{"id":390,"date":"2003-06-23T16:16:00","date_gmt":"2003-06-23T19:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/06\/23\/em-pauta-a-escolha-do-livro-didatico\/"},"modified":"2003-06-23T16:16:00","modified_gmt":"2003-06-23T19:16:00","slug":"em-pauta-a-escolha-do-livro-didatico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/em-pauta-a-escolha-do-livro-didatico\/","title":{"rendered":"Em pauta, a escolha do Livro Did\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<br \/> Avaliar os livros que os estudantes usam em salas de aula. Foi com este objetivo que, em 1996, durante a gest\u00e3o do ministro Paulo Renato Souza, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) criou o Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD). Hoje, sete anos depois, o ministro mudou, mas o programa permanece o mesmo, recebendo elogios e cr\u00edticas. Integrante da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica do PNLD, o professor Nelio Bizzo \u00e9 um defensor do programa. Sua \u00fanica cr\u00edtica \u00e9 o n\u00e3o-envolvimento do ensino m\u00e9dio na avalia\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos. \u201cO governo anterior poderia ter gasto o dinheiro com a compra de livros e n\u00e3o com o Enem\u201c, afirma. Vice-diretor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e vice-presidente da C\u00e2mara de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, Nelio sugere aos professores muita aten\u00e7\u00e3o com a qualidade e com o conte\u00fado dos livros did\u00e1ticos. Em especial, ele alerta os professores de S\u00e3o Paulo, pois o estado \u00e9 um \u00fanico que n\u00e3o  participa da avalia\u00e7\u00e3o coordenada pelo MEC. E nesta sexta, dia 20, o prazo para os professores selecionarem os livros did\u00e1ticos para o ano letivo de 2004 se encerra. Segundo dados do MEC, o or\u00e7amento para a compra dos livros \u00e9 de R$550 milh\u00f5es, o que possibilita a aquisi\u00e7\u00e3o de aproximadamente 120 milh\u00f5es de obras em todo o pa\u00eds. A respeito do PNLD e desta sele\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo ano, o professor Nelio Bizzo falou \u00e0 FOLHA DIRIGIDA. Confira a entrevista: \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Qual a import\u00e2ncia do livro did\u00e1tico na sala de aula? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>O livro did\u00e1tico \u00e9 uma ferramenta muito importante para todos os cursos. Ele funciona de forma parecida com aquela que um equipamento m\u00e9dico serve para um cirurgi\u00e3o. As atividades de ensino e aprendizagem requerem infra-estrutura e uma parte muito importante desse processo \u00e9 o material did\u00e1tico. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O livro did\u00e1tico prende o professor ao conte\u00fado? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>O livro did\u00e1tico desempenha apenas uma fun\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 correto atribuir a ele todas as mazelas da educa\u00e7\u00e3o brasileira e tampouco faz sentido a gente dizer que as melhoras na educa\u00e7\u00e3o ocorrem por causa dos livros. O que posso dizer com absoluta certeza \u00e9 que os livros did\u00e1ticos no Brasil hoje s\u00e3o muito melhores do que aqueles que existiam h\u00e1 oito anos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; E esta mudan\u00e7a se deve ao Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD)? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>O PNLD trouxe para o ensino fundamental uma preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade, n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado do livro, mas inclusive em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio cronograma de entrega do livro. Pois n\u00e3o adianta voc\u00ea ter um livro bom, mas que chega atrasado na escola. Diversas iniciativas foram tomadas para que o livro chegasse em tempo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O livro demorava quanto tempo para chegar \u00e0s escolas? