{"id":2890,"date":"2009-12-18T18:23:01","date_gmt":"2009-12-18T20:23:01","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/12\/18\/o-desafio-de-ensinar\/"},"modified":"2009-12-18T18:23:01","modified_gmt":"2009-12-18T20:23:01","slug":"o-desafio-de-ensinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/o-desafio-de-ensinar\/","title":{"rendered":"O desafio de ensinar"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Segundo Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva,\u00a0secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC, os resultados da avalia\u00e7\u00e3o Prova Brasil t\u00eam servido de base para identificar boas pr\u00e1ticas educacionais, planejar pol\u00edticas para o setor e identificar o maior dos males de nossa Educa\u00e7\u00e3o: a dificuldade de aprendizagem.<\/span><\/span><\/p>\n<p \/> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">No final de outubro, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) realizou mais uma edi\u00e7\u00e3o da Prova Brasil. A avalia\u00e7\u00e3o, aplicada em todas as cidades e estados do pa\u00eds, tem sido mais do que um instrumento para ter indicadores sobre o n\u00edvel de conhecimento dos estudantes brasileiros, segundo Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva,\u00a0secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC. Os resultados da avalia\u00e7\u00e3o, afirma, t\u00eam servido de base para identificar boas pr\u00e1ticas educacionais, planejar pol\u00edticas para o setor e identificar o maior dos males de nossa Educa\u00e7\u00e3o: a dificuldade de aprendizagem.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">&#8220;identificamos claramente que as escolas que t\u00eam resultados muito fracos s\u00e3o as que n\u00e3o conseguem garantir, \u00e0 maioria dos seus alunos, o direito de aprender&#8221;, afirma a secret\u00e1ria que, nesta entrevista, tamb\u00e9m fala sobre investimentos, a a\u00e7\u00e3o do MEC nas cidades com os piores indicadores educacionais e forma\u00e7\u00e3o de professores, entre outros temas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Folha Dirigida &#8211; Em outubro, o MEC realizou mais uma edi\u00e7\u00e3o da Prova Brasil. Quais s\u00e3o os principais objetivos desta avalia\u00e7\u00e3o?<\/strong> <br \/><strong>Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva &#8211; <\/strong>\u00c9 ter resultados que orientem melhor as pol\u00edticas do minist\u00e9rio. Isso para n\u00f3s \u00e9 fundamental, porque ao fazer uma prova universalizada para todas as escolas urbanas, ela mostra onde est\u00e3o os problemas mas, tamb\u00e9m, onde est\u00e3o os bons projetos, as boas experi\u00eancias. Ela nos ajuda a planejar as pol\u00edticas p\u00fablicas. <\/p>\n<p><strong>Nos \u00faltimos anos, quais foram os principais problemas identificados a partir dos resultados da Prova Brasil?<\/strong> <br \/>O principal problema \u00e9 a dificuldade de aprendizagem. Em alguns lugares \u00e9 muito alta, em outros, \u00e9 menor, mas identificamos claramente que as escolas que t\u00eam resultados muito fracos s\u00e3o as que n\u00e3o conseguem garatir, \u00e0 maioria dos seus alunos, o direito de aprender. Este, talvez, tenha sido o melhor resultado n\u00e3o s\u00f3 da Prova Brasil como tamb\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb). Ele leva em conta o resultado da Prova Brasil e os indicadores de fluxo escolar. Da\u00ed termos o \u00edndice que \u00e9 de zero a 10 e, a partir deste \u00edndice, elencamos os 1.232 munic\u00edpios com o pior Ideb e come\u00e7amos a trabalhar prioritariamente com esses munic\u00edpios. Depois do segundo Ideb, identificamos munic\u00edpios que ainda n\u00e3o tinham alcan\u00e7ado a m\u00e9dia nacional e inclu\u00edmos tamb\u00e9m estes munic\u00edpios nos grupos priorit\u00e1rios. Hoje, a partir dos resultados da Prova Brasil e consequentemente do Ideb, conseguimos focar o trabalho nos munic\u00edpios e nas redes que tenham maiores dificuldades. <\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o trabalho focado nesses munic\u00edpios com maiores dificuldades? Que tipos de a\u00e7\u00f5es o MEC desenvolve ou orienta para melhorar o ensino?