{"id":3301,"date":"2010-10-25T13:47:31","date_gmt":"2010-10-25T15:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2010\/10\/25\/encruzilhada\/"},"modified":"2010-10-25T13:47:31","modified_gmt":"2010-10-25T15:47:31","slug":"encruzilhada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/encruzilhada\/","title":{"rendered":"Encruzilhada"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Etapa intermedi\u00e1ria, o ensino m\u00e9dio tem representado o est\u00e1gio em que a educa\u00e7\u00e3o deixa muitos alunos para tr\u00e1s. Reformul\u00e1-lo tem sido um desafio para v\u00e1rios pa\u00edses.<\/span><\/span><\/p>\n<p \/><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\" \/><span style=\"font-size: 10pt;\" \/> <br \/> <\/span><\/span><\/p>\n<div><\/div>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Tradicionalmente, o ensino m\u00e9dio \u00e9 uma esp\u00e9cie de filho do meio da educa\u00e7\u00e3o brasileira, aquele que fica &#8220;esquecido&#8221; e &#8220;pressionado&#8221; entre o irm\u00e3o mais velho e o mais novo. Sem uma identidade clara, com um curr\u00edculo engessado e excessivamente acad\u00eamico, al\u00e9m de sofrer com a falta de professores, acaba n\u00e3o preparando os alunos adequadamente para avan\u00e7ar nos estudos nem para ingressar no mercado de trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">As defici\u00eancias se traduzem no fraco resultado do secund\u00e1rio no Ideb de 2009, que revelou a estagna\u00e7\u00e3o do desempenho dos alunos no pa\u00eds e piora em sete estados. Outro sintoma da crise \u00e9 a falta de interesse dos adolescentes pela escola. Apenas a metade dos jovens da faixa et\u00e1ria adequada, de 15 a 17 anos, frequenta o ensino m\u00e9dio. E o que \u00e9 pior: 2 milh\u00f5es de jovens nessa faixa et\u00e1ria est\u00e3o fora da escola.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Os problemas enfrentados pelo Brasil n\u00e3o s\u00e3o exclusividade nossa &#8211; ainda que aqui sejam mais acentuados.\u00a0 V\u00e1rios pa\u00edses t\u00eam promovido reformas e ajustes nos seus sistemas de ensino com a finalidade de assegurar, ao maior n\u00famero de estudantes poss\u00edvel, acesso a uma forma\u00e7\u00e3o de melhor qualidade e significativa para o mundo do trabalho e a vida na sociedade do s\u00e9culo 21.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">E como o conhecimento est\u00e1 na ordem do dia e o ensino m\u00e9dio se tornou, em boa parte do planeta, o pr\u00e9-requisito para obter um emprego, o desafio \u00e9 formatar uma estrutura e um curr\u00edculo que permitam aos jovens desenvolver qualifica\u00e7\u00f5es para o trabalho e sua capacidade de aprender ao longo da vida.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Por isso, a diversifica\u00e7\u00e3o da oferta, a cria\u00e7\u00e3o de formas de equival\u00eancia e transi\u00e7\u00e3o entre os diferentes tipos de curso d\u00e3o o tom dos sistemas de ensino de boa parte dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na Finl\u00e2ndia e nos Estados Unidos, a flexibilidade \u00e9 o eixo. O pa\u00eds n\u00f3rdico possui <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">uma das estruturas mais flex\u00edveis que se conhece: n\u00e3o existem s\u00e9ries e o curr\u00edculo \u00e9 organizado em m\u00f3dulos semestrais. Para se graduar, basta que o aluno acumule determinado n\u00famero de cr\u00e9ditos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nos Estados Unidos, o sistema educacional foi constru\u00eddo de modo a proporcionar o acesso \u00e0 escola comum a todos os adolescentes, sem filtros e demarca\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias &#8211; como ocorre na Alemanha e Inglaterra, onde somente os mais bem avaliados podem fazer os cursos secund\u00e1rios que se destinam aos futuros ingressantes nas universidades.