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>O PNLD passou por diversos percal\u00e7os e era comum que o livro chegasse \u00e0s escolas no final do ano, no momento em que eles j\u00e1 n\u00e3o se faziam mais necess\u00e1rios. Agora, o que ocorre \u00e9 que freq\u00fcentemente os editores se queixam que t\u00eam que entregar os livros muito rapidamente para que eles estejam nas escolas em janeiro e fevereiro no ano em que eles ser\u00e3o utilizados. Isso mostra que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) e o MEC conseguiram desenvolver uma tecnologia, que \u00e9 uma das mais avan\u00e7adas do mundo em rela\u00e7\u00e3o a essa operacionaliza\u00e7\u00e3o. \u00c9 um programa com dimens\u00f5es sem paralelo no mundo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Como \u00e9 o trabalho na comiss\u00e3o do PNLD? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>O trabalho da comiss\u00e3o \u00e9 feito por institui\u00e7\u00f5es que desenvolveram alta compet\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do livro did\u00e1tico, em \u00e1reas espec\u00edficas. Ent\u00e3o, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolve a \u00e1rea de Linguagem, Portugu\u00eas e dicion\u00e1rios, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) fica respons\u00e1vel por Matem\u00e1tica. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) \u00e9 especializada em Hist\u00f3ria e Geografia e a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) desenvolve a \u00e1rea de Ci\u00eancias. A comiss\u00e3o \u00e9 designada pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o para acompanhar o trabalho que estas institui\u00e7\u00f5es realizam. Ela faz uma esp\u00e9cie de fiscaliza\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, assessora o MEC nas quest\u00f5es referentes \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do edital para a inscri\u00e7\u00e3o de livros. E, neste edital, existem todas as instru\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o dos livros. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Como s\u00e3o escolhidas as comiss\u00f5es? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Cada comiss\u00e3o \u00e9 institu\u00edda pelo ministro da Educa\u00e7\u00e3o para acompanhar uma vers\u00e3o espec\u00edfica do PNLD. Em abril, o ministro Cristovam Buarque designou uma comiss\u00e3o, da qual eu tamb\u00e9m fa\u00e7o parte. Mas o ministro Paulo Renato j\u00e1 tinha designado uma comiss\u00e3o e foi esta comiss\u00e3o que fez os crit\u00e9rios para o PNLD 2005. No ano passado, houve as inscri\u00e7\u00f5es dos livros did\u00e1ticos do PNLD 2005 e agora, na gest\u00e3o do ministro Cristovam, os livros inscritos ser\u00e3o avaliados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Tudo \u00e9 feito com bastante anteced\u00eancia? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; E<\/b>xatamente. Os livros que estar\u00e3o nas escolas em 2005 foram inscritos em 2002. \u00c9 uma opera\u00e7\u00e3o de guerra. Ela tem que ser feita com muita anteced\u00eancia, com prazos rigorosos e dentro de um processo de avalia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem paralelo no mundo. Parece at\u00e9 ufanismo, mas a realidade \u00e9 que, tanto do ponto de vista qualitativo quanto quantitativo, o processo de avalia\u00e7\u00e3o desenvolvido pelo MEC tem despertado muito interesse em outros pa\u00edses. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O senhor poderia citar alguns desses pa\u00edses? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Posso. N\u00f3s realizamos um semin\u00e1rio internacional em S\u00e3o Paulo, onde trouxemos especialistas de pa\u00edses como Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Inglaterra, \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Ir\u00e3. Tivemos durante tr\u00eas dias discuss\u00f5es profundas sobre o trabalho de avalia\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos, o que revelou que os livros brasileiros, por exemplo, j\u00e1 s\u00e3o mais corretos do que os usados na Columbia Brit\u00e2nica, que \u00e9 uma prov\u00edncia canadense onde existe uma alta qualidade de ensino. Evidentemente n\u00e3o se pode falar de uma maneira geral, mas os livros brasileiros t\u00eam um padr\u00e3o de qualidade que j\u00e1 supera em alguns aspectos relacionados a conte\u00fado. E os livros brasileiros est\u00e3o sendo refer\u00eancia, pelo menos na \u00e1rea de Ci\u00eancias, para