{"id":4091,"date":"2012-07-23T20:14:08","date_gmt":"2012-07-23T23:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/07\/23\/pne-especialistas-defendem-mais-verbas-para-ensino-basico-brasileiro\/"},"modified":"2012-07-23T20:14:08","modified_gmt":"2012-07-23T23:14:08","slug":"pne-especialistas-defendem-mais-verbas-para-ensino-basico-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pne-especialistas-defendem-mais-verbas-para-ensino-basico-brasileiro\/","title":{"rendered":"PNE: Especialistas defendem mais verbas para ensino b\u00e1sico brasileiro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O vultoso ajuste do percentual de investimentos p\u00fablicos diretos em educa\u00e7\u00e3o, que saltou de 5,1% para 10% em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), tornou-se a meta mais pol\u00eamica do novo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), aprovado recentemente na C\u00e2mara dos Deputados. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>A rea\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio governo frente \u00e0 decis\u00e3o p\u00f4s em andamento a apresenta\u00e7\u00e3o de um requerimento para que o tema volte a ser discutido no plen\u00e1rio da C\u00e2mara antes de seguir para tr\u00e2mite no Senado, a fim de evitar p\u00f4r em risco as contas p\u00fablicas. Embora haja diverg\u00eancias a respeito do percentual de aumento a ser efetuado, os especialistas concordam que \u00e9 necess\u00e1rio investir mais no setor e defendem que a educa\u00e7\u00e3o de base seja privilegiada na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>O relator do novo plano, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), explica que o percentual de 7% de investimento foi inicialmente apontado como meta financeira do PNE pelo governo, sendo mais tarde alterado para 8% mais o acr\u00e9scimo de recursos oriundos do pr\u00e9-sal. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>&#8220;A proje\u00e7\u00e3o do meu relat\u00f3rio d\u00e1 conta de que 8% de investimentos diretos em educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o suficientes para enfrentar os problemas tanto de melhoria da qualidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira, quanto no que diz respeito \u00e0s demandas de inclus\u00e3o das crian\u00e7as e jovens no sistema educacional&#8221;, afirma Vanhoni. No entanto, ele diz que os custos foram dimensionados para comportar as metas estabelecidas, que devem ser trabalhadas de forma conjunta pelo governo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Segundo o deputado, o investimento de 10% aprovado pela Comiss\u00e3o Especial para o plano \u00e9 fruto da discuss\u00e3o com entidades do movimento social que, h\u00e1 alguns anos, reivindicam o aumento dos recursos para a educa\u00e7\u00e3o. Embora o \u00edndice de 5,1% em rela\u00e7\u00e3o ao PIB seja semelhante ao adotado por diversos pa\u00edses, o valor absoluto por aluno fica bem abaixo da m\u00e9dia praticada por pa\u00edses membros da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), que \u00e9 de US$ 8,9 mil, enquanto no Brasil, o investimento fica em torno de US$ 2,4 mil por ano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Diretora executiva do movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, Priscila Cruz acredita que a meta 20 aprovada na C\u00e2mara est\u00e1 de acordo com os objetivos da entidade e com a pr\u00f3pria pol\u00edtica de campanha da presidente Dilma Rousseff, mas ressalta que os recursos precisam ser melhor aplicados. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Embora a porcentagem do PIB dedicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o tenha aumentado em 25% na d\u00e9cada, ela relembra que somente 11% dos alunos concluem a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica com n\u00edveis satisfat\u00f3rios de conhecimento em matem\u00e1tica, e cerca de um quarto dos estudantes saem do ensino m\u00e9dio com um bom aprendizado de portugu\u00eas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Para a ativista, a alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as at\u00e9 no m\u00e1ximo os oito anos e a garantia de educa\u00e7\u00e3o infantil de qualidade devem ser os pontos priorit\u00e1rios do projeto, pois permitem que as demais metas do PNE sejam atingidas plenamente. &#8220;\u00c9 o investimento que mais frutifica no futuro, que continua a render nos anos seguintes&#8221;, observa. No entanto, Priscila ressalta que o financiamento n\u00e3o pode ser encarado como uma meta em si pr\u00f3pria e atua como uma estrat\u00e9gia para viabilizar o aprendizado na escola, objetivo principal do plano. &#8220;Se a gest\u00e3o dos gastos n\u00e3o acompanhar o aumento dos recursos, n\u00e3o se pode ter os resultados que queremos e precisamos&#8221;, afirma.