<\/strong> <br \/>Todos os munic\u00edpios aderiram ao plano de desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o. Quando eles aderem ao plano, se comprometem a cumprir suas 28 diretrizes. A primeira diretriz \u00e9 garantir o direito de aprender a todos. Garantir que todas as crian\u00e7as sejam alfabetizadas at\u00e9 os 8 anos, priorizar a educa\u00e7\u00e3o infantil, a gest\u00e3o democr\u00e1tica, concurso p\u00fablico para professores. S\u00e3o diretrizes muito consensuais no pa\u00eds. Depois que o munic\u00edpio adere, se compromete a fazer com que as 28 diretrizes sejam uma realidade, \u00e9 elaborado um Plano de A\u00e7\u00f5es Articuladas (PAR). Quando este plano \u00e9 elaborado, tem-se um diagn\u00f3stico dos maiores problemas do munic\u00edpio. E diante destes problemas, aparecem a\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, seja na \u00e1rea de gest\u00e3o, seja na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o de professores, infra-estrutura ou de outros projetos pedag\u00f3gicos. Assinado o PAR, n\u00f3s ent\u00e3o come\u00e7amos a trabalhar com os munic\u00edpios, o que pode ocorrer de tr\u00eas maneiras diferentes. Podemos trabalhar com assist\u00eancia t\u00e9cnica, com repasse financeiro atrav\u00e9s de conv\u00eanios ou com os dois. Estamos na fase de come\u00e7ar a monitorar os munic\u00edpios priorit\u00e1rios na aplica\u00e7\u00e3o deste programa e na execu\u00e7\u00e3o deste planejamento. <\/p>\n<p><strong>Este monitoramento j\u00e1 come\u00e7ou? J\u00e1 existe algum diagn\u00f3stico?<\/strong> <br \/>O monitoramento j\u00e1 come\u00e7ou em agosto deste ano. N\u00f3s ainda n\u00e3o temos nem os resultados preliminares, mas as universidades j\u00e1 est\u00e3o em campo fazendo este trabalho. <\/p>\n<p><strong>Como a senhora classificaria o ensino p\u00fablico da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds?<\/strong> <br \/>Ele est\u00e1 melhorando, falta ainda ser mais p\u00fablico. N\u00f3s precisamos torn\u00e1-lo tamb\u00e9m a escola da classe m\u00e9dia. A classe m\u00e9dia precisa voltar para a escola p\u00fablica, n\u00e3o s\u00f3 porque ela \u00e9 direito de todos, mas porque, assim, ela se torna efetivamente democr\u00e1tica. Ela n\u00e3o pode ser um espa\u00e7o reservado para a classe m\u00e9dia como ela n\u00e3o pode ser um espa\u00e7o reservado para a classe trabalhadora, dos mais pobres. Ela ainda precisa dessa conviv\u00eancia mais democr\u00e1tica. O Ideb, os \u00edndices de alfabetiza\u00e7\u00e3o, os \u00edndices de maior tempo de escolaridade do brasileiro, todos eles s\u00e3o animadores por mostrarem que, efetivamente, temos conseguido uma melhora tanto na qualidade quanto na quantidade. <\/p>\n<p><strong>Em quanto tempo o brasileiro pode ter acesso a uma educa\u00e7\u00e3o em n\u00edveis de primeiro mundo?<\/strong> <br \/>Quando os pa\u00edses fizeram reformas consistentes e duradouras na educa\u00e7\u00e3o, sempre levaram cerca de uma gera\u00e7\u00e3o. N\u00f3s acreditamos que a partir de 2015 tenhamos resultados mais est\u00e1veis e que a partir de 2022 possamos atingir o padr\u00e3o dos pa\u00edses europeus. Para isso, o trabalho n\u00e3o pode sofrer interrup\u00e7\u00e3o, ou seja, a cada mudan\u00e7a de governo come\u00e7ar tudo de novo. Por isso, os planos assinados com prefeitos e governadores s\u00e3o plurianuais. \u00c9 preciso investir fortemente na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica como um todo e n\u00e3o apenas no ensino fundamental, como foi feito na d\u00e9cada de 90. Temos investido na amplia\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Infantil e na reformula\u00e7\u00e3o mais profunda e mais radical do ensino m\u00e9dio. Temos trabalhado fortemente na forma\u00e7\u00e3o dos professores, seja na forma\u00e7\u00e3o inicial, seja na forma\u00e7\u00e3o continuada, seja na carreira do professor, como no piso salarial de ingresso e tamb\u00e9m nos programas suplementares, merenda, livro did\u00e1tico e transporte escolar, que antes eram restritos ao ensino fundamental. Esses programas, merenda, livro did\u00e1tico e transporte escolar, hoje, atendem \u00e0s crian\u00e7as da Educa\u00e7\u00e3o Infantil, ensinos fundamental e m\u00e9dio. <\/p>\n<p><strong>O baixo investimento por aluno \u00e9 uma quest\u00e3o problem\u00e1tica para a melhoria da qualidade do ensino?