{"id":3403,"date":"2011-02-04T14:34:52","date_gmt":"2011-02-04T16:34:52","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2011\/02\/04\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/"},"modified":"2011-02-04T14:34:52","modified_gmt":"2011-02-04T16:34:52","slug":"os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/","title":{"rendered":"Os livros resistir\u00e3o \u00e0s tecnologias digitais"},"content":{"rendered":"<p>Diferentemente dos que prev\u00eaem o fim da leitura e dos livros por causa dos computadores, Chartier &#8211; acha que a internet pode ser uma poderosa aliada para manter a cultura escrita. \u201cAl\u00e9m de auxiliar no aprendizado, a tecnologia faz circular os textos de forma intensa, aberta e universal e, acredito, vai criar um novo tipo de obra liter\u00e1ria ou hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Dispomos hoje de tr\u00eas formas de produ\u00e7\u00e3o, transcri\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de texto: a m\u00e3o, impressa e eletr\u00f4nica e elas coexistem\u201d.O franc\u00eas Roger Chartier &#8211; \u00e9 um dos mais reconhecidos historiadores da atualidade. Professor e pesquisador da Escola de Altos Estudos em Ci\u00eancias Sociais e professor do Coll\u00e8ge de France, ambos em Paris, tamb\u00e9m leciona na Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos, e viaja o mundo proferindo palestras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Sua especialidade \u00e9 a leitura, com \u00eanfase nas pr\u00e1ticas culturais da humanidade. Mas ele n\u00e3o se debru\u00e7a apenas sobre o passado. Interessa-se tamb\u00e9m pelos efeitos da revolu\u00e7\u00e3o digital. \u201cEstamos vivendo a primeira transforma\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de textos e essa mudan\u00e7a na forma e no suporte influencia o pr\u00f3prio h\u00e1bito de ler\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No fim de junho, Chartier &#8211; esteve no Brasil para lan\u00e7ar seu livro Inscrever &#038; Apagar, em que discute a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e a efemeridade dos textos escritos. Nesta entrevista, ele conta como a leitura se popularizou no s\u00e9culo 19, mas destaca que bem antes disso j\u00e1 existiam textos circulando pelos lugares mais remotos da Europa na forma de literatura de cordel e de bibliotecas ambulantes. Confira os principais trechos da conversa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como era, no passado, o contato das crian\u00e7as e dos jovens com a leitura?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong>Roger Chartier A literatura se restringia \u00e0s pe\u00e7as teatrais. As representa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas em Londres, como podemos ver nas \u00faltimas cenas do filme Shakespeare Apaixonado, e nas arenas da Espanha s\u00e3o exemplos disso. J\u00e1 nos s\u00e9culos 19 e 20, as crian\u00e7as e os jovens conheciam a literatura por meio de exerc\u00edcios escolares: leitura de trechos de obras, recita\u00e7\u00f5es, c\u00f3pias e produ\u00e7\u00f5es que imitavam o estilo de autores antigos, como as famosas cartas da escritora Madame de S\u00e9vign\u00e9 (1626-1696) e as f\u00e1bulas de La Fontaine (1621-1695).<\/p>\n<p><strong>Quando a leitura se tornou popular?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong>Chartier No s\u00e9culo 19, surgiu um novo contingente de leitores: crian\u00e7as, mulheres e trabalhadores. Para esses novos p\u00fablicos, os editores lan\u00e7aram livros escolares, revistas e jornais. Por\u00e9m, desde o s\u00e9culo 16, existiam livros populares na Europa: a literatura de cordel na Espanha e em Portugal, os chapbooks (pequenos livros comercializados por vendedores ambulantes) na Inglaterra e a Biblioteca Azul (acervo que circulava em regi\u00f5es remotas) na Fran\u00e7a. Por outro lado, certos leitores mais alfabetizados que os demais se apropriaram dos textos lidos pelas elites.O livro O Queijo e os Vermes, do italiano Carlo Guinzburg, publicado em 1980, relata as leituras de um moleiro do s\u00e9culo 16.