{"id":2831,"date":"2009-11-27T16:59:16","date_gmt":"2009-11-27T18:59:16","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/11\/27\/a-ciencia-descobre-lobato\/"},"modified":"2009-11-27T16:59:16","modified_gmt":"2009-11-27T18:59:16","slug":"a-ciencia-descobre-lobato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-ciencia-descobre-lobato\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia descobre Lobato"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Uma das principais pesquisadoras da obra de Monteiro Lobato, Marisa Lajolo, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, conquistou o pr\u00eamio Jabuti em 2009 por meio de uma obra nascida no \u00e2mbito de um Projeto Tem\u00e1tico da FAPESP.<\/span><\/span><\/p>\n<p \/>\u00a0  <\/p>\n<p> <span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Vencedor do maior pr\u00eamio liter\u00e1rio brasileiro deste ano, na categoria n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, Monteiro Lobato: livro a livro \u2013 Obra infantil deriva do projeto <a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.agencia.fapesp.br\/materia\/10044\/especiais\/no-escritorio-de-monteiro-lobato.htm\" rel=\"noopener noreferrer\">Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros<\/a>, que durou de 2003 a 2007.<\/span><\/span> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">O livro \u00e9 resultado do trabalho de vinte e oito pesquisadores. Cada um analisou uma obra infantil de Lobato: como ela foi escrita, as influ\u00eancias que o autor recebeu e a evolu\u00e7\u00e3o de cada edi\u00e7\u00e3o revista pelo autor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Para isso, eles se debru\u00e7aram sobre diferentes acervos do escritor: na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, nos arquivos da antiga Companhia Editora Nacional (atual IBEPP) mas, principalmente o acervo documental doado \u00e0 Unicamp pela fam\u00edlia de Lobato. S\u00e3o quase dois mil itens que pertenceram ao autor, incluindo fotos, desenhos, livros, cartas e documentos editoriais e escolares.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Cada livro infantil de Lobato foi transformado em um cap\u00edtulo da obra organizada por Lajolo e por Jo\u00e3o Lu\u00eds Ceccantini, professor da Faculdade de Ci\u00eancias e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">A professora destaca que os direitos autorais do livro pertencem \u00e0 Unicamp. \u201cAchamos importante que o produto do livro beneficiasse a institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica que tem o \u00f4nus da guarda do acervo do autor\u201d, disse.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Grande parte dos documentos do acervo de Monteiro Lobato est\u00e1 dispon\u00edvel desde 2007 no site <\/span><\/span><a href=\"http:\/\/www.unicamp.br\/iel\/monteirolobato\"><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">www.unicamp.br\/iel\/monteirolobato<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia FAPESP, Marisa conta como foi a elabora\u00e7\u00e3o do livro e o que esse e outros trabalhos acad\u00eamicos sobre Lobato t\u00eam revelado sobre o autor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Como surgiu a ideia do livro Monteiro Lobato: livro a livro, vencedor do Jabuti? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong>\u00a0 \u2013 Em 2005 foi realizada uma Jornada Lobatiana na Unicamp com os pesquisadores que trabalhavam com o autor e discutimos uma estrutura para o livro. A proposta foi reunir um conjunto de ensaios feitos sob encomenda, fazendo um estudo relativo a cada uma de suas obras de literatura infantil. Essas obras conhecidas e lidas hoje s\u00e3o, geralmente, as edi\u00e7\u00f5es definitivas que Lobato preparou em 1946 e 1947. O que mostramos \u00e9 que cada obra teve in\u00fameras vers\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Os livros de Lobato foram muito reescritos? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Muito. Isso \u00e9 interessante e um dos bons resultados da pesquisa, porque mostra a imagem de um Lobato trabalhador da palavra, o que \u00e9 um pouco o of\u00edcio do escritor. E enfraquece a imagem do artista como um ser excepcional, algu\u00e9m inspirado que tem uma ideia genial e dela sai, imediatamente, uma obra-prima.