{"id":2588,"date":"2009-04-29T14:36:00","date_gmt":"2009-04-29T17:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/04\/29\/so-8-das-escolas-tops-no-enem-sao-publicas\/"},"modified":"2009-04-29T14:36:00","modified_gmt":"2009-04-29T17:36:00","slug":"so-8-das-escolas-tops-no-enem-sao-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/so-8-das-escolas-tops-no-enem-sao-publicas\/","title":{"rendered":"S\u00f3 8% das escolas \u201dtops\u201d no Enem s\u00e3o p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<p>Dados divulgados ontem pelo MEC apontam que apenas 8% das escolas \u201ctops\u201c do pa\u00eds no ensino m\u00e9dio s\u00e3o p\u00fablicas. Ainda assim, s\u00e3o unidades de elite do sistema, que fazem sele\u00e7\u00e3o para escolher os alunos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Folha analisou o resultado dos 1.917 melhores col\u00e9gios no Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio), o que representa 10% do total. Dessas, apenas 151 s\u00e3o p\u00fablicas (83 federais).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Considerando as escolas p\u00fablicas \u201cconvencionais\u201c (excluindo as profissionalizantes, as ligadas a universidades ou que fazem sele\u00e7\u00e3o para ingresso), a melhor unidade da rede ficou na posi\u00e7\u00e3o 1.935 do ranking. O col\u00e9gio \u00e9 estadual do Rio Grande do Sul e sofre com falta de professores.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As notas servem como parte da sele\u00e7\u00e3o para universidades e para que os alunos saibam sua condi\u00e7\u00e3o ao fim da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para selecionar bolsistas pelo ProUni (programa federal).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A melhor escola do pa\u00eds \u00e9 uma particular do Rio (S\u00e3o Bento), com m\u00e9dia 33% acima da melhor p\u00fablica \u201cconvencional\u201c (a Frederico Benvegnu, em S\u00e3o Domingos do Sul, a 246 km de Porto Alegre).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No ranking de todas as escolas do pa\u00eds, a primeira escola de S\u00e3o Paulo a aparecer \u00e9 o col\u00e9gio particular V\u00e9rtice, na nova posi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a p\u00fablica mais bem colocada \u00e9 a Cefet (federal tecnol\u00f3gica), na 37\u00aa.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEsse resultado tem se repetido ano a ano. Os alunos das escolas particulares t\u00eam melhor desempenho seja porque t\u00eam professores mais bem pagos, seja pela fam\u00edlia\u201c, afirmou o presidente do Inep (instituto do MEC respons\u00e1vel pelo exame), Reynaldo Fernandes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cNenhuma prova mede s\u00f3 a escola. Mede tamb\u00e9m o aluno, a forma\u00e7\u00e3o dos pais e o contexto socioecon\u00f4mico.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dados permitem quatro rankings. A Folha usou a m\u00e9dia entre a prova objetiva e a reda\u00e7\u00e3o, com a simula\u00e7\u00e3o de que todos os alunos da escola tenham feito o exame (optativo).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> 6 em cada 10 escolas \u201ctop\u201c est\u00e3o fora das capitais<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; Angela Pinho (DF)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O bom ensino m\u00e9dio n\u00e3o est\u00e1 restrito aos grandes centros. Os dados do Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) mostram que as escolas com as notas mais altas est\u00e3o em sua maior parte no interior.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Considerando-se os col\u00e9gios na faixa dos 10% de melhor desempenho, 64% est\u00e3o fora das capitais. Aqueles nas regi\u00f5es metropolitanas das capitais respondem por 10% do total; o restante est\u00e1 ou no litoral ou, principalmente, no interior.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em S\u00e3o Paulo, a fatia \u00e9 maior -60% da \u201celite\u201c do Enem est\u00e1 no interior do Estado; 26%, na capital; outros 12% na regi\u00e3o metropolitana e 2% no litoral.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nesse terceiro grupo est\u00e1 a escola Professora L\u00facia de Castro Bueno, em Tabo\u00e3o da Serra. Excluindo-se as escolas t\u00e9cnicas, ela \u00e9 a melhor estadual de S\u00e3o Paulo, embora fique apenas na modesta 2.596\u00aa posi\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o geral do Enem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para C\u00e9sar Callegari, secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o local e membro do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, a explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na autonomia da escola, que, segundo ele, inclusive conseguiu se desligar de algumas diretrizes da secretaria estadual, como o uso de apostilas e a progress\u00e3o continuada.