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Desse modo, as high schools norte-americanas s\u00e3o, na verdade, tr\u00eas escolas no mesmo pr\u00e9dio, como explica o professor C\u00e2ndido Alberto Gomes, da Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia (UCB), no artigo &#8220;Ensino secund\u00e1rio nos Estados Unidos &#8211; Novos problemas e novas solu\u00e7\u00f5es&#8221;: a escola acad\u00eamica (para os alunos de melhor aproveitamento), a vocacional (prepara\u00e7\u00e3o para o trabalho) e a geral (para os de menor aproveitamento). Em cada ramo, existem subdivis\u00f5es por turmas, segundo o aproveitamento do aluno.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A diversifica\u00e7\u00e3o, diz Jo\u00e3o Batista de Oliveira Ara\u00fajo, presidente do Instituto Alfa e Beto, \u00e9 a norma (n\u00e3o a exce\u00e7\u00e3o) no ensino m\u00e9dio nos pa\u00edses mais avan\u00e7ados. &#8220;H\u00e1 diversifica\u00e7\u00e3o dentro das escolas e entre as escolas.&#8221;\u00a0 Nos pa\u00edses da OCDE, ela se d\u00e1 por meio da oferta de um ensino m\u00e9dio acad\u00eamico e um ensino profissionalizante. No ramo acad\u00eamico, costuma haver uma divis\u00e3o entre as grandes \u00e1reas do conhecimento; j\u00e1 o profissionalizante \u00e9 organizado por profiss\u00f5es ou por \u00e1reas &#8211; tend\u00eancia esta que vem ganhando espa\u00e7o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Mas, como aponta a superintendente executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, os tradicionais modelos europeu e norte-americano n\u00e3o se ajustam mais \u00e0s demandas da sociedade contempor\u00e2nea. O primeiro (ou ao menos a dire\u00e7\u00e3o que prevalece em muitos pa\u00edses europeus) \u00e9 criticado por ser pouco democr\u00e1tico e excessivamente seletivo, na medida em que &#8220;predetermina na adolesc\u00eancia o que a pessoa ser\u00e1 posteriormente&#8221;. Na Holanda, por exemplo, define-se aos 12 anos de idade se o aluno vai para o ensino secund\u00e1rio vocacional, geral ou pr\u00e9-universit\u00e1rio.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 a falha do modelo norte-americano \u00e9 agregar pouco \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do jovem. &#8220;A flexibilidade \u00e9 grande, capaz de atender a uma demanda muito variada, mas o aluno sai com pouca cultura geral&#8221;, analisa Wanda.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Uso x ac\u00famulo de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong><\/span><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Num mundo competitivo, de mudan\u00e7as aceleradas em que os diplomas valem cada vez menos (porque mais e mais pessoas t\u00eam um n\u00edvel maior de escolaridade), \u00e9 essencial que a educa\u00e7\u00e3o seja \u00fatil. &#8220;O aluno precisa ter uma base bem ampla de educa\u00e7\u00e3o geral n\u00e3o tanto para saber, por exemplo, leis da f\u00edsica, mas para aprender a conhecer, aprender a pesquisar e estar aberto ao novo&#8221;, analisa Gomes, da UCB. O recado \u00e9 claro: \u00e9 mais importante saber usar a informa\u00e7\u00e3o do que acumul\u00e1-la.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Nesse novo cen\u00e1rio, a palavra-chave \u00e9 converg\u00eancia. Converg\u00eancia entre a educa\u00e7\u00e3o geral e a profissionalizante, entre o ensino secund\u00e1rio e o superior, entre a escola e o mercado de trabalho\/demandas do mundo contempor\u00e2neo. Isso para que a escola seja capaz de incorporar e manter os jovens, ofertando a eles uma forma\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a sentido.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O programa TechPrep, dos Estados Unidos, \u00e9 um exemplo das estrat\u00e9gias adotadas para tentar tornar o ensino m\u00e9dio mais significativo para o aluno e a sociedade.\u00a0 Presente em quase metade das escolas secund\u00e1rias, o TechPrep \u00e9 um programa de participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, conduzido durante quatro anos de ensino secund\u00e1rio + dois de ensino superior. Uma de suas principais vantagens, explica Gomes, \u00e9 que, ao aderir ao TechPrep, o jovem \u00e9 induzido a formular, por si pr\u00f3prio, seus objetivos de carreira profissional.