{"id":4055,"date":"2012-06-27T12:46:05","date_gmt":"2012-06-27T15:46:05","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2012\/06\/27\/dez-maiores-grupos-editoriais-perdem-receita\/"},"modified":"2012-06-27T12:46:05","modified_gmt":"2012-06-27T15:46:05","slug":"dez-maiores-grupos-editoriais-perdem-receita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/dez-maiores-grupos-editoriais-perdem-receita\/","title":{"rendered":"Dez maiores grupos editoriais perdem receita"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 os chamados mercados emergentes foram territ\u00f3rio de crescimento, e empresas com atividades nesses locais registraram alta nos neg\u00f3cios \u2013 com destaque, entre outras, para as brasileiras Abril Educa\u00e7\u00e3o, Saraiva e FTD, que j\u00e1 estavam entre as maiores do mundo em 2010 e, no ano passado, melhoraram suas posi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na lista dos maiores grupos editoriais do mundo, os dez primeiros mant\u00eam uma concentra\u00e7\u00e3o incontest\u00e1vel no mercado mundial de publica\u00e7\u00f5es. Mas isso n\u00e3o quer dizer que os neg\u00f3cios em 2011 foram f\u00e1ceis. Juntos, esses dez l\u00edderes viram suas receitas cair quase 7,4%, ou 2,3 bilh\u00f5es de euros, em um ano: de 30,977 bilh\u00f5es de euros em 2010 para 28,689 bilh\u00f5es de euros em 2011.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os resultados fazem parte do Ranking Global do Mercado Editorial, que aponta todos os anos quais s\u00e3o as maiores empresas editoriais no mundo todo, entre aquelas que faturam mais de 150 milh\u00f5es de euros (ou US$ 200 milh\u00f5es). Em 2011, a compila\u00e7\u00e3o incluiu 54 companhias de 16 pa\u00edses, que juntas faturaram 53,811 bilh\u00f5es de euros. Essa receita total caiu cerca de 4% em rela\u00e7\u00e3o a 2010, quando o ranking abrangeu 58 empresas que geraram R$ 56,062 bilh\u00f5es de euros. Para conferir a lista completa de editoras, <\/span><\/span><a href=\"http:\/\/www.publishnews.com.br\/telas\/noticias\/detalhes.aspx?id=69101\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">clique aqui<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O levantamento \u00e9 realizado anualmente pela consultoria R\u00fcdiger Wischenbart Content and Consulting, a pedido da Livres Hebdo, revista francesa especializada no mercado editorial, e \u00e9 publicado em conjunto pela Buchreport, na Alemanha, The Bookseller, no Reino Unido, Publishers Weekly, nos Estados Unidos, e PublishNews, no Brasil. As informa\u00e7\u00f5es das empresas s\u00e3o coletadas a partir de relat\u00f3rios, documentos e consultas, e incluem os n\u00fameros referentes a v\u00e1rios tipos de publica\u00e7\u00e3o (livros, material digital e informa\u00e7\u00e3o profissional, com exce\u00e7\u00e3o de jornais, revistas, servi\u00e7os de not\u00edcias ou publica\u00e7\u00f5es corporativas). Receitas provenientes de atividades de varejo tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o inclu\u00eddas no estudo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">De 2010 para 2011, nove grupos editoriais mantiveram-se entre os dez maiores do mundo, e parte conseguiu manter seu lugar na lista. A Pearson permaneceu no topo do ranking, com faturamento de 6,470 bilh\u00f5es de euros no ano passado, contra 6,102 bilh\u00f5es de euros em 2010.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Reed Elsevier, Thomson Reuters e Wolters Kluwer tamb\u00e9m mantiveram suas posi\u00e7\u00f5es em segundo, terceiro e quarto lugares, respectivamente. Neste ano, a Hachette Livre e o Grupo Planeta ganharam posi\u00e7\u00f5es ficando em quinto e sexto, respectivamente. J\u00e1 a McGraw-Hill assegurou seu s\u00e9timo lugar, seguida da Random House \u2013 que perdeu espa\u00e7o especialmente ap\u00f3s eliminar sua divis\u00e3o Direct Group \u2013; Holtzbrinck, que ocupou o lugar que em 2010 pertencia \u00e0 Cengage; e Scholastic, que permaneceu na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Curioso ressaltar que, do 2\u00ba ao 8\u00ba lugares do ranking, todas as empresas tiveram faturamento menor em 2011, e somente Pearson, Holtzbrinck e Scholastic conseguiram crescer. Esse fato se reflete na queda do faturamento consolidado das dez companhias: 28,689 bilh\u00f5es de euros em 2011, quase 7,4% menos que os 30,977 bilh\u00f5es de euros no ano anterior.