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>A posi\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo senador Crist\u00f3vam Buarque (PDT-DF), que defende uma completa reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema educacional brasileiro em detrimento de um novo PNE. Para ele, a inje\u00e7\u00e3o de recursos adicionais no modelo atual de ensino e a m\u00e1 determina\u00e7\u00e3o de como efetivar as propostas podem frustrar os objetivos do projeto. &#8220;N\u00e3o est\u00e1 claro como cada meta ser\u00e1 cumprida. Temo que mais dinheiro investido signifique desperd\u00edcio, pois n\u00e3o se est\u00e1 dizendo como ele ser\u00e1 gasto&#8221;, diz o senador.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><strong><span><span>Autor de estudos sobre o PNE defende viabilidade do aumento<\/span><\/span>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span><span>Para Amaral, os recursos adicionais podem ser arranjados por meio dos investimentos do pr\u00e9-sal, medidas como a implementa\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Grandes Fortunas &#8211; n\u00e3o regulamentado desde 1988 &#8211; e a redistribui\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, respons\u00e1veis, respectivamente, pela maior parte da cobertura de recursos para o ensino superior, m\u00e9dio e fundamental. De acordo com dados do MEC, o investimento por estudante no Ensino Superior \u00e9 cinco vezes maior do que na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, o que, para o professor, deveria ser revisto. &#8220;Os estados e munic\u00edpios j\u00e1 est\u00e3o no limite.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>A Uni\u00e3o poderia investir um pouco mais do dinheiro arrecadado com impostos, mas, sozinha, ela tamb\u00e9m n\u00e3o pode dar conta disso&#8221;, afirma. A redistribui\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 sendo discutida pelo processo do novo PNE, com a vota\u00e7\u00e3o de uma Lei de Responsabiliza\u00e7\u00e3o Educacional aprovada na C\u00e2mara.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><br \/>O professor explica que a distribui\u00e7\u00e3o dos 10% acompanhar\u00e1 as duas etapas da implementa\u00e7\u00e3o do projeto, inicialmente assegurando o acesso universal \u00e0 educa\u00e7\u00e3o para ent\u00e3o promover um salto de qualidade no ensino. Para que a melhoria no sistema educacional seja efetiva, ele defende a perman\u00eancia do percentual at\u00e9 2030.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8220;A pr\u00f3pria din\u00e2mica populacional e econ\u00f4mica do Pa\u00eds vai fazer com que, a partir de ent\u00e3o, se possa diminuir o percentual do PIB para 5% ou 6%, que \u00e9 aquele de pa\u00edses que j\u00e1 passaram pelo processo que o Brasil est\u00e1 passando agora&#8221;, explica, com base em proje\u00e7\u00f5es do IBGE e do Minist\u00e9rio da Fazenda que preveem a estabiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira e a eleva\u00e7\u00e3o regular do PIB ao longo do per\u00edodo. Como a tend\u00eancia \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o estudantil diminua e o PIB siga crescendo, sobraria mais dinheiro para ser investido por estudante. Contudo, Amaral relembra que a popula\u00e7\u00e3o deve fiscalizar e cobrar dos dirigentes a correta aplica\u00e7\u00e3o do PNE n\u00e3o s\u00f3 nos primeiros anos de sua vig\u00eancia, mas ao longo da d\u00e9cada<strong>.<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><strong><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p> <span><span>O professor Nelson Cardoso do Amaral, do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), afirma que o aumento previsto &#8220;n\u00e3o \u00e9 nada catastr\u00f3fico&#8221;. Amaral explica que, de acordo com a proposta aprovada na C\u00e2mara, a eleva\u00e7\u00e3o do percentual investido no setor ocorrer\u00e1 gradualmente durante a vig\u00eancia do plano, sem representar perigo para as contas p\u00fablicas, como manifestou o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. &#8220;H\u00e1 tempo para fazer reformas, mudan\u00e7as tribut\u00e1rias e redefini\u00e7\u00f5es das prioridades nacionais para que os valores sejam elevados ao longo do tempo&#8221;, diz o professor, autor de um estudo sobre o novo PNE e o financiamento da educa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/span><\/span><\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O vultoso ajuste do percentual de investimentos p\u00fablicos diretos em educa\u00e7\u00e3o, que saltou de 5,1% para 10% em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), tornou-se a meta mais pol\u00eamica do novo Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), aprovado recentemente na C\u00e2mara dos Deputados. \u00a0 A rea\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio governo frente \u00e0 decis\u00e3o p\u00f4s em andamento a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4091","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}