{"id":2537,"date":"2009-06-01T17:13:00","date_gmt":"2009-06-01T20:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/06\/01\/autores-europeus-se-reunem-contra-o-google\/"},"modified":"2009-06-01T17:13:00","modified_gmt":"2009-06-01T20:13:00","slug":"autores-europeus-se-reunem-contra-o-google","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/autores-europeus-se-reunem-contra-o-google\/","title":{"rendered":"Autores europeus se re\u00fanem contra o Google"},"content":{"rendered":"<p>\u2018\u00c9 como uma luta de Davi contra Golias, mas n\u00e3o vamos deixar que o Google ganhe bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0s custas dos autores\u201d, diz o escritor Roland Reuss. Ele \u00e9 o respons\u00e1vel pelo \u201cApelo de Heidelberg\u201d.<\/p>\n<p> Assinado por 2.470 escritores e editores da Alemanha, \u00c1ustria, Su\u00ed\u00e7a e Noruega, o documento, que foi enviado h\u00e1 poucas semanas ao governo alem\u00e3o, exige um fim da viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais praticados pelo Google Book Search.<\/p>\n<p> Entre os signat\u00e1rios, h\u00e1 escritores famosos como o pr\u00eamio Nobel G\u00fcnter Grass, o seu editor, Gerhard Steidl, o fil\u00f3sofo Hans Magnus Enzensberger, bem como escritores menos conhecidos da \u00c1ustria, Su\u00ed\u00e7a e Noruega. Reuss, professor de literatura da Universidade de Heildelberg, recebeu tamb\u00e9m o apoio do Jap\u00e3o e da Fran\u00e7a, onde autores e editores aguardam com expectativa o desfecho da disputa na Alemanha para procurar caminhos semelhantes.<\/p>\n<p> Empresa tem lucro com livros \u2019\u00f3rf\u00e3os\u2019<\/p>\n<p> Os alem\u00e3es querem botar o Google contra a parede e n\u00e3o est\u00e3o dispostos a aceitar um acordo como o proposto em outubro do ano passado pela empresa gigante aos autores e editores dos Estados Unidos.<\/p>\n<p> Segundo Oliver Klug, do Google Alemanha, esse acordo daria uma quantia fixa de US$ 60 por cada livro escaneado, bem como 63% dos lucros com an\u00fancios publicit\u00e1rios publicados junto com o livro.<\/p>\n<p> \u2014 Esse acordo \u00e9 interessante para o autor, sobretudo quando o livro n\u00e3o \u00e9 mais editado, pois \u00e9 uma forma de publicidade da obra \u2014 diz o representante do Google em Hamburgo.<\/p>\n<p> O acordo dos Estados Unidos foi proposto depois de um processo movido por autores e editores em 2005, e o resultado dever\u00e1 ser aprovado nas pr\u00f3ximas semanas. Cr\u00edticos questionam a exclusividade de direitos que o Google teria para publicar online e lucrar com milh\u00f5es de chamados \u201clivros \u00f3rf\u00e3os\u201d, t\u00edtulos esgotados com direitos autorais ainda em vig\u00eancia, mas cujos autores n\u00e3o se manifestaram para reivindic\u00e1-los. Dos sete milh\u00f5es de t\u00edtulos escaneados pelo Google Books at\u00e9 agora, nada menos do que cinco milh\u00f5es se enquadram nessa categoria de \u00f3rf\u00e3os.<\/p>\n<p> Para a Europa, n\u00e3o houve at\u00e9 agora nenhum tipo de acordo, embora muitos editores de obras antigas, que n\u00e3o rendem mais dinheiro, cogitem em participar da proposta americana para passar a lucrar, mesmo que pouco, com as suas obras j\u00e1 esgotadas e para as quais n\u00e3o h\u00e1 planos de novas edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> O Google Books j\u00e1 escaneou livros em 40 diferentes idiomas, pondo autores e editores para pensar, com algum receio, sobre o futuro. Na Alemanha, pequenas editoras como a Stroemfeld perdem for\u00e7a com os livros publicados ilegalmente na internet. Entre os t\u00edtulos da Stroemfeld que podem ser lidos agora online est\u00e3o, por exemplo, as edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Franz Kafka ou Heinrich von Kleist, ambas editadas por Roland Reuss. Para o iniciador do \u201cApelo\u201d, mais importante ainda do que a quest\u00e3o financeira \u00e9 o aspecto jur\u00eddico, de uma das maiores empresas de internet do mundo violar os direitos autorais ao publicar uma obra online sem a permiss\u00e3o do autor ou da editora.<\/p>\n<p> Ainda faltam marcos jur\u00eddicos, dizem editores<\/p>\n<p> As edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de Kafka e Kleist, organizadas por Reuss, n\u00e3o est\u00e3o livres de direitos autorais. Segundo o professor, reproduzir na internetas modernas edi\u00e7\u00f5es da Stroemfeld, que em parte reinterpretam as obras dos dois autores, \u201c\u00e9 um crime\u201d, uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais.<\/p>\n<p> Karl D. Wolff, dono da editora, resolveu processar o Google apenas por uma das muitas obras publicadas ilegalmente, a de Kleist. Ao todo, ele reclama do uso indevido de 200 t\u00edtulos de sua editora.