{"id":3523,"date":"2011-05-12T14:54:19","date_gmt":"2011-05-12T17:54:19","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2011\/05\/12\/como-rimar-conhecimento-a-desenvolvimento\/"},"modified":"2011-05-12T14:54:19","modified_gmt":"2011-05-12T17:54:19","slug":"como-rimar-conhecimento-a-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/como-rimar-conhecimento-a-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Como rimar conhecimento &#038; desenvolvimento?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os avan\u00e7os registrados nas \u00faltimas d\u00e9cadas no que tange \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos programas sociais t\u00eam sido importantes para trazer uma nova perspectiva e um outro rumo para o Brasil, que vive um triste paradoxo. <\/span><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/>  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00c9 uma das economias que mais cresce globalmente e, ao mesmo tempo, uma na\u00e7\u00e3o cuja popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 preparada e capacitada para acompanhar essa evolu\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto-chave para essa mudan\u00e7a. Junto a ela, diversos projetos sociais s\u00e3o criados para dar condi\u00e7\u00f5es dignas a milh\u00f5es de fam\u00edlias, que t\u00eam a contrapartida de manter as crian\u00e7as estudando. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Uma das maiores a\u00e7\u00f5es do governo federal \u00e9 o Bolsa Fam\u00edlia, que j\u00e1 possui sete anos de exist\u00eancia, e vem registrando \u00edndices satisfat\u00f3rios, de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome (MDS). <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Alunos atendidos pelo programa frequentam mais a escola e registram progress\u00e3o escolar, al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o da pobreza e da desigualdade. Contudo, a discuss\u00e3o sobre programas sociais \u00e9 muito mais ampla.Tanto que a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) realizou, no dia 2 de maio, o semin\u00e1rio &#8220;A Agenda Social do Brasil &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o e Perspectivas&#8221;. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo os especialistas presentes ao debate, \u00e9 preciso evitar que as pessoas se acomodem com os benef\u00edcios recebidos, isto \u00e9, fugir do simples assistencialismo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O recebimento de uma renda m\u00ednima deveria ser o ponto de partida para buscar outras fontes de sobreviv\u00eancia. Mas, para isso, \u00e9 preciso qualificar a popula\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;O debate do Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 chamado de porta de sa\u00edda, uma vez que j\u00e1 foi dada a renda m\u00ednima e deve-se ter incrementos para que o pobre deixe de ser pobre. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O sucesso do programa deveria ser mensurado n\u00e3o pela quantidade de fam\u00edlias que est\u00e3o no programa. A medida de sucesso deveria ser tir\u00e1-las do Bolsa Fam\u00edlia, ou seja, grupos de fam\u00edlias que, gra\u00e7as a um conjunto de a\u00e7\u00f5es, pudessem deixar de depender dessa a\u00e7\u00e3o social. Para isso acontecer, \u00e9 necess\u00e1rio qualificar as pessoas. E a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental&#8221;, relata o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), Fernando Veloso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<br \/>A liga\u00e7\u00e3o entre os projetos educacionais e sociais tamb\u00e9m deveria ser mais pr\u00f3xima. Coordenador da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo da FGV, Andr\u00e9 Portela Souza afirma que o Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 vinculado apenas \u00e0 frequ\u00eancia dos alunos, de 7 a 17 anos, \u00e0 escola. Para ele, essa \u00e9 uma regra redundante, uma vez que o acesso a este n\u00edvel de ensino j\u00e1 est\u00e1 bastante ampliado no Brasil. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;\u00c9 poss\u00edvel aprimorar essas condicionalidades de modo a melhorar a qualidade dessa demanda por educa\u00e7\u00e3o por parte das fam\u00edlias. Isso pode, de alguma maneira, atrelar o acompanhamento a outras atividades da escola, \u00e0 aprendizagem ou outro desenvolvimento educacional que seria importante para a crian\u00e7a. E o Bolsa Fam\u00edlia ficaria sendo o incentivo para isso. S\u00f3 a frequ\u00eancia, n\u00e3o basta&#8221;, explica.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Pesquisador defende novo modelo para o ensino m\u00e9dio &#8211; De fato, conforme dados de um estudo da FGV, 98% das crian\u00e7as na idade de cursar o ensino fundamental est\u00e3o na escola. No entanto, o problema est\u00e1 exatamente na outra ponta, uma vez que, na faixa dos 16 anos de idade, apenas 63% concluem esse n\u00edvel de escolaridade. