{"id":4232,"date":"2012-11-30T15:36:50","date_gmt":"2012-11-30T17:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/11\/30\/estudo-analisa-interacao-de-criancas-e-jovens-brasileiros-com-midias-digitais\/"},"modified":"2012-11-30T15:36:50","modified_gmt":"2012-11-30T17:36:50","slug":"estudo-analisa-interacao-de-criancas-e-jovens-brasileiros-com-midias-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/estudo-analisa-interacao-de-criancas-e-jovens-brasileiros-com-midias-digitais\/","title":{"rendered":"Estudo analisa intera\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens brasileiros com m\u00eddias digitais"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">As crian\u00e7as e jovens brasileiros est\u00e3o cada vez mais conectadas \u00e0s telas e tecnologias digitais: 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crian\u00e7as de 6 a 9 anos esse \u00edndice \u00e9 de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa Gera\u00e7\u00f5es Interativas Brasil \u2013 Crian\u00e7as e Jovens Diante das Telas, que foi apresentada\u00a0na \u00faltima\u00a0quarta-feira, 28, pela Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica Vivo no Audit\u00f3rio do Masp, na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em parceria com o F\u00f3rum Gera\u00e7\u00f5es Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro da USP, a funda\u00e7\u00e3o pesquisou o comportamento da gera\u00e7\u00e3o de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados ocorreu entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crian\u00e7as e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. O Ibope ajustou a amostragem, baseado no Censo Escolar de 2007, e o conjunto v\u00e1lido de respondentes foi de 1.948 crian\u00e7as e 2.271 jovens, pertencentes a um universo que abrange alunos de escolas do ensino p\u00fablico e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Esta \u00e9 a segunda etapa de uma pesquisa iniciada em 2005. Na ocasi\u00e3o, o Brasil foi analisado dentro do contexto da regi\u00e3o ibero-americana.\u201cDesta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do Pa\u00eds, para obtermos um panorama abrangente e cr\u00edtico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil\u201d, explica Fran\u00e7oise Trapenard, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica Vivo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Principais resultados<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Do total dos pesquisados, 51% das crian\u00e7as, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa, enquanto 38,8% das crian\u00e7as e 74,7% dos jovens disseram ter celulares pr\u00f3prios. J\u00e1 quanto \u00e0 posse de games, 78,7% das crian\u00e7as e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV \u00e9 a tela predominante, com \u00edndices de penetra\u00e7\u00e3o nos lares entre 94,5%, no caso das crian\u00e7as, a at\u00e9 96,3% para os jovens.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No entanto, diferen\u00e7as socioecon\u00f4micas entre as regi\u00f5es impactam na posse e no acesso \u00e0s telas. A an\u00e1lise detalhada pelas macrorregi\u00f5es geogr\u00e1ficas do Pa\u00eds evidenciou diferen\u00e7as marcantes para os indicadores da inclus\u00e3o digital dos jovens brasileiros. Observou-se que, enquanto a presen\u00e7a de computadores dom\u00e9sticos atingiu 70,4% das crian\u00e7as do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes \u00edndices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que com ela convivem, a gera\u00e7\u00e3o interativa redefine o uso das telas pela sua integra\u00e7\u00e3o, converg\u00eancia e multifuncionalidade. Desta forma, a internet \u00e9 usada para tarefas escolares, compartilhar m\u00fasicas, v\u00eddeos, fotos, ver p\u00e1ginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Pol\u00edticas p\u00fablicas<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">De acordo com Lygia Pupatto, secret\u00e1ria de Inclus\u00e3o Digital do Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es, atualmente 52% da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 internet. O cen\u00e1rio agrava-se ainda mais quando se observa a distribui\u00e7\u00e3o dessa acessibilidade. Enquanto 96% da classe A possuem acesso \u00e0 internet, apenas 35% da C t\u00eam esse privil\u00e9gio e 5% das D e E. Vale lembrar que as classes C, D e E, juntas, somam cerca de 80% da popula\u00e7\u00e3o. `A exclus\u00e3o digital segue o mesma l\u00f3gica da exclus\u00e3o social`, diz Lygia. `Essa desigualdade, por sua vez, \u00e9 muito mais mal\u00e9fica, pois gera novos padr\u00f5es de exclus\u00e3o social, principalmente no que diz respeito ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e, consequentemente, ao exerc\u00edcio da cidadania`, afirma.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo a secret\u00e1ria, o governo federal tem alguns projetos para garantir a acessibilidade uma maior porcentagem da popula\u00e7\u00e3o. Um deles trata da redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria de smartphones, o que, por sua vez, interferiria diretamente no pre\u00e7o final do produto. Lygia tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia de uma articula\u00e7\u00e3o com os governos estaduais e municipais e tamb\u00e9m com a academia.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Converg\u00eancia<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O celular representa a tela de converg\u00eancia por excel\u00eancia. Pela ordem, a gera\u00e7\u00e3o interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens); mandar mensagens (40%); ouvir m\u00fasica ou r\u00e1dio; jogar; como rel\u00f3gio\/despertador; como calculadora; fazer fotos; gravar v\u00eddeos; ver fotos\/v\u00eddeos; usar a agenda; baixar arquivos; assistir TV; bater papo; e navegar na internet. `O celular \u00e9 a m\u00eddia convergente, a que pode ser tratada como ganhadora`, diz Fran\u00e7oise Trapenard, da Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica Vivo. `Entre as m\u00eddias interativas, \u00e9 a mais simples, extremamente intuitiva e que pode ser levada para qualquer lugar, em qualquer momento.`<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Por outro lado, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a internet sozinhos. \u201cTrata-se de uma gera\u00e7\u00e3o nascida a partir do final da d\u00e9cada de 1990, per\u00edodo em que no Brasil as TIC (Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o) j\u00e1 se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das fam\u00edlias e, em maior ou menor grau, tamb\u00e9m nas escolas\u201d, observa Brasilina Passarelli, coordenadora cient\u00edfica da Escola do Futuro.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo a professora, a intera\u00e7\u00e3o que os nativos digitais t\u00eam com as novas m\u00eddias n\u00e3o deve ser encarada com estranhamento ou hesita\u00e7\u00e3o. `Esse jovens est\u00e3o reconstruindo uma rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento`, diz. `O conceito de leitura que conhecemos, por exemplo, n\u00e3o existe mais, ao menos para as novas gera\u00e7\u00f5es, que foram criadas pelo hipertexto, onde a lineariedade n\u00e3o faz mais sentido algum.`<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na opini\u00e3o dela, \u00e9 um erro tentar formatar os jovens e crian\u00e7as da gera\u00e7\u00e3o Z ao mundo que est\u00e1vamos acostumados at\u00e9 10, 15 anos atr\u00e1s. `Temos de ter coragem de ousar, caso contr\u00e1rio, seremos afogados pelo real`, diz Brasilina, referindo-se \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de TICs na educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A pesquisa estar\u00e1 dispon\u00edvel para download no site da Funda\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica (<\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"http:\/\/www.fundacaotelefonica.org.br\/Home\/Home.aspx\">http:\/\/www.fundacaotelefonica.org.br\/Home\/Home.aspx<\/a><\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">), inclusive com vers\u00e3o para tablets.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as e jovens brasileiros est\u00e3o cada vez mais conectadas \u00e0s telas e tecnologias digitais: 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crian\u00e7as de 6 a 9 anos esse \u00edndice \u00e9 de 47%. 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