{"id":4306,"date":"2013-03-12T18:54:46","date_gmt":"2013-03-12T21:54:46","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2013\/03\/12\/mercadante-promete-apresentar-plano-para-reformular-ensino-medio-em-abril\/"},"modified":"2013-03-12T18:54:46","modified_gmt":"2013-03-12T21:54:46","slug":"mercadante-promete-apresentar-plano-para-reformular-ensino-medio-em-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mercadante-promete-apresentar-plano-para-reformular-ensino-medio-em-abril\/","title":{"rendered":"Mercadante promete apresentar plano para reformular Ensino M\u00e9dio em abril"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, prometeu na \u00faltima segunda-feira, 11, apresentar at\u00e9 o in\u00edcio de abril uma proposta de reformula\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio brasileiro. Segundo ele, o plano j\u00e1 est\u00e1 sendo debatido com as secretarias estaduais de Educa\u00e7\u00e3o. O ciclo final da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de fato precisa de um s\u00e9rio ajuste, como apontam educadores e tamb\u00e9m indicadores de ensino.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">De acordo com Mercadante, a ideia \u00e9 que o novo curr\u00edculo seja guiado pelo Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). &#8220;Os alunos hoje sonham com o Enem, que cobra quatro grandes \u00e1reas (matem\u00e1tica, l\u00edngua portuguesa, ci\u00eancias humanas e da natureza). Temos que refor\u00e7\u00e1-las&#8221;, disse o ministro, que nesta tarde participou de uma audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A reformula\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ocorrer nos moldes do Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa, que estabelece que toda crian\u00e7a deve saber ler e escrever at\u00e9 os 8 anos de idade, uma colabora\u00e7\u00e3o entre o MEC e as secretarias estaduais. &#8220;O ensino medio \u00e9 responsablidade dos estados. Depende deles que as mudan\u00e7as propostas sejam aceitas.&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Uma das mudan\u00e7as a serem propostas, segundo Mecadante, \u00e9 a flexibiliza\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos. Cada estudante teria autonomia para escolher disciplinas para sua grade nos tr\u00eas anos de ensino m\u00e9dio. Isso possibilitaria, por exemplo, aumentar a \u00eanfase do curso em \u00e1reas como humanas, exatas e biol\u00f3gicas. O ministro voltou a falar tamb\u00e9m sobre a distribui\u00e7\u00e3o de tablets aos professores, sem, no entanto, detalhar o plano de capacita\u00e7\u00e3o dos docentes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><br \/>O \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) mostra que o ensino m\u00e9dio vai muito mal no Brasil. Em uma escala de 0 a 10, a m\u00e9dia dos alunos do ciclo em 2011 foi de 3,7 \u2014 apenas 0,1 ponto acima da medi\u00e7\u00e3o de 2009. Em nove estados houve regress\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na \u00faltima semana, a ONG Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o divulgou outro dado preocupante. Segundo levantamento realizado pela institui\u00e7\u00e3o, apenas 10,7% dos estudantes do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio dominavam os conhecimentos esperados em matem\u00e1tica em 2011. E pior: o n\u00famero \u00e9 inferior ao da medi\u00e7\u00e3o anterior, realizada em 2009.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Cotas \u2014 Mercadante aproveitou a visita para criticar o projeto de cotas em estudo pelas universidades p\u00fablicas paulistas, batizado Programa de Inclus\u00e3o por M\u00e9rito no Ensino Superior P\u00fablico Paulista (Pimesp), que pretende reservar 50% das vagas a estudantes do ensino m\u00e9dio p\u00fablico de S\u00e3o Paulo. A partir da nota do Enem ou do Saresp (Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o de Rendimento Escolar do Estado de S\u00e3o Paulo), alunos da rede seriam admitidos em um &#8220;college&#8221;, um curso de dois anos de prepara\u00e7\u00e3o: uma vez aprovados, teriam acesso \u00e0s universidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Para Mercadante, o sistema segrega os estudantes e prolonga em dois anos a sua forma\u00e7\u00e3o no ensino superior. &#8220;Esse curso de dois anos n\u00e3o promove a inclus\u00e3o e deixa os estudantes apartados dos demais. Al\u00e9m disso, um curso superior que inicilamente seria de quatro anos passa a durar seis&#8221;, disse. Especialistas, no entanto, discordam. &#8220;\u00c9 uma inova\u00e7\u00e3o. Esse plano n\u00e3o abaixa a cerca. Ensina o aluno a pular mais alto&#8221;, afirma Cl\u00e1udio de Moura Castro, especialista em educa\u00e7\u00e3o e colunista de VEJA.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, prometeu na \u00faltima segunda-feira, 11, apresentar at\u00e9 o in\u00edcio de abril uma proposta de reformula\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio brasileiro. Segundo ele, o plano j\u00e1 est\u00e1 sendo debatido com as secretarias estaduais de Educa\u00e7\u00e3o. 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