<\/p>\n<p> O \u201cApelo de Heidelberg\u201d procura combater tamb\u00e9m um projeto \u2014 o Open Access \u2014 apoiado por diversas funda\u00e7\u00f5es alem\u00e3s e de outros pa\u00edses europeus, de disponibilizar todas as publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas na internet com acesso livre.<\/p>\n<p> Para Reuss, mesmo que muitas publica\u00e7\u00f5es sejam resultados de pesquisas financiadas pelos governos, o autor \u201cdeve ter o direito de decidir onde o trabalho ser\u00e1 publicado\u201d.<\/p>\n<p> A revolu\u00e7\u00e3o provocada pela internet n\u00e3o foi ainda acompanhada por uma mudan\u00e7a das leis dos direitos autorais. Primeiro foram afetados os setores de filme e m\u00fasica, com os downloads ilegais, que continuam sendo feitos apesar da proibi\u00e7\u00e3o em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p> Agora a batalha se transfere de forma mais expl\u00edcita para o setor editorial, incluindo a m\u00eddia.<\/p>\n<p> Muitos editores de jornais, como o ex-ministro da cultura da Alemanha Michael Naumann, editor do seman\u00e1rio \u201cDie Zeit\u201d, apoiam a iniciativa na expectativa de que, com uma tomada de posi\u00e7\u00e3o do governo alem\u00e3o e da Uni\u00e3o Europeia, os direitos autorais dos jornais passem a valer mais quando os seus conte\u00fados forem reproduzidos pelo Google.<\/p>\n<p> \u2014 No momento, o Google deixa os jornalistas pesquisarem e escreverem nos seus jornais para lucrar sozinho com os an\u00fancios publicados no site de busca \u2014 lembra Reuss.<\/p>\n<p> Ele v\u00ea, por\u00e9m, as bibliotecas como correspons\u00e1veis pelo roubo da propriedade intelectual.<\/p>\n<p> Nos Estados Unidos, elas foram as primeiras a oferecer suas cole\u00e7\u00f5es ao Google.<\/p>\n<p> Na Alemanha, a Biblioteca Estatal de Munique foi a primeira a fechar um acordo com o buscador gigante.<\/p>\n<p> Os editores das caras obras cient\u00edficas, como Vittorio Klostermann, s\u00e3o os que mais t\u00eam preju\u00edzos na era da digitaliza\u00e7\u00e3o e, neste caso, o culpado n\u00e3o \u00e9 apenas o Google. Os estudantes da Universidade de Darmstadt, na Alemanha, t\u00eam agora de gra\u00e7a o que antes era car\u00edssimo. A biblioteca oferece aos estudantes a possibilidade de arquivar em USB, sem pagar, as obras cient\u00edficas, o que \u00e9 bom para os estudantes mas pode levar muitas editoras \u00e0 fal\u00eancia. A berlinense Claudia Lux, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Mundial de Bibliotecas, defende a cria\u00e7\u00e3o de novos modelos de neg\u00f3cios para as editoras porque admite que nada voltar\u00e1 a ser como antes da era da digitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> \u2014 Os leitores querem hoje ter acesso aos novos conte\u00fados com muito mais rapidez.<\/p>\n<p> Eles n\u00e3o querem pagar pela obra e n\u00e3o querem mais nem ter o trabalho de frequentar a biblioteca, mas captar tudo online \u2014 diz ela.<\/p>\n<p> Na Espanha, indol\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o<\/p>\n<p> Claudia afirma que tamb\u00e9m os editores e autores dos caros livros cient\u00edficos devem desenvolver novos modelos de neg\u00f3cios. A disposi\u00e7\u00e3o de jovens universit\u00e1rios em gastar dinheiro em livros \u00e9 cada vez menor. J\u00e1 Roland Reuss conta com a Justi\u00e7a. Segundo ele, na Europa os direitos autorais<\/p>\n<p> Reuss espera uma decis\u00e3o do governo alem\u00e3o para julho ou agosto. E que o resultado fa\u00e7a escola, na Europa e no mundo.<\/p>\n<p> Outros pa\u00edses, por\u00e9m, ainda n\u00e3o manifestaram a mesma preocupa\u00e7\u00e3o. O jornal \u201cEl Pa\u00eds\u201d publicou semana passada uma reportagem em que qualificava de \u201cindolente\u201d a rea\u00e7\u00e3o espanhola \u00e0 quest\u00e3o. O texto notava a aus\u00eancia de autores espanh\u00f3is entre os signat\u00e1rios do \u201cApelo de Heidelberg\u201d.<\/p>\n<p> As universidades espanholas Complutense, de Salamanca, de Santiago de Compostela e a Jaume Fuster fazem parte do projeto do Google Book Search. s\u00e3o \u201csagrados\u201d. Um escritor e seus herdeiros t\u00eam o direito de decidir o que fazer com seu trabalho, incluindo proibir uma obra antiga (n\u00e3o t\u00e3o valorizada pelo pr\u00f3prio autor e que n\u00e3o teve reedi\u00e7\u00f5es) de ser publicada na internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018\u00c9 como uma luta de Davi contra Golias, mas n\u00e3o vamos deixar que o Google ganhe bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0s custas dos autores\u201d, diz o escritor Roland Reuss. Ele \u00e9 o respons\u00e1vel pelo \u201cApelo de Heidelberg\u201d. 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