{"id":4077,"date":"2012-07-12T13:34:38","date_gmt":"2012-07-12T16:34:38","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/07\/12\/setor-cresce-736-ajudado-pelo-governo\/"},"modified":"2012-07-12T13:34:38","modified_gmt":"2012-07-12T16:34:38","slug":"setor-cresce-736-ajudado-pelo-governo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/setor-cresce-736-ajudado-pelo-governo\/","title":{"rendered":"Setor cresce 7,36% ajudado pelo governo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A principal pesquisa do mercado editorial revela que este cresceu 7,36% em faturamento em 2011, na compara\u00e7\u00e3o com 2010, para R$ 4,84 bilh\u00f5es. Sem o efeito da infla\u00e7\u00e3o (6,5% pelo IPCA), contudo, o aumento real foi bem mais modesto: 0,81%.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os dados do levantamento &#8220;Produ\u00e7\u00e3o e vendas do setor editorial brasileiro&#8221;, realizado pela Fipe por encomenda da CBL e do Snel, mostra tamb\u00e9m que o n\u00famero de t\u00edtulos editados no ano passado subiu 6,28% ante 2010, alcan\u00e7ando 58.192, e o total de exemplares vendidos cresceu 7,2%, para 469,47 milh\u00f5es. J\u00e1 o n\u00famero de exemplares produzidos aumentou 1,47%, para 499,79 milh\u00f5es.<br \/>\u00a0<br \/>O governo teve papel fundamental nos n\u00fameros positivos do faturamento do setor, uma vez que as vendas de livros para programas e \u00f3rg\u00e3os governamentais tiveram crescimento de nada menos do que 21,2% (valor n\u00e3o deflacionado). A alta \u00e9 resultado da combina\u00e7\u00e3o entre mais exemplares vendidos (13,7%) e pre\u00e7os em ascens\u00e3o (6,55%).<br \/>\u00a0<br \/>Quando s\u00e3o considerados os dados de mercado (que engloba todas as vendas com exce\u00e7\u00e3o daquelas para governo), o cen\u00e1rio \u00e9 diferente. O segmento cresceu em faturamento 3%, mas, levando-se em conta a infla\u00e7\u00e3o, houve queda real de 3,27%. As vendas de mercado chegaram a R$ 3,45 bilh\u00f5es, ou 71,3% do setor editorial. Em 2010, a participa\u00e7\u00e3o do segmento era de 74,3%.<br \/>\u00a0<br \/>O pre\u00e7o m\u00e9dio dos livros comercializados no pa\u00eds caiu 6,11% em 2011, nas vendas de mercado. Desde 2004, o pre\u00e7o m\u00e9dio desse segmento teve queda acumulada de 21,8%, sendo que o decl\u00ednio real foi de 44,9% no per\u00edodo. No entanto, como os pre\u00e7os de venda para o governo subiram, a m\u00e9dia entre mercado e governo foi um aumento de 0,1% em 2011.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">S\u00f4nia Jardim, presidente do Snel, avalia que o crescimento abaixo da infla\u00e7\u00e3o, com queda real, \u00e9 preocupante. Entre os fatores para a retra\u00e7\u00e3o citados por ela est\u00e3o a press\u00e3o por descontos na venda para varejistas, a queda do d\u00f3lar (que influencia o custo da aquisi\u00e7\u00e3o de direitos de livros estrangeiros e o custo do papel) e o esfor\u00e7o para a publica\u00e7\u00e3o de livros de bolso e edi\u00e7\u00f5es mais baratas. \u201cMas essa redu\u00e7\u00e3o tem um limite, porque v\u00e1rios outros custos aumentaram\u201d, disse.<br \/>\u00a0<br \/>Nesta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa, 178 editoras participaram, sendo que 128 haviam participado tamb\u00e9m do levantamento de 2010, que contou com 141 empresas. Segundo Leda Paulani, coordenadora do estudo, a amostra deste ano responde por cerca de 20% do n\u00famero total de editoras do pa\u00eds e por quase 60% do faturamento do setor.<br \/>\u00a0<br \/>A pesquisa dever\u00e1 ser disponibilizada no site da CBL ainda hoje, para associados da entidade.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal pesquisa do mercado editorial revela que este cresceu 7,36% em faturamento em 2011, na compara\u00e7\u00e3o com 2010, para R$ 4,84 bilh\u00f5es. Sem o efeito da infla\u00e7\u00e3o (6,5% pelo IPCA), contudo, o aumento real foi bem mais modesto: 0,81%. 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