{"id":4272,"date":"2013-01-08T19:06:26","date_gmt":"2013-01-08T21:06:26","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2013\/01\/08\/qqueremos-um-ensino-medio-integral-e-em-tempo-integralq-afirma-coordenadora-do-mec\/"},"modified":"2013-01-08T19:06:26","modified_gmt":"2013-01-08T21:06:26","slug":"qqueremos-um-ensino-medio-integral-e-em-tempo-integralq-afirma-coordenadora-do-mec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/qqueremos-um-ensino-medio-integral-e-em-tempo-integralq-afirma-coordenadora-do-mec\/","title":{"rendered":"&#8220;Queremos um ensino m\u00e9dio integral e em tempo integral&#8221;, afirma coordenadora do MEC"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Com altas taxas de evas\u00e3o e baixos resultados na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), o Ensino M\u00e9dio continua sendo a etapa escolar mais problem\u00e1tica do Brasil. Para sair desse posto, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) prop\u00f5e mudan\u00e7as curriculares e enxerga na educa\u00e7\u00e3o integral \u2013 e em tempo integral \u2013 uma sa\u00edda tamb\u00e9m para esse n\u00edvel de ensino.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Mas como aumentar a jornada sem repetir a f\u00f3rmula giz e lousa, da qual os alunos j\u00e1 evadem e, ao mesmo tempo, prepar\u00e1-los para o mercado de trabalho? Em entrevista ao Portal Aprendiz, a coordenadora-geral do Ensino M\u00e9dio da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC, Sandra Garcia, responde a pergunta. Ela fala ainda sobre o Programa Ensino M\u00e9dio Inovador, forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores e o Ensino em per\u00edodo Noturno. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Portal Aprendiz<\/strong>\u00a0 &#8211; MEC prop\u00f5e uma mudan\u00e7a no curr\u00edculo do Ensino M\u00e9dio, com a integra\u00e7\u00e3o de disciplinas em grandes \u00e1reas do conhecimento, inspirado no Enem. Muitos educadores temem, por\u00e9m, que isso seja uma forma de \u201cenxugar\u201d as disciplinas. Gostaria que voc\u00ea falasse a respeito.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra Garcia<\/strong> \u2013 O curr\u00edculo do Ensino M\u00e9dio est\u00e1 muito estagnado, n\u00e3o \u00e9 nem a quest\u00e3o de ter 13 disciplinas, mas de como esses componentes curriculares dialogam. Ci\u00eancia, tecnologia e cultura t\u00eam que estar presentes tamb\u00e9m em Portugu\u00eas, Matem\u00e1tica, Geografia e Hist\u00f3ria. A tecnologia n\u00e3o \u00e9 espec\u00edfica de uma disciplina t\u00e9cnica, nem a ci\u00eancia \u00e9 espec\u00edfica da Qu\u00edmica e da F\u00edsica, e nem a Cultura \u00e9 s\u00f3 aula de Artes. N\u00e3o tem como enxugar as disciplinas porque elas s\u00e3o ci\u00eancias. Mas elas devem estar dentro de \u00e1reas de conhecimento, dialogando entre si. \u00c1s vezes h\u00e1 um excesso de conte\u00fado porque eles se sobrep\u00f5em, por isso, esse di\u00e1logo tem que existir.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz \u2013<\/strong> Como essas mudan\u00e7as curriculares podem ajudar a manter o interesse do aluno?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 A rela\u00e7\u00e3o da teoria com a pr\u00e1tica \u00e9 essencial. O aluno tem que perceber que o conhecimento que ele absorve na escola tem rela\u00e7\u00e3o direta com o seu dia a dia. O Enem leva a isso a partir do momento que ele trabalha por \u00e1reas de conhecimentos \u2013 e n\u00e3o, disciplinas \u2013 e faz com que o aluno explore seu racioc\u00ednio l\u00f3gico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> \u2013 Quase duas mil escolas do pa\u00eds j\u00e1 aderiram ao Programa Ensino M\u00e9dio Inovador (Pro-EMI), do MEC, que prev\u00ea investimentos federais, amplia\u00e7\u00e3o da jornada e reestrutura\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos. Como o programa dialoga com o Mais Educa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m do governo federal?<br \/>Sandra \u2013 O Ensino M\u00e9dio Inovador n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com o Mais Educa\u00e7\u00e3o, mas tem uma perspectiva muito parecida porque tamb\u00e9m trabalha com macrocampo. Enquanto o Mais Educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 uma indu\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o integral, com possibilidades de oficinas nos macrocampos, o Ensino M\u00e9dio Inovador \u00e9 uma mobiliza\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a no curr\u00edculo, expandindo a carga hor\u00e1ria gradativamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Portal Aprendiz<\/strong> &#8211; Como aumentar a jornada sem repetir a f\u00f3rmula giz e lousa?