{"id":4104,"date":"2012-08-03T20:00:32","date_gmt":"2012-08-03T23:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/08\/03\/livros-e-animos-renovados\/"},"modified":"2012-08-03T20:00:32","modified_gmt":"2012-08-03T23:00:32","slug":"livros-e-animos-renovados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/livros-e-animos-renovados\/","title":{"rendered":"Livros e \u00e2nimos renovados"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No Brasil, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE), s\u00e3o repostos anualmente 15% dos livros did\u00e1ticos fornecidos para as escolas p\u00fablicas. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Na regi\u00e3o Norte a taxa de reposi\u00e7\u00e3o de livros \u00e9 ainda maior: 20% (o dobro do que \u00e9 trocado na regi\u00e3o Sul). Esses materiais substitu\u00eddos s\u00e3o livros muito danificados ou aqueles que o aluno n\u00e3o devolveu para a escola ao final do ano letivo. Ao se deparar com esse cen\u00e1rio, a Escola Estadual Waldemiro Peres Lustoza, de Manaus (AM), iniciou em 2010 o Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o do Livro Did\u00e1tico, com o intuito de mudar a atitude dos alunos em rela\u00e7\u00e3o ao cuidado com o material e ao interesse pelas atividades pedag\u00f3gicas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u201cAp\u00f3s um levantamento feito pela bibliotec\u00e1ria da escola, nos surpreendemos com o n\u00famero de livros rasgados ou inutilizados que faziam parte do nosso cotidiano escolar. E isso contribu\u00eda para que os alunos n\u00e3o despertassem para o uso do livro na sala de aula nem ao menos para realizar as tarefas\u201d, afirma a diretora da escola, Ione Bezerra. Ela explica que o primeiro passo do projeto \u00e9 um convite para que os alunos conhe\u00e7am a proposta, na qual os professores buscam conscientizar os jovens sobre a import\u00e2ncia dos livros e tamb\u00e9m sobre os inves\u00actimentos realizados.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>\u201cAp\u00f3s esse trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o, os alunos fazem na sua pr\u00f3pria sala um levantamento de quantos livros precisam ir para a oficina e em seguida recolhem esses livros para serem restaurados. O trabalho de restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 feito no refeit\u00f3rio da escola\u201d, conta a diretora.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>O projeto ocorre durante todo o ano letivo e envolve 120 alunos no turno matutino e outros 140 no vespertino. Todos os estudantes s\u00e3o da 4\u00aa e 5\u00aa s\u00e9ries. Para a professora Anabela Haddad, os resultados dentro da sala de aula n\u00e3o poderiam ser melhores. \u201cO comportamento dos alunos em rela\u00e7\u00e3o ao uso do livro did\u00e1tico \u00e9 totalmente diferente Todos os alunos participantes do projeto est\u00e3o mais aplicados nos deveres escolares e conseguem entender o enunciado das quest\u00f5es nos livros. \u00c9 como se os mesmos estivessem descobrindo algo que estava ali o tempo todo, mas eles ainda n\u00e3o tinham prestado aten\u00e7\u00e3o\u201d, atesta Anabela.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Os bons resultados n\u00e3o se limitaram apenas \u00e0s salas de aula. No m\u00eas de mar\u00e7o de 2012, a escola foi uma das vencedoras na categoria regional do concurso A\u00e7\u00f5es Inovadoras na Gest\u00e3o do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD), promovido pelo FNDE. A premia\u00e7\u00e3o funcionou como um incentivo extra para alunos e professores, de acordo com Ione: \u201ctoda escola ficou mais motivada no sentido de cuidar melhor da ferramenta importante que \u00e9 o livro did\u00e1tico\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>A professora Anabela refor\u00e7a o sentimento da diretora, dizendo que \u201cagora temos alunos mais ativos, respons\u00e1veis, preocupados com esse bem t\u00e3o importante. Esses alunos passaram a representar a escola como agentes transformadores e cultivadores de a\u00e7\u00f5es que envolvam a leitura e o cuidado com o livro did\u00e1tico\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>As atividades do Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o do Livro Did\u00e1tico n\u00e3o devem ficar restritas \u00e0s salas de aula da escola Waldemiro Peres Lustoza. Segundo a diretora Ione Bezerra, \u201cfomos convidados a apresentar os trabalhos escritos pelos alunos e expor as a\u00e7\u00f5es do projeto durante uma feira liter\u00e1ria aqui na cidade de Manaus, o que deixou alunos e professores euf\u00f3ricos e participativos\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE), s\u00e3o repostos anualmente 15% dos livros did\u00e1ticos fornecidos para as escolas p\u00fablicas. \u00a0 Na regi\u00e3o Norte a taxa de reposi\u00e7\u00e3o de livros \u00e9 ainda maior: 20% (o dobro do que \u00e9 trocado na regi\u00e3o Sul). 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