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Outro pilar do programa \u00e9 o estudo contextualizado dos conte\u00fados da educa\u00e7\u00e3o geral, os quais s\u00e3o trabalhados de maneira a explicitar as rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia e vida, ci\u00eancia e tecnologia e teoria e pr\u00e1tica &#8211; uma das chaves para tornar o ensino m\u00e9dio mais atraente e significativo para o jovem, nos termos de Wanda Engel, do Instituto Unibanco. &#8220;\u00c9 importante que existam mecanismos que induzam \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o no sentido de aprendizagem de um of\u00edcio, mas que garantam aos jovens ferramentas para ingressar no mundo do trabalho.&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">As vantagens desse modelo s\u00e3o v\u00e1rias, pontua Gomes, da UCB: o progressivo envolvimento do aluno com o trabalho e a carreira, uma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica aprofundada nos dois \u00faltimos anos, o ingresso num curso superior de car\u00e1ter profissionalizante e com dura\u00e7\u00e3o de dois anos e a obten\u00e7\u00e3o de um diploma que habilita o jovem a avan\u00e7ar nos estudos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Articula\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong>Tamb\u00e9m nos Estados Unidos, a Career Academies, nos dois \u00faltimos anos do secund\u00e1rio, permite que os alunos fa\u00e7am a op\u00e7\u00e3o por se matricular em um curso com um curr\u00edculo organizado em torno do trabalho. A proposta inclui parcerias com o mercado laboral, para que os alunos tenham cursos pr\u00e1ticos com dura\u00e7\u00e3o de um ano.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na Finl\u00e2ndia, os empres\u00e1rios, empregadores e educadores trabalharam juntos na constru\u00e7\u00e3o do sistema de educa\u00e7\u00e3o profissional em vigor atualmente, mais voltado para as necessidades dos adultos e das empresas do que o anterior. As qualifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentadas em compet\u00eancias, dividindo-se em profissionais (habilidades b\u00e1sicas), qualifica\u00e7\u00f5es posteriores (atestando um trabalhador capacitado) e de especialista (dom\u00ednio de habilidades complexas no <br \/>seu campo).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 a Alemanha \u00e9 conhecida pelo sistema dual, no qual existe uma profunda articula\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o profissional e o mundo do trabalho, possibilitando at\u00e9 que o aluno estude num turno e trabalhe no outro.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Acad\u00eamico + profissional<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong>Na Alemanha e na Inglaterra, onde tradicionalmente a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica n\u00e3o se mistura com a profissionalizante, est\u00e1 ocorrendo uma aproxima\u00e7\u00e3o entre os dois campos. Isto porque, em decorr\u00eancia das exig\u00eancias do mercado de trabalho, o ensino profissionalizante est\u00e1 perdendo as caracter\u00edsticas de um ensino aplicado, afirma Oliveira Ara\u00fajo. Assim, o &#8220;vi\u00e9s acad\u00eamico&#8221; passa a ser valorizado dentro da forma\u00e7\u00e3o profissionalizante.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;Em pa\u00edses como a Alemanha, o ensino profissionalizante n\u00e3o \u00e9 visto como um ensino de segunda categoria. H\u00e1 um rigor muito grande, semelhante ao do ensino acad\u00eamico&#8221;, diz ele. Al\u00e9m disso, nos pa\u00edses da OCDE em geral est\u00e1 aumentando a carga de conhecimentos conceituais e cient\u00edficos que fundamentam as ocupa\u00e7\u00f5es. &#8220;Cada vez mais, a capacidade de planejar, analisar e tomar decis\u00f5es \u00e9 valorizada, por isso n\u00e3o basta saber apenas manipular objetos. H\u00e1 uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o em dar aos jovens a possibilidade de compreender a l\u00f3gica de funcionamento do mundo do trabalho e das organiza\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Al\u00e9m disso, em locais como a Alemanha e a Fran\u00e7a, de forte tradi\u00e7\u00e3o profissionalizante, o secund\u00e1rio vocacional est\u00e1 se estruturando, de maneira crescente, em &#8220;fam\u00edlias de ocupa\u00e7\u00e3o&#8221; em