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 Quando voc\u00ea aponta macrocampos, eles s\u00e3o mobilizadores do curr\u00edculo. Cultura Corporal, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aula de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, passa tamb\u00e9m por Teatro, Cinema, Fotografia e Poesia. Mas tem que ser curr\u00edculo, se n\u00e3o vai ser escola de contraturno, e n\u00e3o \u00e9 isso que se prop\u00f5e. N\u00e3o \u00e9 uma escola de manh\u00e3 mais dura e uma \u00e0 tarde onde haja divers\u00e3o, \u00e9 um curr\u00edculo que tenha movimento e di\u00e1logo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> &#8211; Como, ent\u00e3o, transformar educa\u00e7\u00e3o em tempo integral em educa\u00e7\u00e3o integral?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 A educa\u00e7\u00e3o integral pressup\u00f5e a forma\u00e7\u00e3o do sujeito em todas as dimens\u00f5es. O indiv\u00edduo tem que ter a possibilidade de ir ao teatro, cinema e museu; aprofundar o conhecimento em biologia com experimenta\u00e7\u00f5es; e compreender como o saber cient\u00edfico se traduz em tecnologia. \u00c9 necess\u00e1rio pensar o territ\u00f3rio da escola e como ela se relaciona com os equipamentos p\u00fablicos ao seu entorno, como o posto de sa\u00fade e o centro cultural do bairro.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00c9 sair dos muros da escola e ter como processo educativo outros espa\u00e7os que n\u00e3o sejam o da institui\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que chamam de cidade educadora. Tudo isso vai fazer com que escola promova de fato a forma\u00e7\u00e3o integral do sujeito. Quando falamos em tempo integral \u00e9 para possibilitar que isso aconte\u00e7a, porque no formato de quatro horas que temos hoje, n\u00e3o cabe mudan\u00e7as curriculares.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> \u2013 Durante Semin\u00e1rio na A\u00e7\u00e3o Educativa sobre Educa\u00e7\u00e3o e Trabalho, voc\u00ea comentou que os governos t\u00eam feito muita medida paliativa. Ao que se refere?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 As a\u00e7\u00f5es do governo federal e, principalmente, as dos governos estaduais, que s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo Ensino M\u00e9dio, acabam sendo muito espec\u00edficas e n\u00e3o embarcam todas as problem\u00e1ticas, seja da forma\u00e7\u00e3o inicial do professor at\u00e9 as condi\u00e7\u00f5es da escola para que esse aluno tenha um espa\u00e7o de ensino e aprendizagem. Essas a\u00e7\u00f5es t\u00eam que ser articuladas para que elas sejam transformadas em pol\u00edticas, se n\u00e3o viram medidas paliativas. O programa tem come\u00e7o, meio e fim, mas temos que avan\u00e7ar para que ele transforme em uma pol\u00edtica permanente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> &#8211; O que o MEC prop\u00f5e para o Ensino M\u00e9dio, enquanto pol\u00edtica nacional?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 N\u00f3s queremos que haja um Ensino M\u00e9dio integral e em tempo integral, na perspectiva de horizonte de futuro, onde esses alunos possam ter uma forma\u00e7\u00e3o que possibilite que o jovem se insira no mercado de trabalho sem que ele necessariamente tenha que se profissionalizar imediatamente, mas que tamb\u00e9m possa terminar os seus estudos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> &#8211; Uma quest\u00e3o latente no Ensino M\u00e9dio \u00e9 essa rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e trabalho. Como oferecer uma forma\u00e7\u00e3o para o trabalho que v\u00e1 al\u00e9m da qualifica\u00e7\u00e3o profissional?