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No ensino m\u00e9dio, na m\u00e9dia de 19 anos, apenas 50% terminam. Apesar destes n\u00fameros abaixo do esperado, tamb\u00e9m neste aspecto, j\u00e1 houve melhora significativa. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;O acesso aumentou bastante, mas os estudantes n\u00e3o concluem e, eventualmente, ocorre a evas\u00e3o escolar. \u00c9 muito comum no Brasil ouvir a quest\u00e3o da quantidade, de que est\u00e1 todo mundo na escola, agora vamos focar na qualidade. De fato, a taxa de conclus\u00e3o aumentou no ensino fundamental de 29%, em 1995, para 63%, em 2009. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O n\u00edvel m\u00e9dio foi de 17% para 50%&#8221;, revela Fernando Veloso. Para evitar que esse \u00edndice elevado de jovens que n\u00e3o concluem o ensino m\u00e9dio se mantenha nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, o pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), Simon Schwartzman, detalha a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o de alternativas para a forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel m\u00e9dio. E sugere uma reforma total no modelo para este segmento.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;N\u00e3o pode obrigar que todos os estudantes fa\u00e7am o n\u00edvel m\u00e9dio convencional.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No Brasil, ele \u00e9 carregado, tem um n\u00famero excessivo de mat\u00e9rias, exige um tipo de forma\u00e7\u00e3o enciclop\u00e9dica que n\u00e3o faz sentido no mundo de hoje. Al\u00e9m do mais, praticamente impede o desenvolvimento da forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica no n\u00edvel m\u00e9dio.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Precisa ser mexido, mas implica alterar a Lei de Diretrizes e Bases e fazer uma revis\u00e3o profunda da natureza de como est\u00e1 organizado o ensino m\u00e9dio no pa\u00eds&#8221;, opina. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Schwartzman aponta a falta de qualidade nas escolas como uma das causas para a evas\u00e3o. Al\u00e9m de o aluno n\u00e3o conseguir acompanhar o ritmo dos estudos e n\u00e3o entender o conte\u00fado das disciplinas, principalmente de Matem\u00e1tica, h\u00e1 est\u00edmulos externos ao col\u00e9gio que interferem diretamente no aprendizado. E isso pode acarretar em um outro problema s\u00e9rio que os gestores de educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o tendo que controlar: a defasagem idade-s\u00e9rie. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Apenas 51% dos estudantes de 15 a 17 anos est\u00e3o matriculados no n\u00edvel correto, enquanto 33% j\u00e1 est\u00e3o atrasados e 15% abandonaram os estudos. No total, 35% dos alunos do ensino m\u00e9dio est\u00e3o acima da idade estabelecida.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;O problema tem a ver, em parte, com a m\u00e1 qualidade da escola. E, quando o jovem chega a essa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso criar coisas diferentes para que algo fa\u00e7a sentido para ele. Se quiser for\u00e7\u00e1-lo a fazer o programa convencional, n\u00e3o vai conseguir. O aluno que est\u00e1 na s\u00e9rie com a idade correta provavelmente ter\u00e1 mais facilidade de seguir o curso do que o mais velho, que muitas vezes tem que trabalhar, estuda \u00e0 noite, n\u00e3o teve uma boa forma\u00e7\u00e3o desde a base. A possibilidade de essa pessoa n\u00e3o conseguir concluir \u00e9 muito mais alta&#8221;, afirma Schwartzman, que completa. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;A interven\u00e7\u00e3o tardia pode ter resultados importantes se orientada para compet\u00eancias n\u00e3o cognitivas. Por\u00e9m, programas compensat\u00f3rios em sala para corrigir d\u00e9ficits cognitivos iniciais t\u00eam resultados med\u00edocres.&#8221; <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No dia 4, o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE) aprovou, por unanimidade, as novas diretrizes curriculares nacionais para o ensino m\u00e9dio. Elas seguir\u00e3o para o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), onde poder\u00e3o ser homologadas para entrarem em vigor, ainda que por recomenda\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Apesar de manter a carga hor\u00e1ria m\u00ednima de 2,4 mil horas, o relat\u00f3rio permite que as escolas ofere\u00e7am conhecimentos e atividades al\u00e9m das obrigat\u00f3rias e possibilitam a oferta de aulas a dist\u00e2ncia em at\u00e9 20% da carga hor\u00e1ria, nas turmas que estudam \u00e0 noite. Os cursos noturnos tamb\u00e9m poder\u00e3o durar mais do que os atuais tr\u00eas anos, para garantir que os alunos consigam completar o ciclo m\u00ednimo de aula.