdo, especializada no mercado editorial, e \u00e9 publicado em conjunto pela Buchreport, na Alemanha, The Bookseller, no Reino Unido, Publishers Weekly, nos Estados Unidos, e PublishNews, no Brasil.<\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Segundo o consultor austr\u00edaco, as informa\u00e7\u00f5es das empresas s\u00e3o coletadas a partir de relat\u00f3rios, documentos e consultas, e incluem os n\u00fameros referentes a v\u00e1rios tipos de publica\u00e7\u00e3o (livros, material digital e informa\u00e7\u00e3o profissional, com exce\u00e7\u00e3o de jornais, revistas, servi\u00e7os de not\u00edcias ou publica\u00e7\u00f5es corporativas e atividades de varejo). Em 2011, a pesquisa passou a incluir o Brasil, China, Cor\u00e9ia e R\u00fassia, e desde ent\u00e3o temos visto a presen\u00e7a de algumas editoras brasileiras no ranking. Abril Educa\u00e7\u00e3o, Saraiva e FTD, que j\u00e1 estavam entre as 54 maiores em 2012, aparecem novamente na lista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">O ranking de 2013 leva em considera\u00e7\u00e3o o faturamento observado em 2012 de 60 grupos editoriais, cuja receita consolidada chegou a \u20ac 56,56 bilh\u00f5es, recuperando a leve queda registrada no ano passado, quando as 54 empresas listadas totalizaram \u20ac 54,3 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><strong>Consolida\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Em 2012 o mercado editorial internacional foi abalado pela not\u00edcia da fus\u00e3o da editora Penguin, do grupo Pearson, com a Random House, da gigante alem\u00e3 Bertelsmann, al\u00e9m de outras tentativas de compra como a News Corp e Simon &#038; Schuster. Mesmo ainda sem a fus\u00e3o, o relat\u00f3rio de Wischenbart mostra que a tend\u00eancia \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o a n\u00edvel internacional n\u00e3o \u00e9 de hoje: em 2012, os 10 maiores grupos editoriais responderam por mais da metade do faturamento total das 50 maiores empresas da lista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Por\u00e9m, o market share das 10 maiores vem caindo, e passou de 57% de 2008 a 2010 para 55% em 2012. Paralelamente, o market share das empresas nas posi\u00e7\u00f5es 21-50 aumentou de 21% em 2008 e 2009 para 25% em 2012. A fus\u00e3o do \u201cPinguim Aleat\u00f3rio\u201d deve afetar o gr\u00e1fico relativamente est\u00e1vel da evolu\u00e7\u00e3o domarket share nos pr\u00f3ximos anos. Segundo o consultor Wischenbart: \u201cEssa evolu\u00e7\u00e3o reflete bem como novas empresas, especialmente dos mercados emergentes, est\u00e3o entrando e adquirindo um papel na arena internacional\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt; vertical-align: baseline;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><strong><span style=\"color: black;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt; vertical-align: baseline;\">\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><strong>Setores<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">O segmento CTP ainda \u00e9 o mais representativo, com 41% do faturamento das empresas, mas \u00e9 o segmento educacional que vem ganhando espa\u00e7o, passando de 30% em 2011 para 34% no ano passado. O varejo de literatura geral vem caindo nos \u00faltimos 3 anos, e em 2012 manteve apenas 25% do faturamento total. O estudo ressalta que o distanciamento entre o setor de educa\u00e7\u00e3o e o varejo geral aumentou desde 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Aqui os mercados emergentes afetam mais claramente o cen\u00e1rio internacional. O segmento de educa\u00e7\u00e3o depende dos gastos governamentais, e em 2012 estes gastos ca\u00edram, principalmente nos Estados Unidos, segundo Wischenbart. O que explicaria ent\u00e3o a forte competitividade do segmento educacional \u00e9 o potencial de crescimento dos novos mercados no cen\u00e1rio internacional, n\u00e3o apenas os BRICS, como tamb\u00e9m M\u00e9xico, Turquia, Indon\u00e9sia e pa\u00edses do Golfo. \u201cA substitui\u00e7\u00e3o de livros-texto tradicionais por digitais atrav\u00e9s de programas nacionais de compras \u00e9 a cobertura desse bolo crescente\u201d, afirma o consultor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><strong><span style=\"line-height: 1.3em;\">Ranking<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00c0 primeira vista, o ranking parece est\u00e1vel, as 10 primeiras colocadas continuam as mesmas \u2013 as 4 primeiras continuaram inclusive na mesma ordem. Mas Wischenbart alerta: \u201cTomar essa continuidade como prova de estabilidade seria interpretar erroneamente as mudan\u00e7as que caracterizam essa ind\u00fastria abaixo da superf\u00edcie\u201d. Entre as 10 primeiras, apenas a Pearson \u2013 que inclui a editora Penguin e o setor de educa\u00e7\u00e3o Pearson Education \u2013 vem expandindo continuamente. \u201cO que era um setor governado por apenas alguns conglomerados na Europa, Nova York e, em alguns casos, no Jap\u00e3o, v\u00ea agora grupos na China, R\u00fassia ou Brasil se tornando relevantes no palco internacional\u201d, complementa o consultor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">As brasileiras Abril Educa\u00e7\u00e3o, Saraiva e FTD marcaram presen\u00e7a no ranking esse ano tamb\u00e9m, mas apenas a Abril Educa\u00e7\u00e3o subiu uma posi\u00e7\u00e3o, passando de 40\u00aa a 39\u00aa coloca\u00e7\u00e3o. Saraiva caiu da 50\u00aa para a 56\u00aa posi\u00e7\u00e3o e FTD da 52\u00aa para a 59\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking. Para conferir o ranking completo, clique aqui.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Outro destaque foram as chinesas China Publishing Group Corporate e Phoenix Publishing and Media Company que, lideradas pelo governo, j\u00e1 estrearam na lista com faturamento superior a \u20ac 800 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em conclus\u00e3o, a estabilidade no topo da lista n\u00e3o reflete as turbul\u00eancias que ainda vir\u00e3o. \u201cObviamente, \u00e9 uma hora importante para estrategistas, para antecipar e conseguir navegar suas empresas nesses tempos interessantes\u201d, finaliza Wischenbart<\/span>.<\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt; vertical-align: baseline;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\"><strong><span style=\"color: black;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt; vertical-align: baseline;\">\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2006 a consultoria R\u00fcdiger Wischenbart vem acompanhando o mercado editorial internacional, disponibilizando anualmente um ranking com as maiores editoras do mundo, que possuem faturamento superior a US$ 200 milh\u00f5es. 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