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>As pr\u00e1ticas atuais de leitura t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com as pr\u00e1ticas do passado?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong>Chartier \u00c9 claro. Na Renascen\u00e7a, por exemplo, a leitura e a escrita eram acess\u00edveis a poucas pessoas, que utilizavam uma t\u00e9cnica conhecida como loci comunes, ou lugares-comuns, ou seja, exemplos a serem seguidos e imitados. O leitor assinalava nos textos trechos para copiar, fazia marca\u00e7\u00f5es nas margens dos livros e anota\u00e7\u00f5es num caderno para usar essas cita\u00e7\u00f5es nas pr\u00f3prias produ\u00e7\u00f5es. No s\u00e9culo 16, editores publicaram compila\u00e7\u00f5es de lugares-comuns para facilitar a tarefa dos leitores, como fez o fil\u00f3sofo Erasmo de Roterd\u00e3 (1466-1536).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Em que medida compreender essas e outras pr\u00e1ticas sociais de leitura pode transformar a rela\u00e7\u00e3o com os textos escritos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><br \/>Chartier Os estudos da hist\u00f3ria da leitura costumam esquecer dois importantes elementos: o suporte material dos textos e as variadas formas de ler. Eles s\u00e3o decisivos para a constru\u00e7\u00e3o de sentido e interpreta\u00e7\u00e3o da leitura em qualquer \u00e9poca. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes (1547-1616), era lido em sil\u00eancio, como hoje, mas tamb\u00e9m em voz alta, cap\u00edtulo por cap\u00edtulo, para plat\u00e9ias de ouvintes. Todas as pesquisas nessa \u00e1rea formam um patrim\u00f4nio comum com o qual os professores podem construir estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas, considerando as pr\u00e1ticas de leitura.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Que papel a literatura ocupa na Educa\u00e7\u00e3o atual?<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong>Chartier A escola se afastou da literatura, principalmente no Brasil, porque est\u00e1 preocupada em oferecer ao maior n\u00famero poss\u00edvel de crian\u00e7as as habilidades b\u00e1sicas de leitura e escrita. Mas acredito que os professores devem acolher a literatura novamente, da alfabetiza\u00e7\u00e3o aos cursos de n\u00edvel superior, como mostram v\u00e1rias experi\u00eancias pedag\u00f3gicas. Na Fran\u00e7a, por exemplo, um filme rec\u00e9m-lan\u00e7ado exibe uma pe\u00e7a do dramaturgo Pierre de Marivaux (1688-1763) encenada por jovens moradores de bairros pobres.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Muitos dizem que desenvolver o gosto dos jovens pela leitura \u00e9 um desafio.<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/><\/strong>Chartier Certamente. Mas \u00e9 papel da escola incentivar a rela\u00e7\u00e3o dos alunos com um patrim\u00f4nio cultural cujos textos servem de base para pensar a rela\u00e7\u00e3o consigo mesmo, com os outros e o mundo. \u00c9 preciso tirar proveito das novas possibilidades do mundo eletr\u00f4nico e ao mesmo tempo entender a l\u00f3gica de outro tipo de produ\u00e7\u00e3o escrita que traz ao leitor instrumentos para pensar e viver melhor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O senhor quer dizer que a internet pode ajudar os jovens a conhecer a riqueza do mundo liter\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p> <strong> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>Essa fragmenta\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados na internet n\u00e3o afeta negativamente a forma\u00e7\u00e3o de novos leitores?<br \/>Chartier Provavelmente sim. Na internet, n\u00e3o h\u00e1 nada que obrigue o leitor a ler uma obra inteira e a compreender em sua totalidade. Mas cabe \u00e0s escolas, bibliotecas e meios de comunica\u00e7\u00e3o mostrar que h\u00e1 outras formas de leitura que n\u00e3o est\u00e3o na tela dos computadores. O professor deve ensinar que um romance \u00e9 uma obra que se l\u00ea lentamente, de forma reflexiva. E que isso \u00e9 muito diferente de pular de uma informa\u00e7\u00e3o a outra, como fazemos ao ler not\u00edcias ou um site. Por tudo isso, n\u00e3o tenho d\u00favida de que a cultura impressa continuar\u00e1 existindo.