vez de se afunilar em uma profiss\u00e3o e em especializa\u00e7\u00f5es. &#8220;Assim, o aluno pode se engajar em diferentes tipos de ocupa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">J\u00e1 no ramo acad\u00eamico, complementa Oliveira Ara\u00fajo, a tend\u00eancia nos pa\u00edses da OCDE \u00e9 aproximar os conte\u00fados transmitidos na escola aos avan\u00e7os cient\u00edficos e \u00e0s suas aplica\u00e7\u00f5es no mundo real. &#8220;Isso acarreta tanto um aumento da exig\u00eancia da capacidade de abstra\u00e7\u00e3o quanto maior preocupa\u00e7\u00e3o com a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do conhecimento.&#8221;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A maneira como esta tend\u00eancia \u00e9 implementada varia de pa\u00eds para pa\u00eds, mas \u00e9 poss\u00edvel dizer que ela costuma se traduzir em atividades que aproximam o mundo real e a escola. Por exemplo: valoriza\u00e7\u00e3o das atividades em grupo, trabalho volunt\u00e1rio, associativismo, simula\u00e7\u00f5es de processos decis\u00f3rios de empresas etc.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Na Espanha, desde os anos 1990, a tend\u00eancia \u00e9 a de superar a divis\u00e3o entre o ensino m\u00e9dio acad\u00eamico e o profissional, bem como valorizar esse segmento. Por isso, passou a existir apenas um exame de ingresso no ensino secund\u00e1rio e o ensino acad\u00eamico incorporou a chamada &#8220;forma\u00e7\u00e3o profissional de base&#8221;, por meio de disciplinas em que s\u00e3o trabalhadas as aptid\u00f5es para o trabalho (por exemplo, tecnologia e economia) e oficinas pr\u00e1ticas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Mais recentemente, em 2007, o bachirellato (acad\u00eamico) fortaleceu a forma\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias para todos os alunos por meio da introdu\u00e7\u00e3o de uma nova disciplina, ci\u00eancias para o <br \/>mundo contempor\u00e2neo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Mais qualidade, menos desigualdade<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><br \/><\/strong>Acompanhando a tend\u00eancia dos pa\u00edses do Hemisf\u00e9rio Norte, o Chile realizou uma reforma do ensino m\u00e9dio na d\u00e9cada de 1990 com a finalidade de reduzir as desigualdades, melhorar a qualidade e tornar o curr\u00edculo menos enciclop\u00e9dico. Isso num contexto que lembra o Brasil de hoje, em que o ensino m\u00e9dio convencional n\u00e3o \u00e9 atraente e o ensino profissionalizante est\u00e1 distante das pr\u00e1ticas do mundo do trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O caminho adotado para superar esses problemas foi uma reforma curricular, constru\u00edda a partir de um amplo processo de discuss\u00e3o com as escolas e profissionais da educa\u00e7\u00e3o, que estabeleceu duas categorias &#8211; a forma\u00e7\u00e3o geral e a forma\u00e7\u00e3o diferenciada &#8211; tanto para a educa\u00e7\u00e3o geral quanto para a profissionalizante. Desse modo, dilui-se a distin\u00e7\u00e3o r\u00edgida entre os ramos acad\u00eamico e profissionalizante e se refor\u00e7a o valor da educa\u00e7\u00e3o em ambas as vias.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vale destacar ainda o pano de fundo das reformas no Chile: aumento do financiamento por aluno (incluindo recursos p\u00fablicos, privados e contribui\u00e7\u00f5es dos pais) e a implanta\u00e7\u00e3o de um Estatuto Docente, que significou aumento de sal\u00e1rio e a oferta de incentivos pautados por desempenho aos professores, entre outras pol\u00edticas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Embora as solu\u00e7\u00f5es variem e estejam necessariamente associadas ao contexto social, hist\u00f3rico e cultural de cada pa\u00eds, a experi\u00eancia internacional mostra que n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para um ensino m\u00e9dio dissociado do mundo e do trabalho, nos termos de Wanda Engel.\u00a0 &#8220;O mundo mudou, est\u00e1 a caminho de um ensino de massa, vinculado \u00e0 vida, \u00e0 compreens\u00e3o do mundo e \u00e0s necessidades do trabalho e da cidadania&#8221;, complementa Gomes, da UCB.