{"id":272,"date":"2003-03-12T12:35:00","date_gmt":"2003-03-12T15:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/03\/12\/estudo-do-inep-mostra-que-41-dos-estudantes-nao-terminam-o-ensino-fundamental\/"},"modified":"2003-03-12T12:35:00","modified_gmt":"2003-03-12T15:35:00","slug":"estudo-do-inep-mostra-que-41-dos-estudantes-nao-terminam-o-ensino-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/estudo-do-inep-mostra-que-41-dos-estudantes-nao-terminam-o-ensino-fundamental\/","title":{"rendered":"Estudo do Inep mostra que 41% dos estudantes n\u00e3o terminam o ensino fundamental"},"content":{"rendered":"<p>De cada grupo de 100 alunos que ingressam na primeira s\u00e9rie do ensino fundamental 59 conseguem terminar a oitava s\u00e9rie desse n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o e os outros 41 param de estudar no meio do caminho. Para aqueles que entraram no ensino m\u00e9dio, a expectativa de conclus\u00e3o \u00e9 maior: 74% conseguem termin\u00e1-lo. Os estudantes que concluem, sem interrup\u00e7\u00e3o, essas etapas educacionais levam, em m\u00e9dia, de 10,2 anos para completar as oito s\u00e9ries do ensino fundamental e 3,7 anos para passar pelas tr\u00eas s\u00e9ries do ensino m\u00e9dio. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Se concluir o ensino fundamental e m\u00e9dio, separadamente, demonstra ser dif\u00edcil, o caminho da primeira s\u00e9rie do fundamental \u00e0 terceira s\u00e9rie do m\u00e9dio \u00e9 ainda mais \u00e1rduo. Do total de alunos que entram no n\u00edvel educacional obrigat\u00f3rio, apenas 40% concluem o ensino m\u00e9dio, precisando para isso, em m\u00e9dia, 13,9 anos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dados est\u00e3o na publica\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.inep.gov.br\/estatisticas\/geografia\/geografia_2001.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Geografia da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira 2001<\/a> , produzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep\/MEC) com a finalidade de reunir e divulgar os mais atualizados indicadores deste setor. Para o presidente do Inep, Otaviano Helene, os dados s\u00e3o alarmantes e evidenciam o atraso escolar brasileiro em todos os n\u00edveis. \u201c A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com as possibilidades econ\u00f4micas que o Brasil tem e j\u00e1 poder\u00edamos ter um sistema educacional muito melhor do que o de hoje\u201d, afirma. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A expectativa de conclus\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica tem uma significativa diferen\u00e7a entre as regi\u00f5es. Enquanto no Norte, dos estudantes que ingressam no ensino fundamental, apenas 27% terminam o n\u00edvel m\u00e9dio, levando, em m\u00e9dia, 15,1 anos para conclu\u00ed-lo, no Sudeste esse \u00edndice \u00e9 de 49%, e os alunos precisam de menos tempo: 12,7 anos. \u201cEssa desigualdade acaba por inviabilizar e criar dificuldades enormes para o Pa\u00eds no futuro, pois a realidade escolar de hoje ir\u00e1 se repetir na for\u00e7a de trabalho nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d, diz Helene, que considera preocupante as diferen\u00e7as regionais, entre escolas p\u00fablicas e privadas, e entre alunos pobres e ricos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O tempo que os estudantes brasileiros ficam na escola seria suficiente para a conclus\u00e3o das oito s\u00e9ries do ensino fundamental e das tr\u00eas do m\u00e9dio. Eles passam, em media, 8,5 anos no primeiro n\u00edvel e 3,2 no segundo. Mas como as taxas de repet\u00eancia e evas\u00e3o ainda s\u00e3o significativas, o tempo de perman\u00eancia n\u00e3o corresponde \u00e0 quantidade de anos de estudo. No fundamental, os alunos concluem, em m\u00e9dia, 6,6 s\u00e9ries e, no m\u00e9dio, 2,6. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De acordo com o presidente do Inep, o cen\u00e1rio registrado na Geografia da Educa\u00e7\u00e3o Brasileira \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da m\u00e1 qualidade do ensino, provocada pelo baixo gasto p\u00fablico, professores mal remunerados e sem prepara\u00e7\u00e3o adequada e escolas mal equipadas. Al\u00e9m disso, segundo ele, os pais n\u00e3o conseguem manter os seus filhos na escola, pois mesmo na rede p\u00fablica h\u00e1 um gasto familiar, e o estudante sofre uma press\u00e3o para entrar cada vez mais cedo no mercado de trabalho com o objetivo de ajudar na renda da fam\u00edlia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Helene, a evolu\u00e7\u00e3o educacional do Brasil tem se situado, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, muito abaixo das melhorias apresentadas em outros pa\u00edses, inclusive os da Am\u00e9rica do Sul. \u201cCom isso, a nossa diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s na\u00e7\u00f5es desenvolvidas fica ainda mais distante, sendo assim, precisamos melhorar em patamares muito mais elevados.