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Uma das explica\u00e7\u00f5es para o gargalo na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira pode ser a concentra\u00e7\u00e3o do investimento destinado pelo governo federal ao ensino superior. Atualmente, o pa\u00eds investe 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educa\u00e7\u00e3o, mas o Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o prev\u00ea a meta de 7%. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O texto aprovado na Confer\u00eancia Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (Conae), que serviu de base para a formula\u00e7\u00e3o do projeto de lei da PNE, previa 10%. E esse problema afeta tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, cujo mercado de trabalho clama pela qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais. &#8220;O que falta \u00e9 utilizar esse dinheiro de forma eficiente. Foram v\u00e1rias experi\u00eancias de estados e munic\u00edpios que conseguiram melhorar os indicadores com os recursos que t\u00eam. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O Brasil gasta em m\u00e9dia o que pa\u00edses parecidos com ele gastam. H\u00e1 sempre argumentos de que o Brasil tem atraso hist\u00f3rico na educa\u00e7\u00e3o, talvez precisasse gastar um pouco mais para compensar. A evid\u00eancia clara aponta que o Brasil n\u00e3o gasta pouco em Educa\u00e7\u00e3o, mas o dinheiro \u00e9 mal empregado. Direciona muito para o ensino superior, em vez do b\u00e1sico. E mesmo o gasto no b\u00e1sico \u00e9 pouco eficiente&#8221;, garante Fernando Veloso.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Pisa: mau desempenho dos brasileiros &#8211; No fim de 2010, a Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) divulgou o resultado de mais uma edi\u00e7\u00e3o do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Alunos (Pisa, na sigla em ingl\u00eas). E o Brasil pode comemorar, mesmo que sem muita empolga\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O pa\u00eds teve a terceira maior evolu\u00e7\u00e3o nas m\u00e9dias de 65 na\u00e7\u00f5es e conseguiu superar a barreira dos 400 pontos em leitura e Ci\u00eancias, mas ficou abaixo desse patamar em Matem\u00e1tica. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O resultado, no entanto, ainda est\u00e1 longe de ser positivo. Nas tr\u00eas \u00e1reas, pelo menos, a metade dos jovens brasileiros n\u00e3o consegue passar do n\u00edvel mais b\u00e1sico de compreens\u00e3o. S\u00e3o avaliados estudantes de 15 anos completos em todos os pa\u00edses membros da OCDE, mais os convidados, como Brasil, M\u00e9xico, Argentina e Chile.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nas primeiras posi\u00e7\u00f5es, aparecem pa\u00edses como a China, Finl\u00e2ndia, Cingapura e Coreia do Sul, que apresentaram pontua\u00e7\u00f5es excelentes e grande evolu\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Seria f\u00e1cil dizer que o Brasil poderia adaptar experi\u00eancias positivas dessas na\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, de acordo com o pesquisador Fernando Veloso, para chegar ao patamar desejado, \u00e9 preciso evoluir muito.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vai ser dif\u00edcil aproveitar experi\u00eancias desses locais, pois h\u00e1 toda uma trajet\u00f3ria na dire\u00e7\u00e3o da baixa \u00e0 alta qualidade na educa\u00e7\u00e3o. Na Finl\u00e2ndia, por exemplo, h\u00e1 um sistema muito baseado em autoavalia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 avalia\u00e7\u00f5es constantes, s\u00e3o as pr\u00f3prias escolas que as realizam. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Quando se est\u00e1 com resultados bem abaixo, como \u00e9 o caso do Brasil, o sistema tem que ser de medi\u00e7\u00f5es constantes, para identificar os problemas. \u00c0 medida em que vai subindo no ranking de qualidade, vai tornando o sistema mais descentralizado. N\u00e3o \u00e9 a melhor ideia observar as experi\u00eancias positivas desses pa\u00edses e querer fazer igual no Brasil. \u00c9 muito mais importante entender como eles chegaram a esse \u00edndice.<br \/><\/span><\/span>\u00a0<\/p>\n<p> <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os avan\u00e7os registrados nas \u00faltimas d\u00e9cadas no que tange \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos programas sociais t\u00eam sido importantes para trazer uma nova perspectiva e um outro rumo para o Brasil, que vive um triste paradoxo. \u00a0 \u00c9 uma das economias que mais cresce globalmente e, ao mesmo tempo, uma na\u00e7\u00e3o cuja popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 preparada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-3523","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Como rimar conhecimento &amp; desenvolvimento? 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