{"id":2535,"date":"2009-06-02T12:10:00","date_gmt":"2009-06-02T15:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/06\/02\/matematica-tambem-e-feminina\/"},"modified":"2009-06-02T12:10:00","modified_gmt":"2009-06-02T15:10:00","slug":"matematica-tambem-e-feminina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/matematica-tambem-e-feminina\/","title":{"rendered":"Matem\u00e1tica tamb\u00e9m \u00e9 feminina"},"content":{"rendered":"<p>Uma quest\u00e3o pol\u00eamica defendida em diversos c\u00edrculos acad\u00eamicos envolve a no\u00e7\u00e3o de que as mulheres teriam naturalmente menos facilidade do que os homens para a compreens\u00e3o da matem\u00e1tica, especialmente em seus n\u00edveis mais complexos.<\/p>\n<p> A controv\u00e9rsia aumentou ainda mais em 2005, quando o ent\u00e3o presidente da Universidade Harvard, Lawrence Summers \u2013 hoje assessor econ\u00f4mico do governo de Barack Obama \u2013, comentou que a diferen\u00e7a entre os g\u00eaneros seria um dos motivos principais para explicar a escassez de professoras de matem\u00e1tica nas principais universidades dos Estados Unidos.<\/p>\n<p> Agora, <B>um novo estudo<\/B>, que ser\u00e1 publicado esta semana no site e em breve na edi\u00e7\u00e3o impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, <B>afirma que o motivo maior para a disparidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o matem\u00e1tica entre os p\u00fablicos masculino e feminino se deve n\u00e3o a fatores biol\u00f3gicos, mas culturais.<\/B><\/p>\n<p> \u201cN\u00e3o se trata de uma diferen\u00e7a inerente entre homens e mulheres. H\u00e1 pa\u00edses em que a disparidade entre os g\u00eaneros, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 performance em matem\u00e1tica, simplesmente n\u00e3o existe, tanto no n\u00edvel m\u00e9dio como nos mais altos. Esses pa\u00edses tendem a ser os mesmos em que se verificam as maiores igualdades entre os g\u00eaneros\u201d, disse Janet Mertz, professora da Universidade de Wisconsin-Madison, autora do estudo junto com Janet Hyde, da mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Ap\u00f3s reunir dados de diversas fontes \u2013 exames estaduais, olimp\u00edadas internacionais de matem\u00e1tica e o Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Alunos (Pisa), entre outros \u2013, as cientistas documentaram um padr\u00e3o de performance que aponta fortemente para fatores socioculturais como explica\u00e7\u00e3o para a disparidade.<\/p>\n<p> O estudo verificou que o padr\u00e3o tem se alterado grandemente nas \u00faltimas d\u00e9cadas e que meninas em n\u00edveis mais b\u00e1sicos de ensino passaram a ter aproveitamento semelhante aos dos meninos em exames. No ensino m\u00e9dio, meninas est\u00e3o tendo aulas de c\u00e1lculo em taxas similares \u00e0s dos meninos. Outro ponto \u00e9 que a propor\u00e7\u00e3o de doutorados em ci\u00eancias matem\u00e1ticas para mulheres pulou de 5% na d\u00e9cada de 1950 para 30% na atual.<\/p>\n<p> \u201cNa m\u00e9dia, as meninas est\u00e3o atingindo a paridade com os meninos nos Estados Unidos e em outros pa\u00edses e a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos g\u00eaneros nos n\u00edveis mais altos est\u00e1 diminuindo bastante\u201d, disse Janet Hyde.<\/p>\n<p> No novo estudo, as pesquisadoras questionam a validade da hip\u00f3tese defendida por Summers de que os homens teriam uma variabilidade biol\u00f3gica maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 habilidade matem\u00e1tica. Elas apontam que as notas obtidas por meninas em alguns pa\u00edses e em alguns grupos \u00e9tnicos nos Estados Unidos variam tanto como as dos meninos.<\/p>\n<p> Segundo elas, a propor\u00e7\u00e3o de meninas para meninos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 performance em matem\u00e1tica \u00e9 basicamente a mesma que se verifica na quest\u00e3o das diferen\u00e7as entre os g\u00eaneros no pa\u00eds.<\/p>\n<p> \u201cSe oferecermos \u00e0s mulheres mais oportunidades educacionais e de trabalho em campos que exigem o conhecimento avan\u00e7ado da matem\u00e1tica, certamente passaremos a encontrar mais mulheres aprendendo e executando muito bem essa \u00e1rea do conhecimento\u201d, disse Janet Mertz.<\/p>\n<p> \u201cNos Estados Unidos, \u00e9 comum que os estudantes achem que o talento para a matem\u00e1tica \u00e9 algo inato. Se algu\u00e9m n\u00e3o for naturalmente bom na disciplina, n\u00e3o h\u00e1 o que fazer para reverter esse cen\u00e1rio. Mas, em outros pa\u00edses, a pr\u00f3pria valoriza\u00e7\u00e3o da matem\u00e1tica \u00e9 maior e as pessoas correlacionam o aproveitamento nessa \u00e1rea com o esfor\u00e7o\u201d, disse Janet Mertz.<\/p>\n<p> Segundo as autoras do estudo, a diferen\u00e7a em atitude \u00e9 provavelmente o maior motivo por que as notas m\u00e9dias em matem\u00e1tica de meninas em pa\u00edses asi\u00e1ticos s\u00e3o maiores do que nos Estados Unidos. E por que filhas de imigrantes desses pa\u00edses, educadas em escolas norte-americanas, tendem a apresentar bom conhecimento matem\u00e1tico.<br \/> \u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma quest\u00e3o pol\u00eamica defendida em diversos c\u00edrculos acad\u00eamicos envolve a no\u00e7\u00e3o de que as mulheres teriam naturalmente menos facilidade do que os homens para a compreens\u00e3o da matem\u00e1tica, especialmente em seus n\u00edveis mais complexos. 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