{"id":4206,"date":"2012-11-09T17:12:00","date_gmt":"2012-11-09T19:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/11\/09\/tudo-resolvido-ate-2022-e-isso-nao-e-utopia\/"},"modified":"2012-11-09T17:12:00","modified_gmt":"2012-11-09T19:12:00","slug":"tudo-resolvido-ate-2022-e-isso-nao-e-utopia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/tudo-resolvido-ate-2022-e-isso-nao-e-utopia\/","title":{"rendered":"Tudo resolvido at\u00e9 2022. E isso n\u00e3o \u00e9 utopia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O\u00a0bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, a ser comemorado em 2022, \u00e9 a data-limite para que o Pa\u00eds resolva suas principais defici\u00eancias na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o. Utopia? Para o movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, trata-se de um objetivo fact\u00edvel: at\u00e9 l\u00e1, ser\u00e1 poss\u00edvel construir um sistema de Educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de qualidade para toda a popula\u00e7\u00e3o, com a premissa de que todos os setores da sociedade se mobilizem para isso.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Criado em 2006 por lideran\u00e7as da sociedade civil, acad\u00eamicos e empres\u00e1rios \u2013 como Maria Alice Setubal, do Banco Ita\u00fa; Viviane Senna, do Instituto Ayrton Senna; e Jorge Gerdau Johannpeter, da Gerdau \u2013 o movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o partiu do princ\u00edpio de que as defici\u00eancias na Educa\u00e7\u00e3o amea\u00e7am a soberania nacional e o papel que o Pa\u00eds pretende assumir nos pr\u00f3ximos anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Para estimular a mudan\u00e7a, o movimento come\u00e7ou a pesquisar indicadores de qualidade do Ensino em diversos pa\u00edses e, ap\u00f3s realizar v\u00e1rios encontros com especialistas na \u00e1rea, estabeleceu cinco metas principais: toda crian\u00e7a e jovem de 4 a 17 anos na Escola; toda crian\u00e7a plenamente alfabetizada at\u00e9 os 8 anos; todo Aluno com aprendizado adequado \u00e0 sua s\u00e9rie; todo jovem com o Ensino m\u00e9dio conclu\u00eddo at\u00e9 os 19 anos e investimento em Educa\u00e7\u00e3o ampliado e bem gerido. As metas estipuladas pelo movimento receberam a ades\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o em 2006. \u201cO Brasil n\u00e3o est\u00e1 mais no momento de pujan\u00e7a econ\u00f4mica que vimos nos \u00faltimos anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A Educa\u00e7\u00e3o de qualidade sempre foi estrat\u00e9gica, mas agora a quest\u00e3o \u00e9 mais do que urgente, \u00e9 urgent\u00edssima\u201d, afirma Priscila Cruz, diretora executiva da entidade. O Brasil, diz ela, perde vantagens competitivas em n\u00e3o universalizar o acesso ao Ensino e melhorar a qualidade da Educa\u00e7\u00e3o. \u201cOs 50 pa\u00edses com os maiores PIBs do mundo j\u00e1 universalizaram o acesso \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, menos o Brasil, que \u00e9 a sexta economia.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Temos 3,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens fora da Escola, o que \u00e9 escandaloso.\u201d O Pa\u00eds tem hoje 98% das crian\u00e7as matriculadas no Ensino fundamental. No Ensino m\u00e9dio, esse \u00edndice cai para 80%. Segundo Priscila, o Ensino m\u00e9dio enfrenta um duplo desafio: sair da estagna\u00e7\u00e3o \u2013 os n\u00fameros de matr\u00edculas n\u00e3o aumentam h\u00e1 dez anos \u2013 e se tornar atrativo para os jovens. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u201cDe cada 100 Alunos que ingressam no primeiro ano do Ensino fundamental, s\u00f3 50 concluem o Ensino m\u00e9dio. Eles sofrem com a defasagem que trazem dos anos anteriores e ficam desestimulados.