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 esse fator, e n\u00e3o a localiza\u00e7\u00e3o das escolas, o maior motivo de \u00eaxito, sustenta. Por outro lado, pondera que, em cidades menores, muitas vezes h\u00e1 mais condi\u00e7\u00f5es de manter equipes est\u00e1veis, com menos rotatividade de diretores e professores, o que acabaria influenciando positivamente a aprendizagem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC), afirma desconhecer evid\u00eancia da influ\u00eancia da localiza\u00e7\u00e3o das escolas sobre o desempenho dos alunos. Ele diz que os estudos sobre educa\u00e7\u00e3o mostram que o fator socioecon\u00f4mico \u00e9 o que pesa mais sobre a nota final.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Embora a maior parte dos melhores col\u00e9gios esteja no interior ou nas regi\u00f5es metropolitanas, um olhar sobre o desempenho no Enem mostra que, nacionalmente, a probabilidade de um col\u00e9gio da capital entrar na lista dos \u201ctops\u201c \u00e9 maior do que no resto do pa\u00eds: 20% das escolas do Brasil est\u00e3o nas capitais, mas, se forem consideradas s\u00f3 as melhores, o percentual sobe para 34%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Perfil\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> A lista das escolas entre as 10% melhores levou em conta a m\u00e9dia na prova objetiva e de m\u00faltipla escolha. O Inep tamb\u00e9m aplicou uma f\u00f3rmula para evitar que a diferen\u00e7a entre o n\u00famero de alunos que fez a prova em cada escola distorcesse as diferen\u00e7as entre elas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O perfil dessa \u201celite\u201c educacional reflete o conhecido abismo entre o sistema p\u00fablico e o particular. Levando-se em conta as 10% melhores notas no Enem, chega-se a 1.917 escolas -dessas, 92% s\u00e3o particulares.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as p\u00fablicas, aparecem duas escolas t\u00e9cnicas municipais, 83 escolas federais (sendo 48 t\u00e9cnicas) e 66 estaduais, das quais todas pertencem a uma minoria do sistema -s\u00e3o ou de ensino profissionalizante ou cobram mensalidade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> ARTIGO: O que o ranking do Enem n\u00e3o nos conta\u00a0<br \/><\/B> Antonio Gois\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Imagine dois competidores disputando uma maratona. O primeiro deles, forte e saud\u00e1vel, usa um t\u00eanis sofisticado. O outro, mais fraco, tem um cal\u00e7ado normal. Ningu\u00e9m duvida de que o primeiro vencer\u00e1 a corrida.\u00a0<br \/> Mas voc\u00ea associaria o resultado ao t\u00eanis que ele usou? Em certa medida, \u00e9 isso que fazemos ao comparar acriticamente escolas no ranking do Enem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Desde 1966, quando o soci\u00f3logo James Coleman publicou relat\u00f3rio pioneiro sobre fatores associados ao desempenho de alunos nos EUA, especialistas em avalia\u00e7\u00e3o educacional v\u00eam confirmando que \u00e9 o n\u00edvel socioecon\u00f4mico dos estudantes o que mais explica o resultado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 por isso que col\u00e9gios que atendem somente filhos de pais de alta renda e escolaridade largam na frente no Enem -n\u00e3o necessariamente por suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, mas, principalmente, pelo perfil de aluno que atendem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia, portanto, que as melhores escolas p\u00fablicas sejam federais ou t\u00e9cnicas, pois elas tamb\u00e9m fazem, em sua maioria, um processo de sele\u00e7\u00e3o de estudantes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mesmo na compara\u00e7\u00e3o entre col\u00e9gios de elite, \u00e9 preciso ter cautela.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Uma escola que d\u00e1 bolsas para alunos pobres, que n\u00e3o discrimina deficientes e n\u00e3o expulsa estudantes que repetiram de ano perder\u00e1 pontos -n\u00e3o por seus defeitos, mas por seus m\u00e9ritos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Isso n\u00e3o invalida a utilidade do ranking do Enem -ferramenta valiosa para ajudar os pais a avaliar a escola dos seus filhos. S\u00f3 n\u00e3o deve ser a \u00fanica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Constatar que o resultado \u00e9 explicado principalmente pelo perfil do aluno n\u00e3o significa que a escola n\u00e3o fa\u00e7a diferen\u00e7a. Mas \u00e9 preciso ter em mente que o melhor col\u00e9gio n\u00e3o \u00e9 necessariamente o que est\u00e1 no topo do