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 Os jovens precisam se inserir no mundo do trabalho e, nesse processo de travessia, temos que permitir que eles tenham essa forma\u00e7\u00e3o profissional junto. S\u00f3 n\u00e3o d\u00e1 para pensar que vamos universalizar isso, porque se n\u00e3o ca\u00edmos na Lei 5692, de 1971 [que tornava obrigat\u00f3ria a profissionaliza\u00e7\u00e3o para todo o Ensino M\u00e9dio], que n\u00e3o deu certo, porque n\u00e3o existia professores e nem infraestrutura adequada. Mas \u00e9 poss\u00edvel ter uma parte dos jovens fazendo profissionaliza\u00e7\u00e3o. Acho que a melhor possibilidade \u00e9 o Ensino M\u00e9dio integrado a Educa\u00e7\u00e3o Profissional, em que o aluno fica mais do que tr\u00eas anos e faz a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, ao mesmo tempo em que pode se profissionalizar. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O trabalho n\u00e3o pode ser tratado na escola somente como uma profiss\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que sejam dadas condi\u00e7\u00f5es para que esses jovens se insiram no mercado de forma emancipada, com um conhecimento b\u00e1sico bem estruturado que independa se ele v\u00e1 trabalhar em uma \u00e1rea ou outra.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> \u2013 Um dos grandes problemas do Ensino M\u00e9dio ainda \u00e9 a evas\u00e3o. Como resolver isso?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 A evas\u00e3o \u00e9 resultado de tudo isso, de uma escola que n\u00e3o dialoga com a juventude e que tem dificuldade para escolher os conte\u00fados que comp\u00f5em o curr\u00edculo. Este \u00e9 o momento de grande discuss\u00e3o do Ensino M\u00e9dio, de rever tudo isso e, consequentemente, a quest\u00e3o da reprova\u00e7\u00e3o e da evas\u00e3o. O aluno evade porque a escola n\u00e3o est\u00e1 atendendo o que ele precisa. \u00c9 obvio que a institui\u00e7\u00e3o de ensino tamb\u00e9m n\u00e3o tem que atender a todas as expectativas do jovem, ela tamb\u00e9m tem que provoc\u00e1-lo para que ele veja outros horizontes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> \u2013 Outro gargalo \u00e9 o Ensino M\u00e9dio no per\u00edodo noturno, o que precisa ser feito para mudar essa situa\u00e7\u00e3o?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 Os problemas no Ensino M\u00e9dio noturno j\u00e1 s\u00e3o muito vis\u00edveis, n\u00e3o h\u00e1 nem primeira e nem \u00faltima aula, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 problema do aluno, mas tamb\u00e9m do professor, que normalmente j\u00e1 est\u00e1 em seu terceiro turno de trabalho. O MEC vem discutindo junto com os estados, universidades e sindicatos dos professores algumas alternativas, mas elas n\u00e3o est\u00e3o ainda finalizadas. Mas h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande em rela\u00e7\u00e3o a isso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Aprendiz<\/strong> \u2013 No que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores, que ajustes precisam ser feitos?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Sandra<\/strong> \u2013 As nossas universidades j\u00e1 percebem que \u00e9 preciso chegar mais pr\u00f3ximo do Ensino B\u00e1sico para entender o que \u00e9 isso e formar um professor que v\u00e1 realmente dialogar com esses sujeitos. Quando o adulto termina a licenciatura, ele n\u00e3o pode achar que j\u00e1 passou por todo processo formativo, essa \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o inicial, a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 cont\u00ednua. A universidade n\u00e3o pode perder de vista essas pessoas que formou, ela tem que continuar o trabalho com os professores do Ensino B\u00e1sico. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Isso vai possibilitar tamb\u00e9m que ela reveja seu processo formativo. Uma coisa interessante que vem acontecendo \u00e9 o Programa Institucional de Bolsa de Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Doc\u00eancia (PIBID), que \u00e9 o programa de forma\u00e7\u00e3o de professores que est\u00e3o na gradua\u00e7\u00e3o em uma rela\u00e7\u00e3o direta com os da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Essa triangula\u00e7\u00e3o, professores da escola com os da universidade e com os estudantes da gradua\u00e7\u00e3o, possibilita uma transforma\u00e7\u00e3o tanto na forma\u00e7\u00e3o inicial quanto na continuada.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com altas taxas de evas\u00e3o e baixos resultados na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), o Ensino M\u00e9dio continua sendo a etapa escolar mais problem\u00e1tica do Brasil. 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