{"id":4072,"date":"2012-07-04T19:44:01","date_gmt":"2012-07-04T22:44:01","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/07\/04\/152-das-criancas-brasileiras-chegam-aos-oito-anos-de-idade-sem-alfabetizalcao\/"},"modified":"2012-07-04T19:44:01","modified_gmt":"2012-07-04T22:44:01","slug":"152-das-criancas-brasileiras-chegam-aos-oito-anos-de-idade-sem-alfabetizalcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/152-das-criancas-brasileiras-chegam-aos-oito-anos-de-idade-sem-alfabetizalcao\/","title":{"rendered":"15,2% das crian\u00e7as brasileiras chegam aos oito anos de idade sem alfabetizal\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A taxa de crian\u00e7as brasileiras que chegam aos oito anos de idade sem estarem alfabetizadas \u00e9 de 15,2%. Para educadores, a alfabetiza\u00e7\u00e3o tardia pode gerar um descompasso entre idade e aprendizagem e comprometer toda a vida escolar do estudante. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o lan\u00e7a um grande pacto nacional para \u201catacar o problema na raiz\u201d. Confira, a seguir, o diagn\u00f3stico e a s\u00e9rie de propostas sobre letramento e numeramento trazidas pelo Ministro Aloizio Mercadante, por especialistas e pelos participantes do primeiro evento da S\u00e9rie de Di\u00e1logos O Futuro se Aprende, que discutiu os desafios da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>O que disse o Ministro:\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Diagn\u00f3stico<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>&#8211; 15,2% das crian\u00e7as chegam aos oito anos sem estarem alfabetizadas;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Entre os estados brasileiros, as taxas s\u00e3o muito desiguais. No Paran\u00e1, esse n\u00famero \u00e9 de 4,9%, enquanto que no Nordeste a m\u00e9dia \u00e9 de 28%. \u201cNo Nordeste, tem 1\/3 da sala de aula para o qual a professora n\u00e3o olha. O peda\u00e7o que n\u00e3o aprendeu a ler e escrever junto com os outros fica de fora\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Os problemas no segundo ciclo do fundamental e no ensino m\u00e9dio s\u00e3o reflexo de uma alfabetiza\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria. \u201cSe n\u00e3o valorizarmos a alfabetiza\u00e7\u00e3o, os indicadores do ensino m\u00e9dio n\u00e3o v\u00e3o melhorar. Se n\u00e3o atacarmos o problema na raiz, dificilmente teremos melhora no Ideb\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>A\u00e7\u00f5es e Inten\u00e7\u00f5es<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Implantar o Pnaic (Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa), cujo foco \u00e9 alfabetizar as crian\u00e7as at\u00e9 os oito anos de idade. \u201cO grande desafio do Minist\u00e9rio, depois do Brasil Carinhoso [iniciativa do Governo Federal voltada \u00e0 primeira inf\u00e2ncia], \u00e9 lan\u00e7ar o Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Capacitar e valorizar os 315 mil professores alfabetizadores do pa\u00eds. Os melhores professores alfabetizadores da rede ser\u00e3o convidados a capacitar os seus pares. \u201cOs alfabetizadores t\u00eam que ser os melhores. Temos que premiar os melhores. O b\u00f4nus, inclusive, pode ser em dinheiro.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Produzir material diversificado e adequado. \u201cVamos apresentar um volume de material pedag\u00f3gico bem mais consistente e plural.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>&#8211; Avaliar a habilidade de alunos de 7 ou 8 anos na leitura, escrita e nas primeiras contas. \u201cNossa inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 punir a escola, nem expor a crian\u00e7a, mas saber o que n\u00e3o est\u00e1 avan\u00e7ando.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Propostas<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cNo Brasil, 15 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o s\u00e3o alfabetizadas. H\u00e1 urg\u00eancia de que o programa nacional supere as campanhas de alfabetiza\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o insuficientes.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Denise Carreira<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span><span>A\u00e7\u00e3o Educativa<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cSe n\u00e3o assegurarmos a alfabetiza\u00e7\u00e3o na idade certa, n\u00e3o vamos conseguir evoluir nas outras etapas do ensino. Colocar o foco na alfabetiza\u00e7\u00e3o organiza o trabalho de todo mundo. Acho que a proposta maior seria assegurar que os planos fossem implementados. Existem muitos planos no Minist\u00e9rio, mas poucos saem do gabinete e s\u00e3o realizados com excel\u00eancia. \u00c9 preciso garantir que esses planos sejam colocados em pr\u00e1tica, avaliando, corrigindo, reavaliando. As pessoas tamb\u00e9m precisam continuar insistindo, sem desanimar, usando os erros para corrigir os rumos. Isso vale para o Pacto Nacional pela Alfabetiza\u00e7\u00e3o na Idade Certa.