livros que s\u00e3o desenvolvidos em pa\u00edses como a \u00cdndia, Paquist\u00e3o e Ir\u00e3, que est\u00e3o muito interessados em ver como o Brasil realizou o trabalho de avalia\u00e7\u00e3o e conseguiu orientar os editores para o desenvolvimento de produtos melhores. Os livros did\u00e1ticos dos Estados Unidos, por exemplo, passam por uma s\u00e9rie de avalia\u00e7\u00f5es que, em primeiro lugar, n\u00e3o evitam os erros de conte\u00fado e, em segundo lugar, acabam ajustando os livros a certas caracter\u00edsticas dos compradores. Isso leva os livros a terem uma conota\u00e7\u00e3o moralista muito forte e at\u00e9 evitarem temas inteiros como Evolu\u00e7\u00e3o, por exemplo, por quest\u00f5es religiosas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O senhor disse que o livro did\u00e1tico serve de modelo para outros pa\u00edses. Nosso ensino tamb\u00e9m poderia tornar-se um modelo, se fosse criado uma programa que atuasse nesse sentido, como o PNLD? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Estamos muito longe de constituir um modelo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, da pr\u00e9-escola \u00e0 universidade. E n\u00e3o servimos de modelo porque os sal\u00e1rios dos professores no Brasil s\u00e3o muito baixos. Fundamentalmente, o que se precisa, e nisso o ministro Cristovam tem raz\u00e3o, \u00e9 que haja mais dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos achar que vamos resolver os problemas educacionais apenas administrando melhor o dinheiro que j\u00e1 existe. Essa \u00e9 uma fal\u00e1cia que foi muito utilizada em gest\u00f5es anteriores e est\u00e1 na hora de revermos isso profundamente. \u00c9 evidente que para melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira, \u00e9 necess\u00e1ria uma s\u00e9rie de iniciativas. Algumas delas j\u00e1 foram tomadas, mas \u00e9 preciso fazer com que funcionem bem. Vou dar um exemplo de algo que poderia servir de modelo para outros pa\u00edses e que n\u00f3s temos, mas n\u00e3o funciona bem: o Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valoriza\u00e7\u00e3o do Magist\u00e9rio (Fundef). Ele poderia ser melhor, se passasse a ser um \u201cFundeb\u201c, ou seja, se cobrisse toda a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. S\u00f3 que a id\u00e9ia do Fundef, infelizmente, jamais seria aceita em alguns pa\u00edses como, por exemplo, na Inglaterra. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Por que l\u00e1 o Fundef n\u00e3o seria aceito? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Porque seria considerado muito socializante. Na Inglaterra, o financiamento da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 radicalmente diferente do Brasil. L\u00e1 as escolas recebem parte dos impostos recolhidos naquele bairro. Nas regi\u00f5es ricas, normalmente s\u00e3o impostos altos, ent\u00e3o s\u00e3o escolas que t\u00eam um alto padr\u00e3o de ensino. Portanto, os bons professores tentam lecionar nas escolas dos bairros ricos. O problema \u00e9 que as crian\u00e7as dos bairros pobres n\u00e3o podem se matricular nas escolas dos bairros ricos. Existe uma certa perversidade que se reproduz a cada gera\u00e7\u00e3o por conta da manuten\u00e7\u00e3o dessa desigualdade. E o que n\u00f3s temos que reconhecer \u00e9 que o Fundef trouxe uma contribui\u00e7\u00e3o not\u00e1vel no sentido de buscar condi\u00e7\u00f5es iguais para todos. Hoje, caso o ministro disponha de recursos, ele pode estabelecer um valor m\u00ednimo por alunos em todas as escolas brasileiras, sejam elas ricas ou pobres. O dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o vai para o fundo \u00fanico e \u00e9 repartido igualmente com todos os alunos do ensino fundamental. Ent\u00e3o, o munic\u00edpio que tem muitos alunos no ensino fundamental recebe uma parcela maior do or\u00e7amento. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O PNLD s\u00f3 inclui os livros para o ensino fundamental. Por que o ensino m\u00e9dio tamb\u00e9m n\u00e3o participa? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Essa \u00e9 a minha grande cr\u00edtica ao governo anterior, especialmente diante de iniciativas como o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem). Com o dinheiro que o governo gastou com o Enem, seria poss\u00edvel comprar livros did\u00e1ticos para todos os alunos do ensino m\u00e9dio. Mesmo considerando que o Enem \u00e9 uma iniciativa interessante, apesar de necessitar de reformula\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 mais importante para melhorar a qualidade de um sistema de ensino n\u00e3o \u00e9 avaliar os alunos. Isso deve fazer parte de uma estrat\u00e9gia. Mas o fundamental \u00e9 dar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os alunos e professores. \u00c9 nesse contexto que entram os livros did\u00e1ticos para o ensino m\u00e9dio. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Mas porque n\u00e3o houve o interesse do ensino m\u00e9dio fazer parte do PNLD? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Basicamente porque o governo n\u00e3o comprou livros para o ensino m\u00e9dio. N\u00e3o h\u00e1 como controlar a qualidade do que voc\u00ea n\u00e3o compra. O MEC enfrentou, inclusive, diversos questionamentos na Justi\u00e7a Federal sobre o processo de avalia\u00e7\u00e3o e a jurisprud\u00eancia que se firmou \u00e9 que o MEC n\u00e3o apenas pode realizar avalia\u00e7\u00f5es do livro did\u00e1tico, como deve fazer isso. Porque n\u00e3o basta a educa\u00e7\u00e3o ser apenas p\u00fablica e gratuita; ela deve ter um padr\u00e3o de qualidade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Quais caracter\u00edsticas o senhor acredita que os educadores devem observar quando da escolha de um determinado livro para ser adotado na escola? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>\u00c9 fundamental consultar o Guia de Livros Did\u00e1ticos editado pelo MEC. Uma pesquisa realizada pelo minist\u00e9rio no ano passado demonstrou que poucas escolas utilizam o guia no momento da escolha. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; O senhor teria a quantidade? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>N\u00e3o fizemos uma pesquisa quantitativa, mas a pesquisa qualitativa que foi realizada em mais de dez munic\u00edpios brasileiros revelou que nenhum deles utilizava o guia. Foi uma amostra aleat\u00f3ria, que n\u00e3o tinha a pretens\u00e3o de ser quantitativa. O que percebemos \u00e9 que poucos munic\u00edpios e professores usam o guia. Com exce\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo, que faz as compras diretamente, em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal as escolas recebem o guia, onde existe uma resenha detalhada dos livros did\u00e1ticos dispon\u00edveis para escolha. Atrav\u00e9s da leitura dessas resenhas, o professor tem uma s\u00e9rie de indica\u00e7\u00f5es de livros para ele escolher qual est\u00e1 mais de acordo com o trabalho que pretende realizar. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Folha Dirigida &#8211; Como acontece a avalia\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos em S\u00e3o Paulo, que, conforme o senhor falou, \u00e9 diferente? \u00a0<br \/> Nelio Bizzo &#8211; <\/b>Infelizmente, o estado de S\u00e3o Paulo resolveu manter-se fora das a\u00e7\u00f5es diretas do PNLD. O governo recebe o dinheiro referente ao PNLD e ele pr\u00f3prio realiza a sua sele\u00e7\u00e3o de livros. O que ocorre freq\u00fcentemente no estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 que livros exclu\u00eddos no processo de avalia\u00e7\u00e3o do MEC s\u00e3o oferecidos pelas editoras para escolha. Ent\u00e3o, especificamente para os professores de S\u00e3o Paulo, o que recomendo \u00e9 que eles pesquisem bastante para saber se o livro que eles pretendem adotar foi avaliado e aprovado pelo MEC. Isto pode ser feito na internet e at\u00e9 por telefone. Se os professores de ensino fundamental n\u00e3o tomarem esse cuidado, \u00e9 muito prov\u00e1vel que acabem escolhendo um livro que foi exclu\u00eddo pela avalia\u00e7\u00e3o do MEC, devido aos mais diferentes motivos. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Avaliar os livros que os estudantes usam em salas de aula. Foi com este objetivo que, em 1996, durante a gest\u00e3o do ministro Paulo Renato Souza, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) criou o Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD). 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