<\/p>\n<p>As novas tecnologias n\u00e3o comprometem o entendimento e o sentido completo de uma obra liter\u00e1ria?<br \/>Chartier Sim e n\u00e3o. A pergunta que devemos nos fazer \u00e9: o que \u00e9 um texto? O que \u00e9 um livro? A tecnologia refor\u00e7a a possibilidade de acesso ao texto liter\u00e1rio, mas tamb\u00e9m faz com que seja dif\u00edcil apreender sua totalidade, seu sentido completo. \u00c9 a mesma superf\u00edcie (uma tela) que exibe todos os tipos de texto no mundo eletr\u00f4nico. \u00c9 fun\u00e7\u00e3o da escola e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o manter o conceito do que \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o intelectual e valorizar os dois modos de leitura, o digital e o papel. \u00c9 essencial fazer essa ponte nos dias de hoje.<\/p>\n<p>O novo suporte tecnol\u00f3gico pode auxiliar a leitura, mas n\u00e3o necessariamente o desempenho escolar.<br \/>Chartier Pesquisas realizadas em v\u00e1rios pa\u00edses mostram que o uso do computador na Educa\u00e7\u00e3o, quando acompanhado de m\u00e9todos pedag\u00f3gicos, melhora, sim, o aprendizado, acelera a alfabetiza\u00e7\u00e3o e permite o dom\u00ednio das regras da l\u00edngua, como a ortografia e a sintaxe. \u00c9 preciso desenvolver pol\u00edticas p\u00fablicas que tenham por objetivo a correta utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia na sala de aula.<\/p>\n<p>O senhor acha que o e-paper (dispositivo eletr\u00f4nico flex\u00edvel como uma folha de papel) \u00e9 o futuro do livro?<br \/>Chartier Os textos eletr\u00f4nicos s\u00e3o abertos, male\u00e1veis, gratuitos e esses aspectos s\u00e3o contr\u00e1rios aos da publica\u00e7\u00e3o tradicional de um texto (que pressup\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um objeto de neg\u00f3cio). Para ser publicado, um texto deve ser est\u00e1vel. Na internet, os textos eletr\u00f4nicos continuaram protegidos, ou seja, n\u00e3o podem ser alterados, e t\u00eam de ser comprados e descarregados no computador do usu\u00e1rio integralmente. Para mim, a discuss\u00e3o sobre o futuro dos livros passa pela oposi\u00e7\u00e3o entre comunica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, entre maleabilidade e gratuidade.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria da humanidade, acompanhamos a passagem da leitura oral para a silenciosa, a expans\u00e3o dos livros e dos jornais e a transmiss\u00e3o eletr\u00f4nica de textos. Qual foi a mais radical?<br \/>Chartier Sem d\u00favida, a transmiss\u00e3o eletr\u00f4nica. E por uma raz\u00e3o bastante simples: nunca houve uma transforma\u00e7\u00e3o t\u00e3o radical na t\u00e9cnica de produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de textos e no suporte deles. O livro j\u00e1 existia antes de Guttenberg criar os tipos m\u00f3veis, mas as pr\u00e1ticas de leitura come\u00e7aram lentamente a se modificar com a possibilidade de imprimir os volumes em larga escala. Hoje temos no mundo digital um novo suporte, a tela do computador, e uma nova pr\u00e1tica de leitura, muito mais r\u00e1pida e fragmentada. Ela abre um mundo de possibilidades, mas tamb\u00e9m muitos desafios para quem gosta de ler e sobretudo para os professores, que precisam desenvolver em seus alunos o prazer da leitura.<\/p>\n<p>\u00c9 muito f\u00e1cil publicar informa\u00e7\u00f5es falsas na Internet. Como evitar isso?