ranking, mas, sim, aquele que consegue fazer mais do que se esperava por seus alunos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E isso, infelizmente, o ranking do Enem n\u00e3o nos conta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Escola de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos \u00e9 a melhor de SP<br \/><\/B> Ag\u00eancia Folha &#8211; Matheus Pichonelli\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os 201 estudantes formados em 2008 pelo col\u00e9gio Engenheiro Juarez Wanderley, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (91 km de S\u00e3o Paulo), entraram em ao menos uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior do pa\u00eds &#8211; 80% em universidades p\u00fablicas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A foto de cada um deles est\u00e1 em um mural improvisado no corredor da escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cPassamos aqui e vemos fotos de alunos que viraram exemplos. Pensamos que tamb\u00e9m podemos estar l\u00e1 no ano que vem\u201c, diz Matheus Santos Castilho, 16, aluno do terceiro ano do ensino m\u00e9dio no col\u00e9gio e que vai prestar vestibular para o curso de medicina ainda neste semestre.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Fundado em 2002 e mantido pelo Instituto Embraer de Educa\u00e7\u00e3o e Pesquisa, o col\u00e9gio aparece como o melhor do Estado de S\u00e3o Paulo no Enem. Na lista do ano passado, a escola ocupava a terceira posi\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> S\u00e3o 600 alunos matriculados, todos egressos do ensino p\u00fablico. As salas de aula, com cerca de 40 alunos, s\u00e3o batizadas com nomes de her\u00f3is da mitologia, como Perseu e H\u00e9rcules, de cidades hist\u00f3ricas ou sedes de Jogos Ol\u00edmpicos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201c\u00c9 para n\u00e3o hierarquizar. Na escola municipal onde eu estudava, os melhores alunos iam sempre para as turmas \u201cA\u2019\u201c, afirma Castilho.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Vestibulinho\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Para entrar no col\u00e9gio, os candidatos precisam disputar um vestibulinho, que teve, s\u00f3 no ano passado, 5.000 postulantes para 200 vagas. Selecionados, os estudantes passam cerca de dez horas por dia na escola -chegam a cumprir 6.000 horas\/aula durante todo o curso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nesse per\u00edodo, 30% do tempo \u00e9 dedicado a aulas de prepara\u00e7\u00e3o para ingresso na universidade, participa\u00e7\u00e3o em work-shops e palestras. Al\u00e9m disso, todos alunos participam de ao menos um projeto de sustentabilidade, como o de uma casa feita com madeira reflorestada e com aquecedor solar, por exemplo. Ontem, no in\u00edcio da tarde, a biblioteca da escola estava lotada.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A partir do segundo ano do ensino m\u00e9dio, o estudante, j\u00e1 de olho na universidade, realiza atividades voltadas para as \u00e1reas em que pretende trabalhar: exatas, humanas ou biom\u00e9dicas. S\u00e3o 800 horas\/aulas at\u00e9 o fim do curso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Mais tempo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Segundo o diretor do col\u00e9gio, Jamerson Mansur Peixoto, a vantagem \u00e9 que os alunos passam mais tempo no col\u00e9gio, como ocorre no Jap\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cIsso permite que a escola participe mais da vida do aluno e ele da vida da escola\u201c, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No Juarez Wanderley, diz o diretor do estabelecimento, os alunos s\u00e3o instigados a tra\u00e7ar metas para al\u00e9m da universidade e s\u00e3o cobrados, como numa empresa, para n\u00e3o se contentarem em ficar \u201cna m\u00e9dia\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Pedro Ferraz, diretor do Instituto Embraer, alguns pais de alunos veem a universidade como algo distante, e s\u00e3o orientados pelo col\u00e9gio a estimular os estudantes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Embora seja considerado col\u00e9gio particular pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, ningu\u00e9m paga mensalidade. Alunos de quatro cidades da regi\u00e3o t\u00eam direito a transporte, alimenta\u00e7\u00e3o, uniformes e livros. A escola usa o Sistema Pit\u00e1goras de ensino.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> S\u00e3o Bento \u00e9 o melhor do pa\u00eds pela 3\u00aa vez<br \/><\/B> Ag\u00eancia Folha (RJ)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nos quatro anos em que o MEC divulga o Enem por escola, col\u00e9gio de S\u00e3o Bento, no Rio, s\u00f3 n\u00e3o liderou em 2007, quando ficou em 4\u00ba. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Fundado em 1858, col\u00e9gio de S\u00e3o Bento cobra R$ 1.700 de mensalidade m\u00e9dia, aceita apenas meninose \u00e9 em per\u00edodo integral. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Desde que, h\u00e1 quatro anos, o MEC passou a divulgar o resultado do Enem por escola, o tradicional col\u00e9gio de S\u00e3o Bento, no Rio, j\u00e1 apareceu tr\u00eas vezes como o de melhor m\u00e9dia do pa\u00eds. Em 2007, foi o 4\u00ba.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na primeira ocasi\u00e3o, em 2006, a supervisora pedag\u00f3gica, Maria Elisa Pedrosa, conta que levou um susto com a \u201cinvas\u00e3o\u201c de jornalistas no dia da divulga\u00e7\u00e3o do resultado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ontem a cena se repetiu com rep\u00f3rteres se revezando nas entrevistas. \u201cJ\u00e1 incorporamos isso na nossa rotina, pois \u00e9 importante passar as informa\u00e7\u00f5es corretas\u201c, diz ela.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com tamanha m\u00eddia favor\u00e1vel nos jornais, o S\u00e3o Bento tem como regra n\u00e3o fazer an\u00fancios para atrair estudantes. Mas, de vez em quando, alguns de seus alunos t\u00eam a foto estampada em propagandas de cursinhos pr\u00e9-vestibulares.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cS\u00e3o alunos nossos, que, \u00e0s vezes, estudaram a vida toda aqui, mas que recebem propostas de outros estabelecimentos para estudar de gra\u00e7a em troca de ter a foto publicada caso fiquem nas primeiras coloca\u00e7\u00f5es\u201c, diz Pedro Ara\u00fajo, coordenador do ensino m\u00e9dio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Meninos\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Uma das particularidades do S\u00e3o Bento, fundado em 1858, \u00e9 o fato de ele aceitar apenas meninos. Outra caracter\u00edstica que o diferencia dos demais col\u00e9gios \u00e9 ter turno integral.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A mensalidade m\u00e9dia \u00e9 de R$ 1.700, o que limita a clientela a fam\u00edlias de classe m\u00e9dia e alta. \u201cMas temos muitos pais que abrem m\u00e3o de muita coisa para poder investir na educa\u00e7\u00e3o dos filhos\u201c, diz Maria Elisa.\u00a0<br \/> Ela afirma que, para obter os melhores resultados, o col\u00e9gio n\u00e3o exclui os alunos que repetem ou t\u00eam alguma defici\u00eancia.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cN\u00e3o fazemos nenhum afunilamento para ficar apenas com os melhores. O que acontece, \u00e0s vezes, no entanto, \u00e9 conversar com a fam\u00edlia e, at\u00e9 por uma quest\u00e3o de honestidade, mostrar que a crian\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 conseguindo se adaptar ao ritmo do col\u00e9gio.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A supervisora pedag\u00f3gica diz tamb\u00e9m que a escola n\u00e3o fecha suas portas para alunos com defici\u00eancia: \u201cN\u00e3o temos nenhum caso, hoje, mas estamos abertos para lidar com situa\u00e7\u00f5es especiais. Em caso de defici\u00eancia cognitiva, acho mais dif\u00edcil o aluno se adaptar. Mas j\u00e1 tivemos estudantes com outras necessidades e que n\u00e3o tiveram problema algum\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> NOVO ENEM EXIGE MAIS AN\u00c1LISE DO QUE MEMORIZA\u00c7\u00c3O<br \/><\/B> \u00a0<br \/> O Enem que ser\u00e1 aplicado em outubro deste ano sofrer\u00e1 modifica\u00e7\u00f5es com o objetivo de substituir o vestibular. A prova, que hoje tem 63 quest\u00f5es de m\u00faltipla escolha e uma reda\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 200 quest\u00f5es e uma reda\u00e7\u00e3o, em dois dias de prova.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mudar\u00e1 tamb\u00e9m o que \u00e9 exigido do aluno. A ideia \u00e9 que a nova avalia\u00e7\u00e3o passe a exigir mais conte\u00fado, mas com o jeito de perguntar do Enem, pedindo mais capacidade anal\u00edtica do que de memoriza\u00e7\u00e3o. Outra novidade \u00e9 o n\u00edvel de dificuldade, que ser\u00e1 sempre o mesmo.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/images\/stories\/arquivos\/antigos\/3865.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ENEM &#8211; Ranking das Escolas (abr\/09)<\/a><br \/>(Necessita do programa <a href=\"http:\/\/www.adobe.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Adobe Acrobat Reader<\/a>) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados divulgados ontem pelo MEC apontam que apenas 8% das escolas \u201ctops\u201c do pa\u00eds no ensino m\u00e9dio s\u00e3o p\u00fablicas. 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