{"id":3660,"date":"2011-08-17T19:10:52","date_gmt":"2011-08-17T22:10:52","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2011\/08\/17\/brasileiro-compra-mais-livro-mas-crescimento-do-setor-e-discreto\/"},"modified":"2011-08-17T19:10:52","modified_gmt":"2011-08-17T22:10:52","slug":"brasileiro-compra-mais-livro-mas-crescimento-do-setor-e-discreto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/brasileiro-compra-mais-livro-mas-crescimento-do-setor-e-discreto\/","title":{"rendered":"Brasileiro compra mais livro, mas crescimento do setor \u00e9 discreto"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Estimado em R$ 4,2 bilh\u00f5es, o mercado editorial nacional cresceu ligeiramente em 2010 (2,63%) mas tem outros, e melhores, motivos para comemorar: o brasileiro comprou mais livros no ano passado. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O volume de vendas ao mercado cresceu 8,3%, e se incluirmos a\u00ed as vendas para o governo, esse crescimento fica em torno dos 13%. O pre\u00e7o do livro caiu 4,42%, seguindo uma tend\u00eancia registrada desde 2004. <br \/>\u00a0<br \/>As livrarias ainda s\u00e3o os principais pontos de venda, mas quem avan\u00e7a mesmo para garantir uma melhor fatia deste mercado \u00e9 o porta a porta, que teve o melhor \u00edndice de crescimento em 2010. Entre os segmentos de livros, destaque para os religiosos, que produziram mais (36%), imprimiram mais (39%) e, consequentemente, faturaram mais (23,9%). Isso se comparado com o ano anterior porque quem lidera mesmo o setor s\u00e3o os did\u00e1ticos. <br \/>\u00a0<br \/>Esses e outros dados da Pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Venda do Setor Editorial Brasileiro, da qual participaram 114 editoras que representam 56% do universo em termos de faturamento, foram revelados pela Fipe, C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel) nesta ter\u00e7a-feira, no Rio de Janeiro. As conclus\u00f5es do Censo do Livro, realizado entre novembro de 2010 e abril de 2011 e referente ao ano de 2009, tamb\u00e9m foram apresentadas. <br \/>\u00a0<br \/>O censo mostrou que em 2009 existiam 750 editoras ativas no Brasil. Se levarmos em conta a\u00a0 defini\u00e7\u00e3o de \u201ceditora\u201d da Unesco, segundo a qual s\u00e3o consideradas editoras aquelas que editam pelo menos 5 livros e imprimem pelo menos 5 mil exemplares ao ano, esse n\u00famero cai para 498. Dessas, 231 (46,4%) faturam at\u00e9 R$ 1 milh\u00e3o; 189 (38,4%) est\u00e3o na faixa de R$ 1 milh\u00e3o e R$ 10 milh\u00f5es; 62 (12,4%) faturam entre R$ 10 milh\u00f5es e R$ 50 milh\u00f5es; e apenas 16 (3,2%) j\u00e1 passaram dos R$ 50 milh\u00f5es ao ano. <br \/>\u00a0<br \/><strong>Pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Venda do Setor Editorial Brasileiro<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong>O mercado editorial brasileiro teve um crescimento de 8,12% entre 2009 e 2010, mas se descontada a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo, de 5,35%, temos um crescimento real de 2,63%. E mais: se as compras do governo ficarem de fora da conta, os 8,12% caem para 2,99%, representando um decr\u00e9scimo real de 2,24% se descontarmos a infla\u00e7\u00e3o. Sem considerar as vendas para o governo, o mercado editorial brasileiro \u00e9 estimado em R$ 3,2 bilh\u00f5es. Com essas vendas, valor chega a R$ 4,2 bilh\u00f5es.<br \/>\u00a0<br \/>Em 2010 foram produzidos mais livros em primeira edi\u00e7\u00e3o \u2013 18.712 contra os 17.183 de 2009 (varia\u00e7\u00e3o de 8,9%), mas o n\u00famero de exemplares impressos n\u00e3o seguiu o crescimento. Em 2009 foram impressos mais de 134 milh\u00f5es de exemplares e em 2010, pouco mais de 136 milh\u00f5es, um aumento de apenas 1,83%. No caso das reedi\u00e7\u00f5es, esse crescimento foi muito maior: 33,19% (exemplares impressos) e 35,34% (t\u00edtulos reeditados). Somando primeira edi\u00e7\u00e3o e reedi\u00e7\u00e3o, foram produzidos no Brasil 54.754 t\u00edtulos em 2010 e 43.814 em 2009, um aumento de 24,9%. Foram impressos 492.579 milh\u00f5es de exemplares no ano passado contra 401.390 milh\u00f5es do ano anterior.<br \/>\u00a0<br \/>Os did\u00e1ticos ainda lideram em n\u00famero de t\u00edtulos editados, com 14.637 lan\u00e7amentos, seguidos das obras gerais (21.379), CTP (11.156) e religiosos (7.581). O crescimento mais expressivo tanto em n\u00famero de t\u00edtulos produzidos quanto de exemplares impressos foi o do segmento de livros religiosos \u2013 36%.e 39,3%, respectivamente. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os did\u00e1ticos continuam rendendo bem \u00e0s editoras e o setor faturou, em 2010, R$ 2,1 bi (crescimento de 17%). Mais feliz foi, novamente, o segmento religioso. Embora menor e com resultados menos expressivos que o dos livros escolares, faturou 23,9% a mais que no ano anterior e fechou 2010 com R$ 494 mil. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Obras gerais registraram queda de 6,38%, totalizando R$ 1,16 bi. J\u00e1 livros do segmento CTP fecharam o ano com R$ 739 mil, 2,44% a mais que no ano anterior. Nesses valores est\u00e3o inclu\u00eddas as vendas para governo.<br \/>\u00a0<br \/><strong>Canais de distribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong>As livrarias ainda s\u00e3o os lugares mais procurados na hora de comprar um livro. Lojas f\u00edsicas e on-line t\u00eam 40,5% de participa\u00e7\u00e3o (em 2009 tinham 42,4%). Distribuidores est\u00e3o em segundo lugar, com 22,5%. Mas quem merece mesmo destaque \u00e9 o segmento de venda porta a porta, que tinha 16,6% do mercado em 2009 e saltou para 21,6% em 2010. As vendas em supermercados, escolas, igrejas, bancas de jornal registraram ligeira queda em 2010.<br \/>\u00a0<br \/>Quando o assunto \u00e9 faturamento, a ordem \u00e9 a mesma, mas a participa\u00e7\u00e3o muda um pouco. As livrarias s\u00e3o respons\u00e1veis por 62,7% do faturamento; as distribuidoras, por 18,35%; e o porta a porta, com 8%. Vale lembrar que apesar de a venda ser volumosa neste segmento, os livros t\u00eam um acabamento mais simples e s\u00e3o um pouco mais em conta.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimado em R$ 4,2 bilh\u00f5es, o mercado editorial nacional cresceu ligeiramente em 2010 (2,63%) mas tem outros, e melhores, motivos para comemorar: o brasileiro comprou mais livros no ano passado. \u00a0 O volume de vendas ao mercado cresceu 8,3%, e se incluirmos a\u00ed as vendas para o governo, esse crescimento fica em torno dos 13%. 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