<br \/>Chartier A leitura do texto eletr\u00f4nico priva o leitor dos crit\u00e9rios de julgamento que existem no mundo impresso. Uma informa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica publicada num livro de uma editora respeitada tem mais chance de estar correta do que uma que saiu numa revista ou num site. \u00c9 claro que h\u00e1 erros nos livros e \u00f3timos artigos em revistas e sites. Mas h\u00e1 um sistema de refer\u00eancias que hierarquiza as possibilidades de acerto no mundo impresso e que n\u00e3o existe no mundo digital. Isso permite que haja tantos pl\u00e1gios e informa\u00e7\u00f5es falsas. Precisamos fornecer instrumentos cr\u00edticos para controlar e corrigir informa\u00e7\u00f5es na internet, evitando que a m\u00e1quina seja um ve\u00edculo de falsifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> <\/strong>Chartier Sim. O essencial da leitura hoje passa pela tela do computador. Mas muita gente diz que o livro acabou, que ningu\u00e9m mais l\u00ea, que o texto est\u00e1 amea\u00e7ado. Eu n\u00e3o concordo. O que h\u00e1 nas telas dos computadores? Texto \u2013 e tamb\u00e9m imagens e jogos. A quest\u00e3o \u00e9 que a leitura atualmente se d\u00e1 de forma, fragmentada, num mundo em que cada texto \u00e9 pensado como uma unidade separada de informa\u00e7\u00e3o. Essa forma de leitura se reflete na rela\u00e7\u00e3o com as obras, j\u00e1 que o livro impresso d\u00e1 ao leitor a percep\u00e7\u00e3o de totalidade, coer\u00eancia e identidade \u2013 o que n\u00e3o ocorre na tela. \u00c9 muito dif\u00edcil manter um contato profundo com um romance de Machado de Assis no computador<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentemente dos que prev\u00eaem o fim da leitura e dos livros por causa dos computadores, Chartier &#8211; acha que a internet pode ser uma poderosa aliada para manter a cultura escrita. \u201cAl\u00e9m de auxiliar no aprendizado, a tecnologia faz circular os textos de forma intensa, aberta e universal e, acredito, vai criar um novo tipo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-3403","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Os livros resistir\u00e3o \u00e0s tecnologias digitais &raquo; Abrelivros<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Os livros resistir\u00e3o \u00e0s tecnologias digitais &raquo; Abrelivros\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Diferentemente dos que prev\u00eaem o fim da leitura e dos livros por causa dos computadores, Chartier &#8211; acha que a internet pode ser uma poderosa aliada para manter a cultura escrita. \u201cAl\u00e9m de auxiliar no aprendizado, a tecnologia faz circular os textos de forma intensa, aberta e universal e, acredito, vai criar um novo tipo [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Abrelivros\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2011-02-04T16:34:52+00:00\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"name\":\"Abrelivros\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\",\"name\":\"Os livros resistir\\u00e3o \\u00e0s tecnologias digitais &raquo; Abrelivros\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#website\"},\"datePublished\":\"2011-02-04T16:34:52+00:00\",\"dateModified\":\"2011-02-04T16:34:52+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#\/schema\/person\/2b867f13a717bb230f1a3555505f5593\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/\",\"name\":\"In\\u00edcio\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/\",\"name\":\"Not\\u00edcias\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/noticias-da-imprensa\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/category\/noticias\/noticias-da-imprensa\/\",\"name\":\"Not\\u00edcias da imprensa\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":4,\"item\":{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\",\"url\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/os-livros-resistirao-as-tecnologias-digitais\/\",\"name\":\"Os livros resistir\\u00e3o \\u00e0s tecnologias digitais\"}}]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#\/schema\/person\/2b867f13a717bb230f1a3555505f5593\",\"name\":\"\\u00a0\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/e80b7f5231be2fff5040a8023da424898002831c5439420df182ae62676d2a6f?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"\\u00a0\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3403"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3403\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}