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Ou seja, muito mais transpira\u00e7\u00e3o do que inspira\u00e7\u00e3o. <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Sim. Ou melhor, ele mostra que temos que ganhar inspira\u00e7\u00e3o na transpira\u00e7\u00e3o. Quando voc\u00ea tem uma ideia para escrever uma hist\u00f3ria, \u00e9 preciso muito suor e trabalho para que essa ideia se transforme em um bom livro. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sentar e escrever livremente o que vem \u00e0 cabe\u00e7a. A criatividade exige trabalho.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 As diferen\u00e7as entre as primeiras vers\u00f5es e as finais s\u00e3o muito grandes? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 S\u00e3o. Eu acho que uma das diferen\u00e7as mais significativas \u00e9 a simplifica\u00e7\u00e3o da linguagem, a sua oraliza\u00e7\u00e3o. No come\u00e7o, o estilo era muito mais pomposo. No fim, ficou bem mais coloquial. H\u00e1 tamb\u00e9m outro ponto a destacar. Na primeira vers\u00e3o de O Saci, por exemplo, Lobato incluiu uma fada na hist\u00f3ria. A partir da segunda edi\u00e7\u00e3o a fada desapareceu. \u00c9 como se ele fosse estruturando a obra em torno de um imagin\u00e1rio brasileiro e enfraquecendo outros imagin\u00e1rios.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Qual foi a influ\u00eancia dos leitores na produ\u00e7\u00e3o do autor? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Quando organizamos a estrutura de nosso livro, sab\u00edamos que entre o material do autor dispon\u00edvel na Unicamp havia cartas de leitores. E percebemos por meio das an\u00e1lises das diversas edi\u00e7\u00f5es que ele levava muito a s\u00e9rio as opini\u00f5es do p\u00fablico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Como isso ocorria? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Muitas vezes, os leitores corrigiam erros das primeiras edi\u00e7\u00f5es. Por exemplo, na primeira edi\u00e7\u00e3o de O garimpeiro do rio das Gar\u00e7as lia-se estava que o Rio das Gar\u00e7as ficava em Goi\u00e1s. Um leitor escreveu dizendo \u201cesse rio n\u00e3o \u00e9 l\u00e1, \u00e9 em outro lugar\u201d. Ent\u00e3o, na segunda edi\u00e7\u00e3o, Lobato corrigiu, e informou que o rio ficava em Mato Grosso. Isso \u00e9 muito interessante porque mostra um escritor realmente muito antenado com seus leitores. Isso est\u00e1 gerando uma nova linha de pesquisa em uma \u00e1rea mais ampla de literatura infantil que \u00e9 a import\u00e2ncia do estudo da correspond\u00eancia de leitores para autores. A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o estudo da correspond\u00eancia entre autores, mas agora estamos trabalhando com as cartas de leitores an\u00f4nimos e a influ\u00eancia que elas t\u00eam sobre o escritor.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Poderia destacar alguns novos estudos que t\u00eam sido feitos sobre Lobato? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 No in\u00edcio de dezembro, Tha\u00eds Albieri, que \u00e9 bolsista da FAPESP, defende sua tese de doutorado na Unicamp sobre a correspond\u00eancia do Monteiro Lobato com os argentinos. Essas cartas mostram, de novo, um Lobato muito batalhador. Com o escritor argentino Manoel G\u00e1lvez, por exemplo, ele montou estrat\u00e9gias para a difus\u00e3o da leitura e do livro na Argentina e no Brasil, o que \u00e9 muito interessante. Outra aluna da Unicamp, tamb\u00e9m bolsista FAPESP, fez um paralelo entre a correspond\u00eancia dos leitores do Lobato, que morreu em 1948, e a correspond\u00eancia de estudantes com os escritores contempor\u00e2neos Ana Maria Machado e Pedro Bandeira. O trabalho mostra que, \u00e0 medida que o tempo passa, a escola vai se apropriando da ideia de o aluno escrever carta para o autor. Ent\u00e3o h\u00e1, digamos assim, uma \u201cescolariza\u00e7\u00e3o\u201d do g\u00eanero.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 As cartas para escritores viraram trabalho escolar? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Isso. A correspond\u00eancia se tornou um produto que tem uma import\u00e2ncia grande para quest\u00f5es educacionais, porque se debru\u00e7a sobre a pr\u00e1tica escolar e o que se faz com a leitura na sala de aula.