{"id":3544,"date":"2011-05-30T18:11:16","date_gmt":"2011-05-30T21:11:16","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2011\/05\/30\/educacao-para-o-debate\/"},"modified":"2011-05-30T18:11:16","modified_gmt":"2011-05-30T21:11:16","slug":"educacao-para-o-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/educacao-para-o-debate\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o para o debate"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Disseram que o livro Por uma Vida Melhor estaria autorizando o desrespeito generalizado \u00e0s regras da concord\u00e2ncia e abolindo a diferen\u00e7a entre o certo e o errado no emprego da l\u00edngua portuguesa. Tudo isso com o benepl\u00e1cito do MEC.<\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A celeuma ganhou os jornais nas \u00faltimas semanas. Foi motivada por um trecho no qual se afirma que o aluno pode dizer &#8220;os livro&#8221;. Parece a senha para um vale-tudo na utiliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua. N\u00e3o \u00e9, mas assim foi lido.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">N\u00e3o conhe\u00e7o a autora nem sou educador, embora v\u00ednculos de fam\u00edlia me tenham feito conviver com educadoras desde sempre. Escolhi comentar o caso n\u00e3o apenas porque se refere a um tema importante, mas tamb\u00e9m porque exemplifica um fen\u00f4meno frequente no debate p\u00fablico. T\u00e3o frequente quanto perigoso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O procedimento consiste na desqualifica\u00e7\u00e3o de ideias sem o m\u00ednimo esfor\u00e7o pr\u00e9vio de compreend\u00ea-las. Funciona assim: diante de mero ind\u00edcio de convic\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s minhas, detectados em leitura de vi\u00e9s ou simples ouvir dizer, passo ao ataque para desmoralizar o argumento em quest\u00e3o e os seus autores. \u00c9 a t\u00e9cnica de atirar primeiro e perguntar depois. A v\u00edtima \u00e9 a qualidade do debate p\u00fablico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Existem express\u00f5es, e mesmo palavras, que t\u00eam o cond\u00e3o de desencadear essa rea\u00e7\u00e3o de ataque reflexo. H\u00e1 setores da opini\u00e3o p\u00fablica para os quais a simples men\u00e7\u00e3o \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 motivo para levar a m\u00e3o ao coldre. No caso em pauta, o gatilho da celeuma foi a express\u00e3o &#8220;preconceito lingu\u00edstico&#8221; para qualificar a atitude de quem estigmatiza o &#8220;falar errado&#8221; da linguagem popular. Houve quem aventasse a hip\u00f3tese de que o livro visasse \u00e0 justifica\u00e7\u00e3o oficial dos erros gramaticais do ex-presidente Lula. Um desprop\u00f3sito.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Dei-me ao trabalho de ler o cap\u00edtulo de onde foram extra\u00eddas as &#8220;provas&#8221; do suposto crime contra a l\u00edngua portuguesa. Chama-se Escrever \u00e9 diferente de falar, t\u00edtulo que j\u00e1 antecipa uma preocupa\u00e7\u00e3o com o bom emprego da l\u00edngua no registro formal, t\u00edpico da escrita. S\u00e3o algumas p\u00e1ginas. Nada que um leitor treinado n\u00e3o possa enfrentar em cerca de 10 ou 15 minutos de leitura atenta. Se a fizer sem preven\u00e7\u00e3o, constatar\u00e1 que o livro n\u00e3o aceita a sobreposi\u00e7\u00e3o da linguagem oral sobre a linguagem escrita em qualquer circunst\u00e2ncia, como chegou a ser escrito.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Ao contr\u00e1rio, no cap\u00edtulo em quest\u00e3o, a autora busca justamente marcar a diferen\u00e7a entre a norma culta, indispens\u00e1vel na escrita formal, e as variantes populares da l\u00edngua, admiss\u00edveis na linguagem oral. N\u00e3o se exime ela do ensino das regras. Mas, em vez de recit\u00e1-las, vale-se da t\u00e9cnica da reescrita. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">H\u00e1 uma se\u00e7\u00e3o particularmente interessante sobre o uso da pontua\u00e7\u00e3o. Vale a pena citar uma passagem: &#8220;(&#8230;) uma cuidadosa divis\u00e3o em per\u00edodos \u00e9 decisiva para a clareza dos textos escritos. A l\u00edngua oral conta com gestos, express\u00f5es, entona\u00e7\u00e3o de voz, enquanto a l\u00edngua escrita precisa contar com outros elementos. A pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles&#8221;.