{"id":3552,"date":"2011-05-30T20:15:02","date_gmt":"2011-05-30T23:15:02","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2011\/05\/30\/nois-podi-vive-caladin\/"},"modified":"2011-05-30T20:15:02","modified_gmt":"2011-05-30T23:15:02","slug":"nois-podi-vive-caladin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/","title":{"rendered":"N\u00f3is podi viv\u00ea caladin?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/> <\/p>\n<p>Resposta ao t\u00edtulo deste artigo \u00e9: podemos, mas seremos castigados. Quando o assunto \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, brasileiros, adoramos nos comparar com outros pa\u00edses. O que \u00e9 normal, j\u00e1 que ocupamos o 73\u00ba lugar no ranking mundial para o \u00edndice de desenvolvimento humano. Ent\u00e3o, para n\u00e3o perder o costume, aqui vai outra compara\u00e7\u00e3o: o debate em torno do livro Por uma vida melhor e a tentativa de legitima\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas afro-americano.<\/p>\n<p \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/> <br \/> <\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em 1996, uma escola p\u00fablica de Oakland, na Calif\u00f3rnia, aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o legitimando os direitos lingu\u00edsticos dos afro-americanos, que passariam a receber instru\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas afro-americano. Os professores n\u00e3o versados nesse socioleto fariam cursos, pagos com recursos p\u00fablicos, para aprend\u00ea-lo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Criou-se um quiproqu\u00f3. Em entrevista \u00e0 CNN, o reverendo Jesse Jackson disparou: &#8220;N\u00e3o se vai para a escola para aprender a falar lixo&#8221;. O colunista William Raspberry, do Jornal Washington Post, tamb\u00e9m mandou brasa contra, classificando o ingl\u00eas afro-americano de inconsistente e incapaz de distinguir o certo do errado. Apesar da opini\u00e3o contr\u00e1ria de linguistas, as autoridades governamentais entenderam que seria mesmo um erro aceitar tal resolu\u00e7\u00e3o. O ent\u00e3o secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o, William Bennett, fez dele as palavras de Jesse Jackson. Diante disso, a escola de Oakland desfez-se da resolu\u00e7\u00e3o original.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Semana passada, o Jornal Nacional, da Rede Globo, criou outro babado lingu\u00edstico ao comunicar, j\u00e1 denunciando, que o MEC havia adotado o livro Para uma vida melhor, de Helo\u00edsa Ramos. A reportagem apresentou ao telespectador um recorte parcial do famigerado livro, onde a autora defende que \u00e9 permitido falar &#8220;os livro&#8221;, embora corra-se o risco de ser v\u00edtima de preconceito lingu\u00edstico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vieram ruidosas rea\u00e7\u00f5es. Na internet , l\u00ea-se: &#8220;O MEC e o livro Por uma vida melhor: a celebra\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia (http:\/\/ pamarangoni.blogspot.com). Ou ainda: &#8220;Meio sinistro essa parada. Voc\u00ea aprende que &#8220;os menino pegou o peixe&#8221; n\u00e3o \u00e9 errado numa situa\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 inadequado em outra. (.). Ent\u00e3o, para acabar o texto, vou usar um frase de Uilian Cheikspi: t\u00e1 legal, eu aceito o argumento, mas n\u00e3o me altere o samba tanto assim.&#8221; (http:\/\/ tiporevista.com.br). No dia 15, o colunista Cl\u00f3vis Rossi, da Folha de S.Paulo, tamb\u00e9m n\u00e3o perdoou: &#8221; (.) o MEC deu aval a um livro que se diz did\u00e1tico no qual se ensina que falar &#8220;os livro&#8221; pode. N\u00e3o pode, n\u00e3o, est\u00e1 errado. \u00c9 ignor\u00e2ncia, pura ignor\u00e2ncia, m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o educacional, pregui\u00e7a do educador em corrigir os erros.&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Assim como aconteceu nos Estados Unidos, linguistas brasileiros argumentam em v\u00e3o a favor da decis\u00e3o do MEC e do livro de Helo\u00edsa, enquanto a crit\u00edca defende cegamente a separa\u00e7\u00e3o entre certo e errado, alegando que seguir as regras da gram\u00e1tica tradicional \u00e9 importante para a unidade nacional. Ser\u00e1? Nas ruas do Egito fala-se um dialeto \u00e1rabe coloquial, mas, na escrita e nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, usa-se o \u00e1rabe padr\u00e3o. Embora essas variantes sejam bastante diferentes entre si, a sua coexist\u00eancia n\u00e3o impede a uni\u00e3o dos eg\u00edpcios em torno da mesma na\u00e7\u00e3o. Tanto n\u00e3o impede, que eles acabaram com uma ditadura perniciosa na base do grito. J\u00e1 o antigo Estado da Iogosl\u00e1via ruiu, embora s\u00e9rvio e croata sejam l\u00ednguas mutuamente intelig\u00edveis.