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Essa ideia j\u00e1 est\u00e1 assimilada. Mas os desafios que a acompanham n\u00e3o s\u00e3o desprez\u00edveis e abarcam desde a oferta de um ensino fundamental de qualidade para todos (a fim de que tenham condi\u00e7\u00f5es de progredir nos estudos) at\u00e9 aceitar que h\u00e1 v\u00e1rias outras fontes de informa\u00e7\u00e3o que concorrem com a escola e o professor, e que cabe a ambos revelarem-se suficientemente importantes para ajudar o aluno a transformar informa\u00e7\u00e3o e saberes em conhecimento, al\u00e9m de mostrar-lhe o leque de op\u00e7\u00f5es, inclusive \u00e9ticas, para utiliz\u00e1-lo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>A tentativa brasileira<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Marina Almeida<br \/>\u00a0<br \/>Financiado pelo governo federal e ainda funcionando de forma experimental, o programa Ensino M\u00e9dio Inovador tem como meta incentivar a busca por novas solu\u00e7\u00f5es para essa etapa, frequentada por apenas 50,4% dos jovens de 15 a 17 anos em 2008, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad). O programa apresentado pelo MEC possui quatro pilares: foco na leitura, incluindo diversas linguagens, como o teatro e o cinema; reserva de 20% da carga hor\u00e1ria para disciplinas eletivas, escolhidas pelo aluno; aumento da carga hor\u00e1ria de 800 para mil horas anuais e dedica\u00e7\u00e3o exclusiva do professor a uma escola. Dezessete estados brasileiros, al\u00e9m do Distrito Federal, aderiram ao programa nessa primeira fase. No total, s\u00e3o 357 escolas (58 delas ainda n\u00e3o receberam os recursos para o programa por pend\u00eancias com o FNDE) e 296.312 alunos, cerca de 3,7% dos matriculados no ensino m\u00e9dio em todo o Brasil.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Desde 2008 Goi\u00e1s desenvolve um projeto de ressignifica\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio, em que as escolas definem suas a\u00e7\u00f5es, metas e mat\u00e9rias eletivas oferecidas. Com a ado\u00e7\u00e3o da proposta do MEC, as unidades incorporaram novas quest\u00f5es, como a interdisciplinaridade e o foco na leitura. O Col\u00e9gio Estadual Professor Murilo Braga, em S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti (RJ) j\u00e1 desenvolvia v\u00e1rios projetos para estimular os alunos e combater a evas\u00e3o na unidade, que era alta. O programa est\u00e1 servindo como um direcionador das atividades desenvolvidas. &#8220;O Ensino M\u00e9dio Inovador nos deu subs\u00eddios para orientar os projetos extraclasse e tem nos auxiliado a pensar a integra\u00e7\u00e3o entre as disciplinas e a\u00e7\u00f5es, que muitas vezes eram feitas isoladamente. A interdisciplinaridade \u00e9 um desafio porque o professor precisa se reestruturar, j\u00e1 que sua forma\u00e7\u00e3o foi compartimentada&#8221;, diz a diretora Ang\u00e9lica Novaes.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No sudeste da Bahia, em Mutu\u00edpe, a implanta\u00e7\u00e3o do programa federal no Col\u00e9gio Estadual Professor Jos\u00e9 Alo\u00edsio Dias \u00e9 mais um desafio para a unidade. A infraestrutura insuficiente &#8211; sem quadras, refeit\u00f3rios ou salas de reuni\u00f5es &#8211; e o reduzido quadro de funcion\u00e1rios e professores formados comp\u00f5em as dificuldades enfrentadas diariamente. Ainda assim, a escola oferece quatro disciplinas eletivas para os alunos abordando leitura, inclus\u00e3o digital, preserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e a proximidade com a comunidade por meio do projeto de memorial hist\u00f3rico e social da regi\u00e3o. O aumento da carga hor\u00e1ria tamb\u00e9m trouxe dificuldades quanto ao transporte, mas a unidade conseguiu refazer o hor\u00e1rio dos ve\u00edculos com a prefeitura.\u00a0<br \/><\/span><\/span>\u00a0<br \/>\u00a0<br \/>\u00a0<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Etapa intermedi\u00e1ria, o ensino m\u00e9dio tem representado o est\u00e1gio em que a educa\u00e7\u00e3o deixa muitos alunos para tr\u00e1s. 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