\u201d O empres\u00e1rio Lu\u00eds Norberto Pascoal, presidente do Grupo DPaschoal, que atua nas \u00e1reas de servi\u00e7os automotivos e agroneg\u00f3cio, foi um dos fundadores do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 experiente em programas de incentivo \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Pascoal mant\u00e9m a Funda\u00e7\u00e3o Educar, de apoio ao Ensino p\u00fablico \u2013, o empres\u00e1rio viu no movimento a possibilidade de dar escala aos projetos das entidades do terceiro setor e fomentar pol\u00edticas p\u00fablicas mais abrangentes. \u201cUm dos principais desafios, al\u00e9m de colocar emanter o jovem na Escola, ser\u00e1 o de capacitar 2 milh\u00f5es de Professores at\u00e9 2022. E isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se abrirmos quatro ou cinco frentes de batalha\u201d, diz Pascoal. \u201cN\u00e3o teremos um Ensino m\u00e9dio bom se o fundamental tiver car\u00eancias. Ent\u00e3o, a atua\u00e7\u00e3o tem que ser integral.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Terceiro setor se volta para o ensino m\u00e9dio<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O chamado terceiro setor \u2013 que re\u00fane as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e sem fins lucrativos, institutos e funda\u00e7\u00f5es ligadas a empresas \u2013 h\u00e1 tempos elegeu a Educa\u00e7\u00e3o como \u00e1rea priorit\u00e1ria para suas a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">De um total de 134 institui\u00e7\u00f5es mapeadas pelo Grupo de Institutos, Funda\u00e7\u00f5es e Empresas (Gife), 82% investem em programas educativos ou de apoio \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, segundo estudo conclu\u00eddo em 2010 e que est\u00e1 sendo atualizado. O Ensino fundamental ainda recebe mais de 80% dos investimentos sociais, mas cresce o apoio ao Ensino m\u00e9dio\u2013 75% das entidades direcionam recursos para este fim \u2013e tamb\u00e9m ao Ensino profissionalizante (39% das institui\u00e7\u00f5es).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A aten\u00e7\u00e3o ao Ensino m\u00e9dio e profissionalizante n\u00e3o ocorre \u00e0 toa. O maior d\u00e9ficit educacional brasileiro est\u00e1 concentrado no Ensino m\u00e9dio: de um universo de 3,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e jovens que est\u00e3o fora da Escola hoje, 1,7 milh\u00e3o se encontra na faixa et\u00e1ria entre 15 e 17 anos\u2013 o que representa grave risco para a economia brasileira no m\u00e9dio e longo prazos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na pr\u00e1tica, alertam especialistas, o Brasil desperdi\u00e7a o chamado b\u00f4nus demogr\u00e1fico \u2013 situa\u00e7\u00e3o em que a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa supera a de dependentes, como crian\u00e7as e idosos. \u201cO maior gargalo da Educa\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1, sem d\u00favida, no Ensino m\u00e9dio. J\u00e1 estamos desperdi\u00e7ando o b\u00f4nus demogr\u00e1fico e colocando sob amea\u00e7a os recentes ganhos de mobilidade social e redu\u00e7\u00e3o das desigualdades registrados nos \u00faltimos anos\u201d, afirma Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco \u2013 bra\u00e7o social da institui\u00e7\u00e3o financeira que em 2008 foi incorporado pelo banco Ita\u00fa e investe em projetos voltados para jovens na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o Escolar.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Para Henriques, que trabalhou nos Minist\u00e9rios de Assist\u00eancia Social (2003 a 2004) e Educa\u00e7\u00e3o (2004 a 2007) e foi um dos respons\u00e1veis por desenhar o programa Bolsa Fam\u00edlia, o Brasil precisa acelerar o processo de tornar a Escola um ambiente mais atraente para o jovem \u2013e isso passa pela ajuda das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u201cA fronteira educacional avan\u00e7a no mundo e o Brasil est\u00e1 lento. Nossos jovens est\u00e3o ficando para tr\u00e1s na corrida pelo conhecimento e boas oportunidades de trabalho\u201d, diz Henriques. \u201cPara acelerar esse processo \u00e9 preciso pol\u00edtica p\u00fablica, mas o terceiro setor pode ajudar com m\u00e9tricas inovadoras e apoio \u00e0 gest\u00e3o Escolar para que as iniciativas bem sucedidas ganhem escala.