\u201d \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O conjunto de informa\u00e7\u00f5es da publica\u00e7\u00e3o pode ser acessado na Internet pelo endere\u00e7o <a href=\"http:\/\/www.inep.gov.br.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.inep.gov.br.<\/a>. No trabalho constam informa\u00e7\u00f5es sobre o contexto social dos estudantes, os recursos e equipamentos pedag\u00f3gicos que as escolas oferecem aos seus alunos, a qualifica\u00e7\u00e3o dos professores, o acesso da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior, a evolu\u00e7\u00e3o dos estudantes dentro do sistema de ensino, o desempenho escolar e os investimentos p\u00fablicos na \u00e1rea. Al\u00e9m dos dados produzidos pelo Inep, o estudo engloba tamb\u00e9m os obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE), Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar\/UFMG), Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) e Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Alunos t\u00eam 4 horas-aula por dia<\/b> \u00a0<br \/> Os estudantes brasileiros matriculados no ensino fundamental e m\u00e9dio t\u00eam 4,3 horas-aula por dia, em m\u00e9dia. Na educa\u00e7\u00e3o infantil, o per\u00edodo \u00e9 um pouco maior. Nesse n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as t\u00eam, em m\u00e9dia, 5,1 horas-aula por dia. Nos \u00faltimos anos, esse indicador tem se mantido est\u00e1vel nos tr\u00eas n\u00edveis de ensino da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. A amplia\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria \u00e9 uma necessidade para oferecer melhores condi\u00e7\u00f5es de estudos aos alunos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds, os \u00edndices de horas-aula di\u00e1rias, no ensino fundamental e m\u00e9dio, est\u00e3o bem pr\u00f3ximos da m\u00e9dia nacional, variando de 4,1 a 4,7 horas-aula por dia. No caso da educa\u00e7\u00e3o infantil, a carga hor\u00e1ria de perman\u00eancia das crian\u00e7as nas escolas apresenta diferen\u00e7as acentuadas entre as regi\u00f5es. Enquanto no Norte e Nordeste os estudantes t\u00eam, em m\u00e9dia, 4,4 horas-aula por dia, no Sul esse \u00edndice chega a 6,5. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na creche, modalidade inicial da educa\u00e7\u00e3o infantil, as crian\u00e7as est\u00e3o passando praticamente todo o per\u00edodo diurno nas institui\u00e7\u00f5es de ensino. No Pa\u00eds, elas ficam em m\u00e9dia 7,8 horas por dia. Na regi\u00e3o Sul, a m\u00e9dia de perman\u00eancia \u00e9 de 9,8 horas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>39% est\u00e3o em atraso escolar<\/b> \u00a0<br \/> No ensino fundamental, 39% dos alunos t\u00eam idade superior \u00e0 adequada para a s\u00e9rie que cursam. No ensino m\u00e9dio, esse \u00edndice \u00e9 de 53%. Conseq\u00fc\u00eancia das elevadas taxas de repet\u00eancia, a distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie \u00e9 apontada por pesquisas nacionais e internacionais como um dos principais problemas da educa\u00e7\u00e3o brasileira. As avalia\u00e7\u00f5es mostram que o estudante em atraso escolar (freq\u00fcentando s\u00e9rie n\u00e3o correspondente a sua idade) tem desempenho inferior aos alunos que est\u00e3o em s\u00e9ries pr\u00f3prias \u00e0 idade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na quinta s\u00e9rie do ensino fundamental e na primeira s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio, localizam-se os maiores \u00edndices de atraso escolar. Nestas s\u00e9ries, as taxas de distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie s\u00e3o de 50% e 56%, respectivamente. Como nas s\u00e9ries iniciais a reprova\u00e7\u00e3o e o abandono s\u00e3o elevados, um significativo contingente dos estudantes que alcan\u00e7am as s\u00e9ries conclusivas chega com idade acima da ideal. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie tamb\u00e9m \u00e9 um elemento marcante da desigualdade regional na educa\u00e7\u00e3o. No Norte e Nordeste, respectivamente, 52,9% e 57,1% dos estudantes do ensino fundamental est\u00e3o com idade acima da apropriada para a s\u00e9rie em curso. No Sudeste, o \u00edndice \u00e9 de 24%, no Sul, de 21,6% e no Centro-Oeste, de 38%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Deve-se observar que os sistemas escolares com altas taxas de evas\u00e3o, repet\u00eancia e distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie pertencem a Estados onde a perman\u00eancia dos alunos na escola e os sal\u00e1rios dos professores s\u00e3o menores. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Sal\u00e1rio dos professores apresenta grandes diferen\u00e7as \u00a0<\/b><br \/> O sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal dos professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira \u00e9 de R$ 530 e apresenta significativas diferen\u00e7as quando observados o n\u00edvel de ensino e o tipo de escola em que lecionam e a regi\u00e3o onde atuam. Um docente da educa\u00e7\u00e3o infantil recebe, em m\u00e9dia, 60% do sal\u00e1rio pago ao do ensino m\u00e9dio. Enquanto o primeiro tem um remunera\u00e7\u00e3o salarial de R$ 419, o segundo recebe R$ 700. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A situa\u00e7\u00e3o se atenua nos n\u00edveis subseq\u00fcentes. Os sal\u00e1rios dos professores do ensino m\u00e9dio se aproximam daqueles observados para os que lecionam para as s\u00e9ries finais do ensino fundamental, em fun\u00e7\u00e3o da equival\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica exigida, permitindo que muitos deles atuem nesses dois n\u00edveis de ensino. Os docentes que ministram aulas para turmas de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9rie ganham em m\u00e9dia R$ 605 e de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie, R$ 426. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O maior sal\u00e1rio mensal do conjunto de professores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica foi registrado no Sudeste, onde os docentes recebem em m\u00e9dia R$ 686, um valor 131% maior do que os R$ 297 pagos aos que lecionam no Nordeste. Os dados do Censo mostram que a rede p\u00fablica municipal paga os sal\u00e1rios mais baixos. Os professores que lecionam nas turmas mantidas pelas prefeituras recebem, em m\u00e9dia, R$ 379, contra R$675 das escolas particulares. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Esses dados est\u00e3o no \u00faltimo levantamento sobre a remunera\u00e7\u00e3o dos docentes, o Censo do Professor realizado em 1997. Como n\u00e3o foi realizado outro levantamento sobre o assunto nos anos seguintes, os dados impossibilitam verificar se houve ganhos salariais nos \u00faltimos anos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Aumenta concorr\u00eancia nos vestibulares da rede p\u00fablica \u00a0<\/b><br \/> A cada ano, mais estudantes ingressam na lista dos que concorrem a uma vaga nas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de ensino superior. Em 1997, a rela\u00e7\u00e3o de candidatos inscritos no vestibular por vagas oferecidas era de 7,4, passando para 9,3 em 2001. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O aumento na oferta de vagas no sistema de ensino superior p\u00fablico n\u00e3o foi suficiente para reduzir a concorr\u00eancia. Como s\u00e3o gratuitas e consideradas de melhor qualidade, essas institui\u00e7\u00f5es atraem para seus vestibulares um n\u00famero cada vez maior de candidatos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em todas as regi\u00f5es, a concorr\u00eancia no sistema p\u00fablico ficou mais acirrada. No Sudeste, o \u201cfunil\u201d do vestibular \u00e9 mais estreito: cada vaga \u00e9 disputada por 11 estudantes. No Norte h\u00e1 nove inscritos por vaga, no Sul e Centro-Oeste essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 8,5, e no Nordeste, de 7,7. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na rede privada, o cen\u00e1rio \u00e9 o oposto. Os dados mostram que houve uma redu\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o candidatos por vaga na rede privada de ensino superior. De 1997 a 2001, a concorr\u00eancia nas institui\u00e7\u00f5es particulares caiu de 2,6 para 1,8 inscri\u00e7\u00e3o por vaga. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Grau de forma\u00e7\u00e3o refor\u00e7a desigualdade regional \u00a0<\/b><br \/> Dos brasileiros na faixa et\u00e1ria de 25 a 34 anos, classificados como popula\u00e7\u00e3o adulta jovem, 24% conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio e 6% terminaram o n\u00edvel superior. Outros 70% t\u00eam, no m\u00e1ximo, o ensino fundamental, sendo que 5,5% n\u00e3o possuem qualquer grau de instru\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A desigualdade regional quanto ao grau de forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 marcante. Enquanto no Sudeste 34% da popula\u00e7\u00e3o de 25 a 34 anos t\u00eam o ensino m\u00e9dio ou superior, no Nordeste apenas 23% dos adultos jovens t\u00eam essa mesma forma\u00e7\u00e3o. Por outro lado, 3% no Sudeste n\u00e3o possuem instru\u00e7\u00e3o, contra 12% no Nordeste. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m h\u00e1 significativas discrep\u00e2ncias. Em alguns estados, como Amazonas, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Alagoas e Bahia, menos de 3% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam a educa\u00e7\u00e3o superior. Ao mesmo tempo, no Distrito Federal, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, mais de 8% t\u00eam essa forma\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apesar das diferen\u00e7as, o \u00edndice da popula\u00e7\u00e3o com n\u00edvel superior est\u00e1 bem abaixo dos indicadores mundiais. Para vencer esse obst\u00e1culo, que \u00e9 um empecilho ao desenvolvimento econ\u00f4mico, social e cultural do Pa\u00eds, especialistas afirmam que, al\u00e9m de garantir o acesso \u00e0 escola, s\u00e3o necess\u00e1rias a perman\u00eancia no sistema de ensino, a progress\u00e3o entre s\u00e9ries e a amplia\u00e7\u00e3o da oferta de vagas na rede p\u00fablica de educa\u00e7\u00e3o superior. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Proje\u00e7\u00e3o revela queda na representatividade da popula\u00e7\u00e3o em idade escolar \u00a0<\/b><br \/> A representatividade relativa da popula\u00e7\u00e3o em idade escolar dentro da totalidade de habitantes dos Pa\u00eds tende a diminuir nos pr\u00f3ximos anos. De acordo com as proje\u00e7\u00f5es levantadas no estudo, a popula\u00e7\u00e3o na faixa et\u00e1ria de 7 a 14 anos, que em 2000 correspondia a 15,9% do total, passar\u00e1 a representar 13,7% em 2010 e 12,8% em 2020. Essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da queda da fecundidade e do aumento da expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A expectativa \u00e9 de que a diminui\u00e7\u00e3o ocorra em todos os grupos et\u00e1rios correspondentes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em idade escolar nos diversos n\u00edveis de ensino. Na faixa at\u00e9 seis anos, as proje\u00e7\u00f5es mostram uma queda na representatividade de 13,6% em 2000 para 11% em 2020. Na de 15 a 17 anos, a redu\u00e7\u00e3o relativa passar\u00e1 de 5,7% para 4,9% no mesmo per\u00edodo, e na de 18 a 24 anos, de 13,7% para 10,7%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apesar da redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em idade de freq\u00fcentar os n\u00edveis de ensino b\u00e1sico e superior, as regi\u00f5es e unidades da Federa\u00e7\u00e3o tendem a apresentar grandes diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demanda por vagas na escola. De acordo com o estudo, nem sempre haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o, em n\u00fameros absolutos, da popula\u00e7\u00e3o destes grupos et\u00e1rios, o que exigir\u00e1 estrat\u00e9gias diferenciadas no que diz respeito \u00e0s pol\u00edticas educacionais. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Levantamentos sobre gastos em educa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o ampliados \u00a0<\/b><br \/> O levantamento dos gastos p\u00fablicos em educa\u00e7\u00e3o, feito com base nos balan\u00e7os da Uni\u00e3o, estados e de uma amostra representativa dos munic\u00edpios brasileiros, \u00e9 realizado pelo Inep, juntamente com o Ipea e apoio de universidades brasileiras. Essa pesquisa busca desenvolver uma metodologia adequada de aferi\u00e7\u00e3o dos gastos no setor. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo o levantamento, em 1998, em todos os n\u00edveis e modalidades de ensino, os gastos somavam 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Estes recursos incluem as despesas correntes, utilizadas no processo de ensino\/aprendizagem, e as despesas de capital, que est\u00e3o relacionadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de escolas e compra de mobili\u00e1rio, por exemplo. Em valores totais, o gasto correspondia \u00e0 R$38,6 bilh\u00f5es, sem a inclus\u00e3o das despesas com inativos e pensionistas, que no setor educacional correspondiam a 1% do PIB, ou R$ 9,1 bilh\u00f5es. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A partir de 2003, uma das prioridades do Inep ser\u00e1 aperfei\u00e7oar os levantamentos e pesquisas relacionados aos gastos em educa\u00e7\u00e3o. Dentro deste objetivo, ser\u00e3o adequados, de forma mais consistente, os levantamentos nacionais aos padr\u00f5es internacionais &#8211; a fim de possibilitar uma melhor comparabilidade -, bem como aos crit\u00e9rios da Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB). Um outro projeto consiste em aprofundar a an\u00e1lise dos custos educacionais, visando a determina\u00e7\u00e3o de um padr\u00e3o m\u00ednimo de qualidade do ensino, conforme previsto na legisla\u00e7\u00e3o. O Inep tamb\u00e9m pretende ampliar os levantamentos sobre o custo do aluno na escola p\u00fablica e estender esta pesquisa ao setor privado. \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cada grupo de 100 alunos que ingressam na primeira s\u00e9rie do ensino fundamental 59 conseguem terminar a oitava s\u00e9rie desse n\u00edvel de escolariza\u00e7\u00e3o e os outros 41 param de estudar no meio do caminho. Para aqueles que entraram no ensino m\u00e9dio, a expectativa de conclus\u00e3o \u00e9 maior: 74% conseguem termin\u00e1-lo. 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