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Noves fora um certo ran\u00e7o ideol\u00f3gico, aqui e ali, o livro \u00e9 de bom n\u00edvel. Trabalho de gente s\u00e9ria, que merece cr\u00e9dito. E um pouco mais de respeito. Fica o testemunho: a ONG respons\u00e1vel pela obra tem entre seus dirigentes, se a mem\u00f3ria n\u00e3o me trai, profissionais respons\u00e1veis, no passado, por um dos melhores cursos de Educa\u00e7\u00e3o para Jovens e Adultos da cidade de S\u00e3o Paulo, o supletivo do Col\u00e9gio Santa Cruz.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00c9 justamente a esse p\u00fablico que o livro se dirige. Ele \u00e9 formado por alunos que est\u00e3o travando contato com a norma culta da l\u00edngua mais tarde em sua vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nesse contato tardio, frequentemente se envergonham do seu falar. Emudecem. Reconhecer a legitimidade do repert\u00f3rio lingu\u00edstico que carregam \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que possam aprender. N\u00e3o se trata de proteger esse repert\u00f3rio das conven\u00e7\u00f5es da norma culta, para supostamente preservar a autenticidade da linguagem popular. Isso, sim, seria celebra\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia. E populismo. O livro n\u00e3o ingressa nesse terreno pantanoso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O que est\u00e1 dito acima se aplica tamb\u00e9m \u00e0s crian\u00e7as quando iniciam o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Sabe-se que o primeiro contato com a norma culta da l\u00edngua \u00e9 crucial para o desempenho futuro do aluno como leitor e escritor. Sabe-se igualmente que a absor\u00e7\u00e3o da norma culta \u00e9 um longo processo. O maior risco \u00e9 o de bloque\u00e1-lo logo ao in\u00edcio, marcando com o estigma do fracasso escolar os primeiros passos do aprendizado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No in\u00edcio dos anos 1980, mais de 60% dos alunos eram reprovados na primeira s\u00e9rie do ensino fundamental, o que se refletia em altas taxas de evas\u00e3o escolar. Embatucavam no contato com as primeiras letras (e as primeiras opera\u00e7\u00f5es aritm\u00e9ticas). Melhoramos desde ent\u00e3o? Sim, as taxas de repet\u00eancia, defasagem idade\/s\u00e9rie e evas\u00e3o escolar diminu\u00edram. Parte da melhora se deve \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da progress\u00e3o continuada, outra presa f\u00e1cil da distor\u00e7\u00e3o deliberada, pois pass\u00edvel de ser confundida com a aprova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">N\u00e3o aprendemos, ainda, por\u00e9m, como assegurar a qualidade desejada no aprendizado da l\u00edngua. Mas h\u00e1 sinais de vida. O desempenho dos alunos em Portugu\u00eas vem melhorando, em especial no primeiro ciclo do ensino fundamental, conforme indicam avalia\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, ainda que mais lentamente do que seria desej\u00e1vel e necess\u00e1rio. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A verdade \u00e9 que o desafio \u00e9 enorme: n\u00e3o faz muitos anos que as portas da educa\u00e7\u00e3o fundamental se abriram para todos e a escola passou a ter de ensinar ao &#8220;filho do pobre&#8221; &#8211; dezenas de milh\u00f5es de crian\u00e7as &#8211; a norma culta da l\u00edngua, que seus pais n\u00e3o dominam.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">H\u00e1 muita discuss\u00e3o e aprendizado a serem feitos para vencer esse desafio. \u00c9 \u00f3timo que todos queiram participar. Mas \u00e9 preciso educar-se para o debate. Isso implica desde logo dar-se ao trabalho de conhecer o tema em pauta e ter a disposi\u00e7\u00e3o de entender o ponto de vista alheio antes de desqualific\u00e1-lo. Sem querer ser pedante, \u00e9 o que dizia Voltaire, s\u00e9culos atr\u00e1s: &#8220;Aprendi a respeitar as ideias alheias, a compreender antes de discutir, a discutir antes de condenar&#8221;. Todo mundo ganha com isso.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disseram que o livro Por uma Vida Melhor estaria autorizando o desrespeito generalizado \u00e0s regras da concord\u00e2ncia e abolindo a diferen\u00e7a entre o certo e o errado no emprego da l\u00edngua portuguesa. Tudo isso com o benepl\u00e1cito do MEC. \u00a0 A celeuma ganhou os jornais nas \u00faltimas semanas. 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