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Refor\u00e7o. Um dos programas que Henriques coordena no Instituto Unibanco tem foco no aprimoramento da gest\u00e3o Escolar no Ensino m\u00e9dio. A ideia \u00e9 apoiar a gest\u00e3o da Escola e a capacita\u00e7\u00e3o dos Docentes, para que os Professores se dediquem 100% \u00e0 tarefa de refor\u00e7ar a aprendizagem dos Alunos. A experi\u00eancia positiva em Escolas de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais fez com que a metodologia utilizada se tornasse pol\u00edtica p\u00fablica: este ano, o instituto assinou um conv\u00eanio com o MEC para expandir o programa para mais cinco Estados e 3.715 Escolas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O plano \u00e9 beneficiar 3 milh\u00f5es de estudantes at\u00e9 2016, com melhoria nos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o e nos indicadores de qualidade, como o \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (Ideb). O Instituto Ayrton Senna, que nasceu do desejo do tetracampe\u00e3o do automobilismo de reduzir as disparidades sociais no Brasil, \u00e9 outra entidade do terceiro setor cujo trabalho influencia pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fundado em 1994, logo ap\u00f3s a morte de Senna, e gerenciado pela irm\u00e3 dele, Viviane Senna, o instituto se notabilizou por trabalhar em parcerias com a rede p\u00fablica de Ensino. Introduziu programas de refor\u00e7o Escolar \u2013 para ajudar Alunos repetentes, em defasagem de aprendizado e com dificuldades no processo de Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u2013, gest\u00e3o Escolar e treinamentos para uso de tecnologia em sala de aula, entre outros.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em 18 anos, atingiu a marca de 2 milh\u00f5es de estudantes beneficiados, em 1.300 Escolas em todo o Pa\u00eds. \u201cEsse \u00e9 o trabalho que o terceiro setor pode fazer pela Educa\u00e7\u00e3o: mostrar que o Ensino p\u00fablico pode ser de qualidade\u201d, diz In\u00eas Kisil Miskalo, coordenadora da \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o formal do Instituto Ayrton Senna. Segundo ela, as metodologias utilizadas pelo instituto acabaram se disseminando no boca a boca dos Professores e secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u201cAs boas pr\u00e1ticas se espalham entre as Escolas, os Professores v\u00e3o se apropriando daquele conhecimento e isso acaba contaminando positivamente toda a comunidade\u201d, conta In\u00eas. H\u00e1 casos de munic\u00edpios, como a pequena Castelo do Piau\u00ed (PI), de 18 mil habitantes, em que a melhoria na Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica influenciou a articula\u00e7\u00e3o de outras secretarias, como Sa\u00fade e Assist\u00eancia Social, e a uma melhoria ampla nos indicadores sociais, como redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil e da gravidez na adolesc\u00eancia.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ensino profissionalizante. Al\u00e9m do investimento social privado, outra vertente em que as ONGs atuam \u00e9 no Ensino profissionalizante e capacita\u00e7\u00e3o para os jovens entrarem no mercado de trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Um exemplo \u00e9 a Espro (Ensino Social Profissionalizante), entidade ligada ao Rotary Clube, que atua na capacita\u00e7\u00e3o profissional de jovens desde 1979 e \u00e9 mantida com recursos da iniciativa privada. Nas unidades de forma\u00e7\u00e3o, os jovens t\u00eam contato com no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre o mercado de trabalho e tamb\u00e9m podem fazer cursos na \u00e1rea de pr\u00e1ticas banc\u00e1rias, varejo, t\u00e9cnicas administrativas, gest\u00e3o hospitalar, entre outros.