{"id":379,"date":"2003-07-08T16:46:00","date_gmt":"2003-07-08T19:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/07\/08\/desenvolvimento-humano-o-brasil-cresce\/"},"modified":"2003-07-08T16:46:00","modified_gmt":"2003-07-08T19:46:00","slug":"desenvolvimento-humano-o-brasil-cresce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/desenvolvimento-humano-o-brasil-cresce\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento humano: o Brasil cresce"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0<br \/> Pa\u00eds \u00e9 o 65.\u00ba no IDH de 2001 e foi o que mais subiu desde a primeira vers\u00e3o do ranking, em 75 \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Brasil foi o pa\u00eds que mais subiu no ranking do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) o criou, em 1975. O Pa\u00eds saltou 16 postos nesse per\u00edodo e aparece na 65.\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no relat\u00f3rio que a ONU divulgar\u00e1 hoje. Na primeira edi\u00e7\u00e3o do IDH, o Pa\u00eds recebeu \u00edndice de 0,643, o equivalente hoje ao padr\u00e3o de desenvolvimento da Nicar\u00e1gua e pouco melhor que o de pa\u00edses africanos pobres, como Botsuana e Nam\u00edbia. No relat\u00f3rio relativo a 2001, o \u00edndice brasileiro \u00e9 de 0,777, pouco inferior ao russo (0,779) e superior aos n\u00fameros da Venezuela (0,775) e da China (0,721). Os itens que mais contribu\u00edram para o avan\u00e7o do Pa\u00eds foram longevidade e educa\u00e7\u00e3o. Desde 1975, a expectativa de vida do brasileiro aumentou 8 anos &#8211; de 59,5 anos em m\u00e9dia para 67,8. Quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, o relat\u00f3rio da ONU mostra que, entre 1990 e 2001, a taxa de matr\u00edcula no ensino fundamental (crian\u00e7as de 7 a 14 anos) saltou de 86% para 97% e a de alfabetiza\u00e7\u00e3o de adultos (pessoas com 15 anos ou mais) subiu de 82% para 87,3%. \u00a0<\/p>\n<p>  <b>Calcanhar-de-aquiles &#8211;<\/b> O calcanhar-de-aquiles do Brasil na avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de renda. O aumento m\u00e9dio anual do rendimento per capita no Pa\u00eds foi de 0,8% entre 1975 e 2001, porcentual inferior ao mundial (1,2%) e ao dos pa\u00edses  em desenvolvimento (2,3%). A diretora da equipe respons\u00e1vel pelo relat\u00f3rio, Sakiko Fukuda-Parr, recomendou ao Brasil concentrar-se na elimina\u00e7\u00e3o de seus \u201cbols\u00f5es de pobreza\u201c e das \u201cdisparidades internas\u201c se quiser avan\u00e7ar no ranking do IDH. \u201cA quest\u00e3o das disparidades \u00e9 o ponto que enfatizamos sobre o Brasil. Podemos dizer que o Pa\u00eds n\u00e3o sofreu uma estagna\u00e7\u00e3o em seu desenvolvimento nos \u00faltimos anos, mas ainda existem imensos bols\u00f5es de pobreza dentro do Brasil que devem ser atacados.\u201c Segundo a ONU, 10% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tem renda 70 vezes maior que os 10% mais pobres da sociedade. No Norte do Pa\u00eds, a pobreza chegou a aumentar nos \u00faltimos anos. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m faz um apanhado da situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Metas de Desenvolvimento Humano assinadas pelos 189 membros da ONU em 2000. Os governos se comprometeram a atingir as metas, resumidas em oito itens, at\u00e9 2015. O desempenho brasileiro indica que nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da mortalidade, por exemplo, o Pa\u00eds deve alcan\u00e7ar as metas. \u00a0<\/p>\n<p>  O item considerado mais preocupante pela ONU no relat\u00f3rio \u00e9 o saneamento b\u00e1sico. A expans\u00e3o da rede de esgotos foi menor do que deveria entre 1990 e 2001 &#8211; o porcentual de casas com rede de esgoto cresceu de 71% para 76%. O governo  brasileiro prometeu elevar esse \u00edndice para 86% at\u00e9 2015. \u00a0<br \/>   \u00a0<br \/> <b>Crise &#8211;<\/b> Sakiko disse que o IDH sofreu queda em 21 pa\u00edses, entre eles a R\u00fassia. \u201cIsso \u00e9 algo sem precedentes\u201c, afirmou. \u201cO mundo est\u00e1 vivendo uma aguda crise de desenvolvimento.\u201c Uma situa\u00e7\u00e3o que afeta especialmente os pa\u00edses mais pobres. Em alguns locais da \u00c1frica, a idade m\u00e9dia de vida \u00e9 compar\u00e1vel a de um europeu na Idade M\u00e9dia. Pela primeira vez em anos, a ONU fez cr\u00edticas ao modelo de estabilidade macroecon\u00f4mica como estrat\u00e9gia para o desenvolvimento dos pa\u00edses. As Na\u00e7\u00f5es Unidas exortaram o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) a p\u00f4r o combate \u00e0 pobreza no centro de suas pol\u00edticas. \u00a0<br \/> \u201cPol\u00edticas macroecon\u00f4micas e ajustes estruturais n\u00e3o s\u00e3o suficientes\u201c, disse Sakiko. \u201cA primeira pergunta que o FMI deve fazer ao implementar uma pol\u00edtica ou um acordo \u00e9 se a pobreza ser\u00e1 combatida.\u201c A ONU tamb\u00e9m rompeu um longo sil\u00eancio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 onda de privatiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos iniciada nos anos 90. \u201cDefendemos uma certa regula\u00e7\u00e3o das privatiza\u00e7\u00f5es e acreditamos que interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas pesadas s\u00e3o necess\u00e1rias para dar condi\u00e7\u00f5es de crescimento e criar a infra-estrutura b\u00e1sica para que o desenvolvimento ocorra nos pa\u00edses pobres\u201c, afirmou Sakiko \u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estado.estadao.com.br\/editorias\/2003\/07\/08\/ger014.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Pa\u00eds \u00e9 o 65.\u00ba no IDH de 2001 e foi o que mais subiu desde a primeira vers\u00e3o do ranking, em 75 \u00a0 \u00a0 O Brasil foi o pa\u00eds que mais subiu no ranking do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) o criou, em 1975. 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