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Priscila Cruz<br \/>Todos pela Educa\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cOs planos para alfabetiza\u00e7\u00e3o precisam levar em considera\u00e7\u00e3o tr\u00eas pontos. O primeiro: que a escrita seja trabalhada em sala de aula, desde cedo, com os usos e as fun\u00e7\u00f5es que ela tem na sociedade. Segundo: que incluam atividades em que a crian\u00e7a possa focalizar sua aten\u00e7\u00e3o nas palavras, na rela\u00e7\u00e3o entre som e grafia, ter consci\u00eancia fonol\u00f3gica etc. E o terceiro: que o professor tenha um roteiro de atividades estruturado.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Sonia Madi<br \/>Olimp\u00edada de L\u00edngua Portuguesa<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cO mais importante \u00e9 que a gente tenha um material de qualidade e estruturado, tanto para professores quanto para alunos. Quanto mais l\u00fadico e divertido esse material for, inclusive se ele puder usar as novas tecnologias, melhor vai ser para alunos e professores, porque o aprendizado vai ser mais motivante e, com certeza, as informa\u00e7\u00f5es aprendidas ficar\u00e3o na mem\u00f3ria de longo prazo dos alunos.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Rafael Parente<br \/>Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cPrimeiro, quando se fala em alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode esquecer da dimens\u00e3o do numeramento. Segundo, precisamos lembrar que \u00e9 necess\u00e1ria uma preocupa\u00e7\u00e3o continuada com o letramento e o numeramento mesmo ap\u00f3s o 3o ano do ensino fundamental. \u00c9 bom que haja um foco na alfabetiza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se pode assumir que esse ciclo ser\u00e1 100% eficaz. \u00c9 preciso refor\u00e7ar o ensino tamb\u00e9m no 4 o e 5 o anos, para que a crian\u00e7a chegue no fundamental II, com dom\u00ednio real dessas habilidades.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Ana Lima<br \/>Instituto Paulo Montenegro<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cPara que as crian\u00e7as de 8 anos estejam plenamente alfabetizadas \u00e9 necess\u00e1rio que a cadeia de respons\u00e1veis pelo ensino p\u00fablico se engaje realmente. Os t\u00e9cnicos das Secretarias, os diretores e coordenadores pedag\u00f3gicos das escolas e seus professores precisam compreender os processos pelos quais as crian\u00e7as aprendem e a partir dai passem a criar condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas favor\u00e1veis \u00e0 aprendizagem. Para isto investir em forma\u00e7\u00e3o continuada atrelada ao que acontece nas salas de aulas, com foco nas aprendizagens \u00e9 condi\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria. Al\u00e9m disso as universidades que formam professores necessitam rever suas prioridades e focar nas necessidades de ensino e aprendizagem dos alunos e das escolas.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Silvia Pereira de Carvalho<br \/>Coordenadora Instituto Avisa L\u00e1<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u201cPara quase todas as esferas do processo de ensino e aprendizagem, \u00e9 preciso ter uma perspectiva sist\u00eamica e estruturada. Para a alfabetiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. Esta deveria ser tratada como uma prioridade para o desenvolvimento do pa\u00eds como ocorre com assuntos estrat\u00e9gicos em outras \u00e1reas: investimento t\u00e9cnico consistente para produ\u00e7\u00e3o de know-how qualificado. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p><span><span>O assunto \u00e9 s\u00e9rio demais para ser tratado com base em palpites ou solu\u00e7\u00f5es parciais. Responder a tais demandas \u2013 numa perspectiva democr\u00e1tica em que se d\u00ea oportunidade para todas as crian\u00e7as \u2013 implica em considerar o conhecimento t\u00e9cnico acumulado neste campo e reconhecer os limites e possibilidades das redes p\u00fablicas como base para a formula\u00e7\u00e3o de programas articulados e consistentes.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span><span>Beatriz Cardoso<br \/>Comunidade Educativa CEDAC<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span><span>\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de crian\u00e7as brasileiras que chegam aos oito anos de idade sem estarem alfabetizadas \u00e9 de 15,2%. 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