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Espro tamb\u00e9m funciona como um banco de jovens talentos para as empresas contratarem aprendizes como forma de cumprir a Lei do Aprendiz (n\u00ba 10.097\/00), que estabelece que todas as empresas de m\u00e9dio e grande portes devem ter no seu quadro de funcion\u00e1rios uma porcentagem de 5% a 15% de aprendizes entre 16 e 24 anos. \u201cO crescimento econ\u00f4mico dos \u00faltimos anos ajudou a ampliar os postos de trabalho, mas o acesso ao primeiro emprego ainda \u00e9 dif\u00edcil para a maioria dos jovens\u201d, afirma Marinus Jan van der Molen, superintendente executivo do Espro. Com dez centros de forma\u00e7\u00e3o s\u00f3 na cidade de S\u00e3o Paulo e sete filiais nas principais regi\u00f5es metropolitanas, o Espro j\u00e1 auxiliou na forma\u00e7\u00e3o de mais de 60 mil jovens.<br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o ferramenta para o desenvolvimento<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Brasil corre para n\u00e3o perder espa\u00e7o no cen\u00e1rio mundial. O governo anuncia planos para estimular a economia. Os juros nunca estiveram t\u00e3o baixos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Para manter o crescimento, por\u00e9m, falta um elemento essencial: m\u00e3o de obra qualificada. Investir em inova\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o profissionalizante \u00e9 fundamental para aumentar a produtividade. O tema foi debatido no terceiro encontro da s\u00e9rie F\u00f3runs Estad\u00e3o Brasil Competitivo, promovido pelo Grupo Estado em parceria com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Apenas 6,6% dos jovens brasileiros de 15 a 19 anos est\u00e3o matriculados em Escolas de Ensino m\u00e9dio profissionalizante, afirmou o presidente do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, esse porcentual \u00e9 muito baixo se comparado \u00e0 m\u00e9dia de 42% dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O desafio fica ainda maior quando considerada a necessidade de o Brasil formar 7,2 milh\u00f5es de profissionais de n\u00edvel t\u00e9cnico at\u00e9 2015. Diante desse quadro, especialistas apontam que a valoriza\u00e7\u00e3o do diploma universit\u00e1rio em detrimento do Ensino t\u00e9cnico chega a ser prejudicial para o desenvolvimento do Pa\u00eds \u2013mesmo o Brasil tendo irris\u00f3rios 15% de jovens ingressando no Ensino superior.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u201cTemos problemas antigos de capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra que se devem \u00e0 cultura bacharelesca, \u00e0 ideia de que apenas um diploma de Ensino superior seja capaz de garantir uma boa carreira profissional\u201d, disse James Wright, Professor da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o e Contabilidade da Universidade de S\u00e3o Paulo e coordenador do Programa de Estudos do Futuro da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Administra\u00e7\u00e3o da USP.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nesse cen\u00e1rio, por\u00e9m, existem iniciativas importantes do governo e da iniciativa privada. Odebrecht e Embraer, por exemplo, t\u00eam experi\u00eancias bem-sucedidas. \u201cNo Col\u00e9gio Embraer Juarez Wanderley, h\u00e1 m\u00f3dulos de pr\u00e9-engenharia nos quais os Alunos t\u00eam a oportunidade de conhecer a \u00e1rea antes de ingressar num curso superior. \u00c9 uma forma de motiva\u00e7\u00e3o\u201d, disse Emilio Matsuo, engenheiro chefe da Embraer.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Este caderno especial \u00e9 um convite ao aprofundamento do debate sobre um tema fundamental para que a economia brasileira mantenha a posi\u00e7\u00e3o de destaque que conquistou nos \u00faltimos anos e aumente sua competitividade diante dos concorrentes globais.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, a ser comemorado em 2022, \u00e9 a data-limite para que o Pa\u00eds resolva suas principais defici\u00eancias na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o. 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