<\/strong> <br \/>Sem d\u00favida. Na realidade, quando se olha o que se investe no Brasil hoje, as pessoas podem comparar com os pa\u00edses desenvolvidos e achar que, como o Brasil est\u00e1 investindo 4,7% do PIB, isto est\u00e1 bom. N\u00e3o est\u00e1. A d\u00edvida hist\u00f3rica do Brasil com a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. N\u00f3s temos 40 milh\u00f5es de brasileiros como um p\u00fablico potencial de adultos para voltarem para a escola porque ainda n\u00e3o terminaram o ensino fundamental ou 10 milh\u00f5es de adultos que ainda n\u00e3o sabem ler e escrever ou 4 milh\u00f5es de jovens entre 15 e 17 anos que deveriam estar no ensino m\u00e9dio e freq\u00fcentam o ensino fundamental. Essa d\u00edvida educacional \u00e9 muito grande, ela precisa de muito investimento, de solu\u00e7\u00f5es muito ousadas. Por isso o governo conseguiu a aprova\u00e7\u00e3o por unanimidade no Congresso Nacional do fim da incid\u00eancia da Desvincula\u00e7\u00e3o das Receitas da Uni\u00e3o (DRU) sobre o or\u00e7amento da Educa\u00e7\u00e3o, que vai liberar para o MEC, no m\u00ednimo, mais R$9 milh\u00f5es por ano. E o governo tem aumentado sensivelmente o investimento em educa\u00e7\u00e3o. O or\u00e7amento do MEC passa de R$24,25 milh\u00f5es em 2003 para fechar, agora, com R$49 bilh\u00f5es. O or\u00e7amento tem crescido sensivelmente, mas ele precisa crescer mais para que a gente possa resolver todas estas demandas geradas ao longo de, no m\u00ednimo, dois s\u00e9culos de nossa prioriza\u00e7\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o para poucos no Brasil. <\/p>\n<p><strong>A falta de controle social do gasto com a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um problema?<\/strong> <br \/>Isso sempre ser\u00e1 um problema. Se voc\u00ea tem um dinheiro e usa ele mal, \u00e9 a mesma coisa que n\u00e3o ter. Voc\u00ea pode reparar na sua casa, na sua empresa ou na \u00e1rea p\u00fablica. \u00c9 importante que a gest\u00e3o seja comprometida com o nosso objetivo principal, que \u00e9 garantir a aprendizagem para todos, o que, no Brasil, significa mais de 52 milh\u00f5es de alunos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Para isso, o minist\u00e9rio trabalha com mais investimento em planejamento, em tempo, em gest\u00e3o na qualifica\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rios municipais de educa\u00e7\u00e3o, para que tenham um dom\u00ednio sobre o financiamento p\u00fablico, sobre o que pode e o que n\u00e3o pode ser feito com recursos da educa\u00e7\u00e3o. Os artigos 70 e 71 da LDB s\u00e3o muito claros em rela\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 considerado manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino. \u00c9 importante tamb\u00e9m investir na forma\u00e7\u00e3o dos gestores dos recursos da educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta dizer &#8220;n\u00e3o vale a pena aumentar o recurso porque ele \u00e9 mal utilizado&#8221;. Isso n\u00e3o \u00e9 uma regra. A m\u00e1 utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o. Queremos \u00e9 que existam mais recursos e que eles sejam geridos de maneira mais eficiente e comprometida. <\/p>\n<p><strong>Que papel tem a qualifica\u00e7\u00e3o dos professores na melhoria da qualidade do ensino?<\/strong> <br \/>Tem um papel chave. O professor \u00e9 o profissional estrat\u00e9gico para as mudan\u00e7as de educa\u00e7\u00e3o darem certo e para isso ele tem que ter direito a forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada, sempre de qualidade. N\u00e3o adianta cursinho de fim-de-semana, n\u00e3o adianta ter o t\u00edtulo sem que este t\u00edtulo efetivamente n\u00e3o transforme a pr\u00e1tica cotidiana deste professor. <\/p>\n<p><strong>Em v\u00e1rios casos, o Ideb das capitais costuma ser menor que o de outras cidades de menor porte. Quem mensagem isto traz para os administradores?<\/strong> <br \/>N\u00f3s criamos um grupo das grandes cidades exatamente por saber que a realidade delas \u00e9 muito complexa e tamb\u00e9m \u00e9 muito desafiadora, porque h\u00e1 maior diversidade de problemas. Existem grandes cidades que t\u00eam \u00e1rea rural, comunidades ind\u00edgenas, que t\u00eam educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos, ou que possuem todas estas diversidades reunidas. \u00c9 mesmo um desafio lidar com os bols\u00f5es de pobreza, com a exclus\u00e3o de setores que sempre foram exclu\u00eddos do acesso a direitos b\u00e1sicos da popula\u00e7\u00e3o e isso reflete na educa\u00e7\u00e3o. Trabalhamos em regime de colabora\u00e7\u00e3o com os gestores das grandes cidades para ajud\u00e1-los neste trabalho desafiador. <\/p>\n<p><strong>A universaliza\u00e7\u00e3o do ensino fundamental \u00e9 uma realidade no pa\u00eds. Isso acontece por que a sociedade est\u00e1 consciente da import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o ou isso se deve, em parte, aos programas sociais?