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O grupo concentra mais da metade da receita \u2013 ou exatamente 54% &#8211; de todas as 54 companhias inclu\u00eddas no Ranking Global. Quando o levantamento come\u00e7ou a ser publicado, em 2007, elas concentravam 58% de participa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Mercados emergentes<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Desde 2011, o Ranking Global dedica um esfor\u00e7o especial para levantar dados de empresas no Brasil, China, Coreia e R\u00fassia, como forma de ampliar o escopo do levantamento e observar o desenvolvimento desses mercados. O relat\u00f3rio deste ano aponta que esses pa\u00edses, junto com \u00cdndia, Indon\u00e9sia e \u00c1frica do Sul, s\u00e3o territ\u00f3rios de crescimento e v\u00eam atraindo grupos europeus e americanos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Foram v\u00e1rias as iniciativas de empresas editoriais multinacionais para criar subsidi\u00e1rias ou desenvolver parcerias nos mercados emergentes. A Thomson Reuters criou uma unidade de neg\u00f3cios para desenvolver opera\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Latina, China, \u00cdndia, Oriente M\u00e9dio, \u00c1frica e R\u00fassia. A Wolters Kluwer, por sua vez, adquiriu uma empresa na \u00cdndia e criou uma joint-venture na China, bem como a McGraw-Hill. A Hachette adquiriu 25% do grupo russo Atticus, enquanto a Wiley mira Oriente M\u00e9dio, China e Brasil. J\u00e1 a Simon &#038; Schuster abriu uma filial na \u00cdndia, e a Pearson investe fortemente em sua expans\u00e3o global, inclusive no Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O estudo ressalta o surgimento de novas empresas de peso abaixo do grupo das dez maiores companhias \u2013 e mesmo a ascens\u00e3o da Planeta, que est\u00e1 entre os primeiros colocados, n\u00e3o deixa de ser uma novidade, com seu forte crescimento na Am\u00e9rica Latina e na Fran\u00e7a. No Brasil, o destaque fica com os grupos <\/span><\/span><a href=\"http:\/\/www.publishnews.com.br\/telas\/noticias\/detalhes.aspx?id=69105\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Abril Educa\u00e7\u00e3o, Saraiva e FTD<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">. Na China, uma fus\u00e3o de v\u00e1rias editoras patrocinada pelo governo deu origem a um novo ator global batizado de China Education and Media Group, enquanto na R\u00fassia ganha for\u00e7a o EKSMO, que comprou h\u00e1 algumas semanas a AST, sua maior concorrente. Na Coreia, as editoras aprenderam n\u00e3o apenas a operar escolas inteiras, mas tamb\u00e9m contrataram cerca de 30 mil professores para dar refor\u00e7o e tutoria a alunos com base em seus materiais de ensino, e agora planejam digitalizar todos os seus livros did\u00e1ticos at\u00e9 2015. A \u00cdndia, por sua vez, embora n\u00e3o possua nenhuma editora no Ranking Global, j\u00e1 que boa parte das publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o produzidas por empresas de fora, especialmente do Reino Unido, investe fortemente nos tablets de baixo custo e tem a uma empresa local fazendo frente \u00e0 Amazon, chamada Flipkart.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 os chamados mercados emergentes foram territ\u00f3rio de crescimento, e empresas com atividades nesses locais registraram alta nos neg\u00f3cios \u2013 com destaque, entre outras, para as brasileiras Abril Educa\u00e7\u00e3o, Saraiva e FTD, que j\u00e1 estavam entre as maiores do mundo em 2010 e, no ano passado, melhoraram suas posi\u00e7\u00f5es. \u00a0 Na lista dos maiores grupos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-4055","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4055\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}