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Essa pr\u00e1tica faz o aluno se sentir coautor da obra? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Exatamente, ele se sente mais ou menos coautor. Na correspond\u00eancia do Lobato \u00e9 quase comovente a forma pela qual as crian\u00e7as se mostram envolvidas pelas hist\u00f3rias. E tamb\u00e9m s\u00e3o interessantes as respostas do autor, \u00e9 como se ele se tornasse crian\u00e7a. Para uma menina de Pelotas (RS) ele diz, por exemplo, \u201ceu li a sua carta l\u00e1 no S\u00edtio do Pica-Pau Amarelo, e a Em\u00edlia mandou dizer para voc\u00ea que&#8230;\u201d Ou seja, ele entra na brincadeira.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Lobato manteve muitos correspondentes infantis? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Ele recebia muitas cartas de crian\u00e7as. Em Monteiro Lobato: livro a livro h\u00e1 v\u00e1rios cap\u00edtulos com transcri\u00e7\u00f5es de cartas de crian\u00e7as e tamb\u00e9m cartas do escritor para elas. Percebemos que, com isso, ele desenvolvia uma esp\u00e9cie de antena com a qual, por assim dizer, ele auscultava as expectativas de seu p\u00fablico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Ele atendia os pedidos? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Alguns sim. \u00c9 interessante ver que, ainda hoje, crian\u00e7as prop\u00f5em aos escritores temas para os livros, como se v\u00ea na correspond\u00eancia de autores contempor\u00e2neos, como Pedro Bandeira, conforme a tese da aluna Raquel Afonso de Santana. \u00c9 uma constante, por exemplo, o leitor que gostou da obra e quer ver a sua cidade, ou a sua rua, ou a sua escola na obra, ou at\u00e9 ele mesmo como personagem do livro. E, de vez em quando, Lobato fazia uma brincadeira nesse sentido. Em O pica-pau amarelo h\u00e1 uma cena em que v\u00e1rias crian\u00e7as visitam o s\u00edtio e ele batiza os visitantes com nomes de crian\u00e7as que lhe escreveram cartas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Os estudos sobre Lobato e sua obra t\u00eam aumentado nos \u00faltimos anos. Como explicar esse interesse crescente pelo autor? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 A primeira raz\u00e3o, na minha opini\u00e3o, \u00e9 a grande expans\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o no Brasil. H\u00e1 tamb\u00e9m, atualmente, uma tend\u00eancia de que os cursos de gradua\u00e7\u00e3o pe\u00e7am trabalho de conclus\u00e3o de curso e Lobato \u00e9 um nome muito forte no Brasil. O relan\u00e7amento de suas obras em 2007 pela Editora Globo o trouxe novamente \u00e0 m\u00eddia. Houve tamb\u00e9m a divulga\u00e7\u00e3o dos resultados de nosso Tem\u00e1tico pela Ag\u00eancia FAPESP, al\u00e9m do importante apoio da Unicamp ao projeto. Tudo isso colaborou para que houvesse uma intensifica\u00e7\u00e3o do interesse pelo Lobato.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Que outros resultados teve o Projeto Tem\u00e1tico Monteiro Lobato (1882-1948) e outros modernismos brasileiros? <br \/><strong>Marisa Lajolo<\/strong> \u2013 Podemos destacar certamente os pr\u00eamios que esse livro recebeu. E tamb\u00e9m o trabalho e a forma\u00e7\u00e3o dos alunos. De todos que participaram, s\u00f3 faltam dois alunos defenderem seus doutorados desenvolvidos no \u00e2mbito do projeto. Cada cap\u00edtulo do livro que escrevemos foi feito por um aluno de mestrado ou de doutorado que trabalhou com a obra ou com o tema de que se ocupa o cap\u00edtulo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial,helvetica,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das principais pesquisadoras da obra de Monteiro Lobato, Marisa Lajolo, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, conquistou o pr\u00eamio Jabuti em 2009 por meio de uma obra nascida no \u00e2mbito de um Projeto Tem\u00e1tico da FAPESP. \u00a0 Vencedor do maior pr\u00eamio liter\u00e1rio brasileiro deste ano, na categoria n\u00e3o-fic\u00e7\u00e3o, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2831","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A ci\u00eancia descobre Lobato &raquo; 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