{"id":4090,"date":"2012-07-20T19:49:32","date_gmt":"2012-07-20T22:49:32","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/07\/20\/qpara-aumentar-leitores-e-preciso-fazer-ligacao-entre-internet-e-literaturaq\/"},"modified":"2012-07-20T19:49:32","modified_gmt":"2012-07-20T22:49:32","slug":"qpara-aumentar-leitores-e-preciso-fazer-ligacao-entre-internet-e-literaturaq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/qpara-aumentar-leitores-e-preciso-fazer-ligacao-entre-internet-e-literaturaq\/","title":{"rendered":"&#8220;Para aumentar leitores \u00e9 preciso fazer liga\u00e7\u00e3o entre internet e literatura&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A amplia\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito da leitura entre estudantes brasileiros requer a exist\u00eancia de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnol\u00f3gicas para lev\u00e1-los a fazer a liga\u00e7\u00e3o com o mundo em que vivem por meio da literatura. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u201cN\u00f3s temos poucos mediadores aptos a entrar neste di\u00e1logo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma heran\u00e7a cultural vast\u00edssima\u201d, disse a diretora adjunta da c\u00e1tedra Unesco de Leitura da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Na avalia\u00e7\u00e3o de Eliana, que criou a c\u00e1tedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo \u00e0 escrita e \u00e0 leitura do que teriam as pessoas h\u00e1 cerca de 20 anos. \u201cEles s\u00e3o obrigados a ler, a escrever, a se comunicar\u201d, declarou \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Eliane admitiu, contudo, que sem uma media\u00e7\u00e3o adequada, \u201cexiste uma simplifica\u00e7\u00e3o do uso da l\u00edngua\u201d. A leitura dos estudantes que est\u00e3o conectados \u00e0s redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles t\u00eam acesso com facilidade. \u201cEst\u00e1 na onda, est\u00e1 na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo\u201d, disse. A professora disse que essa leitura, por\u00e9m, n\u00e3o t\u00eam a densidade necess\u00e1ria para levar os alunos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um pensamento cr\u00edtico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Segundo Eliana Yunes, falta a esses estudantes um trabalho de liga\u00e7\u00e3o com a leitura criativa ( presente na literatura, por exemplo), algo que pode ser feito pelas escolas e at\u00e9 pelas fam\u00edlias. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>\u201cFalta uma media\u00e7\u00e3o que permita que esses meninos tenham acesso, mesmo via internet, a sites muito bons de poesia, de blogs, pequenas hist\u00f3rias, de museus, que discutem m\u00fasica, hist\u00f3ria\u201d. Sites que, segundo Eliana, permitem que os alunos saiam desse \u201cch\u00e3o raso\u201d e possam ser levados para uma experi\u00eancia criativa da linguagem.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>\u201cQuem n\u00e3o l\u00ea tem muita dificuldade de escrever, de ampliar o seu universo de escrita, de virar efetivamente um escritor\u201d. Como eles t\u00eam pouca familiaridade com a l\u00edngua viva, seria necess\u00e1rio que os adultos se preparassem melhor, buscando conhecer esta nova tecnologia para que a media\u00e7\u00e3o, tanto pela escola como pela fam\u00edlia, pudesse ser exercida de forma a partilhar com os alunos leituras de boa qualidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>A professora disse que a media\u00e7\u00e3o restaura o fio que liga o passado ao futuro no presente destes estudantes. Ela reiterou que a falta de conhecimento de professores e pais desses suportes modernos de comunica\u00e7\u00e3o e a falta de habilidade de envolver alunos em uma discuss\u00e3o de um universo mais rico impedem meninos e meninas de desfrutarem uma heran\u00e7a cultural, \u201cda qual eles s\u00e3o leg\u00edtimos herdeiros\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>\u201cAcho que a quest\u00e3o da escola passa pelo problema da media\u00e7\u00e3o. Se n\u00f3s n\u00e3o formos leitores de v\u00e1rias linguagens, de v\u00e1rios suportes, n\u00f3s perderemos realmente o passo com esta gera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 velozmente \u00e0 nossa frente, buscando outras linguagens, outras formas de comunica\u00e7\u00e3o\u201d. \u00c9 preciso, sustentou, que os estudantes percebam que a literatura n\u00e3o \u00e9 um peso ou uma obriga\u00e7\u00e3o. \u201cLiteratura \u00e9 vida\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Para Eliana, a literatura faz falta porque desloca o olhar das pessoas de uma coisa \u201cl\u00edquida e certa\u201d, para um lugar de reflex\u00e3o, de discuss\u00e3o sobre o mundo e a vida humana. Isso pode ser encontrado n\u00e3o s\u00f3 no livro impresso, em papel, como tamb\u00e9m no livro digital. \u201cEste jogo contempor\u00e2neo \u00e9 muito rico\u201d, disse. \u201cQuanto mais suportes a gente tiver para a palavra escrita e para abrigar a reflex\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o do ser humano, melhor a gente vai poder abra\u00e7ar as v\u00e1rias modalidades, que est\u00e3o vivas, da palavra\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Pesquisa &#8211; De acordo com pesquisa efetuada pelo Instituto Mapear para a Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro com 4 mil estudantes e 1,2 mil respons\u00e1veis, 93% dos alunos do ensino m\u00e9dio da rede p\u00fablica do estado tinham celulares em dezembro de 2011 e 78% possu\u00edam computador, sendo que 92% tinham acesso frequente \u00e0 internet.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>Em contrapartida, 14% dos alunos declararam n\u00e3o ter lido nenhum livro nos \u00faltimos cinco anos. Entre os que n\u00e3o leram nada, 17% residiam no interior e 12% na regi\u00e3o metropolitana. Um livro foi lido no per\u00edodo por 11% dos estudantes; dois ou tr\u00eas livros por 26% e quatro ou cinco livros por 17%.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>Entre os alunos que leram mais que um livro em m\u00e9dia nos \u00faltimos cinco anos, a pesquisa registrou que 14% leram entre seis e dez livros, 8% entre 11 e 20 e 10% leram mais que 20 livros em cinco anos.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A amplia\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito da leitura entre estudantes brasileiros requer a exist\u00eancia de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnol\u00f3gicas para lev\u00e1-los a fazer a liga\u00e7\u00e3o com o mundo em que vivem por meio da literatura. \u00a0 \u201cN\u00f3s temos poucos mediadores aptos a entrar neste di\u00e1logo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}