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A varia\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica pode ter consequ\u00eancias interessantes. Se n\u00e3o tivesse existido o latim vulgar, o portug\u00eas, &#8220;\u00faltima flor do L\u00e1cio, inculta e bela&#8221;, n\u00e3o teria nascido ou seria bem diferente do que \u00e9. Viu? As regras &#8220;corretas&#8221; de hoje foram um dia tidas como incultas, filhas de pais ignorantes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Voltemos \u00e0 compara\u00e7\u00e3o entre a decis\u00e3o do MEC e resolu\u00e7\u00e3o de escola de Oakland. Os principais interessados no debate preferem o sil\u00eancio. Em 1996, a comunidade afro-americana n\u00e3o protestou contra as cr\u00edticas ao seu dialeto. Os brasileiros falantes da variante descrita por Helo\u00edsa tamb\u00e9m permanecem calados. Por qu\u00ea? Porque as pessoas t\u00eam medo, medo de serem v\u00edtimas de Bullying social, de preconceito. Preconceito contra a l\u00edngua? N\u00e3o, preconceito contra quem a fala, contra o pobre. J\u00e1 pensou os pobres com a boca no trombone? Deus nos livre, roga a elite. \u00c9 preciso mant\u00ea-los sem voz. Para isso, alega-se, com base no autoritarismo, que eles falam errado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Merecemos respeito naquilo que nos identifica como indiv\u00edduos e como parte de um grupo social: a maneira de nos expressar. Temos tamb\u00e9m o direito de aprender. Aprender outras l\u00ednguas, outros dialetos. Aprender que a express\u00e3o &#8220;t\u00e1 legal, eu aceito o argumento, mas n\u00e3o altere o samba tanto assim&#8221; n\u00e3o \u00e9 de William Shakespeare, mas de Martinho da Vila. Mas para fazer valer nossos direitos \u00e9 preciso romper com o estabelecido, subverter as regras, dar o grito, n\u00e3o importa em que variante lingu\u00edstica. A verdade \u00e9 que nessa selva, onde predominam os interesses da classe dominante, toda mudez ser\u00e1 castigada.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Cilene Rodrigues<\/span><\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ph.D em lingu\u00edstica e professora da University College London<\/span><\/span><\/em><\/p>\n<p> <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resposta ao t\u00edtulo deste artigo \u00e9: podemos, mas seremos castigados. Quando o assunto \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, brasileiros, adoramos nos comparar com outros pa\u00edses. O que \u00e9 normal, j\u00e1 que ocupamos o 73\u00ba lugar no ranking mundial para o \u00edndice de desenvolvimento humano. Ent\u00e3o, para n\u00e3o perder o costume, aqui vai outra compara\u00e7\u00e3o: o debate em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-3552","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>N\u00f3is podi viv\u00ea caladin? &raquo; Abrelivros<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"N\u00f3is podi viv\u00ea caladin? &raquo; Abrelivros\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Resposta ao t\u00edtulo deste artigo \u00e9: podemos, mas seremos castigados. Quando o assunto \u00e9 educa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, brasileiros, adoramos nos comparar com outros pa\u00edses. O que \u00e9 normal, j\u00e1 que ocupamos o 73\u00ba lugar no ranking mundial para o \u00edndice de desenvolvimento humano. Ent\u00e3o, para n\u00e3o perder o costume, aqui vai outra compara\u00e7\u00e3o: o debate em [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Abrelivros\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-05-30T23:15:02+00:00\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"name\":\"Abrelivros\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\",\"name\":\"N\\u00f3is podi viv\\u00ea caladin? &raquo; Abrelivros\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-05-30T23:15:02+00:00\",\"dateModified\":\"2011-05-30T23:15:02+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#\/schema\/person\/2b867f13a717bb230f1a3555505f5593\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"name\":\"In\\u00edcio\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/\",\"name\":\"Not\\u00edcias\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/noticias-da-imprensa\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/noticias-da-imprensa\/\",\"name\":\"Not\\u00edcias da imprensa\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/nois-podi-vive-caladin\/\",\"name\":\"N\\u00f3is podi viv\\u00ea caladin?\"}}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#\/schema\/person\/2b867f13a717bb230f1a3555505f5593\",\"name\":\"\\u00a0\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e80b7f5231be2fff5040a8023da424898002831c5439420df182ae62676d2a6f?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"\\u00a0\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3552"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3552\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}