<\/strong> <br \/>Porque \u00e9 um direito p\u00fablico, subjetivo e expl\u00edcito da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. N\u00e3o d\u00e1 mais para conceber a crian\u00e7a fora da escola porque isso \u00e9 uma desobedi\u00eancia constitucional e isto est\u00e1 cada vez mais claro tanto na sociedade quanto nos diferentes org\u00e3os do governo. Para isso, temos pol\u00edticas p\u00fablicas como a bolsa-fam\u00edlia, por exemplo, que \u00e9 uma pol\u00edtica para garantir a perman\u00eancia dessas crian\u00e7as nas escolas. E \u00e9 importante lembrar que a Emenda Constitucional 59, aprovada no final de outubro, no Congresso Nacional, estabelece que a partir de 2016 a matr\u00edcula obrigat\u00f3ria no Brasil ser\u00e1 para crian\u00e7as entre 4 e 17 anos de idade. N\u00f3s teremos um avan\u00e7o na quest\u00e3o da garantia de direitos muito grande e temos de nos planejar com os sistemas estaduais e municipais para fazer valer este novo direito. <\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 preciso fazer, desde j\u00e1, para que, a partir desse prazo, seja poss\u00edvel universalizar a matr\u00edcula para esta faixa et\u00e1ria?<\/strong> <br \/>N\u00f3s j\u00e1 nos unimos com os representantes dos professores e secret\u00e1rios estaduais e municipais e o primeiro passo \u00e9 um diagn\u00f3stico muito preciso da demanda de cada cidade, porque existem cidades que j\u00e1 universalizaram a pr\u00e9-escola e cidades que ainda precisam construir muitas escolas infantis. Ent\u00e3o, pedimos a eles que fossem elaborados diagn\u00f3sticos de cidade por cidade, pois o que temos, at\u00e9 agora, \u00e9 um panorama nacional. Ainda temos 25% de crian\u00e7as de 4,5 anos fora da escola e esses 25% n\u00e3o s\u00e3o iguais em todo o pa\u00eds. O primeiro passo \u00e9 um diagn\u00f3stico, o segundo \u00e9 uma adequa\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o. Estamos tamb\u00e9m planejando como ser\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o e o investimento do Minist\u00e9rio nesses 5 anos que teremos, de 2010 a 2015, para que, em 2016, todos os estados e munic\u00edpios j\u00e1 estejam com a matr\u00edcula obrigat\u00f3ria de 4 a 17 anos funcionando, sem atropelos. <\/p>\n<p><strong>As escolas de excel\u00eancia poderiam se tornar um modelo de refer\u00eancia para as demais do pa\u00eds?<\/strong> <br \/>Este tipo de escola tem uma realidade muito diferenciada em rela\u00e7\u00e3o a outras escolas estaduais e municipais. \u00c9 importante que a gente aprenda com elas, mas \u00e9 importante tamb\u00e9m que as pessoas se lembrem que, por exemplo, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos professores das escolas federais s\u00e3o muito melhores e diferentes das que existem nas redes estaduais e municipais. A outra quest\u00e3o, que \u00e9 um diferenciador grande, \u00e9 o fato de os col\u00e9gios de aplica\u00e7\u00e3o estarem dentro das universidades e serem o espa\u00e7o da aplica\u00e7\u00e3o das novas pesquisas e o que h\u00e1 de ponta em educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante darmos visibilidade para essas experi\u00eancias, proporcionar momentos de troca, mas sabemos que ainda \u00e9 muito dif\u00edcil que a forma de se organizar e de se estruturar das escolas federais seja estendida \u00e0s outras 180 mil escolas brasileiras.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva,\u00a0secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica do MEC, os resultados da avalia\u00e7\u00e3o Prova Brasil t\u00eam servido de base para identificar boas pr\u00e1ticas educacionais, planejar pol\u00edticas para o setor e identificar o maior dos males de nossa Educa\u00e7\u00e3o: a dificuldade de aprendizagem. \u00a0 No final de outubro, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2890","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O desafio de ensinar &raquo; 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